terça-feira, 31 de outubro de 2017

Depósito de lixo nas antigas minas do Pejão, Castelo de Paiva



A denúncia chegou já à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, entidade territorialmente competente para aplicação do regime geral de gestão de resíduos, publicado pelo Decreto-Lei n.º 178/2006 de 5 de setembro, na sua redação actual.
A reiterada deposição de lixos em local histórico, que também prejudica a qualidade ambiental, que nenhuma autoridade e autarquia tem conseguido interromper, pode ter agora os dias contados. 
Esta actividade,  surpreendente por se tratar de um fosso, que não reúne também as condições ambientais e de segurança para esse fim, levou a ADEP a sensibilizar e a denunciar o assunto a diversas entidades como a que agora endereça o assunto a esta Comissão Regional.
Um caso a fazer escola para outras situações igualmente merecedoras de reparação e que temos vindo a denunciar, quer no concelho, quer na região.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

FOGO DO INFERNO










O Fogo do Inferno, aquele incêndio de 15 e 16 de Outubro de 2017 que assolou grande parte do norte de Portugal, provocando uma enorme tragédia, com dez distritos a arder, também castigou severamente o parque florestal do concelho de Castelo de Paiva, e queimou algumas fábricas, destruiu habitações e anexos, onde pereceram muitos animais domésticos: porcos, galinhas, coelhos, cães e gatos, sendo que as televisões olvidaram este, novamente, martirizado concelho, metido num gueto, sem vias rápidas por onde as pessoas pudessem escapar.
Não havia na mente dos Paivenses qualquer indício de que isto viesse a acontecer, mas aconteceu. Alguns souberam do que se estava a passar já o sono ia alto. Outros tiveram que ser empurrados porta fora, à força. Outros resistiram em casa na esperança de estarem vivos no dia seguinte. Era um inferno de chamas, numa noite escura!
Foi obra do acaso? Foi por condições atmosféricas adversas? Resultou de negligência ou crime? Não, não era possível haver tantos criminosos à solta àquelas horas. Resta saber a verdadeira causa de tantos fogos e em tão grande área. Um inferno de fogo, um verdadeiro fogo do inferno! Uma causa é certa, e todos a apontam: falta de prevenção.
Muitos viram o inferno ainda em vida, como nunca o virão para além da morte!
Incrédulos, transtornados, impotentes para o combate, muitos de nós em pânico, assistiam ao lavrar das chamas por montes e vales e ao redor das nossas casas, avançando a seu bel-prazer e ao sabor dos ventos, que se faziam sentir, por vezes fortes e rápidos.
E os Bombeiros onde estavam? Coitados, quase não se viam. Alguns assistiam, certamente impotentes, ao correr das chamas; outros obedecendo a ordens, procuravam retirar pessoas para lugares mais seguros. E foi assim pelo país fora.
Sabe-se que muitas pessoas que tinham saído de casa nesse domingo dia 15 de Outubro não puderam regressar às suas habitações, impedidas pelas chamas ou pelas autoridades militares que fechavam as vias públicas; outras não puderam, a tempo, fugir de suas casas porque já estavam rodeadas de fogo; a outros, a escuridão da noite não lhes permitira ver os caminhos a seguir; e ainda outros assistiam ao arder dos seus próprios bens, de olhos abertos e lágrimas abundantes, mas insuficientes para apagar o fogo. Era o Fogo do Inferno.
E o Estado? O que faziam os representantes de todos nós?
O Estado, somos todos nós, é certo, mas estamos representados no Parlamento e no Governo que, conjuntamente com as instituições por si geridas, deve proteger os cidadãos em toda a linha.
Instituições para as quais os cidadãos e os empresários contribuem com os seus impostos, taxas, coimas, e afins. Instituições que devem precaver-se e saber como, quando e onde devem proteger os cidadãos e seus haveres dos fenómenos e catástrofes naturais, aos quais não se pode ser alheio, e que sempre existiram, sem podemos fugir deles, ou contorná-los, ao longo dos séculos.
Mas o Estado aparece sempre tarde e a más horas. Aparece quando a “procissão” destes fenómenos naturais já vai para além do adro; quando já pereceram pessoas e se destruíram, moralmente, outras vidas, e haveres.
É urgente. É preciso criar condições nacionais e locais que nos defendam destes fenómenos da Natureza: fogos, inundações, tempestades, furacões, etc, atacando-os com prevenção, tanto do Estado como dos cidadãos, e não durante ou depois dos acontecimentos. O que não se quer gastar em prevenção, por ironia do destino, acabará por ser gasta em duplo, ou em triplo, com os prejuízos resultantes de tais fenómenos e, não são só os cidadãos quem perde, o Estado acaba por perder muito mais e por muito mais tempo.
O Fogo, a água, uma catástrofe podem destruir milénios de património histórico-cultural.
É tempo de nos defendermos a tempo dos maus tempos. É tempo de chamar a atenção dos governantes para a protecção dos governados nas cidades, vilas e aldeias deste país.




Mário Gonçalves Pereira

sábado, 21 de outubro de 2017

cada criança, jovem e adulto pode semear, facilmente diversas (dezenas, centenas) árvores! Vamos a isso ?

Está a ser divulgado um apelo no sentido das escolas, câmaras, juntas, empresas, familiares e amigos oferecem a todas as crianças, em vez do tradicional brinquedo de Natal, uma árvore para plantar.  
Na verdade todos temos, mais que nunca, que lutar para voltarmos a fazer de Paiva um pulmão verde! Fica o desafio! Vamos trocar o brinquedo e plantar uma árvore 🌲
Comentários
 Será um gesto que se recomenda mas não se esqueçam que se recolhermos sementes, cada criança, jovem e adulto pode semear, facilmente diversas (dezenas, centenas) árvores! Vamos a isso ?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Como fazer a participação de prejuízos agrícolas




Socita-nos a AFVS - Associação Florestal do Vale do Sousa a divulgação da presente nota informativa:


Informação

Todos os proprietários com prejuízos, resultantes do incêndio do passado domingo, deverão reportar os mesmos na GNR de Castelo de Paiva.

ficha de prejuízos agrícolas, a solicitar para a Câmara Municipal e AFVS, depois de preenchida, deverá ser entregue no Município de Castelo de Paiva, (é importante a identificação completa do proprietário).




Também poderemos enviá-la a quem no-la solicitar por email
adeppaiva@gmail.com



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Inferno, de madrugada, também na Frutuária...




Os  edifícios da Frutuária por volta da  1 hora estiveram em perigo e apenas não arderam porque a força do vento empurrou o fogo no sentido de Corvite. Alí e nas imediações os vários focos terão sido provocados por fagulhas e gerou-se enorme susto e desassossego  por não haver bombeiros disponíveis. Uma noite em que os moradores e populares das imediações não tiveram mãos a medir para acudir aos muitos reacendimentos. Uma noite que não vamos esquecer tão cedo.

Hoje pela manhã vê-se de um lado e do outro da variante um panorama que dá para imaginar a dimensão  da paisagem e o sofrimento humano que mais esta tragédia está a provocar em Paiva.
Queremos expressar a nossa solidariedade e pesar a todos os envolvidos e afectados por esta onda terrorista.


Lamentável que num apelo para o 118 a assistente  - apesar da insistência do pedido - se limite a mandar proceder conforme a ordem da máquina, quando numa situação aflitiva – seja ela qual for e com qualquer pessoa – o mínimo que espera é que o sistema reencaminhe a chamada. Não acreditamos que estamos em 2017, com tanta evolução nas telecomunicações…com tantas declarações de intenções...como não hão-de arder os fogos e se não alastre a tragédia ?....















escreveu Martinho Rocha

terça-feira, 10 de outubro de 2017

recolha de imagens e sons na Feira do século XIX


A organização da Feira agradece a todos os profissionais de recolha de imagem e som que estiveram presentes no evento, que não tenham feito o seu registo de presença -  o façam ainda - , tendo em conta a vontade de provisionar, creditar e gerir no futuro um banco de arquivo que se pretende constitua uma mais valia imaterial do evento anual "Feira do século XIX, no Parque das Tílias, à Frutuária - Castelo de Paiva".
Recorde-se que o Regulamento da 20.ª edição dispõe no seu n.º 11:  "DIREITOS IMAGEM - Os conteúdos e imagem produzidos tem direitos reservados; apenas será permitida recolha a profissionais acreditados junto da organização".
A inscrição pode ser efectuada para o email  adeppaiva@gmail.com e deve referir a identificação e morada; se é o primeiro ano de participação ou quais os anos e qual o destino dado à recolha de sons e imagens.

sábado, 7 de outubro de 2017

Feira do Sec. XIX - 20.ª edição !



Amanhã,  terá lugar a 20.ª edição. Uma vez mais a Frutuária com os seus edifícios, no Parque das Tílias, emoldurará o evento, com o seu granito, bem marcante da época.  A Frutuária que a ADEP vem apresentado como recurso de futuro investimento na cultura, no turismo e na história do concelho e que representa também o empreendedorismo e  a oportunidade porque pode passar o nosso desenvolvimento, valorizando os nossos produtos rurais e o nosso potencial ambiental e cultural.  Na ADEP, ano após ano, apesar das dificuldades, continuamos a trabalhar no sentido de tornar esta iniciativa cada vez mais um evento de referência no mapa etnográfico e turístico da região.
Assim continuaremos também a dar neste evento toda a visibilidade no que respeita às antigas profissões e seus saberes, gastronomia típica e aos nossos produtos agrícolas, o vinho, o pão, o linho e o artesanato da região, tendo em conta o valor sócio - económico e de memória que representam para a população.

Fica o convite à participação e visita a todos os artesãos, artistas, trabalhadores, produtores e bem assim aos associados, amigos, patrocinadores e população em geral !

Fósseis, de António Patrão na ADEP


A Feira à século XIX é também uma oportunidade para a abertura dos espaços temáticos da ADEP ao público em geral.

Este ano também vamos ter a exposição itinerente de fósseis do Pejão de António Patrão.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

20 anos depois, agora em Guimarães!

Evento que recomendamos!


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Tese de doutoramento cita a obra de Mário Gonçalves Pereira!


O conhecimento científico alicerça-se na exposição de teorias e consequentes revisões pelos seus pares. A revisão pelos pares é de extrema importância, pois, só ela poderá reconhecer, ou não, cientificamente uma teoria.
Assim é com grande orgulho que a ADEP vê o livro "Santo António de Lisboa. Encontro nas Origens" realizado no âmbito das atividades da ADEP, pelo associado Mário Gonçalves Pereira, ser citado na tese de doutoramento em Estudos de Literatura e de Cultura, denominada "Do altar ao palco - Santo António na tradição literária, artística e teatral em Portugal e em Espanha", apresentada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no ano de 2014, pela investigadora Isabel Maria Dâmaso de Azevedo Vaz dos Santos.

“A discussão em torno da origem do apelido Bulhões e da sua atribuição à família de Santo António mantém-se viva e prova disso é a publicação, em 2013, de Santo António de Lisboa. Encontro nas origens. Castelo de Paiva, da autoria de Mário Gonçalves Pereira, que pretende demonstrar que os pais de Santo António eram oriundos da zona de Castelo de Paiva, com base na descrição genealógica existente dos Bulhões de Santa Cruz das Serradas. 37 Jorge CARDOSO, Agiologio Lusitano”.
A tese foi orientada pelo Professor Doutor João David Pinto Correia e pela Professora Doutora Maria de Lourdes Cidraes, especialmente elaborada para a obtenção do grau de Doutor em Estudos de Literatura e de Cultura, especialidade em Estudos Portugueses.


Castelo de Paiva vai assim amealhando contributos que são importantes recursos para amanhã se habilitar a integrar a roteiro internacional da vida e obra de Santo António. 
Momento para reconhecer, também aqui, o trabalho e empenho que Mário Gonçalves Pereira vem dedicando às causas da cultura no âmbito das actividades da ADEP.

Esta obra está à venda na ADEP, na Casa de Payva/ Posto de Turismo , Intermarché e Tabacaria Mil

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

programa para domingo: a 20.ª feira à século XIX Castelo de Paiva!

domingo no Parque das Tílias à Frutuária, entre outros momentos, a ADEP recomenda:


e o presidente foi à rádio, falar da Feira!




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Teatro de Rua na Feira século XIX







Na sequência da prestação, já no ano passado, pelo Grupo de Teatro de Bairros, também este ano o Teatro volta à Feira ao Parque das Tílias.

“As alcoviteiras”, é uma animação de rua ao ritmo do popular teatro de cordel, onde duas comadres se encontram para coscuvilhar. Um momento de boa disposição, que promete arrancar fortes gargalhadas. Uma peça em que o público não deixará de se envolver.
Um espectáculo a cargo da Irreverent Platform Produções Artísticas

domingo, 1 de outubro de 2017

de novo Teatro na Feira século XIX




Na sequência da prestação, já no ano passado, pelo Grupo de Teatro de Bairros, também este ano o Teatro volta à Feira ao Parque das Tílias.

“As alcoviteiras”, é uma animação de rua ao ritmo do popular teatro de cordel, onde duas comadres se encontram para coscuvilhar. Um momento de boa disposição, que promete arrancar fortes gargalhadas. Uma peça em que o público não deixará de se envolver.
Um espectáculo a cargo da Irreverent Platform.