segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Em homenagem às nossas árvores ...e artesãos do seu lenho!


O Amieiro é a árvore caracteristica das margens dos nossos rios. Diz-se que é a que melhor entende o Carnaval, por serem feitas dessa madeira as célebres máscaras transmontanas.


Esta espécie "Alnus Glutinosa (L.) ajudou as gentes do Norte (mas também as da Holanda ou até da Itália) a andar, a trabalhar e a folgar com os pés secos. Do séc XVIII reza o Cancioneiro, "Homem de Entre-Douro e Minho/Calça pau e veste linho/Bebe vinho de enforcado/...ou "São Gonçalo de Amarante/feito de pau de amieiro/irmão do pau dos meus socos/criado no meu lameiro".


Doutras qualidades da madeira ainda haveria que falar-se; das crenças que lhe estão associadas, da sua incorruptibilidade o que lhe permite ser adoptado para estacaria de fundações, qualidades medicinais, enriquecedor de solos, beleza da sua dupla floração, etc.
Protagonistas na história do calçado de pau, temos ainda em Paiva alguns artesãos tamanqueiros ou soqueiros que exerceram até à década de 60 do séc. passado, realce para Manuel Maria, que figura anexo e é uma presença simpática e habitual na Feira do séc XIX.

(respigando texto de Susana Neves na Revista"Tempo Livre")





escreveu Martinho Rocha

domingo, 13 de fevereiro de 2011

SEJA ADEPto !

Nunca é demais sublinhar a nossa permanente abertura a novas adesões que se materializem em ideias e projectos, trabalho e/ou apoio às nossas causas.
Se é “um dos nossos” ainda assim pode contribuir:
- Actualize a sua quota;
- Proponha um novo associado;
- Disponibilize-se com trabalho voluntário;
- Envie-nos o seu email, para que o possamos convidar para as nossas iniciativas…
Seja adepto !

O nosso contacto é adeppaiva@gmail.com ou pelo telefone 255 689 486.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Amianto vai ser inventariado e removido !

Depois de por muitas vezes nos dirigirmos a diversas instituições alertando para os perigos associados à existência desta substância em instalações públicas e para a necessidade da inventariação, eis que a Assembleia da República toma posição e determina procedimentos que ficam agora a cargo do Governo.
Foi publicada a Lei 2/2011 que “visa estabelecer procedimentos com vista à remoção de produtos que contêm fibras de amianto ainda presentes em edifícios, instalações e equipamentos públicos”.
O Governo tem agora um ano para proceder ao levantamento de todos os locais, que contêm amianto na sua construção, tempo a que se seguirá a obrigação das entidades gestoras prestar informação a todos os utilizadores dos espaços, da existência do amianto e da previsão do prazo para a remoção desta substância que quando inalada é cancerígena.

Boas notícias para os Rios Paiva e Bestança

A SIMDOURO – Empresa Pública de Saneamento do Grande Porto, lançou o concurso para a construção da ETAR de Fornos. Um investimento de cerca de 2 milhões de euros, localizado no Município de Castelo de Paiva, mas que também tratará o efluente de parte da freguesia da outra margem do Rio Paiva - Souselo no Concelho de Cinfães. A ETAR de Fornos será construída na freguesia de Fornos, a jusante do cais do Castelo - Município de Castelo de Paiva e terá capacidade para tratar o efluente de uma população de cerca de 8.376 habitantes.

Entretanto estão a ser também lançados mais dois concursos, um para a execução da ETAR de Cinfães e outro para os interceptores de Cinfães e Ribeira do Bestança (Porto Antigo).

A ADEP congratula-se com estas notícias de investimento na defesa do ambiente, depois de uma fase atribulada e de muitas situações insuportáveis de águas residuais a escorrer amiude por campos e caminhos em direcção aos nossos rios e ribeiros.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Foram-se as camélias do Cemitério de Sobrado…


Foram retiradas várias camélias no Cemitério de Sobrado, abatido um sobreiro na Av. General Humberto Delgado e uns carvalhos em Fornos…

A notícia surpreende. Nos concelhos nossos vizinhos desenvolvem-se nesta época iniciativas/roteiros de visita às camélias floridas! Foram ao menos transplantadas, ou nem isso ?

O impacto que estes “atentados” está a ter diz-nos que a nossa consciência cívica está, apesar do sucedido, a despertar, e isso em si é bom!

Há anos cortaram árvores centenárias na Mata da Boavista, e uma espécie rara na Meia Laranja sofreu um encosto amigo de um camião e não se ouviu um lamento. Afinal o Parque da Feira dá a imagem do que somos…

Hoje já não se pregam cartazes da campanha ou das discotecas nas árvores. Nem se fazem podas radicais …como aconteceu aos sobreiros da Senhora das Amoras. As árvores já não sofrem da doença do machadinho (que lhes arranca a casca e as asfixia lentamente). Os vândalos já não destroem árvores como antes o faziam (e fizeram no fim do Verão, no Parque das Tílias e no Largo do Palácio da Justiça)…

domingo, 16 de janeiro de 2011

E as lampreias e sáveis, lembram-se os amantes das barragens ?

Hoje é do Douro que falamos, das lampreias e dos sáveis e do seu desaparecimento.

Oportunidade para lembrar que volta às salas de Cinema a obra prima de Manuel de Oliveira e eis aí mais uma oportunidade para o recordar e fazer o contraponto do que eramos, do progresso e da outra face da moeda, as perdas associadas.

Falamos da lampreia, da sua importância na gastronomia e tradição, na economia de algumas classes mais pobres que as pescavam, assim como os sáveis, nas redes que lançavam nos areios de Boure e outros. Mas também as pescavam nas pesqueiras no Douro e por aí acima na Foz do Sardoura e no Paiva.

Quando da construção da Barragem de Crestuma/Lever diziam os responsáveis que eram apenas vantagens o que poderiamos esperar, mesmo com os peixes não ia haver problema, afinal volvidos estes anos a escada para estas espécies migradoras passarem a barragem ainda não funciona.

A ADEP tem vindo a expressar o sem descontentamento na Comissão da Bacia da Barragem e outros organismos da Admnistração Pública e da necessidade de inverter a situção porque afinal haverá sistemas que hoje funcionam noutros países, mas os anos vão passando e nada...

Esperamos que caia ?


Das acessibilidades do concelho e região muito há para dizer. No princípio eram "barrancos e precipícios ... (quem) viajar por isto vae em perigo constante de esmigalhar os ossos", como se lhes referiu Pinho Leal em 1863. Depois vieram as grandes obras (nessa época, estavamos ainda antes da Repúlica) e uma imensa rede de estradas, com o empenho do Conde de Castelo de Paiva.

Hoje as estradas, na região de Paiva são o que temos e todos conhecemos. Temos duas pontes onde bastava uma, já em Pedorio, por exemplo, onde era necessária, não existe. Fizeram-se promessas de estradas e Itenerários que não se cumprem. Os acessos são difíceis para as terras nossas confinantes como Arouca, Cinfães, Vila Nova de Gaia, Hospitais de Penafiel e Santa Maria da Feira e Autoestrada Sul, Porto e Autoestrada Norte. Enfim todos estes acessos estão no estado em que estão e com as deficiências que lhes conhecemos. Veja-se o caso da 108 (marginal Entre-os-Rios - Porto) com bordas e a cair permanentemente.

Esse problema como outros mereciam mais acompanhamento, sinalização e intervenção se as competentes entidades fossem mais diligentes e interessadas. Veja-se o caso desta árvore, junto a Rio Mau (Km 28), que cada dia que passa está mais inclinada. Vão deixá-la caír ?