sábado, 26 de setembro de 2026

A Ara de Vila Verde e a sua riqueza histórico-cultural


O Valor da Descoberta

A Ara votiva de Vila Verde é um testemunho arqueológico de era anterior ao Cristianismo (período romano), de enorme valor científico e patrimonial. Trata-se de um monumento epigráfico dedicado aos Lares (especificamente designados no estudo como Laribus Ceceaicis), que eram divindades domésticas e locais a quem os cidadãos da época recorriam em âmbito privado para solicitar proteção.
O valor histórico deste monumento é reforçado pela sua curiosa e fustigante história de preservação: a pedra foi inadvertidamente reaproveitada na construção de uma parede de uma corte de animais junto ao rio Sardoura e perto da Capela do Espírito Santo, demonstrando como peças fundamentais do nosso passado sobrevivem ocultas no quotidiano rural.
Quem a Descobriu e Quem a Interpretou
  • A Descoberta: Foi identificada e resgatada em 2007 pela ADEP (Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva) no lugar do Terreiro em Vila Verde, na freguesia de São Martinho de Sardoura.
  • A Interpretação: A primeira leitura e o estudo epigráfico aprofundado foram realizados pelo Professor Doutor José d'Encarnação, um dos maiores especialistas e investigadores na área da Epigrafia em Portugal.
Importância para o Território
Este achado representa um contributo inestimável para a história de Castelo de Paiva. Ele comprova a ocupação e a vivência religiosa de época romana no vale do rio Sardoura, uma zona agrícola por excelência e local de passagem imemorial (onde ainda se vislumbram sulcos de rodados gravados no caminho granítico).
A publicação internacional do artigo científico na plataforma Academia.edu  https://www.academia.edu/124350073/Ara_Laribus_Ceceaicis_em_Castelo_de_Paiva_Conventus_Scallabitanus_projeta o concelho no mapa da comunidade científica internacional. O registo constante de consultas e a inclusão deste achado como referência em novos trabalhos de investigadores globais validam a riqueza histórico-cultural da região.
A Necessidade de Manutenção e Visibilidade
Por se tratar de um marco da identidade e da memória coletiva de Castelo de Paiva, torna-se imperativo assegurar que esta peça se mantenha musealizada, protegida e totalmente visível a residentes, turistas e investigadores. A salvaguarda do património material só cumpre plenamente a sua função social quando este deixa de estar oculto e passa a estar acessível ao público, gerando valor cultural, promovendo o turismo sustentável e permitindo a fruição da herança histórica por quem visita o território.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

27.ª edição da Feira do Século XIX

 


Quem pode participar?

Todos são bem-vindos! Convidamos os mais novos e os mais velhos, cruzando a energia de uns com a sabedoria de outros. Procuramos voluntários e participantes com disponibilidade e gosto por partilhar:

· Artes e saberes inerentes à vida rural de subsistência.

· Ofícios antigos, comércio tradicional e recriações históricas.

· Formas de representação, música e diversão que ajudem a animar o evento.

Venha partilhar os seus saberes, a sua energia e a sua presença para darmos, juntos, corpo a esta próxima edição. Queremos continuar esta iniciativa com a participação generalizada e vibrante de toda a população paivense!

Contamos consigo para honrar o nosso passado e inspirar o nosso futuro!

Estão abertas as inscrições:



quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Velharias Domingo no Parque das Tílias. ADEP - Castelo de Paiva

 

Setembro, a última feira de Velharias antes da Feira do Século XIX

A feira das velharias, vai apresentar como habitual todo o tipo de produtos aptos a uma segunda vida:

velharias diversas, antiguidades, mobiliário, livros, decoração, vestuário, bordados, cristais, maquinaria, brinquedos, artesanato, ferramentas, colecionismo, produtos da horta e viveiro caseiro (também frutas e mel), alguns animais e doçaria doméstica!

Visite este domingo, mais um evento pela sustentabilidade, que a ADEP promove mensalmente, no Parque das Tílias. A admissão é livre, a participação deve seguir o regulamento da Feira.

O Parque das Tílias é um local aprazível e sombreado de tílias centenárias e outras árvores ao Km 44 a mítica EN 222. Este traçado é aliás comum à EN 224, saída Norte da Vila de Castelo de Paiva (também na direção de São Martinho da Sardoura).

Um local e dia para reviver memórias, para partilhar histórias, reencontrar amigos e memórias.



segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Outras Rotas (além do PR-2 CPV - Caminhos do Pejão Velho)

 Outras Rotas (além do PR-2 CPV - Caminhos do Pejão Velho)

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ADEPPAIVA

2 hours ago

Aos amantes da Natureza e de circuitos pedestres

outras rotas das Minas do Couto Mineiro do Pejão, referenciadas pela ADEP- Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva.

Um trabalho de Mário Gonçalves Pereira, que o pode motivar a conhecer no terreno algumas das minas mais reconditas do Couto Mineiro do Pejão.

https://www.patreon.com/adeppaiva/posts/outras-rotas-do-168182840

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Castelo de Paiva revive tradições com a 27.ª Edição da Feira do Século XIX

O evento, reconhecido pelo seu grande brilho e forte adesão popular, vai realizar-se nos dias 10 e 11 de outubro, no icónico Parque das Tílias — um cenário emoldurado pela natureza e pela arquitetura da época.

A Feira do Século XIX afirma-se como o principal evento de cariz popular do concelho, emanando diretamente das raízes e da memória coletiva dos paivenses. Mais do que uma viagem ao passado, a iniciativa funciona como um elo de ligação entre gerações, permitindo aos mais novos conhecer e valorizar o património histórico e cultural da região.

A ADEP lança um convite aberto a toda a população — dos mais jovens aos mais idosos — para participarem ativamente na construção do evento. O objetivo é garantir uma representação abrangente das atividades sócio-económicas da época, abrindo espaço para a demonstração de artes e saberes inerentes à vida rural de subsistência, bem como para recriações históricas, música e formas de diversão que garantam a animação do recinto.

"Queremos continuar esta iniciativa com a participação generalizada e vibrante da população paivense", reforça a organização, sublinhando que o saber e a disponibilidade de cada cidadão são fundamentais para o sucesso do evento.

Informações do Evento:

· Evento: 27.ª Feira do Século XIX

· Data: 10 e 11 de outubro (sábado e domingo)

· Local: Parque das Tílias, Castelo de Paiva

· Contacto para a imprensa / inscrições: 967 179 485 | adeppaiva@gmail.com


Quem pode participar?

Todos são bem-vindos! Convidamos os mais novos e os mais velhos, cruzando a energia de uns com a sabedoria de outros. Procuramos voluntários e participantes com disponibilidade e gosto por partilhar:

· Artes e saberes inerentes à vida rural de subsistência.

· Ofícios antigos, comércio tradicional e recriações históricas.

· Formas de representação, música e diversão que ajudem a animar o evento.

Venha partilhar os seus saberes, a sua energia e a sua presença para darmos, juntos, corpo a esta próxima edição. Queremos continuar esta iniciativa com a participação generalizada e vibrante de toda a população paivense!

Contamos consigo para honrar o nosso passado e inspirar o nosso futuro!

Estão abertas as inscrições:

Já estão disponíveis: 

Regulamento e ficha de inscrição 



















https://drive.google.com/file/d/1-3U2hKtWtvoh4aP8UWcTURib1UCGUuMV/view?usp=sharing






quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Velharias domingo - Parque das Tílias, Castelo de Paiva (EN 222)

Visite este domingo, mais um evento pela sustentabilidade, que a ADEP promove, no Parque das Tílias. 

O Parque das Tílias é um local aprazível e sombreado de tílias centenárias e outras árvores. Um dia para reviver memórias, para partilhar histórias e reencontrar amigos / emigrantes

A feira das velharias, vai apresentar como habitual todo o tipo de produtos aptos a uma segunda vida:

velharias, antiguidades, mobiliário, livros, decoração, vestuário, bordados, cristais, maquinaria, brinquedos, artesanato, ferramentas, colecionismo, produtos da horta e viveiro caseiro (também frutas e mel), alguns animais e doçaria doméstica!



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Cuidar das origens e das memórias!

 


Rota das Origens de Santo António - Intervenções de Caráter Urgente

A recente visita guiada organizada pela ADEP suscitou alguma surpresa e clamor quanto ao estado de conservação de alguns monumentos visitados. Sem prejuízo da necessidade de uma estratégia global de estudo, conservação e valorização do património associado às origens de Santo António e à história do concelho, a visita efetuada permitiu identificar duas situações que, pelo seu grau de risco e potencial agravamento, justificam intervenção prioritária e urgente por parte das entidades competentes.

1. Portal da Serrada – Consolidação da verga e remoção da escora

A situação estrutural da verga que suporta o brasão do Portal da Serrada exige uma avaliação técnica imediata, seguida das necessárias obras de consolidação. A escora atualmente existente, colocada como medida provisória há mais de uma década, não pode continuar a substituir uma solução definitiva.

A permanência desta situação representa um fator de risco para a integridade do monumento e para a preservação de um dos mais importantes testemunhos heráldicos e históricos ligados à família Bulhões e às origens de Santo António. Após a adequada consolidação estrutural, deverá ser removida a escora, devolvendo ao conjunto a sua dignidade patrimonial e valor estético.

2. Casa da Torre de Vegide – Estabilização das colunas e do alpendre

Na Casa da Torre de Vegide, a degradação observada nas colunas e no alpendre que sustentam a cobertura constitui uma preocupação imediata. A progressão das patologias existentes poderá conduzir ao colapso parcial destes elementos, agravando os danos no edifício e colocando em risco pessoas e animais que circulem nas imediações.

Impõe-se, por isso, uma intervenção de emergência destinada à estabilização estrutural das colunas, do alpendre e da respetiva cobertura, evitando perdas patrimoniais irreversíveis e criando condições para futuras ações de recuperação integral do conjunto.

Estas duas intervenções, pela sua urgência e exequibilidade, poderão constituir um primeiro sinal de compromisso efetivo com a salvaguarda do património concelhio, demonstrando que a preservação da memória coletiva se faz através de ações concretas.