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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

E se em Vila Verde também houver uma anta (ou o que resta dela)?



E se em Vila Verde também  houver uma anta (ou o que resta dela)?

E se até há poucos dias não tínhamos qualquer referência megalítica na freguesia de São Martinho poderá muito bem acontecer que afinal também ela tenha valores dessa era.
Em Vila Verde foi encontrada recentemente uma estrutura em granito (o que é uma novidade, porque todas as nossas mamoas são em xisto), que não oferece dúvidas ser construção humana,  e que merece uma intervenção de estudo.
Os incêndios que percorreram grande parte dos nossos montes deixaram a descoberto este e outros vestígios, que não eram conhecidos, que estão agora em perigo por serem desconhecidos dos proprietários e público em geral  face aos trabalhos de reflorestação.
Lembramos que temos vindo a encontrar outros monumentos por todo o concelho e que solicitamos a colaboração e apoio das entidades autárquicas (Câmara e Juntas de Freguesia) para que se conheçam e informem os proprietários e população.















Martinho Rocha

sábado, 23 de março de 2013

Ara Laribus Ceceaicis em Castelo de Paiva


A Ara de Vila Verde surpreende a comunidade cientifica e passa a  constar do ficheiro epigráfico (suplemento de Conímbriga) da Universidade de Coimbra, elaborado para reunir todas as inscrições romanas inéditas de toda a Península Ibérica. Foi descoberta em 2007 e logo divulgada pela ADEP, está a ser publicada. É dedicada à divindade Lares e datável da primeira metade do séc. I da nossa era.
O patrocínio da  Universidade de Coimbra – Faculdade de Letras, através do seu Instituto de Arqueologia, sob a direção e especial empenho do conceituado Professor e Investigador de Epigrafia  José D’Encarnação, tornam possível este estudo  e divulgação pelo que fica desde já o nosso agradecimento extensivo também a todos os que todos os que  trabalharam para fazer luz sobre este importante testemunho do nosso passado.
Vila Verde passa a ser conhecido em toda a comunidade estudiosa  e localizado num mapa onde a idade deste  testemunho é, no nosso concelho, um  dos mais antigos do período romano.
Dentro de dias estarão disponíveis o referido ficheiro e a separata de papel.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ara de Vila Verde é romana e dedicada aos LARES !


A Ara encontrada pela ADEP em 2007 no sítio do Terreiro (Vila Verde), Castelo de Paiva, zona agrícola por excelência no vale do rio Sardoura e local de passagem  imemorial, não fossem os testemunhos dos grandes sulcos dos rodados, gravados no granito do caminho, está a ser decifrada e vai ser publicada.
Das primeiras conclusões do estudo que, em colaboração connosco, lhe está a fazer José d’Encarnação – ilustre Professor e Investigador da área da Epigrafia – ficamos a saber que se trata de uma ara dedicada aos LARES, divindade a que recorriam, no âmbito privado, os cidadãos que buscavam assim proteção nos espíritos domésticos.
Para J. Leite de Vasconcelos in Religiões da Lusitânia: “Os lares, na crença dos romanos, eram divindades que protegiam não só as casas e os campos, mas os indivíduos, as cidades e mesmo certas collectividades. Havia Lares Viales para os viajantes, Lares vicorum para os bairros; Lares militares para os soldados, Lares compitales para as encruzilhadas.(…) o culto dos Lares compitale foi restaurado por Augusto,  que mandou que os altares d’elles (…)se enfeitassem com flores na primavera e no verão.” O imperador Augusto consentiu ser adorado em vida e que o seu genius fosse colocado entre os Lares compitales.
Temos assim, em Paiva, mais um testemunho da vivência e neste caso da religiosidade das gentes num tempo em que dominava o Império Romano e, portanto, antes da sua cristianização. A religião oficial de Roma Antiga caracterizou-se pelo politeísmo, com elementos que combinavam influências de diversos cultos. Estes cultos começaram a decair com a conversão, que aconteceu no ano de 313 com o Edito de Milão, assinado por Constantino.
Mais um trabalho da ADEP, sobre uma pequena parte do nosso passado colectivo, do muito que há para saber e estudar. Oportuno se torna lamentar que a maior parte dos materiais localizados e conhecidos estejam dispersos, pelos museus vizinhos e casas particulares, e no concelho não existam condições nem espaços, que não sejam os que a ADEP lhe vem disponibilizando, sem que receba quaisquer apoios consignados para esse fim.