sábado, 10 de março de 2012

Pedras que falam ! As Pedras de Linhares

Local incontornável na história trágico-fluvial do Douro, pelos inúmeros relatos de afundamentos de barcos rabelos, as pedras de Linhares, junto à foz do Rio Sardoura, hoje submersas por causa do enchimento da Barragem de Crestuma são um conjunto de "penedos errantes" como lhe chama Pinho Leal que estão também associados a movimentações militares dos miguelistas.
A Quinta de Linhares fronteira às referidas Pedras terá sido o Quartel -General, o lugar de esconderijo e de repasto para um conjunto de figuras que como Pinho Leal, Mac- Donell e até Camilo Castelo Branco por aí terão passado em funções e actividades diversas,designadamente belicosas e de convívio gastronómico.

terça-feira, 6 de março de 2012

Assembleia Geral e Eleitoral

*Vai ser Convocada a Assembleia Geral da ADEP - Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva para se reunir em sessão ordinária, na sua sede, à Frutuária - Parque das Tílias, na sala Arquivo Fotográfico – Luís Lousada Soares”, no dia 31 de Março – Sábado, pelas 13,30 horas, com a seguinte,

ORDEM DE TRABALHOS:

1 - Leitura e votação da acta da última assembleia;
2 - Discussão e votação do Plano de Atividades e Orçamento para 2012;
3 - Discussão e votação do Relatório de Contas e das Atividades no ano de 2011;


* Os documentos e regulamentos podem ser consultados, na sede da ADEP.

*Em segunda convocatória terá lugar a Assembleia Geral da ADEP - Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva, para a eleição dos corpos gerentes para o triénio 2012/2014, na sua sede, na sala Arquivo Fotográfico – Luís Lousada Soares”, no dia 31 de Março – Sábado, pelas 15,30 horas.
• As listas devem ser entregues até ao quinto dia anterior ao ato eleitoral.

domingo, 4 de março de 2012

Pedras que falam. O dólmen do Inferno

"Na província do Douro, sobre a margem esquerda do Douro, logo abaixo do lugar do Castello de Paiva, próximo das Pedras da Rua, está um grande dolmen, faltando-lhe a pedra horizontal.Pousava esta em sete pilares redondos (dos quais seis existem intactos). Estes pilares ou colunnas não são monolythos, mas cada um composto de três pedras com juntas bem feitas, o que mostra ter sido construído na edade do bronze ou do ferro. Nenhum dos nossos archeologos falla n'elle". Ainda Pinho Leal, desta vez sobre o dólmen do Inferno, no sitio também conhecido por Castelo de Baixo.Margarida Rosa Moreira de Pinho em meados do século passado, portanto, antes do enchimento da Barragem de Crestuma já refere terem sido infrutíferos os esforços para localizar os vestígios.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pedras que falam ! O Penedo do Carcajo.

Outra das nossas lendas está associada ao penedo do Carcajo, nas Fontaínhas, freguesia de Fornos.
O imaginário popular laborou nas reminiscências e memórias da vivência algo atribulada e violenta com os povos invasores.
Assim dentro da enorme fenda do penedo, existe uma bela moura encantada, com corpo de peixe e cabeça humana. Ninguém se atreve a passar pelas imediações em horas tardias porque corre o risco de ser morto pela moura.








escreveu Martinho Rocha

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pedras que falam ! O Penedo Cão

"A estampa VI (das Lendas e Tradições de Castelo de Paiva), representa (segundo o autor) o Penedo Cão, enorme pedregulho que as infiltrações hibernais fizeram estalar e abrir ao meio, facto que o povo atribuiu à quebra do encanto que se descreve no poemeto. A parte caída, que tinha quási 10 metros de diametro, na parte superior por onde fendeu (e que serviu de eira para malhar centeio), foi estupidamente britada para aproveitamento do seu granito...". O Penedo Cão é um exemplar enorme dos ditos penedos errantes de que fala Pinho Leal, que faz questão de dizer que onde os tem "visto em maior abundância é nos concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Sinfães e Castro Daire".
Também aqui encontrou apoio mais uma lenda de Paiva. Este penedo guardava um tesouro.E para quem queira saber o que diz a Lenda consulte turminhafabulosa.blogs.sapo.pt que o seu trabalho também merece ser reconhecido, tão clara e escorreita se apresenta a mesma.









escreveu Martinho Rocha

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pedras que falam ! A Anta do Vale da Rua existe ?




A Anta do Vale da Rua está classificada como monumento nacional pelo Decreto de 16-06-1910. Tinha sido já referenciada por Pinho Leal em meados do séc. XIX, mas é desconhecida da população. Será que existe ?
Do Penedo Cão e do Dólmen do Castelo também se diz terem desaparecido. Margarida Rosa Moreira de Pinho na sua obra "Elementos para a História de Castelo de Paiva" desculpa estes desaparecimentos atribuindo-os "... à ignorância dos laboriosos e bem intencionados agricultores (...)que lhes não atribuíram (...) outra importância que não fosse a de se tratar de grandes blocos de pedra, prontos a serem utilizados em qualquer construção ..." como se os agricultores à data fossem os proprietários da terra ou gestores da coisa pública!
Pinho Leal sabia do que falava e na sua obra Portugal Antigo e Moderno pode ler-se que "Todas as Antas são penedos errantes, mas nem todos os penedos errantes são antas (...)As Antas conhecem-se por estarem todas sobre três ou quatro ou mais penedos menores que lhe sirvam de base(...) Várias Antas, sendo a maior a do Valle da Rua, a uns 300 metros ao SO da Vila de Sobrado".
No inventário do património classificado do IGESPAR, diz-se que "a prática dos tempos, as sucessivas adaptações a novas necessidades e o esquecimento da sua finalidade, em grande parte pela perda das memórias que carreavam e, sobretudo, pelo desconhecimento populacional sobre a sua importância para a elevação, no quadro nacional, das Histórias locais e/ou regionais, tem ditado, infelizmente, entre nós, a sorte de vários destes exemplares megalíticos. Em busca de "tesouros encantados", uns, de novos terrenos agricultáveis, outros, e de material para novas construções, terceiros, têm sido vários os motivos pelos quais antas (ou dólmens) são destruídas total ou parcialmente, perdido que se encontra há muito o seu sentido primordial.
A anta em epígrafe foi também sujeita a um processo semelhante, tendo sido soterrada, em finais dos anos sessenta do século passado, pela construção de uma habitação".
A fazer fé nesta informação do IGESPAR, afinal, a Anta existe, está soterrada!
Até quando o peso da história vai permitir mantê-la oculta ?

























Martinho Rocha

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CORVITE: Pias dos Mouros. Pedras que falam !

Pinho Leal nas suas andanças por Paiva foi pródigo nos relatos de lendas e referências à nossa geografia, o mesmo é dizer aos nossos rios, montes, penedos, antas, mamoas e pessoas.
Ficamos a desejar que as pedras falassem tamanha é a distância a que estamos hoje da realidade encontrada ainda por Pinho Leal em meados do século XIX.
Sobre o Monte de Corvite, disse: "N'este monte há vários calhaos, esphericos e oblongos, do volume de grandes toneis, tendo cinco deles sepulturas muito bem abertas a picão, no cimo dos calhaos (...) Era incontestavelmente um almocabar (cemitério) mourisco.
Aqui appareceram, em 1859, moedas antiquíssimas (...) eram árabes.
Eram muito mais sepulturas, mas têem sido destruídas, para se quebrar a pedra, para edificar".


Muitas tem sido as diligências, exposições, denúncias e pedidos, endereçados às mais variadas instituições, no sentido de acautelar previamente obras e terraplanagens nas imediações de monumentos e vestígios, mas neste andar...(da lista onde já consta o Penedo Cão, Penedo de El Rei Garcia, Anta? do Vale da Rua, Necrópole de S. Pedro, nem um sussurro...)