(imagem colhida nestes dias)
O Sardoura nasce e desagua no território paivense, desagua no Douro, nas Pedras de Linhares próximo do Gramão, Sardoura.
O Sardoura tem uma imensa rede de levadas desenhadas a partir de inúmeros açudes que tornaram possível aos nossos antepassados uma utilização plena das suas águas quer para a irrigação das pastagens e lameiros, quer para mover os muitos moinhos de cereais, lagares de azeite e até fábricas de papel; isto sem pôr em causa a sua biodiversidade que ainda nos nossos dias tinha peixes migradores em todo o curso.
Em homenagem às suas águas que se querem cuidadas e às nossas gentes que nos legaram este património deixamos este video.
Como dizia (Pessoa) Alberto Caeiro:
"(...) o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele."
Para o primeiro leitor que identifique o local do video vamos oferecer uma publicação da ADEP.
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