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domingo, 31 de julho de 2022

PASSADIÇO DO “TANQUE”…!

Lamentável autorizarem um atentado destes…! Este tanque antiquíssimo, onde as nossas avós lavaram as roupas durante anos, foi assim vandalizado e ridicularizado…! É assim que se estima o nosso património…? Andam todos loucos…? Margarida Elisabete Nobre

domingo, 26 de dezembro de 2021

A Vila de Paiva a tratos de polé!

Primeiro foi o Pelourinho, deixado ao abandono atrás do edifício da Cadeia onde o viu Pinho Leal (meados do séc. XIX), até que sumiu..., e nunca mais despertou nas autoridades o interesse em saber onde estará. Pela mesma altura um mosaico retirado de antigo templo romano em Fundões, foi levado para a Boavista, mas perdeu-se. Depois um corropio de atentados destruíram, a coroa do Brazão de armas dos novos Paços do Concelho e o Penedo do Cão. Também a Anta do Vale da Rua (Monumento Nacional) e até o importante documento “Foral”, este que deveria estar num Arquivo Municipal, não sabemos onde estão… Mas há mais, na arquitetura, já no séc. XX, diversos atentados aconteceram: foram as obras de remodelação na fachada do antigo Hotel Ribeiro, na Rua Direita para instalar a CGD; foi a demolição da (Farmácia Central) emblemática “Casa de Brasileiro” na Rua Emidio Navarro; destruição da pérgula do antigo Passal para construção de um “Centro Comercial” da moda e a construção de um grande mamarracho de betão, onde hoje estão 3 bancos, denotam a força dos interesses imobiliários emergentes com desprezo pelo edificado tradicional. Nos nossos dias foi-se o espaço romântico da “ponte” e a Meia-Laranja. Estão a degradar-se e a ruir irremediavelmente: a Casa e Capela da Boavista; a Casa da Torre e Capela de Vegide; a Adega ao lado do Marmoiral; o Paço de Gondim e Portal da Serrada e até o Largo do Conde foi freneticamente revolvido, remexido e repavimentado, sem que se demonstre respeito pelos sinais e vestígios arqueológicos, arrasando irreversivelmente com o desenho, o arvoredo centenário e a “patine” granítica local que embelezava o pedestal central e estátua do Conde de Castelo de Paiva, lá colocada com os donativos do povo, nos anos trinta do séc. passado. Por estes dias que se anunciam obras e o fecho de dois dos mais emblemáticos cafés: Central e Bem Estar e obras também num outro edifício habitacional e de comércio, também ele “de brasileiro torna viagem”, no gaveto das Ruas Direita e Júlio Strecht, o que esperar ? Pagar-se-á nestas novas arfificialidades o devido tributo à memória dos empreendedores emigrantes e construtores de outrora, pedreiros, canteiros, carpinteiros nossos antepassados, alguns que deixaram obra pelo mundo e que por lá merecidamente é venerada? Talvez Pessoa visse nesta mentalidade dos paivenses uma forma de estar e de viver deslumbrada e imitadora, (“…o amor às grandes cidades às novas modas, às “últimas novidades”, é o característico distintivo do provincianismo…”) e recomendasse: (“…Para o provincianismo há só uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença. O da verdade no conhecimento do erro. Quando um doido sabe que está doido, já não está doido. Estamos perto de acordar, disse Novalis, quando sonhamos que sonhamos…”) transcrito de Fernando Pessoa “O Caso Mental Português” Assírio & Alvim.
Martinho Rocha

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Calendário de parede para 2022!

Nova portunidade para mais agentes do comércio e serviços se aliarem ao setor da cultura e fazerem uso dos seus serviços. Desde 1997 que a ADEP tem vindo a lançar um calendário de parede (em alguns anos com mais que uma mensagem) para divulgar e valorizar, aspetos e valores de Paiva e/ou denunciar maus tratos e recomendar cuidados. Todos seremos mais fortes, se todos formos ADEPtos das nossas causas!

domingo, 26 de setembro de 2021

Manifesto em prol do Parque das Tílias e do nosso Património!

Dado o contexto político, a ADEP, enquanto instituição que zela pelo património e ambiente, que tem ao seu cuidado exclusivo a gestão do carismático Parque das Tílias, os espaços de museu da etnografia e paleontologia, a monitorização e levantamento do património arqueológico, algumas áreas de percursos como os caminhos de Fátima e Santiago, a rota das origens de Santo António e até o PR-2 Caminhos do Pejão Velho, vem enumerar um conjunto de necessidades urgentes que pretende ver apoiadas, indiferentemente dos resultados eleitorais, com o objetivo de dinamizar o Parque das Tílias e preservar o património que detemos. Num futuro próximo desejamos ter condições para:  Organizar, no âmbito do plano concelhio de turismo, visitas guiadas ao parque e aos nossos espaços e temáticas;  Manter os eventos que realizamos - Feira do Século, Feira das Velharias, entre outros eventos temáticos e criar outros – Feira do Colecionismo, Cinema ao Ar Livre, Atividades de Recreio e Jogos Tradicionais;  Concluir o Espaço de Paleontologia e Galeria de Empreendedores;  Criar o espaço interpretativo arqueológico do concelho e região;  Criar um pequeno percurso passeio para os idosos;  Dinamizar o espaço Primeiras Artes;  Dinamizar os nossos espaços, solicitados para eventos, por pessoas e entidades externas;  Abrir a nossa biblioteca ao público;  Apoiar oficinas de artesãos e de pequenos produtores;  Instalar um Albergue de apoio aos Peregrinos;  Disponibilizar o campo de futebol em terra; • Parque da Cidade – Parque das Tílias e Casa da Boavista Têm sido e continuarão a ser preocupações da instituição a qualidade de vida e o ordenamento do território. Defendemos medidas atentas à desertificação, florestação identitária, rede de saneamento, qualificação dos nossos valores endógenos e patrimoniais, com o objetivo de alavancar a nossa economia, valorizando os nossos produtos e criando condições para novas estruturas como, por exemplo, o Parque da Cidade. Com este objetivo a ADEP pretende que na adequação do novo PU - Plano de Urbanização ao recente PDM - Plano Diretor, seja acautelado o regime de ordenamento, até então previsto para o local do Parque das Tílias e Frutuária. Obteve do Presidente da Câmara (Dr. Gonçalo Rocha) a promessa de que a nossa pretensão “da criação do Parque da Cidade, consubstancia uma alteração que não é enquadrável no procedimento em curso, mas que poderá e deverá ser equacionada aquando da revisão do PU”. Nesse sentido, a Direção da ADEP solicitou na ultima Assembleia Municipal a aprovação de uma recomendação ao próximo executivo camarário no sentido de que a nossa proposta, então apresentada, venha a ser estudada e eventualmente integrada no próximo P.U., por forma a garantir que a "Frutuária/Parque das Tílias, edifícios e espaços adjacentes, Quinta da Bafareira - com ligação à Quinta da Boavista - e os terrenos que descem até ao Vale de Alvarigos/ Rio Sardoura possam num futuro próximo transformar-se num amplo e sustentável espaço de cultura e recreio". • Necessidades Urgentes para a dinamização do parque A ADEP - Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, ONGA (Organização Não Governamental de Ambiente), de âmbito regional, recebeu do Município, em 11 anos, o valor de cerca de 30.000€ (consignados à parceria para a realização da Feira anual do Séc. XIX, no Parque das Tílias) e despendeu nas suas atividades e funcionamento o valor de 150.000€ (Valores contabilísticos das contas aprovadas, apresentadas e em depósito na Presidência do Conselho de Ministros e da Agência do Ambiente dos anos de 2010 a 2020). Consideramos estar a atingir o limite das capacidades para continuar a assegurar a salvaguarda de tão abrangente temática patrimonial (material e imaterial) paivense e a manutenção digna do espaço do parque tão querido por toda a população paivense. Posto isto, verifica-se ainda um efeito multiplicador e, considerando que a nossa atividade e projetos constituem importantes recursos de apoio à afirmação da nossa identidade territorial e de interesse público, acreditamos estar legitimados a requerer mais apoios e parcerias para o desenvolvimento das atividades estatutárias de que beneficia a população - apoio a manutenção de estruturas, valências e serviços prestados que satisfazem necessidades sociais e culturais. Dada a exiguidade de receitas, a gestão corrente obriga a uma busca incessante de meios e a um controlo permanente das despesas, garantindo a sua sobrevivência livre de dívidas e da insolvência. Apresentamos, de seguida, algumas necessidades que acreditamos serem urgentes para a concretização dos nossos objetivos.  Curto Prazo - Arranjar ou Instalar novas Casas de Banho, junto à sede; - Cuidar dos Percursos: origens de Santo António; PR – 2 – Caminhos do Pejão Velho, dos Caminhos de Santiago e Fátima (certificar as nossas vias alternativas com 3 travessias do Douro); - Proceder às Limpezas do espaço e Podas das árvores no Parque - Manutenção dos espaços museológicos – desinfestação, tratamento da ferrugem e apresentação/rotulação - Casa dos Engenhos, Casa Rural e Primeiras Artes; ¬- Melhorar Pavimento do parque, com materiais libertados do Largo, e drenar águas pluviais. - Restaurar Instalações (sede, chalé, canastro, instalação do barco e passadiço).  Médio-Longo Prazo - Sinalética e apresentação do parque; - Fechar o Muro do Parque (falta cumprir o acordo de expropriação pelo Município); - Melhorar as casas de banho/balneários e piso do campo da bola; Pela ADEP, Martinho Rocha

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Largo do Conde. Vai tudo na frente das máquinas ?

A ADEP acaba de informar o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Gonçalo Rocha e o Director Regional Dr. António da Ponte da Direção Regional da Cultura Norte que há grande quantidade de pedras, muitas aparelhadas, ombreiras de porta, que foram retiradas do subsolo e estão a monte mesmo em frente ao Posto de Turismo. A qualidade das fotos que pode não ser a melhor tem a ver com a hora em que foram obtidas. Surpreendida a ADEP desconhece e diz não acreditar que os trabalhos estejam a ter acompanhamento arqueológico, dado o estado de desordem dos elementos retirados...Pede esclarecimentos sobre as medidas urgentes a ser tomadas. Aconselha que os materiais permaneçam no local até que alguém com competência na área possa avaliar uma resolução menos gravosa.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Depósito de lixo nas antigas minas do Pejão, Castelo de Paiva



A denúncia chegou já à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, entidade territorialmente competente para aplicação do regime geral de gestão de resíduos, publicado pelo Decreto-Lei n.º 178/2006 de 5 de setembro, na sua redação actual.
A reiterada deposição de lixos em local histórico, que também prejudica a qualidade ambiental, que nenhuma autoridade e autarquia tem conseguido interromper, pode ter agora os dias contados. 
Esta actividade,  surpreendente por se tratar de um fosso, que não reúne também as condições ambientais e de segurança para esse fim, levou a ADEP a sensibilizar e a denunciar o assunto a diversas entidades como a que agora endereça o assunto a esta Comissão Regional.
Um caso a fazer escola para outras situações igualmente merecedoras de reparação e que temos vindo a denunciar, quer no concelho, quer na região.

domingo, 8 de maio de 2016

Lixo nas primeiras minas do Pejão



Monte das Cavadinhas - 1.ªas Minas do Pejão



lixos em Paraduça, 1.ªas Minas do Pejão


cristas de quartezitos no S. Gens

Mina dos Cubos -Sobrado e Bairros


É necessária outra atitude. As pessoas individualmente não podem continuar a depositar lixo onde melhor lhe convêm. Por sua vez as autarquias deverão criar locais facilmente acessíveis para a recolha de lixos que deve ser reciclado (material eléctrico e electrónico, mobiliário, calçado,etc.), para bem do nosso ambiente, da nossa economia, mas essencialmente para não termos de assistir a este cenário de desrespeito para com a nossa história e nossos antepassados mineiros. O depósito de lixo com que deparamos na recente passagem pelas primeiras minas do Pejão, no Monte das Cavadinhas, no Pejão (Mina de Paraduça) é um flagrante e triste exemplo do nosso comportamento civilizacional. 
Os locais das antigas minas deveriam merecer outra atenção, por forma a serem conhecidas e protegidos os seus vestígios e também para segurança das pessoas e animais. 
Na região, no alinhamento da antiga zona de mineração do Paiva a Santo Adrião e ao Douro, por exemplo, existem diversos locais a merecer identificação/sinalização e protecção, pelo perigo que representam para as pessoas - hoje que tantas iniciativas, desportivas e de recreio se desenvolvem por terrenos pouco conhecidos.... Há locais de extraordinária importância com vestígios de minérios explorados, noutros marcas de actividade de seres vivos ancestrais como os icnofósseis (cruzianas), das trilobites e outros artrópodes que habitavam os mares de então. Também os locais onde foram ao longo do tempo depositados lixos industriais, das empresas, dos hospitais, da exploração mineral, alguns deles tóxicos e que é possível identificar na região, deveriam merecer tratamento - outra atitude das entidades públicas com responsabilidades nessa área...













escreveu, Martinho Rocha