Esta é mais uma vitória da ADEP na sua luta pela defesa do património cultural. Equiparável a uma justa vitória na maratona ou de campeonato, mas não é dessas áreas que tratamos. Depois, quem ganha efectivamente é o município e a população.
A Casa e Quinta da Boavista e a Capela de Santo António, que alberga no interior retábulo neoclássico com Pietá de grande qualidade artística, (incluindo a fonte maneirista, originário do Mosteiro Pombeiro, já classificada) e os jardins, foram classificados como monumento de interesse público pela Secretaria de Estado da Cultura.
Este será mais um motivo para que o Município, de uma vez, encare o real valor deste património que é propriedade dos paivenses e que dele deveriam ter outro proveito, o que é dizer, deveriam gozar e defender os direitos e cumprir com os deveres como manifestou vontade o Benemérito Conde de Castelo de Paiva.
Refere o despacho que a classificação da Casa e Quinta da Boavista, reflete os critérios legais "relativos ao valor estético que lhe é intrínseco, à sua concepção arquitectónica e paisagística e à sua importância do ponto de vista da memória colectiva".
As primeiras diligências para a classificação foram efectuadas pela ADEP ainda com o beneplácito de D. José de Arrochela, Conde de Castelo de Paiva no já longínquo ano de 1989.Refira-se que depois do Edifício da Cadeia, de que também conseguimos a classificação em 1993, falta ainda saber do desfecho, entre outros, dos pedidos efectuados pela ADEP para reclassificar as Pias dos Mouros, Serrada e Gondim, Casa das Eirinhas e Portão do Adro de Real.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Cruz de Alveda. A Festa das Cruzes. Um contributo de Mário Gonçalves Pereira
“Cruz de Alveda – Raiva, Suas origens” é mais um álbum produzido e
oferecido por Mário Gonçalves Pereira à ADEP. Trata-se de um contributo para a
história da freguesia da Raiva e de uma das tradições mais antigas do concelho
(As Cruzes).
“O topónimo “Cruz de Alveda” era atribuído, verbalmente, a
um sítio ermo, num pequeno planalto, onde um carreiro e uma cruz marcavam a passagem
de muitos transeuntes. Naquele mesmo local e com o mesmo nome está hoje
implantado um agregado populacional que nasceu, para ir crescendo, em 1944.”(e
que foi fundado pelos seus ascendentes)
O álbum faz um retrato social da vivência das populações
locais, que se ocupavam da agricultura, do pequeno comércio e serviços ligado
aos barcos rabelo no porto das Fontaínhas e ainda à incontornável azáfama da
Mina(Fojo, Choupelo e Germunde). Um testemunho e esforço de memória do menino
estudante-bolseiro que foi da ECD.
Desde 2006 que Mário Gonçalves Pereira imprime e exprime em álbum
rígido e lavável fotos e notas obtidas nas
iniciativas e/ou selecionadas das existentes no Arquivo Luís Lousada Soares,
que generosamente entrega à ADEP, para que possam ser consultados.
“A Cruz de Alveda” está hoje reconstruída no Parque das
Tílias, junto do Cruzeiro de Carcavelos,
sobre a base suporte do primitivo cruzeiro que existiu em Cruz de Alveda -reconstruções
que se devem aos Irmãos Merru - assunto a que se há-de voltar a falar a propósito
da muito antiga Festa e Procissão das Cruzes.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Ara de Vila Verde é romana e dedicada aos LARES !
A Ara encontrada pela ADEP em 2007 no sítio do Terreiro (Vila Verde), Castelo de Paiva, zona agrícola por excelência no vale do rio Sardoura e local de passagem imemorial, não fossem os testemunhos dos grandes sulcos dos rodados, gravados no granito do caminho, está a ser decifrada e vai ser publicada.
Das primeiras conclusões do estudo que, em colaboração connosco, lhe está a fazer José d’Encarnação – ilustre Professor e Investigador da área da Epigrafia – ficamos a saber que se trata de uma ara dedicada aos LARES, divindade a que recorriam, no âmbito privado, os cidadãos que buscavam assim proteção nos espíritos domésticos.
Para J. Leite de Vasconcelos in Religiões da Lusitânia: “Os lares, na crença dos romanos, eram divindades que protegiam não só as casas e os campos, mas os indivíduos, as cidades e mesmo certas collectividades. Havia Lares Viales para os viajantes, Lares vicorum para os bairros; Lares militares para os soldados, Lares compitales para as encruzilhadas.(…) o culto dos Lares compitale foi restaurado por Augusto, que mandou que os altares d’elles (…)se enfeitassem com flores na primavera e no verão.” O imperador Augusto consentiu ser adorado em vida e que o seu genius fosse colocado entre os Lares compitales.
Temos assim, em Paiva, mais um testemunho da vivência e neste caso da religiosidade das gentes num tempo em que dominava o Império Romano e, portanto, antes da sua cristianização. A religião oficial de Roma Antiga caracterizou-se pelo politeísmo, com elementos que combinavam influências de diversos cultos. Estes cultos começaram a decair com a conversão, que aconteceu no ano de 313 com o Edito de Milão, assinado por Constantino.
Mais um trabalho da ADEP, sobre uma pequena parte do nosso passado colectivo, do muito que há para saber e estudar. Oportuno se torna lamentar que a maior parte dos materiais localizados e conhecidos estejam dispersos, pelos museus vizinhos e casas particulares, e no concelho não existam condições nem espaços, que não sejam os que a ADEP lhe vem disponibilizando, sem que receba quaisquer apoios consignados para esse fim.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
As nossas praças e suas árvores.
Discorrendo por apontamentos diversos a propósito do enigma
do calendário para 2013 e alusivo ao 500.º aniversário da atribuição do Foral,
deparamos com algumas referências que nos parecem ser merecedoras de mais
divulgação atenta a necessidade de mais estudo e defesa de locais da nossa
memória colectiva.
Em Janeiro de 1908 o Jornal de Arouca “ A voz de Portugal”
refere que “depois de percorrermos as
ruas principais da Vila de Sobrado, fomos admirar a casa dos futuros Paços do
Concelho. Já esta obra é real. Imponente(…)Quem vir a obra dirá que todas as
lisonjas são poucas”. Ao mesmo tempo que se constroem novos edifícios vai-se
alinhando e construindo passeios de pedra na sua frente, de modo que, daqui a
poucos anos, estará ali uma praça das principais do distrito. Desta praça sai
uma rua, a chamada “Rua” que comunica com outras praças (futuro Largo da
Meia Laranja, onde já estiveram duas belas, raras e frondosas "árvores de garrafa" Brachychiton populneus e do outro lado da
estrada, junto do Marmoiral e entrada da Boavista ainda temos alguns exemplares
de Castanheiro da India - Aesculus hippocastanum e cedro) mais ao norte e já
toda arborizada (de Tílias) onde existe a importante fábrica de
manteiga a vapor (no Parque das Tílias – Frutuária)”.
Assim, diz o “Jornal de Arouca” a 4 de Setembro de 1915 que “No Largo Conde Castelo de Paiva existem 6 palmeiras”.
Se repararmos na referida foto do calendário elas não estão lá. Se efectivamente
a foto fosse de 1919 como lá está escrito era previsível que lá estivessem
ainda…
Já em 1921 “as Tílias que orlam os passeios (do
largo que fica em frente aos Paços do concelho, proporcionam), a doçura das suas sombras pródigas…” como
refere o “Defensor” de 5 de Maio. Também no Logradouro da Casa da Boavista além
de alguns cedros, dois deles secos, existem um Tulipeiro (Nome científico: Liriodendron tulipífera L.)
e um belo exemplar de cedro que será uma Thuja como se vê em primeiro plano da foto.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Feliz Natal e Bom Ano Novo !
Eis o cartão ambientalista de Boas Festas, do nosso amigo e associado Prof. Jorge Paiva !
Temos tido o privilégio de vir recebendo, já mais de duas dezenas, destes cartões, que têm focado alguns dos problemas estruturais e de comportamento que ameaçam o ambiente à escala mundial e local, produzidos a partir de fotos suas (que temos vindo a coleccionar). Pela valia da mensagem e porque é Natal partilhamos os Votos de Jorge Paiva.
Nesta quadra festiva a Direcção da ADEP deseja a todos os seus associados, colaboradores, patrocinadores e amigos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
O enigma da foto do Calendário do Foral !
O Calendário do 500.º aniversário do Foral, tem um enigma e ainda nenhum leitor se apercebeu!
Se reparamos a foto está datada de 1919. Sabemos porém que o
edifício da Câmara tem a data de 1901 inscrita no frontispício e ainda que
nesse ano não apresente já a estrutura levantada, tê-la há nos anos próximos da
inauguração, que se sabe teve lugar em 1907.
Os telhados que constam da foto não nos elucidam dos edifícios a que pertencem.
Será um desses telhados do edifício da
Câmara? Não nos parece.
Certo é que não está lá ainda o edifício dos Correios. E
diz-se que já existia estação telégrafo-postal em 1905. O mais provável mesmo é
que a foto seja anterior a 1900, data do lançamento da primeira pedra do edifício
dos Paços do concelho.
Os edifícios da
Frutuária têm gravada a data de 1888 e
constam da foto. Assim a conclusão a tirar é de que a foto está mal datada e enfermará
de um erro que a torna mais antiga em mais de uma década!
Será ?!
sábado, 8 de dezembro de 2012
Calendário para 2013, alusivo ao 500.º Aniversário do Foral !
No dia em que se completou o 499.º aniversário da atribuição do Foral à Terra de Paiva, a ADEP saiu à rua com a sua 6.ª caminhada do Foral. Além disso os participantes foram brindados com o calendário alusivo ao 500.º aniversário e tiveram oportunidade de apreciar uma exposição que reúne as anteriores edições.
Este é o momento para tornar público o nosso agradecimento ao comércio e serviços que, tem tornado possível manter esta iniciativa editorial, e que ano após ano valoriza a nossa memória, dinamiza a fotografia e sensibiliza todos para a importância da protecção e divulgação do nosso património cultural.
Ainda são aceites novas adesões, basta para tal contactar adep-paiva.blogspot.com
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