sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Carnaval nos anos 20 - em Paiva !


      foto: Grupo de jovens senhoras paivenses, da época, angariadoras de donativos para os soldados portugueses (in Ilustração Portuguesa 1915).

O Jornal local não deixava passar em claro.
Os festejos do Carnaval juntavam-se à festividade do S. Sebastião, na Vila de Sobrado.
"Realizou-se no passado domingo, com desusado brilho, a festa de S. Sebastião, nesta Vila, merecendo particular referência os jogos carnavalescos que aí se exibiram, as serpentinas, confetti e bisnagas de éter, que sem serem ofensivos, se tornam interessantes pelas lutas renhidas que se viam travar de quando em quando (…)Houve vencedores ou melhor vencedoras e vencidos heroicamente, mas (…)vencidos (…) No próximo domingo e terça feira de Carnaval, carros enfeitados percorrerão as ruas da Vila, jogando-se afanosamente o Carnaval, sendo a principal arma de combate, a serpentina.
Dizem-nos ser este um dos anos em que o Entrudo tem mais animação, mas animação decente, nestas paragens. Ainda bem que saímos desta apatia e aborrecimento vulgares.Jornal “O Defensor” 23 de Fevereiro de 1922".
recorte inserido já no calendário da ADEP edição de 2007)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Temos dito...


património, ambiente e qualidade de vida

I - No Vale do Rio Paiva (classificado pela CE como SIC sítio de importância comunitária da Rede Natura 2000), devia haver uma intervenção alargada e coordenada de municípios, empresas e instituições da cultura e desporto (recorrendo a apoios comunitários) nas áreas de planeamento e organização dos espaços, definição dos desportos e acções a promover, na protecção e divulgação dos valores culturais e ambientais em presença.
II – Lamentamos o estado em que se encontram objectivamente as nossas águas residuais e a falta de informação relativamente aos estudos e projectos anunciados.

III - Lamentamos o estado de abandono em que se encontra a generalidade do nosso património histórico, classificado ou não e a falta de ambição na tomada de medidas de protecção no âmbito do que a Lei já permite. Referimo-nos ao DL 555/99 de 16 de Dezembro, alterado pela Lei 177/2001 de 4 de Junho e Lei 60/2007 de 4 de Setembro. Repugna ao comum dos cidadãos ver o estado de degradação e abandono dos nossos valores,
Casa da Boavista, das Pias do Mouros, Portal da Serrada, Casa de Vegide e Gondim, com situações de autêntico abandono e saque nestes dois últimos casos.A legislação sobre ordenamento do território e urbanismo é já hoje um bom aliado.

IV - Lamentamos que os municípios e a administração  central, ainda não tenham apresentado resultados da inventariação ordenada pelo Parlamento aos locais onde exista
amianto. No nosso concelho são evidentes situações a necessitar de cuidados,  as Minas de Terramonte, barraco junto ao Mini Preço, e ex-Paivopan, mas todos sabemos que ele existe nos telhados de algumas escolas e outros edifícios.

 V - Lamentamos que passados tantos anos a Barragem de Crestuma - Lever ainda não tenha adoptado um sistema funcional para a travessia de peixes migradores, como a lampreia e o sável.

in "PLANO DE ACTIVIDADES  2012
Impõe-se levar por diante as seguintes iniciativas e projectos:
(Propomos a realização de diversas iniciativas, sendo que algumas o serão já em continuação do que se vem fazendo em anos anteriores (palestras, caminhadas, visitas guiadas, tomadas de posição, denúncias públicas, etc.). No âmbito destes encontros pretendemos promover iniciativas que dêem visibilidade aos nossos valores culturais e alertem para os prejuízos e perigos de certas condutas ou omissões nomeadamente por parte dos poderes instalados. Procuraremos parcerias e apoios com outras instituições públicas e privadas.)"

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dia Nacional dos Moinhos

Como tem acontecido nos anos anteriores no Dia Nacional dos Moinhos, que este ano terá lugar nos dias 5 e 6 de Abril, os nossos moinhos vão estar abertos ao público visitantes. O programa do evento está a ser preparação e vai ser divulgado proximamente.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Douro: investimentos para a navegabilidade, sabem a pouco para o interior...


CAIS PARA ATRACAGEM DE BARCOS DE TURISMO, QUANDO?


Grandes investimentos estão a ser canalizados tendo em vista a maior circulação de pessoas/turistas e bens no Douro. Ainda assim importa perguntar se se estão a criar verdadeiras condições de acesso ao rio, de acostagem às embarcações, obras que permitam portanto a verdadeira revolução de adequar o Douro do século XXI àquilo que ele foi no século XIX.
É bom não esquecer que há uma imposição constitucional que apela à igualdade de oportunidades e assim sendo devem tê-la igualmente quer sejam os naturais e residentes na Régua, quer sejam os de Paiva ou Resende. Pensamos que se no tempo de Pinho Leal e de Alexandre Herculano o nosso concelho estava no que respeita à circulação fluvial ao nível dos outros concelhos ribeirinhos, isso hoje não acontece. E se é assim com o transporte de turistas (que não existe e que se deseja passe a existir), dos bens pouco melhor estaremos, com a honrosa excepção no que respeita ao porto de Sardoura,

A ESCADA DE PEIXES EM CRESTUMA,  PARA QUANDO?

O que dizer da reposição das praias e da criação de condições para a fauna píscicola migradora?
Não é a primeira vez que falamos deste assunto; mas é certo que este é o momento oportuno para voltar a falar dele!
Porque razão esta região há-de ficar definitivamente  privada da lampreia e sável que, todos sabemos, subia o Douro e caía nas redes e armadilhas dos nossos pescadores, por estas alturas do ano, acrescentando rendimento aos pescadores para deleite dos seus apreciadores?
Para quando alguém com responsabilidades nesta matéria assume o encargo de repor a circulação dos peixes migradores nas nossas barragens designadamente em Crestuma?
Sabemos que nos países nórdicos estas tecnologias estão mais avançadas;  mas também em Portugal algo se tem vindo a fazer, o que é meritório e deve ser conhecido. É o caso de Coimbra, no Mondego. Entrou em funcionamento a passagem de peixes no açude ponte de Coimbra. Este ano o Secretário de estado do Mar tomou já medidas no sentido de acautelar e monitorizar comportamentos com vista à maior eficácia do sistema. http://www.icnf.pt/portal/icnf/legisl/legislacao/leg2013/portaria-n-o-32-2013-de-17-de-janeiro-d-r-n
É então oportuno perguntar: - E nós cá, em Crestuma,  já fizemos tudo o que deverá ser feito para repor as nossas lampreias, sáveis e savelhas, nas nossas pesqueiras e…nas nossas mesas?

A ECONOMIA SERÁ O SOMATÓRIO DE TODAS AS ACTIVIDADES PRODUTIVAS

Das regiões do interior rezam apressadas estatísticas: que não têm indústria, emprego e que estão a desertificar. Esquecem as mesmas que em muito desse interior é que se fabrica a energia (das barragens, das eólicas e da biomassa); nem que para isso se tenham perdido praias fluviais, paisagem e fauna piscícola; economia de subsistência, memória e a gastronomia . É igualmente neste interior que hoje, no Douro, se desenvolve a indústria do turismo, que faz subir barcos maiores e mais pequenos, com gente insaciável que busca valores, mas que esse interior ainda não teve meios para lhes mostrar…














escreveu Martinho Rocha

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Conhece estes edifícios ?

"(...) Encerra este local e edifícios muita história e também muitas estórias e peripécias àcerca dos projectos e enganos, vividas pela Casa do Povo e pela ADEP ao longo dos últimos 50 anos !(...)"

Na página anexa, com este mesmo título, pode ler mais um trabalho de Domingos Quintas Moreira nosso associado.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pagar à Segurança Social com batatas: porque não? TEMA ACTUAL (veja-se iniciativa no Parlamento amanhã apresentada pelos Verdes!)

Noutros tempos muitos dos encargos e impostos pagavam-se com géneros – eram os foros. Também as feiras que  hoje conhecemos terão nascido desse conceito  – das trocas.
O que dizer então  do pagamento  dos descontos para a segurança social com géneros, como reclama – e bem -  esta onda rural a que temos assistido? Do lado de quem paga – ou queira pagar-, esta seria (até talvez),  a única forma de tornar o “imposto” numa relação fiscal, simpática e proveitosa. Já do lado da administração, todos sabemos que o sector da segurança social é hoje, talvez, aquele que no Estado mais necessita desses bens, mas que acomodadamente os obtêm num circuito indiferente à realidade social e rural.
Quando das famosas mega promoções, pelas grandes redes de distribuição viu-se, foi público – e notório -, que esses circuitos de abastecimento e distribuição apenas  enriquecem as grandes redes de distribuição e importação, com margens de comercialização de mais de cinquenta por cento.
Hoje, em quase todas as freguesias,  existem instituições – ainda que privadas- com forte tutoria da segurança social, que confecionam diariamente centenas de refeições. O que se constata


é que a população que, direta – ou indiretamente –, suporta este circuito, não beneficia dele; apesar de, como sabemos, o mundo rural e a paisagem viverem do trabalho e do sustento que os reformados, pequenos rurais e desempregados,” cavam” no dia a dia, com o seu suor…
Recordamos que 2014 foi declarado pela FAO como o ano internacional da agricultura familiar! 






escreveu Martinho Rocha

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Monumentos: A nossa folha de serviço !

Ontem,  que é como quem diz – nos inícios dos anos oitenta -, pedimos a classificação do Edifício da Cadeia. A classificação foi obtida em 1993;  em 1994 iniciamos o processo do pedido de classificação da Casa e Quinta da Boavista. Em 1998 ficamos a saber que os processos de pedido de classificação (que então havíamos dirigido à Secretaria de Estado da Cultura), a saber: do portal da Serrada (do pai de Santo António)  e do portão do Adro de Real, foram reformulados e integrados em novos processos designados respetivamente de, “98/3-13(2) - Eventual classificação do núcleo rural de Gondim na freguesia de Sobrado” e de “98/313(8) - Reclassificação da Igreja de Santa Marinha, paroquial de Real (valor concelhio já classificado pelo Decreto 129/77 de 29/9, passando a integrar o Portal do Adro e construções adjacentes”. Desde essa data até hoje nada mais sabemos do que tenha acontecido aos nossos pedidos…já quanto ao estado de conservação e até de integridade dos monumentos, infelizmente, todos sabemos…
E salvo a boa noticia da classificação da Casa e Quinta da Boavista que aconteceu em 2013 (passados portanto 24 anos do inicio do processo) igualmente não vimos empenho de quem de direito em alterar a classificação das Pias dos Mouros, como defendemos.  Desde 1998 nada sabemos do que aconteceu aos processos que igualmente iniciamos (98/3-13(9) - Reclassificação da Capela da Quinta de Vegide, passando a incluir casa e Quinta (da mãe de Santo António) e 98/3-13(10) – Eventual classificação do conjunto de edifícios da extinta Fábrica da Manteiga, a Frutuária . Por outro lado não foram tomadas medidas de proteção desses valores, estando alguns a ser saqueados, como temos denunciado. Desejamos conseguir protocolar, com as autarquias, medidas de limpeza e proteção de valores monumentais como é o caso, por exemplo da Mamoa de Carvalho Mau. Mas há outras situações.

É assim que vimos assistindo a esta conversa de surdos em que por um lado se percebe o desinteresse que os organismos públicos manifestam pela assistência e colaboração voluntária de instituições privadas, como a nossa, e por outro se assiste a este permanente atentado ao património – por omissão-, nada fazendo para o proteger e divulgar, como constatamos.

Não desistimos, no entanto, das nossas atribuições que são reguladas pelos nossos estatutos, pela Lei, máxime pela Constituição da República Portuguesa e por isso aceitamos o pedido, que nos foi formulado pelo Movimento de Defesa da Ponte Centenária de Pedorido, de encaminhar a quem de direito um pedido de classificação da Ponte rodo-ferroviária de Pedorido.

Em breve contamos cumprir mais esta missão, desejando sinceramente que o assunto não morra nas gavetas dos gabinetes como parece ter acontecido com os casos que enumeramos.