sábado, 5 de maio de 2018

A nossas Artes e Saberes!

Mais uma participação paivense ("Tonito do Terreiro") com os seus belos e possantes bois arouqueses, na procissão da Senhora dos Remédios, em terras da antiga Diocese! Pela sétima vez, em Lamego, mais que sete já na Feira do século XIX / ADEP - Parque das Tílias, em Penafiel, e outras. Temos defendido junto da Autarquia que as nossas Artes e Saberes deveriam ter apoio fora de portas, porque também a terra sai prestigiada e representações com esta dignidade, além de incentivarem a atividade, confortam-nos a alma!


https://www.facebook.com/adep.adeppaiva.58

O que publicamos em Maio de 2018
EM PAIVA, ARTES E SABERES DOS NOSSOS PAIS E AVÓS QUE APOIO  ?






Alguns eventos como são por exemplo a Feira Rural realizada por estes dias em Arcozelo, Vila Nova de Gaia deveriam ser uma janela de oportunidade para a divulgação do trabalho dos nossos artesãos e associações e forma de proporcionar intercâmbios quer com os nossos muitos paivenses “emigrados”, quer com todos os visitantes e simpatizantes destas artes.
Temos vindo a dizê-lo de há anos a esta parte. O Município deveria ter um verdadeiro plano de apoio a esta actividade, que proporcionaria a representação e criaria dinâmica de trabalho, e até de algum retorno sócio-económico. Há um conjunto de outros eventos semelhantes na região (em Felgueiras, Paranhos, O. Azeméis, etc.), para os quais somos habitualmente convidados e em que não participamos por razões óbvias…
Hoje, por exemplo, dia de Feira em Sobrado, testemunhamos alí a  presença de uma  artesã – por sua conta e risco – presença aliás habitual, mas quanto mais valiosa e proveitosa não seria, num dia como o de hoje, participar no evento de Arcozelo, alargar os horizontes, conviver com os seus pares, conversar e conhecer conterrâneos, vizinhos e essencialmente gente que ama e lida com os mesmos afazeres? É a nossa opinião.
A Feira do século XIX, no Parque das Tílias, e um pouco de que se vai fazendo já pelas freguesias, a propósito do vinho, são eventos que estão cada vez mais a incentivar e a despertar artes e saberes “adormecidos”. Há muitas pessoas que nos anos 50 e 60 aprenderam artes braçais e manuais nobres que entretanto deixaram, fruto do progresso tecnológico do país, e que podem voltar, para exercer e/ou transmitir aos jovens, assim haja algum apoio nesse sentido. Fazer pão, trabalhar o linho, carpintaria, tamancaria,  tanoaria, serração, ferraria, tecelagem, sapataria, alfaiataria, latoaria, são alguns exemplos.
Estes momentos, como o de Arcozelo, onde a Federação do Folclore Português organiza, nos dias de hoje e amanhã, grande evento de louvor à cultura etnográfica e folclore, onde encontramos a representação e a razão de ser do muito que ainda somos, não terá presente qualquer grupo, seu federado, de Paiva, o que é pena, porque era uma janela de oportunidade para ajudar a dinamizar sinergias e dar formação para projectos como os que precisamos de desenvolver se queremos amanhã ser um destino cultural e turístico com valia e credibilidade.
Fica a reflexão à consideração de quem de direito…


















Martinho Rocha

terça-feira, 1 de maio de 2018

Ler à segunda feira de manhã, é na ADEP!

Ler à segunda feira de manhã, é na ADEP!


Graças à disponibilidade demonstrada pelo nosso amigo Fernando Damas o espaço Biblioteca da ADEP "Manuel Afonso da Silva" vai voltar a estar aberto.

Fica por conta dos nossos associados, amigos e população em geral dar-lhe o merecido uso, "gratificar"  assim este contributo voluntário que é jus realçar!
E se outros dias ou momentos forem os preferidos, também temos estado disponíveis. Paralelamente continuamos a convidar voluntários para guias, vigilantes, animadores, fazedores de iniciativas, seja para o parque seja para outras valências da nossa actividade!
               
                         - - - - - - - o   o   o       O O O     o o o - - - - - - - - -

O texto que se segue dava nota em 08-06-2008, dos esforços de Domingos Quintas Moreira para manter aberto e minimamente organizado o nosso espaço de Biblioteca, colaboração que veio a prestar meritória e desinteressadamente -não fosse o seu amor aos livros e a dedicação à ADEP, enquanto a saúde lho permitiu. Neste momento é justo e oportuno agradecer o exemplo dado: obrigado Domingos Quintas!


Biblioteca MANUEL AFONSO DA SILVA

Assim passará a designar-se o espaço de Biblioteca da ADEP, que reune inumera documentação histórico-arqueológica e etnográfica da região, além de todos os números dos diversos jornais regionais, alguns deles, encadernados e oferecidos por Manuel Afonso da Silva. De referir títulos actuais, que nos continuam a ser disponibilizados como o TVS e o Miradouro e antigos como o Terras de Paiva, O Pejão, O Defensor e a Gazeta de Paiva (cujo 1.º número data de 1894 !)
No mesmo espaço vai passar a estar uma antiga máquina de impressão dos primeiros números do Miradouro, também ela oferecida por Manuel Afonso da Silva e que tem vindo a ser utilizada para demonstração pelo seu funcionário e nosso associado João Vieira.
Com este gesto de homenagem a ADEP pretende reconhecer publicamente o contributo deste seu associado cuja vida profissional esteve sempre ligada à escrita como forma de proporcionar a notícia das preocupações e dos anseios das populações.
Este espaço que vai voltar a estar disponivel para consulta, graças à disponibilidade de Domingos Quintas Moreira, contém ainda imensa documentação temática como o Foral de Paiva, A Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, obras e textos de autores que nos são próximos como, Barão de Castelo de Paiva, Caetano de Oliveira, Guido Monterey, Inácio Pignattelli, João Salema, José Adriano Freitas Carvalho, Lixa Filgueiras, Papiniano Carlos, etc. , etc.. reunidas por nós ao longo dos anos.
Não comparamos este nosso espaço com as bibliotecas de Mafra, Joanina de Coimbra, ou de Alexandria, mas ainda assim considerámo-lo dotado de muita informação que não existe noutros espaços. Um local onde podem encontrar-se pérolas do nosso jornalismo regional, sempre actuais, como: "GATUNOS - Ultimamente os gatunos tem feito limpeza às capoeiras. Não se poderá saber quem gosta de comer frangãos e gallinhas à custa alheia ? " - in "A Gazeta de Paiva" de Outubro de 1894.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

O mais antigo escrito em Português, localizado na Torre do Tombo, é de nobres paivenses!


ERA LENDA!…  PASSOU A SER UM FACTO HISTÓRICO

O Pergaminho encontrado na Torre do Tombo com o considerado texto mais antigo escrito em Português atribuído  a Paio Soares Romeu, avô de Santo António, e ainda o texto latino escrito no mesmo pergaminho, onde consta uma doação de herdades de Soeiro Pais a sua mulher Urraca Mendes, pais de Paio Soares Romeu, nobres que viveram em terra de Paiva, conforme revelado no livro Sobrado de Paiva Medieval de Mário Gonçalves Pereira, veio confirmar que estes ascendentes de Santo António são a base fundamental para se poder afirmar que de facto Santo António teve a sua descendência e origens em famílias nobres da terra de Paiva, como, aliás, consta de árvore genealógica da Casa da Boavista, deixando, assim, de ser uma lenda para passar a ser um facto  de grande alcance histórico.


FAC – SÍMILE : Notícia de Fiadores de 1175

O mais antigo texto escrito em português por Paio Soares Romeu, em pergaminho, identificado com o n.º 10, do maço 20, pertencente ao fundo documental do Mosteiro de São Cristóvão de Rio Tinto, localizado em 1999, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, por Ana Maria Martins, designado por Notícia de Fiadores e datado na Era MCCXIII = 1213 (que corresponde ao ano de 1175 da Era cristã), constando de apenas três linhas, as primeiras indicadas na imagem fac-símile a seguir.


Transcrição do texto, primeiras três linhas:

Linha 1: noticia fecit pelagio romeu de fiadores Stephano pelaiz. xxi. soldos lecton. xxi. soldos pelai garcia xxi. soldos. Gûdisaluo Menendici. xxi. soldos
Linha 2: Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaço. x. soldos. Gûdisaluo anriquici. xxxxta. soldos Egeas Monííci. xxti. soldos (…) Ihoane suarci. xxx.ta soldos
Linha 3: Menendo garcia. xxti. soldos. petro suarici. xxti. soldos  Era M.ª CCªª xiii. Istos fiadores atan. v. anos que se partia de isto male que li avem
 Paio Soares Romeu foi um senhor de Paiva, de família nobre com assento nos livros de linhagem, avô de Santo António de Lisboa, e descendente do fundador do Mosteiro de Paço de Sousa, conforme consta em árvore genealógica da CASA DA BOAVISTA, em Sobrado de Paiva.


Diz, ainda Ana Maria Martins, que partilha o mesmo suporte da Notícia de Fiadores uma carta de 1146 ( Era MCLXXXIV = 1184), em registo latino, doação de herdades, a título de arras (garantia de pagamento), por Suario Pelaiz (ou seja Soeiro Pais, dito o Mouro) a sua mulher Orraca Menendiz (Urraca Mendes). Estes Soeiro Pais e Urraca Mendes foram os pais de Paio Soares Romeu segundo a mesma árvore genealógica antes referida.
Esta segunda imagem é a mesma de cima mas rodada de 180.º, para melhor leitura do registo latino.


Notas:
1- Ana Maria Martins, Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa;
2- Texto-narrativa adaptado por Mário Gonçalves Pereira.


sexta-feira, 27 de abril de 2018

ADEP PEDE À CÂMARA QUE PROTEJA AS 50 MAMOAS QUE ACABA DE REDESCOBRIR NO CONCELHO








Realizou-se a reunião que vinha sendo solicitada pela ADEP. Encontraram-se no passado dia 16 (da parte da Câmara Municipal estiveram presentes Adão Santos e Maria da Luz (respectivamente Director de Departamento Técnico e Técnica superior com formação em arqueologia).A reunião de trabalho que durou cerca de 90 minutos teve pela ADEP, os directores: Martinho Rocha, Elisabete Nobre, Fernando António Beato e Vitor Gomes, este Arqueólogo e também em representação da DGPC (Direcção Geral do Património Cultural) que fizeram assim entrega do trabalho que vem realizando e pediram aos serviços um contacto urgente com os proprietários e técnicos de reflorestação com vista à sensibilização e necessária protecção daqueles monumentos.

A ADEP obteve dos serviços a garantia de que a Autarquia vai com celeridade diligenciar/notificando todos os proprietários e profissionais da reflorestação esclarecendo das medidas e cautelas necessárias a fim de evitar  mais destruições, sensibilizando e alertando para a responsabilidade penal de tais acções e perda irremediável do nosso património histórico-arqueológico, dos nossos antepassados (de há 3000 a 3500 anos antes de Cristo).


O trabalho que a ADEP vem realizando traduz-se na elaboração de uma relação actualizada dos monumentos do neo-calcolitico, vulgo antas/mamoas, com localização GPS, conferindo a sua existência e integridade no terreno, com a descrição feita na Carta Arqueológica, que integrará o futuro Plano Director. Foram visitados até ao momento perto de 50 mamoas, cinco delas já destruídas (parcial e/ou totalmente), por máquinas de terraplanagem ao serviço da florestação não licenciada, perigo de destruição que estão a correr grande parte das restantes mamoas.

Depois que o assunto do vandalismo e dos perigos com a reflorestação  nas Mamoas de Carvalho Mau, Paraíso chegou  por iniciativa da ADEP ao Parlamento, à GNR, à Imprensa, à Câmara Municipal, à DGPC, tem vindo esta a coordenar com  a ADEP esses trabalhos de reconhecimento e identificação dos locais percorridos pelos últimos incêndios, onde se encontram em perigo muitos destes monumentos.  Há obras e trabalhos de florestação a decorrer nos terrenos queimados pelos incêndios, que não respeitam vestígios arqueológicos, antas, mamoas e outros monumentos. 
Este é o momento de agir preventivamente para amanhar não chorarmos o "leite derramado", tanto mais que este ano se comemora o Ano Europeu do Património Cultural!

ADEP

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Em Paiva os monumentos ainda (só) são uns trabalhos de arte de decoração nas rotundas!...



Ao 25 de Abril!

Mais ou menos apilarados vão ocupando as nossas rotundas uns pretensos monumentos  que sendo desejados apenas por alguns, são pagos por todos nós…
Representar a tarefa de medir vinho a cântaro, passá-lo por um funil ou balsa, é afinal, e apenas, um pequeno vislumbre de projecto bem largo e arrojado que ficamos hoje a conhecer. Nós que pensávamos que património (*)e monumento era tudo o que está do outro lado da estrada a degradar-se e que “grita” dia e noite por obras de recuperação…uma estrutura e local – pertença do Município - onde há lagares, pipas, tonéis e história, mas não…Quais mamoas de Carvalho Mau ou outras, Quinta Boavista, Minas do Pejão, Casas pedras e memórias dos Bulhões…
A coisa é outra, disseram-nos. É que não vai beber-se mais vinho, em adega, tasca, taberna, merenda de recreio, almoçarada de restaurante ou loja de centro comercial sem que o afamado Vinho de Paiva seja servido e acompanhado da mais que justa denominação e origem. Este ano não irá haver muito vinho, por causa da seca, mas as adegas estão cheias dele e bom, ao que dizem! E de hoje para o futuro acabou-se o tempo das uvas a serem compradas por produtores de vinho de Felgueiras, de Barcelos ou de Penafiel. Ponto de honra dos mentores do monumento é que passará a partir de agora a ser exclusivamente  vinificado, engarrafado e publicitado como vinho de Paiva. Fará parte da Casa de Payva, em substituição da extinta Cooperativa ? Eis assim bem justificada e compreendida a razão de  ser do pretenso monumento… está lançado e será implementado o mais que necessário e legitíssimo processo de controlo de qualidade e de origem, para o nosso Vinho!


Brindemos pois, um verde de Payva!



(*) ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei n.o 107/2001 de 8 de Setembro Estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural
Artigo 14.o Bens culturais
 1 — Consideram-se bens culturais os bens móveis e imóveis que, de harmonia com o disposto nos n.os 1, 3 e 5 do artigo 2.o , representem testemunho material com valor de civilização ou de cultura.
2 — Os princípios e disposições fundamentais da presente lei são extensíveis, na medida do que for compatível com os respectivos regimes jurídicos, aos bens naturais, ambientais, paisagísticos ou paleontológicos.
_________________________________________
Artigo 2.º
Conceito e âmbito do património cultural
1 - Para os efeitos da presente lei integram o património cultural todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, devam ser objecto de especial protecção e valorização.
2 - A língua portuguesa, enquanto fundamento da soberania nacional, é um elemento essencial do património cultural português.
3 - O interesse cultural relevante, designadamente histórico, paleontológico, arqueológico, arquitectónico, linguístico, documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico, dos bens que integram o património cultural reflectirá valores de memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade.
4 - Integram, igualmente, o património cultural aqueles bens imateriais que constituam parcelas estruturantes da identidade e da memória colectiva portuguesas.
5 - Constituem, ainda, património cultural quaisquer outros bens que como tal sejam considerados por força de convenções internacionais que vinculem o Estado Português, pelo menos para os efeitos nelas previstos.







Paiva das Vinhas

sábado, 21 de abril de 2018

...20 anos depois. Os mineiros do Pejão, em Vila do Conde por Pereira Lopes!

Louvável esta iniciativa, a de rever, registar e divulgar as feições (e também a alma, permitam-me) dos antigos trabalhadores das Minas do Pejão tanto mais que é de autoria de fotografo que não é natural destas paragens. Inaugura-se hoje e é visitável por um mês em Vila do Conde!
E hoje, este fotografo, como ontem e com certeza amanhã, muitos outros autores vão manifestando um carinho e uma atracção por esta "epopeia de negridão" que deveria no mínimo servir de reflexão aos nossos actores políticos sobre o que (não) se fez e deveria fazer por esta temática.
Infelizmente esta temática, como outras de grande valia material e imaterial continuam a ficar de lado quando se tomam decisões e fazem grandes investimentos em projectos que recomendam dialécticas e temáticas sustentáveis. Há decisões que deveriam ser revertidas. Há património que deveria ser acautelado, não se fabrica mais...seja humano, material imaterial e/ou natural.


o. 

























Martinho Rocha

terça-feira, 3 de abril de 2018

Para saber mais, leia autores paivenses!

Para saber mais, procure, encontre, leia!



Alguns felizmente tiveram procura suficiente e estão esgotados, outros ainda podem encontrar-se à venda: Posto de Turismo, Casa de Payva, ADEP, Intermarché.