sexta-feira, 29 de março de 2019

ADRIMAG rejeita contributo da ADEP para plano de acção de 2018 a 2022

Do muito que é necessário fazer pelo turismo, nas várias frentes do território e pela diversidade dos seus atores, causa estranheza este resultado.A participação cívica alargada às comunidades e instituições nunca foi tão proclamada e recomendada. Depois os contributos que associam conhecimento, valências e vontade, deveriam ser agarrados com ambas as mãos... porém foi recusado pela ADRIMAG (onde o Municipio também está representado) o nosso contributo para o dossier de candidatura e estratégia de desenvolvimento turístico sustentável definida no Plano de Ação para o período 2018-2022.
A nossa proposta, subordinada ao Título  “Parques de Encontro e de Merendas das Montanhas Mágicas  - Um passado no nosso Presente” assenta no reconhecimento de que existe uma malha já suficientemente alargada, eclética  e dotada de condições básicas mínimas para o seu usufruto. Os parques deverão ser hoje e amanhã os pontos estruturais de uma primeira ação que cuida do território, desde logo nas Montanhas Mágicas, de uma forma coerente, coesa e participada pelas pessoas e instituições.
Os parques são locais de encontro inter-geracional, locais acessíveis, prenhes de histórias e de vivência diária. Aos parques vão dar os caminhos, que ligam a outros parques, temáticos, de recreio, de desporto, percursos e roteiros que levam aos largos e às igrejas, aos cruzeiros e capelas, às pontes, às serras, às praias, às galerias, às tabernas, aos museus e jardins.
A nossa convicção no sucesso da ideia  parte da inevitabilidade de que deve desenvolver-se  obedecendo a critérios de supramunicipalidade, solidariedade e sustentabilidade, além de que o seu desenvolvimento, tendo custos moderados, terá um efeito em cadeia, progressivo e multiplicador, na oferta e procura de produtos da cultura local e tradicional.

A ADEP como membro do Fórum Permanente CETS, não pode deixar de registar, com mágoa, que a contribuição, generosa e voluntariosa, que apresentou, após reflexão e estudo sério,  em resposta a solicitação, não lhe correspondeu qualquer apoio, esforço de interpretação, nem melhoria, capaz de a qualificar e integrar no todo ou em parte no PA 2018- 2022.
Não só não foi aceite a ficha proposta como  não teve noticia de que qualquer uma das diversas ações  antes propostas fosse enquadrada em fichas de ação já identificadas .
Tendo esta decisão efeitos tão alargados no tempo (2018 a 2022) e constatando, o grupo de trabalho que apresentou a proposta, que a mesma enferma de alguns vícios, designadamente no respeito por alguns princípios do procedimento administrativo e que portanto parece carecer de reparação, anuncia desde já a sua divulgação pública e interna, junto dos membros da ADEP propondo o recurso a meios de defesa adequados no plano jurisdicional.





                                            Actividades pontuais de ar livre

Feirado séc. XIX realizada anualmente no Parque no 2.º domingo de outubro


Atafona de moer linho (um dos valores da Valência Casa dos Engenhos (também conhecido por Museu Etnográfico Dr. Justino Strecht Ribeiro)

Instalação em seco no Parque do "Douro+Paiva" barco rabelo que trabalhou no Douro de 1987 a 2000.




imagem de fóssil do carbonífero, da exposição de fósseis do carbonífero -  uma das várias valências temáticas existentes nas instalações anexas ao Parque das Tílias




texto base que seguiu para ADRIMAG.














ADEP


quinta-feira, 28 de março de 2019

Cedro da Frutuária está a ser classificado.

a nossa proposta para alterar a rotunda

agradecemos ao autor a utilização da foto

Foto de pintura a óleo de Conceição Martins Correia



O carismático cedro da Frutuária da espécie Cedrus atlântica, junto à  rotunda das Estradas 222 e 224 está, por iniciativa do Movimento Cidadãos do Mundo, em processo de classificação de Interesse Público, pela I. C. N. F. Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Este exemplar, único no local e raro na região, terá sido mandado plantar pelo Conde de Castelo de Paiva para delimitar a sua "Propriedade" que a seguir às Quintas da Boavista e da Bafareira, incluia os lugares da Frutuária, Santa Cecília ou Olival e confrontava com a vizinha Quinta da Camosa.


Como forma de salvaguardar a sua integridade, como visa o processo de classificação, propomos que seja alterado o desenho da rotunda; a mesma terá de ser deslocada para norte e reordenado o acesso a Corvite/Vegide, bem como fechado o trânsito entre o Cedro e a "casa do povo"/ADEP.
Aproveitamos para pedir a atenção das autoridades no que respeita à afixação reiterada de publicidade com pregos.

quarta-feira, 27 de março de 2019

DIA DOS MOINHOS !

E como fazemos todos os anos, no fim de semana dias 6 e 7 de abril, a Casa dos Engenhos da ADEP "Dr.Justino Streht Ribeiro"no Parque das Tílias, em Castelo de Paiva, vai estar aberta ao público que queira visitar os engenhos aí instalados, designadamente a Atafona (de moer) Linho.

sábado, 23 de março de 2019

E São Domingos ficou mais verde!





Várias centenas de jovens crianças e adultos rumaram hoje a S. Domingos para com pás, picaretas e enxadas, cumprir a promessa de plantar árvores como estava previsto.
Uma iniciativa de voluntários em que estiveram envolvidas várias associações do concelho e também dos concelhos vizinhos.
Uma nova imagem e a certeza de que se pode alterar este paradigma de florestação com monocultura de eucalipto, desordenada e que invade e arrasa tudo sem respeito sequer pelo património arqueológico existente.
Outras iniciativas podem e devem ter lugar.
Agora compete à Câmara Municipal e Junta de freguesia associar os meios de protecção que façam as regas e a manutenção necessárias. Talvez a diferênça entre salvar ou não os milhares de árvores plantadas hoje esteja no fazer-se ou não de imediato uma rega. Rega que segurente é menos trabalhosa e envolve menos meios que os estiveram na plantação.
É bom recordar que parte das árvores - carvalhos autóctones - nasceram de iniciativas com jovens e crianças nos viveiros do Parque das Tilias / ADEP e a iniciativa de hoje se iniciou com pedido de audiência à Junta das freguesias do Couto Mineiro pela ADEP / Movimento Cidadãos do Mundo a que depois se juntaram muitas outras: Jovens Sol Nascente, Natureza Viva, Casa do Povo da Raiva, ACUP, e outros como ANEFA, Associação de Pais, Montepio, e tivemos, é bom realçar a grata participação de três escolas de fora do concelho (Espinho, Matosinhos e Rio Tinto).
O nosso muito obrigado a todas as instituições aderentes e a todas as pessoas em particular que se dignaram participar e mostrar que se não mudamos o Mundo, podemos fazer algo por ele e desde logo pelo ar que respiramos!

sexta-feira, 22 de março de 2019

Haja plantadores!








Já foram carregadas cerca de 1000 carvalhos e outras espécies no viveiros da ADEP para serem plantadas amanhã em S. Domingos! Prevê-se que cerca de 2000 carvalhos estejam estes dias semeados no Parque das Tílias, para as plantações do próximo ano!
Ontem as associações: ADEP, Cidadãos do Mundo, Natureza Viva e ACUP, celebraram em conjunto o dia 21 de março o Dia Mundial da Floresta, da Árvore e da Água, plantando carvalhos autóctones na Mata da Quinta da Boavista, Castelo de Paiva
Desta forma, pretende-se promover/divulgar os espaços verdes existentes no concelho, nomeadamente os parques, onde é necessário efetuar trabalhos ao nível de algumas infraestruturas e bem assim ao ordenamento arbóreo, por causa do avanço infestante de mimosas e acácias, como é o caso deste; bem como sensibilizar sobre a importância de preservar o ecossistema florestal.
Todas as árvores plantadas foram regadas e estacadas. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o real estado em que se encontra este Parque e de ouvir do usufrutuário senhor Viriato Almeida a sua opinião sobre as medidas necessárias para a sua utilização segura, com atividades de voluntariado, de recreio e de Educação Ambiental para o que deveriam convergir as instituições da Floresta, dos serviços municipais, da Proteção e segurança Civil, dos Bombeiros Voluntários.
A iniciativa visou também lembrar a grande iniciativa de plantação de carvalhos marcada para sábado 23, a partir das 10 horas, no maninho de São Domingos, no Couto Mineiro, em que estão empenhadas estas associações e várias outras incluindo a Câmara Municipal e Junta de Freguesia e ainda três turmas escolares de fora do concelho.




domingo, 17 de março de 2019

sexta-feira, 15 de março de 2019

Descoberta mais uma Mamoa, mas, o ordenamento do nosso território está a fazer-se ao ritmo dos ventos e dos fogos




Mamoa de Carvalho Mau

Acrescentamos ao cadastro,  estes dias,  mais uma mamoa e relativamente perto da Vila. Será a número 3 da Cruz, sobranceira ao Sardoura, na freguesia de Real. O nosso território não pára de nos surpreender. Isto é o que nos ocorre dizer quando visitamos um local pela primeira vez e encontramos algo de valor até então desconhecido. No entanto para quem acumula tantas milhas percorridas por montes e vales e tantos tem sido os "encontros imediatos", diríamos até que há locais - não fosse a fúria desenfreada dos plantadores de eucaliptos - que era certo sabido onde encontrar, monumentos desta natureza (mamoas) e/ou outros. 
Mas, já passou um ano... os contactos, com os proprietários, tarefa assumida pelos serviços municipais, não foi realizada. Há inúmeras máquinas e trabalhos sem acompanhamento arqueológico...como já aconteceu outros valores serão facilmente destruídos se não se chegar ao contacto com os proprietários. O trabalho que a ADEP vem realizando, voluntária e gratuitamente, traduz-se na elaboração de uma relação actualizada dos monumentos do neo-calcolitico, vulgo antas/mamoas, com localização GPS, conferindo a sua existência e integridade no terreno, com a descrição feita na Carta Arqueológica dos anos 80, e integrará o futuro Plano Director. Foram visitados até ao momento perto de 50 mamoas, cinco delas já destruídas (parcial e/ou totalmente), por máquinas de terraplanagem ao serviço da florestação (licenciada?), perigo de destruição que estão a correr grande parte das restantes mamoas.
O ordenamento do nosso território está a fazer-se ao ritmo dos ventos e dos fogos e uma estratégia dessas não devia acontecer no século XXI, uma Era em que é necessário algo mais para compensar e reverter os efeitos nefastos das alterações climáticas fruto também elas de politicas erradas. 
E depois, no campo da arqueologia, há tantas frentes onde é necessário e urgente intervir...














Martinho Rocha