quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PONTE DE PEDORIDO: VAMOS CLASSIFICÁ-LA COMO MONUMENTO ?


DESDE JÁ  DAMOS NOTA DOS OBJECTIVOS E DAS RAZÕES QUE ENUNCIAMOS PARA ESTE  PEDIDO DE CLASSIFICAÇÃO (PONTE RODO-FERROVIÁRIA DE PEDORIDO, CASTELO DE PAIVA)

Objetivos (para o pedido de classificação)

O presente processo que enquadra o pedido de classificação em Monumento de Interesse Público, consubstancia-se nos objetivos que a seguir se apresentam:
. Garantir que qualquer intervenção futura no imóvel não ponha em causa a sua existência, bem como as suas caraterísticas originais;
. Possibilitar a manutenção de condições de utilização do imóvel de que se requere classificação;
. Permitir garantir viabilidade de enquadramento do imóvel em futura estrutura museológica do couto mineiro do Pejão;
. Dignificar o imóvel face ao papel que teve na economia local e regional;
. Possibilitar a salvaguarda do imóvel enquanto património classificado;
. Salvaguardar o passado e o presente para memória futura;
. Salvaguardar o património mineiro da região e do País;
. Salvaguardar o património paisagístico;
. Divulgar o património da região;
. Manter viva a memória dos tempos idos de utilização de referida ponte na sua vertente rodoviária e na sua vertente ferroviária.

Razões

A recuperação, valorização e dignificação deste imóvel que as gentes desta região consideram   como um “monumento” à sua história, são necessárias, são urgentes, e fazem sentido.
A recuperação e preservação futura desta ponte são atitudes a que o poder público não se poderá furtar sob pena de trair a confiança da população e o seu sentimento de pertença a uma história e a uma região.
O serviço público a que estão obrigados os órgãos públicos e as representações do Estado passa também por legar aos vindouros as suas joias, testemunhos e memórias de gente laboriosa, empreendedora e solidária que entretanto viveu noutros tempos.


sábado, 18 de janeiro de 2014

Castelo de Paiva e o Palácio de Cristal

Nós - Castelo de Paiva- também aí estivemos em 1904. O edifício foi construído para a primeira exposição internacional. Antes de ter atingido a idade de um século foi demolido !
A manteiga da Frutuária recebe aí uma medalha de Ouro; mas já em 1879, Martinho Pinto de Miranda Montenegro, o Conde de Castelo de Paiva aí recebe uma medalha de prata por "um conjunto de maças de sobre-mesa". E antes disso, noutros locais, (também pela mesma mão) os nossos vinhos verdes, azeite, cereais e horticolas, receberam honrosas distinções, o que também não é novidade dado o intenso comércio que sempre estabelecemos - via barco rabelo - com o mercado da Ribeira no Porto. 
Quando defendemos que os nossos locais de memória (Boavista, Frutuária, Serrada e Gondim, Minas do Pejão, temática do Douro e rabelo, etc), se estudados, preservados e divulgados, podem ser alavancas para o nosso desenvolvimento, não inventamos nada...É que estes valores efetivamente existem..nem sempre conhecidos e bem tratados... (texto e foto de Martinho Rocha)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Encontramos mais testemunhos Romanos ou da Idade Média em S. Martinho!

Temos hoje ainda dispersas pelas nossas freguesias imensas ruínas e restos de antigas e nobres construções, que não fosse a toponímia passariam totalmente despercebidas. Noutros casos a falta de conhecimento e a voragem construtiva das últimas décadas encarregou-se de reconstruir, arrasar e apagar muitos desses sinais, alguns bem importantes pelo que representam de vivência passada, que remontam aos primórdios da nacionalidade ou até muito anterior.
Um casal em Picotas aparece referenciado nos Documentos Medievais como objeto de doação ao Mosteiro de Alpendurada já no ano de 1103. Também a “Villa de Picotas”, à semelhança do que aconteceu com as “Villa de Fundões e de Felgueiras” e outras, foram terras doadas por D. Sancho I à Condessa  D. Toda Pelazim. Sobre estes locais, sua dimensão e vida das pessoas, na sua atividade produtiva, nos falam as Inquirições mandadas fazer pelo Rei D. Afonso III, no ano de 1258, portanto no séc XIII. Estas vilas, quando doadas pelo rei, passam a propriedades senhoriais  e estão por isso isentas do pagamento de qualquer foro ao rei. Este regime de isenção de foro era uma prerrogativa das chamadas vilas honradas, como acontecia com outras na mesma freguesia: “Villa Verde”, por exemplo, ou na freguesia de Sobrado, a ”Villa de Sobrado” e “Villa de Vegide”. Nalguns casos os senhores da terra tinham jurisdição cível e criminal (como na Honra de Sobrado), ou apenas a cível, noutros casos  estavam, as mesmas jurisdições,  subordinadas ao Rei.
Encerram em si estes locais um passado imenso que constitui uma mais valia do ponto de visto histórico e arqueológico, que a qualquer momento pode proporcionar revelações e testemunhos que contribuirão, de certeza, para melhor compreender e  valorizar a nossa história.
E a prova do que dizemos é que falta encontrar uma explicação sobre qual seria a utilidade de três colunatas oitavadas, ( 0,80 cm de altura por 0,20 cm X
0,20 cm de largura na parte quadrada), em granito local e ainda de uma pedra com gravação rebaixada de um par de folhas, paralelas, semelhante às da cruz patea existente na padieira (da tampa ou cabeceira de sepultura), de uma das portas da antiga Igreja de S. Martinho, que se encontraram recentemente.
Sabendo nós que estes e outros locais eram habitados em épocas ainda mais remotas, existindo pelo concelho muitos testemunhos arqueológicos da época romana, vamos procurar saber do que se trata afinal.

Destas vilas honradas, com existência mais efêmera ou duradoura,  recordamos que as honras de Sobrado e da Raiva, por exemplo, ainda existiam, como tal, no reinado de D. Manuel, quando da outorga do Foral à terra de Paiva. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Paiva na rota histórica de Santo António


Temos em Paiva um produto que eleva a nossa memória a uma dimensão espiritual e terrena grandiosa. Paiva merece ficar associada ao roteiro da vida e obra de Santo de António e estamos certos que a divulgação desta obra contribui para engrandecer, cuidar e divulgar melhor, o nosso património material e imaterial que lhe está associado.

Este ano, no Natal, decida-se e ofereça: “Santo António de Lisboa - encontro nas origens - Castelo de Paiva” de Mário Gonçalves Pereira. (à venda, em Castelo de Paiva, na ADEP, na Tabacaria Mil e no Intermarché)
























escreveu Martinho Rocha

domingo, 22 de dezembro de 2013

Boas Festas !


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Primeiras Artes, nos 125 anos da Frutuária !

Espaço de Memória que dignifica a memória da Frutuária !

Destinado ao público em geral, gerido pela ADEP.
Abre quando requisitado e nos dias em que há actividades no Parque das Tílias.



1888 -  2013. Tempo que ainda não foi suficiente para a verdadeira dignificação de um conjunto de edifícios, que será com certeza, o mais emblemático da nossa Vila !

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Azevinho

Diz o DL 423/89 de 4 de Dezembro que ”o azevinho tem sido tradicionalmente usado  como ornamento característico da quadra natalícia, o que motiva uma procura que, embora de incidência sazonal, se tem revelado cada vez mais intensa nos poucos locais onde ainda é possível encontrá-lo espontâneo.”   E logo no seu artigo primeiro diz que “É proibido, em todo o território do continente, o arranque, o corte total ou parcial, o transporte e a venda do azevinho espontâneo Ilex aquifolium L., também conhecido por pica folha, visqueiro ou zebro.” E a contra-ordenação é punível com coima elevada…

Por isso a recomendação é esta:



(recorte de Jornal da época)