A ADEP apresenta, com renovado orgulho, o levantamento das Casas de Paiva. Esta iniciativa nasce da vontade de tornar público o edificado mais emblemático da nossa região, superando desafios logísticos para garantir que este património seja conhecido por todos.
Vila Aurora*
Construída em 1924, no centro da Vila, sob o projeto de José Ferreira Peneda, um dos mais importantes arquitetos portugueses do século XX, é um belo e imponente edifício em que também se advinham ensinamentos e estilo do grande mestre Raúl Lino. Na sua fachada Sul e na do Poente podem ainda apreciar-se dois grandes painéis de azulejo (a Imaculada Conceição ao gosto de Murilo e uma adaptação de uns versos do poeta latino Horácio) que são como que a assinatura cultural do casal construtor da casa.
Casa de Crava
Edificada na freguesia de S. Martinho de Sardoura, no fundo do lugar de Crava, na sua grande simplicidade, esta casa dos começos de novecentos merece alguma atenção dado que, pelo que, de seguro, se conhece das lutas liberais no concelho, é das raras que nelas tem uma tradição documentada por um pequeno museu de armas que pertenceram a elementos da família que nelas participaram pela causa «miguelista». Casa relativamente pequena, sem qualquer elemento decorativo ou envolvente que a defina, tem, porém, por cima da porta de entrada, uma inscrição, acompanhada do respetivo escudo de armas, que, datada de??? , remete os seus proprietários para a família dos Pintos, sublinhando-lhes a origem em Ferreira de Tendais. Por esta conjunção de tradições é um «documento» muito interessante da profundidade e extensão das lutas entre liberais e miguelistas nas «terras de Paiva».
Casa da Boavista**
Enorme casa de campo senhorial em forma de «L», na freguesia de Sobrado, logo à entrada da Vila de Sobrado. Poderá datar-se da primeira metade do século XVIII, ainda que arrancando de construção anterior. Com a sua capela adjacente, o seu vasto terreiro que serve de alcatifa nobre de acesso à casa e os seus jardins onde sobressai um magnífico chafariz barroco de origem monástica para aqui transferido, a casa da Boavista, a que se acede, depois de ultrapassar um alto portão armoriado seguramente erguido na primeira década do século XX, por uma vasta alameda, é atualmente, por infelicidade, um notável conjunto senhorial a caminho da ruína.

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