quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Contra o terrorismo à cultura - pedimos à população a sua vigilância e apoio!








Em Paiva, desde longa data,  o património histórico edificado, classificado ou não, tem vindo sistematicamente a ser vandalizado e dizimado. Os autores nunca são conhecidos…
Resta a este parente pobre da cultura, o carinho e protecção por parte da população, esta que não pode alhear-se desta realidade e deve assumir o seu papel cívico, pela defesa intransigente dos seus valores.
Também o Parque das Tílias continua a sofrer os mais variados atentados  e tememos pela integridade e sobrevivência de algumas estruturas . Pedimos e agradecemos à população que usa e/ou circula nas suas imediações  a vigilância possível.
Antes que seja tarde, fica o nosso apelo…

























Martinho Rocha

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

E se em Vila Verde também houver uma anta (ou o que resta dela)?



E se em Vila Verde também  houver uma anta (ou o que resta dela)?

E se até há poucos dias não tínhamos qualquer referência megalítica na freguesia de São Martinho poderá muito bem acontecer que afinal também ela tenha valores dessa era.
Em Vila Verde foi encontrada recentemente uma estrutura em granito (o que é uma novidade, porque todas as nossas mamoas são em xisto), que não oferece dúvidas ser construção humana,  e que merece uma intervenção de estudo.
Os incêndios que percorreram grande parte dos nossos montes deixaram a descoberto este e outros vestígios, que não eram conhecidos, que estão agora em perigo por serem desconhecidos dos proprietários e público em geral  face aos trabalhos de reflorestação.
Lembramos que temos vindo a encontrar outros monumentos por todo o concelho e que solicitamos a colaboração e apoio das entidades autárquicas (Câmara e Juntas de Freguesia) para que se conheçam e informem os proprietários e população.















Martinho Rocha

terça-feira, 21 de agosto de 2018

o 25 de abril nos jornais daqueles dias, oferecidos à ADEP/Biblioteca





O espaço de Biblioteca alarga a sua área temática com doação recente de conteúdo alusivo ao 25 de abril. Algumas revistas como a Seara Nova, Vida Mundial, A Fauna e alguns jornais diários, publicados nos dias subsequentes à revolução constituem o espólio agora doado à ADEP pela família de Paulo Teixeira, nosso associado (ex-presidente da Câmara Municipal).
Valoriza-se assim este espaço de Biblioteca "Manuel Afonso da Silva", da ADEP, que detem também  já importante bibliografia das áreas de história e arqueologia e reune praticamente todos os jornais regionais publicados/lidos no concelho(Gazeta de Paiva, O Defensor, O Paivense, O Miradouro,O Pejão, Terras de Paiva, Chafariz, TVS, Jornal de Aveiro, Defesa de Arouca, etc. etc).
O espaço está a ser reorganizado por constituir objecto de intervenção de um estágio profissional a que a ADEP se candidatou ao IEFP, mas ainda assim tem vindo a facultar os diversos conteúdos solicitados a todos os interessados, associados ou não, graças ao trabalho voluntário do associado  Fernando Damas.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Obrigado, e vamos ao trabalho!



Retribuímos em dobro as felicitações recebidas!
Aproveitamos a oportunidade para o/a convidar a fazer-nos uma visita pessoal e:
 - poder beneficiar de uma visita guiada aos nossos espaços, do Parque e de Museu;
 - contribuir com a sua opinião sobre a actividade que desenvolvemos;
 - manifestar disponibilidade para tarefas de voluntariado e cargos de direcção;
 - regularizar/actualizar a situação contributiva de associado, se for o caso;
 - adquirir alguma das nossas publicações;
 - inteirar-se das formas de nos ajudar;
 - definir e autorizar formas de contacto e de intercâmbio!

sábado, 11 de agosto de 2018

OTL - ADEP -Parque das Tílias



Jovem, inscreve-te no IPDJ Aveiro.
Estão abertas as inscrições. - Aprovada Candidatura no âmbito Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas 2018 – para o Parque das Tílias
2 Jovens (18 a 30 anos), 5 horas por dia até 1 de Novembro, com direito a bolsa ocupacional!

Iniciativa que anualmente procuramos activar e que vem acontecendo desde os anos 80, com a colaboração do IPDJ / Instituto da Juventude, antes FAOJ!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Floresta isto?


E ainda há por aí quem defenda o plantio do eucalipto, como se isso fosse necessário... Veja-se o que está a acontecer por todos os locais ardidos no ano passado em Outubro. Esta é mais uma catástrofe sobre o concelho (no caso em Castelo de Paiva), mas infelizmente sabemos que não é só. A sementeira está feita naturalmente e este é o ordenamento do território que temos, ao mesmo tempo que se confundem as pessoas com as limpezas excessivas... Uma forma de estar das entidades responsáveis que está ao nível no nosso habitual "chico-espertismo"...




















escreveu Martinho Rocha

domingo, 22 de julho de 2018

Sardoura / Feiras do Vinho serão como as capelas, distintas apenas pelo santo de invocação…



Viva a freguesia de Sardoura que não aceita ficar para trás, puxa  dos seus galões e organiza estes dias a primeira feira do vinho. Pois se todas as freguesias passaram a organizar as suas feiras do vinho (e/ou actividades), porque não o havia de fazer Sardoura? Vinho pois então, que a freguesia é grande, senão  mesmo das maiores em produção.
Não deixa no entanto de causar alguma estranheza que tantas vontades e entidades se unam para organizar estes eventos de promoção de vinho, o que sob o ponto de vista do mercado, está certo porque o objectivo  é  vender, e nada se mova para dotar o concelho- a sub-região de Paiva – das infra-estruturas que já teve  (a adega cooperativa) e necessitará  voltar a ter– pensamos - (que nos convençam do contrário…) de organização idêntica como forma de apoio aos pequenos produtores e explorações familiares, seja no que isso significa para a economia local e também de escala produtiva, seja  numa atitude de responsabilidade social,  por parte das empresas já bem colocadas ou até  autónomas.
A criação da sub-região do Paiva terá na sua génese (pensamos, mesmo para quem não perceba muito do tema, que do gosto já é mais fácil…), a boa aptidão do nosso território, em termos de solo, de clima; factores que potenciam a conjugação de algumas castas que nos brindam com uvas que fazem os famosos tintos e brancos… a que podemos hoje sem falsa modéstia acrescentar o prestígio granjeado, o saber fazer e a memória e história desta cultura ancestral…
E estas são razões mais que suficientes para que o tema mereça uma reflexão séria e que  haja iniciativas concretas porque também das estatísticas nos dizem que as exportações dos vinhos verdes vem ano a pós ano a aumentar . Se houver mais produção e trabalharmos com profissionalismo há-de chegar-se ao mercado, criando mais trabalho e emprego, contribuindo para dar mais condições de vida e combate à desertificação a que vimos assistindo, e que permite  a devastação e o avanço de outras forças (como os incêndios, as infestantes…),  mortais à nossa paz e sossego de tantos e tantos ecossistemas perfeitos que foram recantos outrora cultivados, alguns também a vinha, pelos nossos antepassados.
Uma nota para louvar a iniciativa da Câmara de Oeiras (*)que de há anos a esta parte vem a trabalhar para relançar e desenvolver o cultivo, produção com envelhecimento (como é de regra no caso) e venda do famoso vinho da sua região (generoso de Carcavelos).

Adega do Palácio Marquês de Pombal

(*)
O vinho de Carcavelos faz parte da impressão digital de Oeiras. Na reconstrução do que se herdou e na criação de um novo modelo de território, não poderíamos na plena consciência do que fomos, esquecer e abandonar à sua má-sorte, o nosso vinho de Carcavelos.
Este vinho generoso remonta ao século XIV e atingiu o seu período áureo pelas mãos laboriosas e mente acutilante de Sebastião José de Carvalho e Melo – Marquês de Pombal e Conde de Oeiras. O vinho de Carcavelos correu mundo. Entrou nas mais variadas culturas. Chegou a dar parte da sua 'alma' ao vinho do Porto de forma a proporcionar-lhe um 'corpo' e um paladar superior. Deste período fértil e auspicioso, decaiu para níveis que sem a intervenção da autarquia era expectável que deixasse de existir.
Nele se pegou e se recuperou e hoje, a vinha continua a produzir, na encosta virada para o Tejo, na terra que sempre foi fértil, sacudida pelo vento que nos é típico, as castas. No branco, Galego Dourado, a Ratinho, a Arinto, as Rabo-de-Ovelha e a Seara-Nova; no tinto, a combinação perfeita entre as castas Castelão, Amostrinha e a Trincadeira. Castas que misturadas na medida exata, qual alquimia, dá origem ao nosso generoso.
​Seis prémios nacionais e internacionais foram atribuídos já em 2018 ao vinho de Carcavelos produzido pelo Município de Oeiras
Prémio Prestígio da Revista Paixão pelo Vinho ao Villa Oeiras Colheita 2004, Medalha Grande Ouro do ViniPortugal/Concurso Vinhos de Portugal ao Villa Oeiras Colheita 2004, Medalha de Prata do Concurso Mundial de Bruxelas ao Villa Oeiras Blend 15 Anos Superior, Medalha de Prata do Concurso Selezione del Sindaco ao Villa Oeiras Blend 15 Anos Superior, Medalha de Ouro do Concurso Selezione del Sindaco ao Villa Oeiras Colheita 2004 e Medalha de Ouro do Concurso Selezione del Sindaco ao Villa Oeiras Blend 7 Anos. 

Recorde-se que se celebram em 2018 os 110 anos da Região Demarcada do Vinho de Carcavelos
O vinho Villa Oeiras produzido pelo Município envelhece na Adega do Palácio Marquês de Pombal que está agora aberta ao público de terça-feira a sábado, entre as 10h. e as 18h.










Escreveu Martinho Rocha