quarta-feira, 17 de junho de 2026

Caminhos do Pejão Velho, PR - 2 CPV, foi certificado!

 












PR2 CPV – Caminhos do Pejão Velho: o único percurso pedonal mineiro certificado de Castelo de Paiva

Castelo de Paiva dispõe de um motivo acrescido para descobrir e valorizar uma das páginas mais marcantes da sua história. O percurso pedonal PR2 CPV – Caminhos do Pejão Velho, promovido pela ADEP – Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva, encontra-se agora oficialmente homologado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

Com uma extensão de 7,7 quilómetros, esta pequena rota conduz os visitantes através dos locais onde tiveram origem as primeiras explorações mineiras do Pejão. Antes da grande expansão industrial que viria a marcar a região durante mais de um século, foi nestes lugares que se iniciaram as explorações a céu aberto e as primeiras galerias subterrâneas, numa atividade que, ao longo do tempo, se foi deslocando para outras áreas de lavra, desde o Pejão Velho ao Choupelo e ao Fojo.

Percorrer este itinerário é muito mais do que fazer uma caminhada. É revisitar a memória de gerações de trabalhadores, compreender a evolução tecnológica e empresarial da exploração carbonífera e conhecer uma realidade que marcou profundamente a identidade social, económica e cultural de Castelo de Paiva. Ao longo do trajeto, os painéis interpretativos ajudam a contextualizar a história das minas, a geologia local e os vestígios ainda existentes, enquanto a sinalética, concebida para ser percorrida em ambos os sentidos, permite ao visitante escolher diferentes alternativas, incluindo uma configuração circular e segmentada em três percursos complementares.

A concretização deste projeto resulta de um trabalho continuado da ADEP, desenvolvido em estreita colaboração com diversas entidades locais, nomeadamente a ARCAF – Associação Recreativa, Cultural e Ambiental de Folgoso, o GDCP – Grupo de Dinamização e Cultura de Pedorido e o Município de Castelo de Paiva. Esta parceria tem procurado valorizar o património mineiro através de várias iniciativas complementares, entre as quais se destacam o Grupo Coral dos Mineiros, a promoção da obra Memórias das Minas do Pejão, de Mário Gonçalves Pereira, e a preservação da coleção de fósseis recolhida e generosamente oferecida à ADEP por António Patão, conjunto que se destina a integrar futuramente o projeto do Museu de Território de Castelo de Paiva.

Num tempo em que a valorização do património passa cada vez mais pela sua fruição sustentável, o PR2 CPV – Caminhos do Pejão Velho constitui um convite aberto a residentes e visitantes para conhecerem uma paisagem singular, onde natureza, geologia, arqueologia industrial e memória humana se cruzam a cada passo.

A homologação agora obtida representa um importante reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido, mas também uma responsabilidade acrescida na preservação e divulgação deste património. Convidamos todos os paivenses e visitantes a percorrerem este caminho, descobrindo um território que guarda algumas das mais importantes raízes da história mineira de Portugal e da identidade coletiva de Castelo de Paiva.

Este projeto foi cofinanciado pela União Europeia e pelo Camões, I.P., no âmbito do projeto NOPLANETB - AMI

“Este documento foi produzido com o apoio financeiro da União Europeia. O conteúdo deste documento é da exclusiva responsabilidade da ADEP – Castelo de Paiva; e não pode, em circunstância alguma, ser considerado como refletindo a posição da União Europeia”


quarta-feira, 10 de junho de 2026

10 de junho: Camões, a Língua e Paiva

 


10 de junho: Camões, a Língua e Paiva

No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebramos muito mais do que uma data do calendário. Celebramos a nossa identidade coletiva, a nossa história e a língua que, ao longo dos séculos, se tornou a expressão maior da alma portuguesa.

Em Luís de Camões encontramos o símbolo supremo dessa herança. Através da sua obra imortal, e em particular de Os Lusíadas, a língua portuguesa atingiu uma dimensão universal, tornando-se veículo de cultura, conhecimento e encontro entre povos espalhados pelos vários continentes.

Mas a história da nossa língua não começou com Camões. Muito antes do poeta maior de Portugal, houve homens e mulheres que, através da palavra escrita e falada, ajudaram a construir os alicerces daquele património comum que hoje une mais de duzentos milhões de falantes em todo o mundo.

É precisamente nesse percurso fundador que as Terras de Paiva ocupam um lugar de especial relevância.

Foi um senhor de Paiva, Paio Soares Romeu, quem subscreveu a célebre Notícia de Fiadores de 1175, documento frequentemente considerado um dos mais antigos textos conhecidos em língua portuguesa e, para muitos estudiosos, o mais antigo documento datado redigido na nossa língua. Independentemente dos debates académicos sobre a primazia absoluta deste ou de outros documentos, trata-se de um testemunho extraordinário da emergência do português escrito e de uma ligação histórica de que Castelo de Paiva se pode justamente orgulhar.

Mas a contribuição de Paiva para a história da língua portuguesa não se fica por aqui. Das mesmas linhagens emerge também João Soares de Paiva, reconhecido como o mais antigo trovador português de que se conserva obra conhecida. Através das suas cantigas, encontramos os primeiros ecos da poesia galego-portuguesa que viria a florescer nas cortes medievais e a marcar profundamente a literatura peninsular.

E é igualmente neste universo familiar e senhorial que a tradição genealógica identifica raízes que conduzem a Santo António de Lisboa, uma das figuras portuguesas mais admiradas e veneradas em todo o mundo, cuja mensagem continua a atravessar séculos e fronteiras.

Assim, quando hoje evocamos Camões e a língua portuguesa, encontramos razões acrescidas para recordar o contributo que as Terras de Paiva deram à construção da identidade nacional. Poucos territórios podem reivindicar uma ligação simultânea aos primórdios da escrita portuguesa, aos primórdios da nossa poesia e a uma das figuras mais universais da espiritualidade portuguesa.

Celebrar Camões é celebrar a língua. Celebrar a língua é celebrar a história de Portugal. E celebrar essa história é também reconhecer o lugar que Paiva ocupa na formação da nossa memória coletiva.

Porque a língua portuguesa não nasceu apenas nos grandes centros do reino. Foi sendo construída em muitos lugares, por muitas gerações e por muitas vozes. Entre essas vozes, as Terras de Paiva têm, sem dúvida, uma palavra antiga, distinta e merecedora de ser lembrada.



ADEP

terça-feira, 9 de junho de 2026

Caminhada, sardinhada e Velharias Domingo!

Este domingo sendo o mais próximo da data festiva a Santo António, o programa da Feira de Velharias será melhorado.

Além da habitual sardinhada este ano teremos a Caminhada pelos locais das origens de Santo António.

Inscreva-se porque as inscrições são limitadas.



sábado, 6 de junho de 2026

Pejão, Vinte Anos Depois !

 https://www.sen7ir.pt/.../castelo-de-paiva-recorda.../






No Edifício da Cadeia no Centro de Interpretação da Cultura Local, inaugurou-se hoje sábado,  a exposição de fotografia  de Pereira Lopes "Pejão, Vinte Anos Depois". 

O Coro dos Mineiros do Pejão esteve presente !


sexta-feira, 5 de junho de 2026

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Parque das Tílias cheio de vida: uma iniciativa a repetir e a fazer crescer!


Nos dias 1 e 2 de junho, o Parque das Tílias voltou a cumprir uma das missões para que vem a ser mantido e preservado: ser um espaço de encontro, aprendizagem, convívio e contacto com a natureza.

Por iniciativa da UCC Terras do Paiva – Unidade de Cuidados na Comunidade –, realizou-se a atividade “Os Cuidados a Ter com o Sol”, dirigida aos alunos do ensino pré-escolar da rede pública do concelho. Ao longo destes dois dias, centenas de crianças encheram de alegria, movimento e cor um dos mais emblemáticos espaços verdes de Castelo de Paiva, participando em ações de sensibilização para a promoção da saúde e para a adoção de hábitos de vida saudáveis.

A UCC Terras do Paiva desenvolve um trabalho de grande proximidade junto da população, promovendo a saúde, prevenindo a doença e apoiando pessoas e famílias nas mais diversas circunstâncias. Esta iniciativa constituiu mais um excelente exemplo da sua ação junto da comunidade escolar, recorrendo a uma abordagem pedagógica e lúdica que permitiu transmitir conhecimentos importantes de forma simples e eficaz.

A realização deste evento contou com a colaboração da ADEP, que disponibilizou o Parque das Tílias, do Município de Castelo de Paiva e da Junta de Freguesia de Sobrado e Bairros, que assegurou a preparação e limpeza do espaço, bem como da Divisão de Educação, Inovação Social e Bem-Estar do Município. A todos os envolvidos é devida uma palavra de reconhecimento pelo empenho demonstrado.

Entendemos, contudo, que esta experiência revelou um potencial ainda maior. O sucesso alcançado justifica plenamente que esta iniciativa passe a integrar o calendário anual de atividades do concelho, podendo evoluir para um evento mais abrangente, reunindo entidades da saúde, educação, ambiente, proteção civil, associativismo e património.

Neste contexto, parece-nos particularmente interessante associar esta realização à comemoração do Dia Nacional dos Parques e Jardins, valorizando o papel destes espaços na qualidade de vida das populações, na preservação da biodiversidade e na sensibilização para a importância das árvores, dos jardins, dos arboretos e das florestas. Afinal, cuidar da saúde humana passa também por cuidar dos ambientes naturais que garantem o ar que respiramos e o equilíbrio dos ecossistemas.

O Parque das Tílias oferece ainda oportunidades únicas para enriquecer este programa. Entre elas, destaca-se a tradicional colheita da flor de tília, que todos os anos a ADEP promove e disponibiliza ao público interessado, constituindo uma ocasião privilegiada para divulgar os usos, propriedades e tradições associadas a esta espécie tão característica do parque.

Por outro lado, não deveria faltar a valorização da memória e da obra do Barão de Castelo de Paiva, figura intimamente ligada à biodiversidade cuja visão continua pode continuar presente no património paisagístico e cultural que chegou até aos nossos dias. Dar a conhecer o seu legado às gerações mais jovens seria uma forma de unir educação, património, ambiente e cidadania num mesmo projeto.

O entusiasmo demonstrado pelas crianças, educadores e entidades participantes demonstra que o caminho está aberto. O Parque das Tílias provou, uma vez mais, que pode ser muito mais do que um espaço de lazer: pode ser uma verdadeira sala de aula ao ar livre, onde se aprende a cuidar da saúde, da natureza e da nossa própria identidade coletiva.