terça-feira, 25 de agosto de 2026

Castelo de Paiva revive tradições com a 27.ª Edição da Feira do Século XIX

O evento, reconhecido pelo seu grande brilho e forte adesão popular, vai realizar-se nos dias 10 e 11 de outubro, no icónico Parque das Tílias — um cenário emoldurado pela natureza e pela arquitetura da época.

A Feira do Século XIX afirma-se como o principal evento de cariz popular do concelho, emanando diretamente das raízes e da memória coletiva dos paivenses. Mais do que uma viagem ao passado, a iniciativa funciona como um elo de ligação entre gerações, permitindo aos mais novos conhecer e valorizar o património histórico e cultural da região.

A ADEP lança um convite aberto a toda a população — dos mais jovens aos mais idosos — para participarem ativamente na construção do evento. O objetivo é garantir uma representação abrangente das atividades sócio-económicas da época, abrindo espaço para a demonstração de artes e saberes inerentes à vida rural de subsistência, bem como para recriações históricas, música e formas de diversão que garantam a animação do recinto.

"Queremos continuar esta iniciativa com a participação generalizada e vibrante da população paivense", reforça a organização, sublinhando que o saber e a disponibilidade de cada cidadão são fundamentais para o sucesso do evento.

Informações do Evento:

· Evento: 27.ª Feira do Século XIX

· Data: 10 e 11 de outubro (sábado e domingo)

· Local: Parque das Tílias, Castelo de Paiva

· Contacto para a imprensa / inscrições: 967 179 485 | adeppaiva@gmail.com


Quem pode participar?

Todos são bem-vindos! Convidamos os mais novos e os mais velhos, cruzando a energia de uns com a sabedoria de outros. Procuramos voluntários e participantes com disponibilidade e gosto por partilhar:

· Artes e saberes inerentes à vida rural de subsistência.

· Ofícios antigos, comércio tradicional e recriações históricas.

· Formas de representação, música e diversão que ajudem a animar o evento.

Venha partilhar os seus saberes, a sua energia e a sua presença para darmos, juntos, corpo a esta próxima edição. Queremos continuar esta iniciativa com a participação generalizada e vibrante de toda a população paivense!

Contamos consigo para honrar o nosso passado e inspirar o nosso futuro!

Estão abertas as inscrições:

Já estão disponíveis: 

Regulamento e ficha de inscrição 

























quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Velharias domingo - Parque das Tílias, Castelo de Paiva (EN 222)

Visite este domingo, mais um evento pela sustentabilidade, que a ADEP promove, no Parque das Tílias. 

O Parque das Tílias é um local aprazível e sombreado de tílias centenárias e outras árvores. Um dia para reviver memórias, para partilhar histórias e reencontrar amigos / emigrantes

A feira das velharias, vai apresentar como habitual todo o tipo de produtos aptos a uma segunda vida:

velharias, antiguidades, mobiliário, livros, decoração, vestuário, bordados, cristais, maquinaria, brinquedos, artesanato, ferramentas, colecionismo, produtos da horta e viveiro caseiro (também frutas e mel), alguns animais e doçaria doméstica!



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Cuidar das origens e das memórias!

 


Rota das Origens de Santo António - Intervenções de Caráter Urgente

A recente visita guiada organizada pela ADEP suscitou alguma surpresa e clamor quanto ao estado de conservação de alguns monumentos visitados. Sem prejuízo da necessidade de uma estratégia global de estudo, conservação e valorização do património associado às origens de Santo António e à história do concelho, a visita efetuada permitiu identificar duas situações que, pelo seu grau de risco e potencial agravamento, justificam intervenção prioritária e urgente por parte das entidades competentes.

1. Portal da Serrada – Consolidação da verga e remoção da escora

A situação estrutural da verga que suporta o brasão do Portal da Serrada exige uma avaliação técnica imediata, seguida das necessárias obras de consolidação. A escora atualmente existente, colocada como medida provisória há mais de uma década, não pode continuar a substituir uma solução definitiva.

A permanência desta situação representa um fator de risco para a integridade do monumento e para a preservação de um dos mais importantes testemunhos heráldicos e históricos ligados à família Bulhões e às origens de Santo António. Após a adequada consolidação estrutural, deverá ser removida a escora, devolvendo ao conjunto a sua dignidade patrimonial e valor estético.

2. Casa da Torre de Vegide – Estabilização das colunas e do alpendre

Na Casa da Torre de Vegide, a degradação observada nas colunas e no alpendre que sustentam a cobertura constitui uma preocupação imediata. A progressão das patologias existentes poderá conduzir ao colapso parcial destes elementos, agravando os danos no edifício e colocando em risco pessoas e animais que circulem nas imediações.

Impõe-se, por isso, uma intervenção de emergência destinada à estabilização estrutural das colunas, do alpendre e da respetiva cobertura, evitando perdas patrimoniais irreversíveis e criando condições para futuras ações de recuperação integral do conjunto.

Estas duas intervenções, pela sua urgência e exequibilidade, poderão constituir um primeiro sinal de compromisso efetivo com a salvaguarda do património concelhio, demonstrando que a preservação da memória coletiva se faz através de ações concretas.







domingo, 12 de julho de 2026

As travessias alternativas do Douro, no caminho de Santiago, no evento Rios Ibéricos!


Nós e a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago damos conhecimento da nossa participação -  este fim de semana - na celebração do Dia de Santiago’ 2026

É da iniciativa e responsabilidade da ADEP a redação do texto que informa sobre a história e importância do local do evento RIOS IBÉRICOS, que foi lido em voz alta como vem acontecendo nos últimos anos. Leitura integral patreon.com/adeppaiva











quinta-feira, 9 de julho de 2026

Velharias no Parque das das Tílias, domingo!

Visite este domingo, mais um evento pela sustentabilidade, que a ADEP promove, no Parque das Tílias. 

O Parque das Tílias é um local aprazível e sombreado de tílias centenárias e outras árvores.

A feira das Velharias, vai apresentar como habitual todo o tipo de produtos aptos a uma segunda vida:

velharias, antiguidades, mobiliário, decoração, vestuário, bordados, cristais, maquinaria, brinquedos, artesanato, ferramentas, colecionismo, produtos da horta (também frutas e mel), alguns animais, viveiro e doçaria doméstica!



segunda-feira, 6 de julho de 2026

A Caminho de Santiago de Compostela!







Uma caminhada familiar organizada com tempo e em tempos e distâncias limitadas.

Etapas mensais com quilómetros percorridos limitados a 10 a 12 km, por forma a permitir que o caminhante mais idoso, um ancião pai de três filhos e avô de três netas, possa incorporar-se no grupo familiar que está predisposto a atingir o objetivo de num período aproximadamente 3 anos, sem pressas, sem desânimos, sem constrangimentos nas suas vidas profissionais e académicas e mesmo dos momentos de lazer, que em domingos pré-determinados, possam caminhar em grupo, de 4 a 10 elementos, formado por si, dois filhos e noras, filha e genro e três netas, que se encontrem disponíveis, a cada de domingo agendado, para essas caminhadas. Paulatinamente vão calcorreando os trilhos mais propícios à sua viagem pedestre, tentando evitar as grandes vias de circulação do trânsito automóvel, sempre poluentes nas suas diversas formas de poeiras, gases e ruídos, resguardando-se de eventuais acidentes, procurando, ao mesmo tempo, encontrar trajetos de antigas vias, caminhos romanos, que os há, por estas terras dos Vales dos rios Arda, Sardoura, Douro, Sousa e mesmo o Vizela, alguns deles sinalizados pela Rota do Românico.

O caminho, no concelho de Castelo de Paiva, foi definido e mapeado, tempos atrás, aquando da

elaboração pela ADEP do Guia do Peregrino, definindo os trajetos relativamente aos Caminhos de

Santiago e de Fátima.

O grupo definiu que a caminhada tem de ter a concordância dos que podem avançar no que respeita

à data programada para cada etapa, tendo sempre em consideração que no final da caminhada será a

hora de almoçar, e, por isso, convém pesquisar os locais onde se possa tomar essa refeição.

Primeira etapa:

Neste Caminho de Santiago, na primeira etapa, o grupo partiu da extrema sul do concelho de

Castelo de Paiva, na Ponte do Arda e definiu-se que terminaria na zona de Cruz da Carreira.

Subimos pela estrada nacional, atravessando as rotundas do Pejão e de Carvalho Mau em direção a

Sabariz. Nessa zona de Carvalho Mau, recordaram-se os monumento megalíticos pré-históricos, de

3 mamôas, ali existentes.

E daí até à Cruz da Carreira, aproveitando a descida, o avançar do grupo tornou-se mais compacto e

com probabilidade de conversas mais cara a cara e sem desfasamento nos movimentos das pernas

andarilhas.

Segunda etapa:

A segunda etapa avançou pelo centro de Nojões até ao vale do rio Sardoura, que atravessamos pela

pequena ponte pedonal, a norte da ponte do concelho, que nos introduziu no antigo caminho

mineiro percorrendo a encosta até nos entroncarmos com a estrada N222, e passando junto do

Cemitério logo se alcançam a Travessa do Mineiro e Rua Emídio Navarro, Largo do Conde e

Marmoiral da Boavista, da Rota do Românico.

Nas redondezas, os caminhantes não podem, nem devem, perder de vista as terras dos progenitores

de Santo António, de Gondim, da Cerrada e mesmo as de Vegide, onde encontrarão as

emblemáticas sepulturas de antanho designadas por Pia dos Mouros, memórias sepulcrais de

ancestrais habitantes desta zona.

Continuando o caminho até ao alto de Vegide, ali no topo do monte, depara-se-nos uma ampla

janela aberta sobre as terras verdes de S. Martinho de Sardoura e de Santa Maria de Sardoura e

descemos, descemos, deslumbrados, até à Cruz de Agra, cruzando a estrada N224, para voltarmos a

subir nova encosta e pelo cume do Monte, via Espinheirinho, não tardou, chegarmos à rua do Areal

e daí a Boure e à ponte nova Hintze Ribeiro, que nos permite atravessar o rio Douro, para

ingressarmos nos caminhos do concelho de Penafiel . Ali, sempre nos espera uma subida íngreme e


difícil até atingirmos o local do fim da etapa: as Quintas de Abôl de Cima e Abôl de Baixo, a menos

que tomemos outra alternativa, contornando a tal encosta de subida difícil e penosa, avançando pela

estrada até próximo do Inatel, na Torre, onde se pode voltar à esquerda para apanhar as vias

interiores até próximo da Rotunda do Pingo Doce / Hospital e daí até Lodares, na terceira e quarta

etapas.

Terceira e quarta etapas:

Nas terceira e quarta etapas atravessamos o território do concelho de Penafiel, iniciando a

caminhada no ponto de chegada da segunda etapa, Quintas de Abôl. Entramos no concelho de

Lousada, com finalização previamente prevista para a zona de Lodares.

A caminhada realizou-se na base do “sempre que possível, encurtar caminho” e procurar recuperar

vias antigas de rotas de peregrinações diversas, paralelas às vias de trânsito principais, mas

acessíveis do ponto de vista pedonal, procurando, ao mesmo tempo, passar junto de templos

religiosos que se deparem nos nossos caminhos e visitá-los, aproveitando para alguns minutos de

descanso.

As quinta e sexta etapas estão previstas serem realizadas, entre Lodares e Lustosa no concelho de

Lousada e entre Lustosa e “algures” no concelho de Vizela, junto à N 105.

Desde esse local até ao Castelo de Guimarães tenciona-se percorrer mais uma, perfazendo assim um

total de 7 etapas no percurso desde Castelo de Paiva a Guimarães.

E porquê Guimarães?

Guimarães foi uma cidade fulcral nas Rotas de Santiago, muito antes do seu contexto histórico da

Independência e Fundação de Portugal.

Por isso, pensamos entrar aí no secular Caminho de Torres que liga Salamanca, via Guimarães,

Braga e Valença do Minho a Santiago de Compostela, na suposição, de que não há alternativa a esse

antigo caminho, em terras de Portugal.

De Guimarães avançaremos em direção às Caldas das Taipas, Serra da Falperra, Braga, Ponte de

Lima e por fim Valença do Minho.

De Guimarães a Valença a previsão aponta para 10 etapas ao ritmo de 10 km por etapa.

Ou seja, no total será um percurso de 17 etapas entre Castelo de Paiva e Valença do Minho.

De Valença a Santiago seguiremos o percurso definido pelos Galegos e que consta no Guia do

Peregrino editado pela ADEP.

O grupo parece estar a ser movido por uma atração magnética que o encaminha para Santiago,

mentalizado de que o tempo não conta, demore muito ou pouco, o que conta é que sempre se avance

até concluir, não uma “promessa”, mas a iniciativa assumida de se tentar chegar quando se chegar!

Cada percurso, cada nova descoberta é sempre única. Os nossos olhares vão cruzando com os

olhares de outras personagens que nos mesmos caminhos seguem outras direções e destinos

diversos.

E não há pressa em chegar, de facto! O grupo terá todo o tempo para quando entrar em Santiago, na

Catedral, focar-se na Cripta do Apóstolo, no Altar-Mor com a sua imagem, no icónico pórtico da

Glória, na Missa do Peregrino e no espetáculo sempre presente do balancear do Botafumeiro, o

incensário com cerca de 80 kg, também descer as escadas da Girola e chegar ao Mausoléu

subterrâneo com os restos mortais do Apóstolo Tiago, subir depois ao altar e dar o tradicional

“abraço” à imagem que representa a figura do Santo.

Só então, teremos cumprido, realizado o nosso caminho até Santiago de Compostela.


Que os paivenses sigam os nossos passos e bendigam São Tiago.

Mário Gonçalves Pereira

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Mais um monumento classificado: a Ponte Velha de Pedorido

 

Após mais de uma década de acompanhamento, divulgação pública e defesa do seu valor patrimonial, tivemos finalmente conhecimento da conclusão do processo de classificação da "Centenária" Ponte Velha de Pedorido, agora reconhecida oficialmente como Monumento de Interesse Municipal.

Fomos à procura da documentação produzida no âmbito deste processo, que ficará disponível para consulta dos nossos apoiantes no Patreon, constituindo mais um importante contributo para o conhecimento da história e do património local.

Trata-se do desfecho de um percurso longo e por vezes complexo, marcado por sucessivas diligências administrativas, pareceres técnicos e intervenções de diversas entidades. Durante este período, a ponte foi também objeto de obras de conservação e restauro, circunstância que permitiu salvaguardar uma estrutura de elevado significado para a memória coletiva das populações ribeirinhas do Douro e do Couto Mineiro do Pejão.

A singularidade desta ponte reside precisamente na sua dupla história. Construída inicialmente para o trânsito rodoviário e pedonal, viria, a partir de 1925, a servir igualmente o transporte ferroviário associado à exploração mineira, tornando-se uma das mais expressivas testemunhas da epopeia industrial que marcou profundamente esta região.

Ao longo dos anos, neste processo colaboraram diversas pessoas, associações e instituições culturais e sociais, cada uma exercendo, à sua maneira, os seus direitos e deveres de cidadania. Nem sempre existiu coincidência entre as posições defendidas pela sociedade civil e as decisões tomadas pela Administração Pública, o que é natural em processos desta natureza.

No nosso caso, continuamos a entender que os valores históricos, tecnológicos, ferroviários, industriais e paisagísticos da Ponte Velha de Pedorido justificariam uma classificação de âmbito superior, nomeadamente como Monumento de Interesse Público. Da mesma forma, durante o processo de reabilitação defendemos a preservação dos carris da antiga linha mineira e uma solução de valorização integrada da locomotiva existente, permitindo uma leitura mais completa da memória ferroviária do local e a sua adequada proteção.

Independentemente dessas divergências, importa hoje assinalar o que verdadeiramente importa: a ponte está classificada, foi recuperada e vê finalmente reconhecido o seu valor patrimonial, assegurando melhores condições para a sua preservação e transmissão às gerações futuras.


Registamos igualmente com particular satisfação que a sua história continua a despertar interesse junto das novas gerações. Nesse sentido, merece destaque o trabalho atualmente em curso pelos alunos da Escola Básica do Couto Mineiro, que estão a desenvolver um registo fílmico dedicado à ponte, à sua memória e às vivências das populações que com ela conviveram ao longo de décadas.

A iniciativa, orientada pelo Professor Rui Pereira — nosso associado e colaborador — constitui um excelente exemplo de como o património se preserva não apenas através da classificação legal ou da recuperação física dos monumentos, mas também pela recolha das memórias, dos testemunhos e das histórias de vida que lhes dão significado.

A todos os envolvidos neste projeto educativo e cultural deixamos as nossas felicitações e o reconhecimento pelo seu contributo para a valorização da história local.

A Ponte Velha de Pedorido é agora um monumento classificado. Mas continua, acima de tudo, a ser uma ponte entre o passado, o presente e a memória coletiva das gentes do Douro e do Couto Mineiro do Pejão.