Agora que vamos já a caminho do segundo trimestre de 2018 e que se acabaram de aprovar os documentos de gestão, divulgamos o relatório das actividades realizadas em 2017.
sábado, 24 de março de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
Dia Nacional dos Moinhos na ADEP, Parque das Tílias!
Na quarta-feira, dia 4, de tarde especialmente destinado às Instituições.
No sábado - dia 7 para o público em geral.
Aceite o convite. A Casa dos Engenhos Dr. Justino Duarte Strecht Ribeiro terá entrada gratuita!
Nota de Imprensa
Dia Nacional
dos Moinhos – MOINHOS ABERTOS 2018
Nos dias 7 e 8 de Abril, um fim-de-semana, no
âmbito do Dia Nacional dos Moinhos que se assinala a 7 de Abril, terá lugar pelo
décimo segundo ano consecutivo o Dia dos Moinhos Abertos de Portugal,
iniciativa organizada pela Rede Portuguesa de Moinhos, com o apoio da TIMS,
Sociedade Internacional de Molinologia.
Pretende-se chamar a atenção dos Portugueses
para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma
a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros,
organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores,
molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral. Nos dias 7 e
8 de Abril estarão a funcionar e abertos ao público para visita gratuita largas
dezenas de moinhos em funcionamento, de todos os tipos, um pouco por todo o
país. Cada moinho terá um programa de actividades próprio com visitas guiadas,
animações, demonstrações, palestras e outras ações de sensibilização.
Nesse sentido, no
concelho de Castelo de Paiva, com a indispensável colaboração dos seus
proprietários e o apoio de algumas associações locais, estarão abertos ao
público os seguintes moinhos:
Atafona do Linho, Engenho de Moer azeitona, (moinhos de sangue) ambos da Casa do Engenhos, Parque das Tílias;
Moinho do Cabril, (de moer cereal movido a água, do Rio Sardoura),Vila Verde, São Martinho.
Registe-se o facto da
adesão a esta iniciativa se encontrar em crescendo de ano para ano, tanto no
número de moinhos aderentes, como do número de visitantes, sendo que nas
últimas edições foram contabilizados mais de um milhar de visitantes nos
moinhos da região de Aveiro.
Como forma de apoio a
esta iniciativa e assim potenciar a adesão dos visitantes a este moinho do
vosso concelho, solicita-se a colaboração dos serviços dessa autarquia na
divulgação da mesma pelos canais próprios. O nosso agradecimento desde já por
essa disponibilidade.
Para mais informações
sobre esta iniciativa na região de Aveiro contactar através do telefone
960045054 ou do correio electrónico moinhosdeportugal@gmail.com.
Programa detalhado a
nível nacional brevemente disponível em www.moinhosdeportugal.org.
Armando Carvalho Ferreira
Rede Portuguesa de Moinhos
sábado, 10 de março de 2018
Nova Anta / Mamoa descoberta pela ADEP (A nossa homenagem a Domingos Quintas Moreira !)
Face ao massacre que tem sido a reflorestação para o nosso património arqueológico-megalítico, desastre que promete continuar, é urgente alertar e responsabilizar as autoridades, demonstrar que há valores no terreno ainda a necessitar de cuidados e que não podem continuar a ser abalrroados pelas pás das escavadoras, sob pena de estarmos a cometer um criminoso suicídio cultural, sem qualquer hipótese de reversão, que a todos prejudica.
Fomos estes dias, e hoje também, procurar no terreno as mamoas que tínhamos registado em mapas de inventário da nossa Carta Arqueológica, mas em alguns casos não encontramos mais que ténues sinais da sua existência, porque foram destruídas pelos acessos e plantações de eucaliptos...
E se a angustia nos acompanha nestes reconhecimentos eis que hoje a sorte nos premeia e entusiasma com o que resta de uma grande anta/mamoa - embora destruída - que é inédita, e apresenta dois enormes esteios de granito. Fica algures na Cruz, entre Touriz e Cruz da Carreira, e talvez tenha passado despercebida ao longo dos tempos por causa dos matos e vegetação.
De todas as mamoas conhecidas e quando são visíveis esteios ou parte deles, em nenhuma outra há tamanha monumentalidade, nem em Carvalho Mau!
Este vai ficar como o nosso tributo de homenagem a Domingos Quintas Moreira, recentemente falecido, e que com grande entusiasmo e saber nos lançou nestas lides. Reeditamos um texto seu, já de 1985, publicado no Miradouro, que faz jus à sua maneira de estar, a participar, a conhecer e a divulgar!
p.s. para uma informação mais completa sobre este tema ler: "Carta Arqueológica do concelho de Castelo de Paiva".
Vitor Gomes e Martinho Rocha
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Locomotiva a vapor de via mineira "Pejão"
Continuam os trabalhos de Conservação e Restauro da Locomotiva a vapor de via mineira "Pejão"
Já tivemos oportunidade de noticiar trabalhos de recuperação na locomotiva "Choupelo" na rubrica "ainda pelas memórias das Minas do Pejão" voltamos a receber novas de Jorge de Castro Paiva - associado atento a esta temática - notícias que muito nos agradam !
Próxima Assembleia Geral
A convocatória a próxima assembleia Geral para eleger novos corpos directivos e também proporcionar a discussão e votação dos documentos anuais de gestão:
domingo, 25 de fevereiro de 2018
“SOBRADO DE PAIVA MEDIEVAL” à venda também na FNAC
FAC – SÍMILE: Notícia
de Fiadores de 1175
O
mais antigo texto escrito em português por Paio Soares Romeu, em pergaminho,
identificado com o n.º 10, do maço 20, pertencente ao fundo documental do
Mosteiro de São Cristóvão de Rio Tinto, localizado em 1999, no Arquivo Nacional
da Torre do Tombo, por Ana Maria Martins, designado por Notícia de
Fiadores e datado na Era MCCXIII = 1213 (que corresponde ao ano de 1175 da
Era cristã), constando de apenas três linhas, as primeiras indicadas na imagem
fac-símile a seguir.
Transcrição do texto,
primeiras três linhas:
Linha 1:
noticia fecit pelagio romeu de
fiadores Stephano pelaiz. xxi.
soldos lecton. xxi. soldos pelai garcia xxi. soldos. Gûdisaluo Menendici. xxi. soldos
Linha 2: Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaço. x. soldos. Gûdisaluo anriquici. xxxxta. soldos Egeas Monííci. xxti. soldos (…) Ihoane suarci. xxx.ta soldos
Linha 3: Menendo garcia. xxti. soldos. petro suarici. xxti. soldos Era M.ª CCªª xiii. Istos fiadores atan. v.
anos que se partia de isto male que li avem
Paio Soares Romeu foi um senhor de Paiva,
de família nobre com assento nos livros de linhagem, avô de Santo António de
Lisboa, e descendente do fundador do Mosteiro de Paço de Sousa, conforme consta
em árvore genealógica da CASA DA BOAVISTA, em Sobrado de Paiva.
Diz,
ainda Ana Maria Martins, que partilha o mesmo suporte da Notícia de Fiadores
uma carta de 1146 ( Era MCLXXXIV), em registo latino, doação de herdades, a
título de arras (garantia de pagamento), por Suario Pelaiz (ou seja Soeiro
Pais, dito o Mouro) a sua mulher Orraca Menendiz (Urraca Mendes). Estes Soeiro
Pais e Urraca Mendes foram os pais de Paio Soares Romeu segundo a mesma árvore
genealógica antes referida.
Esta
segunda imagem é a mesma de cima mas rodada de 180.º, para melhor leitura do
texto da carta.
Esta
NOTÍCIA DE FIADORES vem transcrita no livro de Mário Gonçalves Pereira “SOBRADO
DE PAIVA MEDIEVAL” à venda, em diversos locais, de que referenciamos os
seguintes:
Chiado
Editora e Chiado BOOKS – Lisboa
FNAC
Livraria
BERTRAND
Livraria
GALILEU (Cascais)
Intermarché
– Castelo de Paiva
Casa
de Payva – Castelo de Paiva
Hotel
Casa de S. Pedro – Castelo de Paiva
Pastelaria
TROPICÁLIA – Castelo de Paiva
ADEP
via Telem. 968 206 757 (só para entregas em mão)
O fogo extingue, a inteligência acrescenta valor!
A
apressada e abundante legislação criada e revista no pós incêndios de 2017,
está a causar stress e alarme social com a imprensa a dar visibilidade às
dúvidas e interrogações de estudiosos, investigadores e técnicos da área ambiental
temendo-se que o resultado das medidas adoptadas venha a ser mais nefasto que o
dos incêndios, para a natureza (aparte, claro, as mortes para as quais não haverá
nunca termo de comparação e justificação).
As
pessoas passaram a fazer queimadas diariamente, por tudo e por nada, com os
resultados nefastos que se conhecem para saúde pública, para a luminosidade
solar, para a paisagem verde, para a fauna, para os solos; há organismos da
administração pública que estão a usar meios de comunicação cujas competências
alguns consideram abusivas para a relação com o cidadão contribuinte.
Não
se pretende aqui desconsiderar a necessidade de urgência conjuntural e/ou
pontual de limpezas em certos locais, cortes de árvores até, apenas alertar que
como diz o ditado popular: nem 8 nem 80! E depois não é apenas neste segmento
que há medidas a implementar, fiscalizações a efetuar, consciências para
sensibilizar…O território tem de ser objecto de melhor planeamento, seja para
construir seja para florestar; também a natureza e as atividades e valores
ancestrais de vida e da nossa história colectiva tem de merecer outro respeito!
Os
grandes desafios que as sociedades desenvolvidas e esclarecidas tem pela
frente, assentam em medidas e processos que com grande consensualismo se pensa
serem hoje o único caminho para fazer frente ao aquecimento global o grande
responsável pelas alterações climáticas. Impõe –se portanto implementar lógicas
de reutilização, reciclagem, diminuindo os lixos, a poluição, encontrando novas
forma de energia, mais limpa, racionalizando meios, diminuindo custos,
integrando economias circulares.
Também
os nossos resíduos florestais devem ser utilizados num circuito que os valorize
e integre, para aquecer lareiras, fogões, para compostagem, e se tiverem que
ser queimados que seja para produzir energia, não podem é ser queimados a toda a
hora, por todos, sem qualquer proveito e com os malefícios que se apontam a tal
prática.
E
se tais medidas têm custos, como é natural, elas devem ser pagas com os
proveitos que advenham na utilização dos novos produtos estes que terão de ser
promovidos logicamente com meios que
hoje se calhar estão a ser largamente sorvidos pelo combate aos incêndios. E é
aqui que nesta nova ordem para o futuro da floresta e do ambiente que algumas
políticas tem de ser alteradas; teremos de colocar a tónica na prevenção e não
no combate aos incêndios e na sensibilização de mentalidades. No terreno as
atitudes diárias dos cidadãos têm de mudar, como tem de mudar a organização
funcional da politica de resíduos e energias. Novas praticas terão de adotar as
autarquias, as organizações sanitárias e as de proteção civil.
Desde
que se ouviu a noticia do fim da proibição das fogueiras e queimadas, há
diariamente uma imensidão de fogueiras e colunas de fumo, cheiro a queimado e
ardência no olfacto; por todo o lado onde houver quinta, quintal,
quinteiro e jardim, é vê-las, às centenas. Os políticos esquecem-se de lembrar,
nestas leis que as permitem, que, no imediato, também há outros processos para eliminar
detritos: a compostagem por exemplo, e tem menos custos para o ambiente. No
verão tivemos a trágica queima dos incêndios, agora assiste-se a esta corrida
às queimadas, temos também os fogareiros e fogões no aquecimento a queimar dia
e noite...
Da
mãe natureza chegam-nos sinais de stress e descontrolo, que se expressam nas
recorrentes alterações climáticas com catástrofes imprevisíveis, e nós
continuamos a fazer de conta que não se passa nada... ou que mudar
comportamentos e atitudes é só para os outros... Ainda não encaixamos que mudar
comportamentos é mesmo para todos!
P.S.
Está a circular no Facebook um apelo para que assine esta petição.
É uma questão bom senso, pensamos, com a qual não podemos deixar de estar mais de acordo. Se quiser aceitar, o nosso pedido, assine!
Martinho Rocha
P.S.
Está a circular no Facebook um apelo para que assine esta petição.
É uma questão bom senso, pensamos, com a qual não podemos deixar de estar mais de acordo. Se quiser aceitar, o nosso pedido, assine!
Apoie esta Petição. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.
Salvar as árvores e a paisagem nacional da razia em cursoPara: Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República
Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República,
Na sequência da recente versão que, pelo Decreto-Lei 10/2018 de 14 de Fevereiro, foi dada ao Decreto-Lei 124/2016 de 28 de Junho, que tem por objecto o Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios; atenta a notória desorientação pública gerada pela norma, sobretudo após a versão simplificada feita circular através de correio electrónico pela AT; consideradas as múltiplas críticas manifestadas por vários especialistas e a generalizada reacção negativa da população; salientando-se o grave e desmesurado impacto que as medidas preconizadas ameaçam produzir sobre a paisagem rural e seus ecossistemas, vêm os peticionários junto de V. Ex.a requerer iniciativa parlamentar com vista: 1. À imediata suspensão da vigência do diploma em causa; 2. À promoção de uma campanha pública informativa desta suspensão; 3. À revisão da iniciativa legislativa em termos que permitam salvaguardar, pelo menos, os arbustos, árvores e arvoredos que: a) formem parte de cursos de água (galerias ripícolas); b) formem parte de corredores ecológicos; c) pertençam ao género Quercus, ou a outras espécies de folhosas autóctones; d) pelo seu porte, enquadramento ou história, revistam particular valor estético, paisagístico ou patrimonial; e) formem parte de sebes ou delimitações de terrenos; f) constituam pomares, olivais, soutos, nogais ou amedoais; g) pertençam a parques, jardins ou alamedas. |
Martinho Rocha
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