sábado, 3 de fevereiro de 2018

Sobrado de Paiva Medieval de Mário Gonçalves Pereira!




Ei-lo!
E como disse António Moreira da Fonseca, na brilhante apresentação, além de informar dos feitos de nossos antepassados, é um “medicamento”, lê-lo melhora a nossa auto-estima!
Para nós Paivenses, portugueses que nem sempre nos sabemos entender sobre a defesa que devemos fazer das nossas causas comuns, é bom não esquecer que falamos todos o Português e que isso acrescenta ainda mais responsabilidade à nossa forma de estar e de nos relacionarmos. É que não é todos os dias que nos podemos vangloriar de termos entre nós paivenses os primeiros autores de português escrito (prosa e verso).
Mário Gonçalves Pereira que no âmbito das actividades da ADEP - como gosta de referir – esgalhou muito bem esta obra, buscando ligações familiares dos autores aos ascendentes de Santo António, como os documentos genealógicos comprovam, abre um capitulo de nova discussão (esperemos que de consequente acção) sobre o futuro da Casa Museu do Conde de Castelo de Paiva, na Casa e Quinta da Boavista e outros (Casa da Torre de Vegide, Gondim e Serrada) que foram legados (em raíz) ao Município - que aceitou - e que de há vinte anos a esta parte, em sua defesa e conservação pouco ou nada fez, nem muito menos, em respeito pela vontade do Testador (o 3.º Conde de Castelo de Paiva), assunto, designadamente no que concerne ao testamento, que merece uma reflexão, como pediu Martinho Rocha, presidente da Direcção da ADEP. 
O carinho demonstrado pela presença de tantos leitores quererá para nós significar que Mário Gonçalves Pereira deve abordar outros temas num futuro próximo.
Bem Haja, Mário Gonçalves Pereira!



























Martinho Rocha



Mário Soares: a nossa homenagem!


“Douro Paiva” aquando da descida do Douro do Senhor Presidente da República Dr. Mário Soares, em 1988 (acompanhado de várias  personalidades como António Guterres, Pinto Balsemão, etc.).


Na semana em que se comemora um ano após a morte de Mário Soares e que lhe foi prestada homenagem em Estrasburgo  no Parlamento Europeu, também nós não poderemos deixar passar a data sem lembrar que entre outras razões de homenagem nos toca particularmente a sua atenção às causas ambientais e do património especialmente a sua iniciativa, em 1988, de descida do Douro em barco rabelo - o nosso "Douro Paiva" - apontando para o futuro promissor que era o Douro e o turismo; motivos que nos tinham levado a construir essa embarcação e a destiná-la a passeios turísticos.
Agora "Uma das salas de trabalho do Parlamento Europeu passará a ostentar, a partir de agora, o nome desse grande democrata e europeísta que foi Mário Soares".

in Terras de Paiva



imagem dos recentes trabalhos de restauro no Parque das Tílias onde repousa o "guerreiro"

                                  idem


in JN, cónica do deputado Silva Pereira de onde se transcreveu a frase alusiva ao baptismo da sala de trabalho
















Martinho Rocha

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

“Esse rio que era Douro”, de Manuel Caetano de Oliveira




“…o homem, o ser humano, não devia morrer…“ e se Simão Cardoso o diz ao jeito de quem aponta à leitura de inscrição filosófica insculpida no frontispício de um pórtico votivo à memória do mais comum dos mortais, é para Caetano de Oliveira que esse desejo e clamor se dirige! E ainda que o apresentante da recentemente editada obra “Esse rio que era Douro”, na oração de memória  “in memoriam” ao autor, seu amigo,  nos tente anestesiar, massajando-nos essa dor (que só conhecemos quando perdemos os que nos são próximos…) com ditos como “A Vida tem um sentido que se projecta muito para além do tempo real; não desaparece, apenas se transforma em Vida, uma Vida Nova…”) cola-se-nos um pesado sentimento de orfandade, mesmo para quem – qual filho estouvado e desavindo – , demasiado tarde, conhece verdadeiramente o pai…
Conhecer um pouco da vivência ribeirinha, na nossa região, e deparar com a descrição feita por Caetano de Oliveira às insónias e canseiras  da pequena campanha do pescador e seus auxiliares “Mundo” e “Portugal”  na crónica d’A pesca do sável”, que leva João de Araújo Correia a exaltar este texto e propô-lo para o lastro e  fundações do Museu do Rio Douro, é perceber e aceitar que afinal à morte física uma nova Vida se segue…. E mais diz, e bem: “Há vidas, umas mais que outras, que permanecem actuantes, nesta terra, até à consumação dos séculos.”
E se esta arte de bem trabalhar a “tesoada” requer cuidados redobrados, em defesa da ética e com vista ao necessário rendimento, a nossa função, prestando tributo ao autor e apresentante, deve ser apenas o mais  pedagógica possível, e não pode fazer outra coisa, que recomendar a sua leitura.


Manuel Caetano de Oliveira, ao centro, numa entrega de prémios aos vencedores dos Jogos Florais da ADEP, no Castelo, nos finais dos anos 80, de que aceitou ser membro do Júri. 





















Martinho Rocha

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Como já dissemos o lixos e o aterro continuam.......nas Minas do Pejão...








Foto de Novembro, mas actividade continua....

O amianto, resíduo perigoso, continua a andar ao piparote, de lado para lado, a ser exposto, a ser degradado, sem regras nem respeito pela saúde das pessoas. Continuamos a ter noticia de deposição destes lixos no sitio das primeiras minas do Pejão. 
São reiteradas as informações que nos chegam de que a atividade de deposição continua, com lixos - que sublinhamos - alguns deles perigosos -, num local que devia ser interdito a tal actividade, houvesse respeito pela lei, pela saúde das pessoas, pela história mineira...
Aguardam-se explicações  das autoridades sobre o que  estão a fazer  neste caso. Vai uma vez mais ser dava noticia à CCDR, Municipio, GNR,  Junta Freguesia do Couto Mineiro e Grupo Parlamentar .- Os verdes, para onde vai seguir  esta nota de denúncia.


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Mamoa de Carvalho Mau - o vandalismo continua!

A  denuncia efectuada pela ADEP a propósito das diversas acções de vandalismo na Mamoa de Carvalho Mau levaram já o assunto ao Parlamento pela mão do Grupo Parlamentar " Os Verdes" que questiona o Governo/ Ministro da Cultura sobre o conhecimento que tem do assunto e as medidas que pensa tomar. Igual iniciativa teve o mesmo resultado sobre a combustão nas escombreiras da antiga mina de carvão do Pejão, Castelo de Paiva.



Como já tivemos oportunidade de denunciar a mamoa de Carvalho Mau continua a ser vandalizada. Depois do painel informativo lá colocado há meia dúzia de anos pela ADEP ter sido irremediavelmente danificado e arrancado,agora é a zona de protecção lá colocada, também pela ADEP com o consentimento do proprietário, que está a ser abalroada, não sabemos se a fazer perigar a integridade do próprio monumento megalítico, que é cronologicamente do mais antigo que o concelho e região pode orgulhosamente exibir aos seus cidadãos e visitantes - do terceiro milénio antes de Cristo! Alertam-se as autoridades para uma visita ao local e a implementação de medidas. Recorda-se que este monumento é de extrema valia ao nível cientifico pois foi objecto de escavação pelo arqueólogo e professor Eduardo Jorge Lopes da Silva nos anos 90, tendo esses trabalhos ficado suspensos por virtude de pender acção judicial decorrente de trabalhos da autarquia que não teriam sido consentidos.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Primeiro encontro de sementeira!





O primeiro encontro de sementeira cumpriu-se ontem  com agrado dos muitos participantes no Parque das Tílias!
Numa parceria da ADEP, SOS - Rio Paiva e Agrupamento de Escuteiros 1258, semearam-se as autóctones : carvalhos, sobreiro, lodão, e louro, recolhidos em Dezembro na Quinta da Boavista e outras.
Uma  das várias jornadas,  que se prevêem, dos jovens voluntários que querem contribuir para regenerar a nossa floresta e ambiente.








fotos: Rui Pereira, João Vieira e M. Rocha

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

No Pejão (Germunde) o fogo de 15 de outubro ainda arde!


Pela actualidade - que não é novidade para os residentes, porque perdura desde 15 de outubro - , recortamos texto e foto de publicação do nosso amigo e colaborador Mário Oliveira.  O carvão entrou  em incandescência e arde continuamente emitindo os fumos que se vêm na foto. Teme-se que no interior das entulheiras este fogo sem controlo possa provocar explosões e aluimentos. Um assunto sério  para a protecção civil e saúde pública.

"A propósito da calamidade que em consequência dos "Fogos" de Outubro de 2017 queimaram uma considerável área do Concelho de Castelo de Paiva e deixaram em "brasa" as entulheiras da exploração carbonífera do Pejão, em Germunde, não percam a reportagem do Porto Canal, hoje Quinta Feira 11/01/2018, pelas 20h30."