sábado, 13 de outubro de 2018

Domingo na Feira do Século, no Parque das Tílias

A próxima feira contará com teatro de rua


Carlos Sebastião

marinheiros

Domingos Vieira

Mestras do linho

Grupo do Linho de Real da ADEP

concertinas e cantadores


G. Concertinas Museu Cucujães

Mineiros


G. Mineiros do Pejão ADEP/ARCAF

Mestres das nossas artes de construção


Sr. António Magalhães "Ferreiro da Cepa"

Animais

Tonito do Terreiro e bois Arouqueses





ovelhas/porcos/cavalos

Pão 



e Vinho não faltarão!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

As comemorações da República em Paiva, faziam-se com estrondo!






O que diz a Gazeta de Paiva em 1919:

 “O frontespicio dos Paços do concelho está galhardamente embandeirado àquela hora e tem um aspecto admirável. O Largo 13 de Fevereiro, ainda no dia 4 tem hasteadas as bandeiras das nações aliadas e no meio um coreto para a música. Dia cinco de manhã salvas de tiros de fogo de dinamite, foguetes, a música, e a Portuguesa percorrendo as ruas da vila. Os edifícios dos republicados estão embandeirados. Sessão solene. Toma a palavra o sr. José Duarte da Cunha, a seguir Aureliano Ribeiro que faz um cerrado ataque ao dezembrismo e ao movimento monárquico do norte. Depois ainda fala o Mestre Professor de Real, sr Manuel Moreira da Fonseca que exulta o povo a ser republicado e a amar a República. Todos os oradores foram muito aplaudidos. Erguem-se Vivas à República, ao Dr. Afonso Costa, ao Dr. António José de Almeida. À noite organiza-se uma marcha com centenas de pessoas a percorrer as ruas da vila e a aclamar a República. Girândolas de foguetes estralejam constantemente. Por volta da uma hora da madrugada, terminam os festejos, não, sem antes se queimar seis dúzias de foguetes de dinamite que ribombavam como trovões!"


Transcrevemos livremente os textos cujas imagens juntamos e que fazem parte do nosso espólio bibliográfico da nossa biblioteca Manuel Afonso da Silva


















Martinho Rocha



Tentativa para mudar a viagem dos barcos rabelos, entre a praia do Castelo (Fornos, Castelo de Paiva) e o Porto, de domingo para segunda feira.



O Pároco da freguesia de Fornos, Padre José S. Correia de Noronha, no ano de 1933, apesar do seu esforço, (e do seu estatuto - já que era vereador da Câmara e membro da União Nacional) não conseguiu mudar as viagens dos barcos rabelos de domingo para segunda-feira, proporcionando assim o descanso semanal ao domingo aos 38 arrais e negociantes e aos 120 homens que trabalhavam sob as suas ordens.

Em 1942, o Cais do Castelo aparece referenciado como o de maior movimento em todo o rio Douro, constituindo um autêntico entreposto com a capital do norte. No ano de 1947, segundo a obra da Dr.ª Margarida Rosa Moreira de Pinho – “Elementos para a História de Castelo de Paiva” ainda o Castelo tinha barcos de carreira para o Porto aos domingos!...
Damos ao conhecimento dos leitores um texto do Arquivo Paroquial da freguesia de Fornos. Aproveitamos para agradecer ao Rev.  Padre Carlos Luís S. Correia o facto de nos ter possibilitado a reconstituição deste mesmo texto no nosso arquivo documental.

“Há na praia do Castelo o costume imemorial de partirem ao domingo para o Porto os barcos do tráfego semanal.
Só nós párocos sabemos o quanto de transtorno e prejuízo isto não custa à vida religiosa da freguesia e por tal motivo, já em tempos o Rev. Sr. Padre Francisco dos Santos Cunha (*) tentou mudar essa viagem para as segundas-feiras, não o conseguindo.
Tentei eu também essa mudança em 1933. Para isso, convidei para uma reunião em minha casa todos os arrais e negociantes do Castelo, comparecendo os senhores, José Pinheiro Branco, Joaquim Pinheiro Branco, António Gomes da Silva Serra, Francisco de Oliveira Vagaroso, Joaquim Teixeira de Melo, Manuel Teixeira Inverneiro Júnior, Manuel Pereira Mil-Homens; António Pinto, Luiz Pinto, Bernardo de Almeida, António de Oliveira Ribas, Jacinto de Sousa, Francisco Teixeira Moranguinho, João Pereira, Manuel Marques, Manuel de Sousa Pitada, José Gabriel de Oliveira, Manuel Teixeira Inverneiro (Anté), Serafim Alves. Heitor Pereira Mil- Homens e Joaquim de Almeida (Mano), representado pelo filho. Todos estes arrais e negociantes concordavam na mudança, com a condição de todos concordarem, tanto desta praia, como das de Bitetos, Fontelas, Vimieiro, Fontaínhas da Raiva e Pé de Moura da Lomba, pois ficando alguns sem se comprometerem, estariam no mercado da Ribeira logo na segunda de manhã fazendo seu negócio antes dos outros chegarem, o que representa a sua ruína.
Havendo alguns que se recusaram a aderir (da praia do Castelo, não compareceram Francisco Teixeira Arranjinho e Joaquim Nunes (Russo), procurei conseguir no Governo Civil do Porto que fosse proibida que a praça da Ribeira fosse aberta às segundas-feiras, antes das 12 horas, mas responderam-me que era isso atribuição da Câmara Municipal do Porto, por isso lhes dirigi o seguinte ofício: Ex. mos Senhores, Presidente e Câmara Municipal do Porto: Eu, José Soares Correia de Noronha, pároco de Fornos, Castelo de Paiva, auxiliado pelos meus colegas da Raiva, Souselo, Várzea do Douro e Lomba, respectivamente dos concelhos de Castelo de Paiva, de Cinfães, do Marco e de Gondomar, convidei a viajarem às segundas-feiras todos os arrais do rio Douro e negociantes que fazem viagens todos os domingos para o Porto, para fazerem a praça da Ribeira às segundas-feiras, tendo em vista o meu convite que 120 homens que trabalham sob as ordens daqueles arrais tivessem o seu descanso semanal ao Domingo como desejam. Trinta e cinco arrais e negociantes que concorrem à praça da Ribeira nas segundas-feiras, cujas assinaturas junto a este pedido, prontificando-se com satisfação  a mudar as suas viagens para as segundas-feiras; mas para não serem prejudicados por gananciosos, pede-se para a praça desses dias na Ribeira, não começar antes das 12 horas.
Nas cinco praias que concorrem à praça da Ribeira, só três arrais deixaram de a assinar, sem alegar o menor motivo. Será por ganância ? Será por hostilidade ao suplicante, que é vereador da Câmara e membro da União Nacional Concelhia de Paiva? Hostilidade política, portanto?
Não o disseram, nem tem explicação o seu procedimento.
Por isso, para prevenir os interesses dos arrais e negociantes que assinaram a quasi totalidade (35 contra 3) e porque se trata de uma medida de grande alcance moral e social para estas terras, venho pedir à Ex.ma Câmara do Porto, a sua intervenção decisiva, mandando que a praça que se realiza todas as semanas às segundas-feiras, no cais da ribeira, não possa começar, de hoje em diante, antes das doze (12) horas, podendo continuar por todo o dia de terça-feira.
Desta sorte, os barcos do Castelo e demais praias concorrentes podem partir na madrugada das segundas-feiras, por forma a estarem na Ribeira ao meio dia, começando todos a essa hora os seus negócios, sem prejuízo para ninguém. Para bem da Nação. Fornos de Paiva, 14 de Julho de 1933. P.e José Soares Correia de Noronha. 
Respondeu a Câmara do Porto a este ofício, dizendo não ser das suas atribuições o que se pedia, mas sim da Capitania Marítima.
Dizia-se ao tempo que a nova lei do descanso semanal abrangeria toda a espécie de comércio, e, como o tráfico do rio Douro era comércio, esperei a ver se a Lei fazia, sem favor, o que pretendíamos. Infelizmente nada se fez. Oxalá este meu esforço sirva de exemplo e incentivo a outro mais feliz. Ass. P.e José Soares Correia de Noronha”.

P.S. – O concelho deve uma homenagem a esta gente de marinheiros, arrais, construtores de barcos, carreteiros e negociantes de toda a espécie de produtos (ovos, animais, fruta, vinho, azeitona, carvão, etc. etc.).Esse gesto hoje em dia, deve ser por forma a ter um efeito multiplicador,  dinamizando a economia, agregando portanto instituições e pessoas, servindo de âncora ao turismo, pelo que pode muito bem ser materializado na promoção e salvaguarda do imenso espólio físico e espiritual recolhido e/ou localizado por efeito das iniciativas levadas a cabo pela ADEP (Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva), ao longo dos seus últimos 30 anos de intensa  actividade.
É que é tempo de alterar procedimentos que custam milhares de contos ao erário público com a feitura de fontes luminosas, festarolas e foguetórios, rotundas e mamarrachos, enquanto estes monumentos e memórias estão esquecidos pelos entes públicos...

(*) - Pároco que veio a ser da freguesia de S. Martinho de Sardoura.

Texto revisto do já publicado no TVS, nos finais dos anos 90.

































Martinho Rocha

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

FEIRA DO SÉCULO XIX - Regulamento 2018



REGULAMENTO 
DA FEIRA 2018


1. Denominação: 21.ª Feira à Séc. XIX.

2. Data de realização: Domingo, 14 de Outubro de 2018

3. Responsabilidade, Organização e marcação de espaços: ADEP.

4. A inscrição a fazer na ficha própria deverá ser entregue até ao dia 10 de Outubro.

5. Hora de chegada e permanência de veículos no local de venda: das 7h30 às 9,30horas.

6. Horário de abertura ao público, com revista prévia: das 10,00h às 18,00h.

7. Quem pretender montar a barraca, poderá fazê-lo na véspera (durante a tarde), dando essa indicação na ficha de inscrição. As coberturas (a montar pelos participantes) devem ser de pano, serapilheira, oleados (cobertos com colmo ou ramalhos) e nunca plastificados. Não podem ser usados fios nem cordas de naylon ou sintéticos. No interior dos espaços e à vista, não pode estar nenhum produto plastificado (vasilhas, sacos, baldes, bidões ...) nem panelas de alumínio ou outros utilitários modernos. Nesse espaço durante o dia não é permitida a presença de pessoas não trajadas nem veículos. No final, não é permitido deixar no recinto da feira qualquer barraca, construção ou lixos.

8. TRAJE – Os participantes nas exposições e vendas na Feira devem apresentar-se cuidadosamente trajados como nas Feira no séc. XIX e o traje deverá ser adequado à função que desempenham. As senhoras deverão usar lenço na cabeça ou o cabelo apanhado; não são permitidas unhas pintadas nem as faces. Não são permitidos relógios de pulso, pulseiras de plástico, telemóveis nem pc,s. Não é permitida a permanência de pessoas não trajadas, ainda que acompanhantes dos vendedores, junto ou atrás das bancas.

9. EMBALAGENS, PRODUTOS E SERVIÇOS EXPOSTOS – Exemplo: artesanato da região, gastronomia (pratos típicos, petiscos, fumeiro, enchidos, etc. ), água doce, limonada, chá (vendedores ambulantes), tanoaria, ferreiro e ferrador, tipografia, barbearia, carpintaria, engraxador, tamanqueiro e sapateiro, pelaria, alfaiataria, latoaria, produtos hortícolas e frutícolas, animais provenientes de agricultor ou outros de interesse ao tema. A organização reserva o direito de definir quais os produtos que não estejam adequados às feiras do séc. XIX.  As embalagens dos produtos a vender devem ser como antigamente: de papel, pano de algodão ou linho, serapilheira e nunca de plástico ou poliester. Não é permitida a venda de plantas em vasos plásticos. A organização habitualmente promove a venda de sacos de papel e de pano a preços simbólicos e reserva o direito de confiscar todos os produtos de plástico.

10. A todos se pede a necessária colaboração. O desrespeito pelas normas poderá ser punido com o encerramento do respetivo espaço de venda. Os aspectos fiscais e de higiene são da responsabilidade dos participantes.


11. DIREITOS IMAGEM - Os conteúdos e imagem produzidos tem direitos reservados, apenas a sua recolha por profissionais está condicionada à sua acreditação junto da organização.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

21.ª feira do século XIX, a 14 de Outubro!


Com um apelo aos artesãos, mestres e aprendizes dos mais variados ofícios, estamos a divulgar a próxima feira à moda do século XIX, no Parque das Tílias, Castelo de Paiva a 14 de outubro, domingo!
As concertinas, cantares, baile, teatro de rua,  presença de animais e jogos tradicionais animarão o exterior, que contará ainda com quadros de vida rural: da mina com o Grupo dos Mineiros do Pejão; do campo, dos engenhos e do linho, com o Grupo do Linho de Real; do rio, com o barco rabelo e as histórias das gentes do rio (do Castelo).
A ADEP vai abrir as suas salas de Museu "Primeiras Artes", Casa dos Engenhos "Dr. Justino Strecht" e exposição fotográfica alusiva ao evento.
O vinho e alguns dos nossos petiscos e pratos de tradição não faltarão.A entrada é livre e gratuita!

sábado, 15 de setembro de 2018

416 milhões de anos de vida no território de Paiva!


Hoje fomos comprovar o que temos em paiva deste período!



 alguns dos participantes na saída de campo de hoje
 
                                aNTÓNIO pATRÃO


Período Devoniano
Por National Geographic Writing
5 de setembro de 2010
Quando o período Devoniano ocorreu há cerca de 416 milhões de anos, o planeta estava mudando sua aparência. O grande supercontinente de Gondwana estava gradualmente se dirigindo para o norte, para longe do Pólo Sul, e um segundo supercontinente começou a se formar, estendendo-se através do Equador. Conhecido como Euroamerica, ou Laurasia, foi criado pelo encontro de áreas da América do Norte, Norte da Europa, Rússia e Groenlândia.
Alguns sedimentos de cor vermelha, gerados quando a América do Norte colidiu com a Europa, deram nome ao Devoniano, uma vez que essas rochas características foram estudadas pela primeira vez em Devon (Inglaterra).
O Devoniano, parte da era paleozóica, também é conhecido como a Era dos peixes , já que produziu uma considerável variedade de peixes. Os mais formidáveis ​​eram os placodermes com proteção óssea, uma espécie que apareceu pela primeira vez durante o siluriano com poderosas mandíbulas alinhadas com placas em forma de lâminas que agiam como dentes. Os primeiros placodermos se alimentavam de moluscos e outros invertebrados, mas as últimas espécies se tornaram monstros ferozes, fatias que mediam até 10 metros de comprimento. Outros tipos de peixes com placas ósseas que não tinham mandíbulas desenvolveram uma grande variedade de formas estranhas. Espécimes fósseis incluem espécies com cabeças em forma de ferradura e outros que se pareciam com escudos redondos.
Antepassados ​​de tubarões
Apesar de sua forte proteção, esses peixes primitivos não durariam. Os ancestrais devonianos dos peixes que hoje habitam pertenciam a dois grupos principais sem proteção óssea. O peixe cartilaginoso, assim chamado pela cartilagem que formava seus esqueletos, deu origem a tubarões e raias. Eles tinham escamas pequenas e ásperas, barbatanas dorsais fixas e dentes afiados e substituíveis. O segundo grupo, o peixe com espinhos, estava coberto de escamas e tinha barbatanas dorsais manobráveis ​​e bexigas cheias de gás para controlar sua flutuação. A maioria dos peixes modernos tem espinhos.
Entre estes estavam os peixes finned. Assim chamado porque a base grossa, carnuda de suas barbatanas, peixe de nadadeiras lobadas são creditados a grande avanço evolutivo que levou à anfíbios, tornando os peixes finned-lobo nos ancestrais de todos os vertebrados com quatro membros da terra, incluindo dinossauros e mamíferos. Os fósseis desses animais extraordinários vêm das rochas vermelhas de Devon. Alguns peixes de nadadeiras lobadas ainda estão vivos hoje, como o famoso peixe "fóssil vivo", o celacanto.
Uma criatura fóssil descoberta recentemente do Devoniano foi saudada como um elo vital entre os peixes e os primeiros vertebrados a caminhar em terra. Encontrado no Ártico canadense em 2004, o Tiktaalik tinha uma cabeça semelhante à de um crocodilo e barbatanas fortes e espinhosas, que os cientistas acreditam que ele usava como pernas para se mover em águas rasas ou mesmo em terra. O peixe mostrou outras características de animais terrestres, incluindo costelas, pescoço e buracos no focinho para respirar ar.
Os primeiros anfíbios respiraram através de pulmões simples e sua pele. Eles devem passar a maior parte de suas vidas na água, deixando-a sozinha para escapar da atenção dos peixes predadores.
Os primeiros amonóides também apareceram durante o Devoniano. Relacionados com o polvo e a lula, estes animais marinhos sobreviveram até o final do período Cretáceo, há 65 milhões de anos.
Proliferação de plantas
As plantas começaram a se espalhar dos pântanos durante o Devoniano, desenvolvendo novos tipos que poderiam sobreviver em terra seca. No final do Devoniano, as primeiras florestas apareceram quando as plantas com caule desenvolveram estruturas fortes e lenhosas capazes de suportar galhos e folhas altas. Algumas árvores Devonianas são conhecidas por atingir 30 metros de altura. No final do período, as primeiras samambaias, cavalinhas e plantas com sementes também apareceram.
A nova vida que floresceu na terra aparentemente escapou dos piores efeitos da extinção em massa que acabou com o Devoniano. As principais vítimas foram criaturas marinhas, das quais até 70% das espécies desapareceram. As comunidades que formaram os recifes desapareceram quase completamente. As teorias propostas para explicar esta extinção incluem o resfriamento global devido à regulação de Gondwana, ou a redução dos níveis de dióxido de carbono atmosférico com efeito estufa devido à arborização dos continentes. O impacto de um grande asteróide também foi sugerido.