PR2 CPV – Caminhos do Pejão Velho: o único percurso pedonal mineiro certificado de Castelo de Paiva
Castelo de Paiva dispõe de um motivo acrescido para descobrir e valorizar uma das páginas mais marcantes da sua história. O percurso pedonal PR2 CPV – Caminhos do Pejão Velho, promovido pela ADEP – Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva, encontra-se agora oficialmente homologado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.
Com uma extensão de 7,7 quilómetros, esta pequena rota conduz os visitantes através dos locais onde tiveram origem as primeiras explorações mineiras do Pejão. Antes da grande expansão industrial que viria a marcar a região durante mais de um século, foi nestes lugares que se iniciaram as explorações a céu aberto e as primeiras galerias subterrâneas, numa atividade que, ao longo do tempo, se foi deslocando para outras áreas de lavra, desde o Pejão Velho ao Choupelo e ao Fojo.
Percorrer este itinerário é muito mais do que fazer uma caminhada. É revisitar a memória de gerações de trabalhadores, compreender a evolução tecnológica e empresarial da exploração carbonífera e conhecer uma realidade que marcou profundamente a identidade social, económica e cultural de Castelo de Paiva. Ao longo do trajeto, os painéis interpretativos ajudam a contextualizar a história das minas, a geologia local e os vestígios ainda existentes, enquanto a sinalética, concebida para ser percorrida em ambos os sentidos, permite ao visitante escolher diferentes alternativas, incluindo uma configuração circular e segmentada em três percursos complementares.
A concretização deste projeto resulta de um trabalho continuado da ADEP, desenvolvido em estreita colaboração com diversas entidades locais, nomeadamente a ARCAF – Associação Recreativa, Cultural e Ambiental de Folgoso, o GDCP – Grupo de Dinamização e Cultura de Pedorido e o Município de Castelo de Paiva. Esta parceria tem procurado valorizar o património mineiro através de várias iniciativas complementares, entre as quais se destacam o Grupo Coral dos Mineiros, a promoção da obra Memórias das Minas do Pejão, de Mário Gonçalves Pereira, e a preservação da coleção de fósseis recolhida e generosamente oferecida à ADEP por António Patão, conjunto que se destina a integrar futuramente o projeto do Museu de Território de Castelo de Paiva.
Num tempo em que a valorização do património passa cada vez mais pela sua fruição sustentável, o PR2 CPV – Caminhos do Pejão Velho constitui um convite aberto a residentes e visitantes para conhecerem uma paisagem singular, onde natureza, geologia, arqueologia industrial e memória humana se cruzam a cada passo.
A homologação agora obtida representa um importante reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido, mas também uma responsabilidade acrescida na preservação e divulgação deste património. Convidamos todos os paivenses e visitantes a percorrerem este caminho, descobrindo um território que guarda algumas das mais importantes raízes da história mineira de Portugal e da identidade coletiva de Castelo de Paiva.
Este projeto foi cofinanciado pela União Europeia e pelo Camões, I.P., no âmbito do projeto NOPLANETB - AMI
“Este documento foi produzido com o apoio financeiro da União Europeia. O conteúdo deste documento é da exclusiva responsabilidade da ADEP – Castelo de Paiva; e não pode, em circunstância alguma, ser considerado como refletindo a posição da União Europeia”





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