quarta-feira, 8 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Ara romana publicada!
A Ara romana (do sec. I d. C.) descoberta em Vila Verde em 2007, foi descodificada pelo Investigador José D'Encarnação da Universidade de Coimbra e já integra o Ficheiro epigráfico (suplemento da revista Conimbriga) destinado a divulgar inscrições romanas inéditas de toda a Península Ibérica.
A descoberta e divulgação de mais este testemunho, dos mais antigos e estudados, da era romana no concelho fica a dever-se ao trabalho e persistência da ADEP.
A descoberta e divulgação de mais este testemunho, dos mais antigos e estudados, da era romana no concelho fica a dever-se ao trabalho e persistência da ADEP.
sábado, 27 de abril de 2013
Património geológico do concelho
Na terceira saída de campo para reconhecimento de locais de antigas minas de exploração mineral hoje foi possível com ajuda de distintos cicerones recolher fotos e/ou amostras em diversos pontos do concelho, a saber nas freguesias de Pedorido, Raiva e Real.
Paralelamente foram referenciados locais onde António Patrão tem recolhido fósseis, considerados de grande valia por especialistas paleontólogos do Geoparque, fósseis e território que vão ser objecto de plano de estudo.
Paralelamente foram referenciados locais onde António Patrão tem recolhido fósseis, considerados de grande valia por especialistas paleontólogos do Geoparque, fósseis e território que vão ser objecto de plano de estudo.
domingo, 21 de abril de 2013
A Geologia e uma das lendas do Paiva "O Poço Negro" !
Alguns mitos e lendas contados e recontados pelos nossos avós refletem muito do imaginário associado a aspectos curiosos e vestígios deixados pela vivência de povos antigos que por aqui habitaram.
O Paiva não é exceção e por isso hoje vamos deixar uma das versões da lenda do Poço Negro:
"Reza a lenda, que no fundo do maior poço do rio Paiva, o Poço Negro, existe uma grade e dois bezerros em ouro.
Outrora existiu um habitante local, que conseguiu retirar das águas o tesouro e, com grande esforço, levou-o para cima do monte. Parou para descansar e adormeceu. Quando acordou o tesouro tinha desaparecido, levado por uma Moura encantada, guardiã do tesouro, que o levou de novo para as profundezas do rio.
Ainda hoje, muita gente acredita que o tesouro permanece no mesmo sítio e que é visível em dias de muita luz, mas ninguém arrisca recuperá-lo com medo de ficar cativo da Moura encantada, que alguns juram ter visto sobre o penedo do Poço Negro ou ouvido os seus lamentos.
Dizem também os mais antigos que existem ligados a esse poço, dois túneis. Num deles existe uma grande quantidade de gás letal que matará quem ousar lá entrar. No outro, há uma imensa riqueza lá depositada pelos Mouros que outrora viveram nesta região.
Muita gente, segundo dizem, desejava apoderar-se de tal riqueza, mas com medo de entrar no túnel errado e lá ficar para sempre, não ousam arriscar as suas vidas.
Assim o tesouro permanece ainda no mesmo lugar onde os Mouros o esconderam."
escreveu, Martinho Rocha
21-04-2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
O Pelourinho da Justiça
Publicamos o texto anexo inserido na entrada Foral, em jeito de homenagem ao
Professor José Maria Seabra Strecht, que nos deixou. Pessoa dedicada à causa
pública, interventivo na política, nosso associado e diretor, era nos jornais
que ocupava muito do seu tempo livre, redigindo textos mordazes sobre a política
local e notas informativas sobre assuntos variados, da cultura e património muitos
deles integrados em rubrica da ADEP.
Texto interessante por se propor levantar o véu que ensombra a localização do
nosso Pelourinho, que nas suas inquirições se terá situado no cimo da Rua 5 de
Outubro. É verdade que nessas imediações ainda existe uma pedra, na entrada de
uma casa, que pode muito bem ser a base do dito.
Por sua vez Margarida
Rosa M. de Pinho, em nota de rodapé da sua obra “Elementos para a História de
Castelo de Paiva” em 1947, refere que“…, não existe qualquer vestígio, (…)do
pelourinho que Pinho Leal diz ter existido “na retaguarda da casa da Câmara
(atual cadeia) e quase escondido a um
recanto””. Margarida ainda acrescenta nesta nota que “É voz corrente que a
entrada deste cemitério (antigo, à Rua Emídio Navarro) foi construído com os
restos das ruínas da capela de S. Sebastião, existente no cimo da Vila e perto
da qual se diz ter existido cruzeiro que foi destruído para a abertura da
estrada…”
A talho de foice e para evitar confusões entre cruzeiros,
padrões e pelourinhos, lembramos que o nosso cruzeiro(*), sito na Praça da
Independência foi erigido em 1940 integrado no plano do Estado Novo que incluía
obras públicas relevantes, escolas (“dos centenários”), padrões, cruzeiros e
monumentos, destinado a comemorar o duplo centenário da Nacionalidade
(1140/1640/1940).
Uma nota final para assinalar a existência física do
Pelourinho da Raiva, um outro em Midões e de uma pedra em Vila Verde que pode
ter sido da forca.
(*) Um dos secretários da inauguração do Cruzeiro da Independência, segundo texto de João Bernardo Galvão Teles in Contributos para o Futuro Arquivo de Arouca) foi o Padre José Soares Correia de Noronha, de Alvarenga, Arouca que foi durante muitos anos abade de Fornos.
(*) Um dos secretários da inauguração do Cruzeiro da Independência, segundo texto de João Bernardo Galvão Teles in Contributos para o Futuro Arquivo de Arouca) foi o Padre José Soares Correia de Noronha, de Alvarenga, Arouca que foi durante muitos anos abade de Fornos.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Paleontólogos do Geoparque vão estudar os Fósseis do Pejão!
As coleções paleontológicas da ADEP e
António Patrão provenientes da zona do Couto Mineiro do Pejão vão ser objeto de
visita e estudo por parte de investigadores do Geoparque. Artur Sá e Daniela
Rocha pretendem identificar as cristas quartzicas
com icnofósseis para que possam constar do inventário do património geológico da área de intervenção da ADRIMAG e
neste caso de Castelo de Paiva. Esta saída agendada já para finais deste mês
demonstra o valor geológico em presença e vai ser guiada por António Patrão, antigo
mineiro, entusiasta desta área da cultura a quem se deve um importante trabalho
de deteção e recolha de algumas centenas de valiosos e raros exemplares.
Desejamos que este trabalho contribua
como temos defendido num maior reconhecimento e divulgação de todo um
conjunto de valores materiais e imateriais associados às Minas do Pejão e que
pode passar pela sua integração na área de influência do Geoparque Arouca.
domingo, 31 de março de 2013
O rabelo, o turismo a partir do Douro
Em 2005 publicamos no TVS – Terras do Vale do Sousa,
enquanto nos deixaram, entre outros, o texto na página anexa que procura lembrar-nos
da valia da nossa história e do importante recurso que constitui a nossa
situação geográfica. Falamos também da epopeia que foi reunir artesãos
construtores e marinheiros para construir (em 1986) um rabelo e pô-lo a
navegar, “obrigar” a administração
pública a legalizá-lo e a encarar um projeto de turismo para o Douro.
O Rio, o turismo a partir do Douro, o artesanato e o saber
das gentes, nas suas mais variadas áreas de vida, são um potencial que tem sido
ignorado. Este desprezo, como erro que é,
há-de pagar-se caro…numa terra
“do leite e mel” a que chamaram já “ Suíça Portuguesa”, onde ao longos
séculos se formaram homens de trabalho e engenho que de longa data dominaram as
artes da pesca dos sáveis e das lampreias com que pagavam os foros e aprenderam
a confecionar lautas refeições, para venerar os seus santos, trabalharam na
mina, amanharam a terra, cultivaram o pão, o vinho, o azeite e o linho, desbravaram as terras, construíram socalcos, igrejas e capelas, construiram casas e
caminhos, fontes, levadas e moinhos; teares onde teceram o bragal, para as suas
roupas, e até os barcos com que comerciaram no Porto todas as qualidades de fruta,
animais e produtos agrícolas, onde não faltava também o mel, a compota e a
manteiga.
Hoje, volvidos estes anos, mergulhados na crise que
todos conhecemos, constatamos que perdemos esse trilho e desconhecemos se ainda
o saberemos reencontrar.
escreveu Martinho Rocha
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