A ADEP apresenta, com renovado orgulho, o levantamento das Casas de Paiva. Esta iniciativa nasce da vontade de tornar público o edificado mais emblemático da nossa região, superando desafios logísticos para garantir que este património seja conhecido por todos.
Casas Novas *
Apesar do plural por que é conhecida, trata-se uma magnífica casa senhorial situada na freguesia de S. Martinho de Sardoura que, talvez, por não ter história conhecida ligada à «Terra de Paiva», tem passado desapercebida. É um elegante edifício, datável dos fins do século XVIII – e começos do século seguinte? –, levantado num pequeno «promontório», o que lhe permitia dominar o fértil vale (hoje estreitado pelo progresso rodoviário). Distingue-se facilmente de todas as outras casas senhoriais de Paiva tanto pelo seu formato «aparalelipipezado» como pelas suas belíssimas janelas de erudito avental e pela sua porta da entrada nobre (esta só visível desde do interior do terreiro fronteiriço da casa). Não tem capela, mas possui um belo tanque-fontenário que bem poderia remeter-nos, como pretende a tradição, para os tempos em que seria de frades ... Tendo por vizinha a pequenina «igreja velha» da freguesia, forma com ela um precioso cenário.
Casa do Barral*
Em Sardoura, um pouco antes do centro da freguesia, encontra-se esta bela casa em estilo simples e de uma elegância das velhas casas portuguesas, construída, pelos anos trinta do século passado, a partir de uma antiga casa de que se conservou uma ala com fachada com sacadas. Destacada do edifício, erguida, pela mesma data, por um familiar, cónego da catedral do Porto, a capela, ladeada de um breve jardim, com ligeiros ecos da voga neo-gótica ao gosto do tempo, impõe ao conjunto uma nota senhorial. Merecem uma visita as fartas adegas, reveladoras de fartas vindimas que testemunham as vastas vinhas que, no vale, rodeiam a casa.
Casa do Pedregal *
Situada na freguesia de S.ta Maria de Sardoura, a Casa do Pedregal aninha-se num pequeno vale devido ao ribeiro da Quintã que desagua rio que dá o nome à freguesia. Cabeça de um morgadio instituído em 1676, a casa deverá datar dos meados desses Seiscentos. A situação não permite uma aproximação que facilite uma visão de conjunto desta magnífica casa, perspetiva que, ladeada pela sua capela, razoavelmente, se pode obter desde a estrada que passa em frente à casa do outro lado do vale. Então poderá admirar-se a interessante fachada do capela com a sua pequenina galilé e obter um ângulo de observação que permite perceber a combinação de volumes das diferentes épocas em que a casa se foi engrandecendo. Possui um notável conjunto de achados arqueológicos da região devidos ao desvelo de um dos últimos senhores da casa.






























