quinta-feira, 3 de março de 2016

terça-feira, 1 de março de 2016

a palavra e a atitude aos associados!


Está convocada a reunião magna dos associados para discutir e aprovar as contas e relatório das actividades do ano passado e bem assim o orçamento e Plano de Actividades para 2016.
Da convocatória consta ainda um apelo aos associados para colaborem no sentido de actualizarem o ficheiro e a quota, designadamente aos associados que tenham uma quota antiga/inferior a 12,00€ anual.
Às quartas-feiras de tarde os associados poderão passar pela sede, proceder ao solicitado e aproveitar para consultar os documentos que vão estar presentes na sessão da assembleia que terá lugar a 19 de Março - sábado.



sábado, 13 de fevereiro de 2016

PR - Várzea /Rio Paiva, natureza




 O trajecto marcado neste mapa ainda é provisório e poderá sofrer algumas alterações. Já está disponível em gps na aplicação Sports Tracker 

Iniciamos em conjunto após duas reuniões com SOS Rio Paiva e Junta de Freguesia de Sobrado e Bairros este projecto de criar um PR - Várzea - Rio Paiva. Fizemos todos já uma visita de reconhecimento no passado dia 23 de Janeiro. Pretendemos que seja uma alternativa aos passadiços que se situam a seguir no concelho de Arouca.
O Rio Paiva, que proporciona a prática de várias modalidades desportivas, de salientar o rafting e a pesca, entre outras, tem condições para estas actividades com respeito e desfrute da essência da natureza. 
Foi também criado um grupo no facebook onde todos podem colaborar com material didáctico, ideias e  até contactos para acerto de encontro quando haja tempo para desenvolver tarefas. Há muito material que pode ali ser colocado, avaliado por todos. Todos os que gostam do Paiva têm agora mais uma oportunidade e também a responsabilidade de contribuir para a implementação no terreno deste projecto. Esta é uma verdadeira alternativa para conhecer e divulgar o Paiva de uma forma mais ecológica.
Teve lugar ontem dia 12 uma reunião com a Câmara Municipal, que  correu bem; estiveram presentes, o Vereador e o Presidente e vários elementos quer do SOS - Rio Paiva, quer da ADEP e também o senhor Presidente da Junta de Sobrado e Bairros. O nosso projecto "encaixa" no lote de percursos que a Câmara está a trabalhar para candidatar. Podemos dizer que é o nosso percurso "PR - Várzea" que vai avançar no Paiva.








escreveu Martinho Rocha

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Mamoa de Carvalho Mau - Paraíso, Castelo de Paiva

Depois que tudo o que se fez foi vandalizado e destruído, é necessário recomeçar. Mas haja vontade e a coisa vai. Estas pedras mandadas colocar pelo Vereador António Rodrigues são exemplo dessa vontade. O cerco que começou com a colocação de iguais pedregulhos num dos acessos, no início do ano pela ADEP, (com a acordo do proprietário) parece que agora vai fechar-se!


                                                                   foto de Vitor Gomes


em 28-06-2008 acreditava-se...

"O monumento mais emblemático do megalitísmo do concelho vai beneficiar de uma cintura de protecção e de uma tela informativa.
A ADEP, a Junta de Freguesia do Paraíso e o proprietário do terreno chegaram a um acordo quanto ao essencial dos trabalhos, que irão beneficiar dos materiais disponibilizados pela anterior zona de protecção ao Marmoiral e que nos haviam sido doados pelo nosso associado Honorário José Maria Pinto Monteiro.
Este monumento pré-histórico "mamoa número um do Núcleo Megalítico de Carvalho Mau" como é designado cientificamente a partir das escavações que lhe foram realizadas em 1989, sob a responsabilidade do Arqueólogo Dr. Eduardo Jorge Lopes da Silva, forneceu segundo este técnico "um conjunto notável de fragmentos de cerâmica que se evidencia pela grande quantidade e variedade de elementos decorativos".




Com esta intervenção, depois das vicissitudes por que passou, este monumento (de um conjunto de várias dezenas que existem no concelho) vai tornar mais visível a habitabilidade da nossa região desde tempos remotos (2.º milénio antes de Cristo) e constituirá um motivo de visita e de conhecimento para a comunidade que se pretende cada vez mais informada e interessada na preservação e respeito pelos nossos valores da memória e da cultura em geral."











Na agenda cultural de Fevereiro teve honras de foto aérea a Mamoa de Carvalho Mau, esquecido foi já o recinto megalítico…triste história a que envolveu os projetos e interesses em disputa nos anos 90 e que “deu com os burros na água”. Ficaram por terra muitos sonhos legítimos de quem ousou sonhar que nesta terra havia uma aposta na arqueologia.
Hoje – é bom acordar para a realidade – com os pés no chão saibamos valorizar o que resta. Se em Carvalho Mau temos uma mamoa parcialmente escavada e publicada, não temos em nosso poder ainda o material arqueológico então encontrado por Eduardo Jorge Lopes da Silva e sua equipa  e neste momento (obra de vandalismo), também não existe qualquer painel informativo ainda que decorram iniciativas no sentido da sua reposição.
Nos anos oitenta a ADEP localizou e sinalizou para a Carta Arqueológica cerca de quatro dezenas de Mamoas. Uma parte delas julgamos que não resistiu à azáfama da eucaliptização e terão sido destruídas. Das que restam era imperioso hoje fazer-se um trabalho de reconhecimento e confirmação  GPS.  Algumas  como no caso da Mama D’oiro em Vales (Tapado), de Chão da Forca (Carcavelos), do Alto da Forca e Sardeirinha (na Ladroeira, em Bairros) e pelo menos uma de cada um dos recintos megalíticos da Santa Eufémia;  da Eira dos Mouros e  Chandeira, a caminho de Santo Adrião, deviam ser sinalizadas, e ter um painel informativo por se situarem em locais de fácil acesso.


Para melhor conhecer este tema aconselhamos a leitura da Carta Arqueológica de Castelo de Paiva, edição da Universidade Portucalense, Porto 1996 e outras publicações no tema Monumentos e Arqueologia.


Convêm referir...

LAMENTAMOS O QUE SE ESTÁ A PASSAR COM A FALTA DE PROTECÇÃO AOS NOSSOS MONUMENTOS. HÁ OBRAS E TRABALHOS DE FLORESTAÇÃO QUE NÃO RESPEITAM, MAMOAS E OUTROS MONUMENTOS!

O assunto - no que respeita às Mamoas de Carvalho Mau, Paraíso- já chegou ao Parlamento (mas também à imprensa, à Câmara Municipal, à DGPC - Direcção Geral do Património Cultural, e até à GNR) e agora aguardamos que especialmente as entidades com responsabilidades na administração central e local tomem medidas, venham ao terreno e nomeiem vigilantes e/ou curadores, face aos atropelos, informem e notifiquem os prevaricadores dos seus direitos e deveres e acautelem actos desrespeitosos como os que vimos assistindo, sob pena de se perder irremediavelmente património histórico-arqueológico, megalítico dos nossos antepassados, de há 3000 a 3500 anos antes de Cristo. Sendo que além deste valores outros há de outras Eras a correr igualmente perígo.
O concelho não é tão rico assim que possa deixar perder este importante vector cultural indispensável a uma estratégica de desenvolvimento sustentável e que hoje é um aliado importante do turismo cultural.
É impensável que num concelho onde se cometeram ao longo dos anos tantos atentados ao património histórico e arqueológico,  que tão divulgados foram, alguns deles onde houve intervenção dos Tribunais; terra que não mereceu ainda da administração local aprovisionamento de meios para uma reserva museológica, se  desconheça, se desleixe, se deixe andar ao sabor dos interesses imediatos e individuais quando o património é um bem cultural que a todos pertence e é assim que terá de ser  gerido e administrado.

Lamentamos!












escreveu Martinho Rocha

domingo, 31 de janeiro de 2016

O desafio é votar... num dos projectos do concurso lançado pela Câmara Municipal !



Agora o desafio é votar!...

DOURO-PAIVA RADICAL!
Vote na melhor ideia até ao dia 8 de dezembro
Concurso de Ideias - Projeto Desafios 2016
http://www.cm-castelo-paiva.pt/pt/votacao
DOURO-PAIVA RADICAL
Destinado a turistas nacionais e internacionais que passam pelo Porto, o projeto “Douro-Paiva Radical” oferece a possibilidade de escolha de três pacotes turísticos “Douro-Paiva Radical: Suave, Intenso… Extremo!” (consultar panfleto em anexo, por favor) que incluem atividades culturais, sociais e desportivas organizadas através de parcerias entre pessoas/associações/empresas de forma a dar a conhecer o património da região, bem como desenvolver de modo sustentável os serviços e a economia local, valorizando os seus recursos naturais (rio Paiva e zonas envolventes), passando também pela recuperação e valorização de estruturas físicas existentes (quiosque da ADEP) e da sinalização e homologação de um percurso pedestre de pequena rota (PR Várzea-Rio Paiva).















Payva de Riba Douro ! Abençoado
Torrão de Ceres, entre o milho, habita,
Onde o ruidoso Bácho regorgita
Do mosto verde mais apreciado !

Campinas onde pasce o louro gado;
Montados onde a pinha, ao sol, crepita;
Em cujo solo jaz negra antracita
E que de argenteos veios é sulcado !

Igrejas onde, em campanário erguido,
A Cruz se ostenta e, no altar, em flores
Da Virgem Santa o vulto anda envolvido.

Ó minha terra mãe, terra de amores !
Quem pode, do seu seio ter nascido
Que tenha fala e não te dê louvores ?


in "Lendas e Tradições de Castelo de Paiva", edição do autor Adriano M. Strecht de Vasconcelos em 1938

.....terra onde temos testemunhos, que fazem trabalhar a nossa imaginação:  de vida com 350 milhões de anos; da espiritualidade - dos primeiros povos que por aqui habitaram no paleolitico - há 5000 anos e da era romana -quando ainda se orava às divindades pagãs - portanto antes do Cristianismo. 
Já os rios e ribeiros vem correndo nos seus leitos e os animais e povos na sua luta diária pela sobrevivênvia vão-se organizando e sobrevivendo, acrescentando camadas de "pegadas" que hoje precisamos de interpretar. 
Nestes dias, o desafio é encontrar estradas e caminhos que nos desliguem da interioridade; estradas e caminhos que atraiam os turistas; estradas e caminhos que acrescentem massa critica.
Desenvolver a economia para encontrar melhores condições de vida é objectivo presente nas vontades e nas politicas que se pretendem actuais e que respondam às necessidades e expectativas das populações. 

Registamos com agrado que não tendo sido ainda adoptado o instrumento legal dos orçamentos participativos, deu a nossa autarquia importantes passos nessa área ao criar um concurso de ideias para desafiar a juventude a encontrar projectos e programas como regulamentou. Ficamos desejando que haja muita participação e que o resultado dite a multiplicação deste projecto a outras áreas porque quanto mais massa cinzenta tivermos a pensar e criar ideias e formas de encontrar soluções para os problemas do dia a dia,  maior será a nossa probabilidade de sucesso. Num tempo em que tanta informação está à distancia do clic, numa terra que tem tantos e tantos pretextos e motivos para suscitar dinâmicas empreendedoras, bom caminho é este que se espera nos leve ao almejado local, se faça luz, e nos desvende o mistério - qual alquimia -  para tornar visível o que,  estando à frente dos nossos olhos, não vemos...   

Em recente entrevista do Presidente da Câmara, ficamos a saber que continua a acreditar que os políticos (de Lisboa) vão desbloquear as obras das grandes acessibilidades, e que, hoje, da variante 222, nem sequer há projeto; ficámo-nos pela garantia dada da sua insistência diária com os governantes. Queremos crer, para nosso bem!
Do desenvolvimento industrial estão prometidos ainda alguns projetos de investimento que virão de fora; ficamos à espera de ouvir falar de uma estratégia com quem está no terreno  - produtores de  vinho, por exemplo - ( hoje ainda a grande marca do concelho, pela sua aptidão agrícola): o que se (não) faz para encontrar  uma saída (na produção e no escoamento) como o fizeram os próprios produtores nos anos 50?
Há noticia de candidaturas para Turismo, Património, Ambiente e Cultura. Idem para a Boavista e património mineiro - pena que no ambiente, nada acontece com a rede  de saneamento. Duas etar’s estão construídas... ( ainda estes dias a comunicação social veio dizer que Portugal, nesta matéria, está em incumprimento desde 2012 . 
Já quanto a ajardinar e qualificar praias e seus acessos, percursos e roteiros são bem-vindos. Pena que nada ouvimos quanto ao querer e sentir das forças vivas e suas gentes.Para estes/outros pequenos projectos poderia haver orçamentos participativos, prémios e concursos para envolver os cidadãos, escolas, juntas de freguesia  e associações.
Trinta anos depois de construirmos um barco rabelo e termos mostrado que o concelho estava situado na margem ribeirinha do Douro com toda a carga histórica e sociológica que se conhece de tantos e tantos anos de atividade agrícola e comercial ligada ao cais da Ribeira do Porto (atividade engrossada depois com o tráfego do carvão do Pejão que criou até um sucedâneo do rabelo), qual o "ponto da "situação" ?

Nunca será demais sublinhar: temos metade do nosso território  voltado para o Douro e Paiva, e até o Arda, com uma pujança  nunca vista como o evidencia o fluxo de turistas que passa diariamente ao largo...e "temos um mundo de paisagens e de história!"
Ficamos a aguardar outros "desafios".




escreveu Martinho Rocha

Saiba que pode ajudar consignando à ADEP 0,5% do que paga de IRS.


Foi deferido o pedido de consignação fiscal em relação ao IRS do ano de 2016, a liquidar em 2017. 
Agora podem os nossos associados, amigos e colaboradores  - sem quaisquer encargos - ajudar a ADEP. Apenas terão de demonstrar essa vontade quando da entrega anual da declaração, ficando assim automaticamente consignada a quota de 0,5% do IRS pago.

        


            Benefício Fiscal: ADEP consegue objectivo porque lutava há 7 anos !


A ADEP iniciou em 2007 uma campanha de sensibilização pela equiparação das ONGA do Ambiente / pessoa colectiva de Utilidade Pública ao regime já então previsto para as entidades religiosas e de âmbito social. Nessa iniciativa abordou a Agência Portuguesa do Ambiente, o Ministério das Finanças, a Presidência do Conselho de Ministros e os Grupos Parlamentares.
A ADEP esforçou-se, nestes sete anos, por defender a necessidade e justeza de uma iniciativa legislativa que acabasse com a discriminação a que estavam sujeitas as ONGA do Ambiente (designadamente as reconhecidas de Utilidade Pública) e os cidadãos que, sendo ou não seus associados, estavam impedidos - por um "Estado Laico" - de destinar para os fins definidos pela CRP, como tarefas fundamentais do Estado, uma quota equivalente a 0,5% do imposto sobre o rendimento como o podiam fazer os cidadãos simpatizantes das igrejas para fins religiosos ou de beneficência (assim o consignou o art.º 32, n.º 4 da Lei da Liberdade Religiosa (Lei 16/2001 de 22 de Junho).


É agora, para quem paga impostos,  mais fácil apoiar as associações de defesa do património e ambiente, que desenvolvem tarefas fundamentais do Estado e que são detentoras do estatuto de Utilidade Pública, como é o caso da ADEP.

Dois documentos recentes vieram conferir ao estatuto da ADEP –Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva,  instituição criada em 1980 - um reconhecimento de autonomia na angariação de meios de financiamento  que é também, no futuro, uma responsabilidade para os seus associados, amigos e colaboradores, e que pode muito bem ser um caminho seguro e promissor nestes tempos tão difíceis.

Também o Mecenato é para as ONGA ou equiparadas inscritas no RNOE, e só estas, um regime especial, pelo que estão dispensadas de solicitar à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), enquanto entidade responsável pela organização do Registo Nacional, o reconhecimento do interesse ambiental de um projeto ou do apoio à associação, uma vez que o direito ao benefício fiscal se opera automaticamente nos termos da lei.
Ainda em 2016 a ADEP vai procurar sensibilizar os associados, amigos e população em geral para esta nova modalidade de apoio que em nada onera quem ajuda, uma vez que o valor é consignado da quantia já paga ao Estado.


-----------Consignação de 0,5% do IRS na entrega de 2017------

Foi assim deferido o pedido de consignação fiscal em relação à coleta do IRS do ano de 2016, a liquidar em 2017. Podem assim os nossos associados, amigos e colaboradores consignar a quota de 0,5% do IRS pago, beneficio que até este ano (2016)  – num Estado laico como se diz o nosso – estava reservado apenas às instituições particulares de solidariedade social e às pessoas coletivas de utilidade pública que prossigam fins de beneficência ou de assistência ou humanitários, como determinava a Lei da Liberdade Religiosa, que entretanto foi alterada.  


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PR - Várzea - Rio Paiva

Uma ideia para desfrutar a essência da natureza passa pela implementação de um projecto de criação de uma Rota para o Paiva - no caso, nos meandros de Várzea, Bairros - Castelo de Paiva - com um conceito alternativo aos passadiços de Arouca, está a associar várias entidades (ADEP, SOS - Rio Paiva e Junta de Freguesia de Sobrado e Bairros), tendo decorrido, já algumas diligências e uma visita ao local.Em breve daremos notícias.