segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Pela rota pedestre nas origens de Santo António, em Paiva!


As armas, originais dos Bulhões, adotadas pela cidade de Pádua, em homenagem a Santo António, estão há mais de uma dúzia de anos fragilmente amparadas por uma escora enferrujada da construção civil.

A competência da guia de serviço promete outras visitas

Ontem 9 de dezembro de 2018, em parceria com o movimento Cidadãos dos Mundo, visitamos a Casa, jardins e fontanário (oriundo do Mosteiro Pombeiro) da Casa/Quinta da Boavista e agradecemos ao sr Viriato de Almeida seu actual usufrutuário a sua disponibilidade como cicerone, também o cuidado nas limpezas prévias aos locais de passagem e à preocupação em nos transmitir um sem número de informações interessantes sobre a casa (e problemas de conservação e futuro do legado), vida e família dos Condes de Castelo de Paiva. A caminhada que começou no Parque das Tílias e passou por todos os locais da rota pedestre das origens de Santo António, foi desenhada para que os participantes pudessem levar o seu cão, apenas incorporou um, mas teve um grupo razoável de crianças e jovens! Todos os paivenses deveriam visitar a Casa / Quinta da Boavista, para que conheçam o estado em que se encontra um património imenso, e infíndo também de memória  - que é seu -, e que ao conhecermos nos eleva a alma, mas que ao mesmo tempo a deixa a sangrar, tal é inércia em que se encontra, passados que foram 20 anos do falecimento de D. José de Arrochela Pinto de Lancastre Ferrão,  último Conde que teve por vontade fazer legado aos paivenses (Município).
Castelo de Paiva pode e os paivense merecem outro tratamento e uso deste património!

mais informações sobre o tema podem ser acedidas no separador Santo António...




























escreveu Martinho Rocha

domingo, 18 de novembro de 2018

LIPOR vs AMBISOUSA: copiemos os bons exemplos!


Boa prática de utilização de ecoponto? (Cruz da Carreira em 18/11)

Com  enorme sucesso, também em Gondomar já há meio ano que em determinadas zonas residenciais, se faz a recolha selectiva de resíduos, porta a porta. 
Esta recolha selectiva porta a porta integra um projecto comum de 8 concelhos da LIPOR (Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde). Em cada residência aderente foram entregues 4 contentores de cores diferenciadas para a separação de papel/cartão, embalagens plásticas e de metal, embalagens de vidro e de resíduos indiferenciados, havendo para cada um deles um dia de recolha.
Um bom exemplo para higiene e saúde pública, com vantagens para a economia de meios, que tornará desnecessários os tradicionais contentores e seu serviço de recolha, e também de participação cívica considerando que é um dever do cidadão proceder à separação dos resíduos, segundo as Directivas Comunitárias e a Legislação Nacional.
Esta politica servirá no futuro próximo para implementar um novo sistema de facturação, ao encontro do princípio poluidor-pagador, no sentido de que” quem separa mais paga menos”.
O Vereador do Pelouro do Ambiente de Gondomar dirigiu recentemente aos seus munícipes , da área do projecto, uma circular balanço e de agradecimento pela participação, informando que nos dois próximos anos este sistema abrangerá 20.000 residências de Gondomar, alargando-se progressivamente a todo o concelho até 2030.


E por cá ?
Os bons exemplos devem ser copiados e replicados. Castelo de Paiva integra o sistema intermunicipal da  Ambisousa (Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Castelo de Paiva, Paredes e Penafiel). Do recorte que segue abaixo percebemos que se trabalha na autarquia e na Ambisousa para atingir os rácios (de 32 Kg por ano) per capita, fixados para a recolha selectiva, e que é necessário um esforço adicional de 9 Kg per capita por ano, em relação ao conseguido actualmente (23 Kg)  Gostariamos de ajudar e pela nossa parte lamentamos, por exemplo, que depois de passados vários anos para conseguir a cedência de um ecoponto, seja necessário tanto tempo para que os serviços do ambiente se pronunciem sobre o local para colocação de um ecoponto no Parque das Tílias!



recortamos da página da AmbisousaReforço da Recolha Selectiva
No âmbito da candidatura aprovada pelo POSEUR para Reforço da Recolha Seletiva estava prevista a densificação da rede de ecopontos existente no Vale do Sousa, contribuindo desta forma para o aumento do grau de cobertura da população. 

Prevê-se desta forma evoluir faseadamente dos atuais 1.000 ecopontos existentes para 1.461 unidades. Este incremento de 461 ecopontos, que serão distribuídos pelos 6 municípios do Vale do Sousa, permitirá melhorar a acessibilidade ao serviço de recolha seletiva e subsequentemente o aumento dos quantitativos recolhidos seletivamente.
Sem a densificação da atual rede de ecopontos e as melhorias previstas nos centros de triagem não será possível o cumprimento das metas fixadas para a Ambisousa, entre as quais a meta de retomas de recolha seletiva que, no ano de 2020, deverá ser de 32 kg per capita por ano. 
De realçar que em 2017 as retomas de recolha seletiva resultaram em 23 kg per capita por ano, o que envolve um esforço adicional de 9 kg per capita por ano. Este esfoço poderá ser mais facilitado com a disponibilização à população destes 461 novos ecopontos, traduzindo-se numa maior proximidade às habitações e perspetivando uma maior separação multimaterial.
A distribuição dos 461 ecopontos pelos vários municípios da Ambisousa obedeceu integralmente às expetativas e solicitações destes, estando o nº de equipamentos inscritos nos seus PAPERSU municipais (Planos de Ação para o Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos).
Assim, após o lançamento de um concurso público para a aquisição de 461 ecopontos à Ambisousa, prevê-se, ao longo de 25 semanas, a entrega faseada de 75 ecopontos em Felgueiras, 150 em Lousada, 90 em Paços de Ferreira, 24 em Castelo de Paiva, 78 em Paredes e 44 em Penafiel. 

Neste momento, encontram-se já distribuídos um total de 196 ecopontos, cerca de 43% do total de equipamento.  

Próximas iniciativas

Plantação de carvalhos autóctones que semeamos no ano passado e que estão prontos a plantar, além de que cederemos árvores para escolas, instituições e particulares que pretendam plantar. Aceitamos sugestões e pedidos 255 689 486



Caminhada pela Rota Pedestre das Origens de Santo António, domingo 4 de Dezembro!

domingo, 11 de novembro de 2018

Ao cuidado da Protecção Civil.


O perigo espreita a cada momento que passa um veículo. E passam muitos, todos os dias, assim como pessoas e animais, também a pé.

O talude não estando murado e a estrada muito estreita, o por si já uma agravante, com este tempo pode a qualquer momento desprender-se uma avalanche de terra e pedras...

Em 1993 fizemos algumas diligências e contactos para sensibilizar quem de direito para a resolução deste problema sugerindo um arranjo urbanístico e melhores condições de circulação. Mais tarde, pelos anos de 2007 e seguintes, voltamos à carga aquando das obras das rotundas, mas também sem êxito.Obras que tiveram até segunda edição e também nada aconteceu...
O "estado da arte" é o que a imagem mostra e uma imagem vale mais que mil palavras...Se o trabalho voluntarioso que as associações desempenham fosse mais valorizado, este como muitos outros assuntos já tinham sido percebidos, encarados e resolvidos... 



P.S. Também a Protecção Civil deveria providenciar a instalação de uma boca de incêndio junto aos edifícios antigos da Frutuária.

sábado, 10 de novembro de 2018

ADEP - nós e as actividades em 2018


Apesar de não se ter recandidatado a novo mandato a Direcção cessante, na ausência de novos membros/projectos, apresentou e aprovou o Plano de Actividades que está a procurar cumprir.


                                     ADEP – Castelo de Paiva
                              Plano de Actividades para 2018

I - Estes últimos anos, também neste mandato, houve uma maior aposta na divulgação, com apoio nas novas tecnologias e redes sociais. O blogue conseguiu elevado número de visualizações, e a razão de ser está nos projectos e nas iniciativas e causas subjacentes aos textos e notas aí publicados: de sinalização e divulgação de locais como as antigas Minas do Pejão e da rota das origens de Santo António;  da implementação dos caminhos de Fátima e de Santiago; da publicação das obras de Mário Gonçalves Pereira. Iniciativas que, também é justo realçar, foram levadas a cabo, graças, em grande parte,  à colaboração das empresas (que adquirem anualmente calendários), alguns patrocínios das Juntas de Freguesia e estabelecimentos hoteleiros, receitas de donativos de particulares e trabalho voluntário de directores e amigos.
O protagonismo conseguido deve procurar manter-se exercendo uma atitude de vigilância e denúncia permanente das situações lesivas dos nossos valores patrimoniais e ambientais, retornando para a ADEP alento renovado para novos projectos e o crédito e prestígio que permitam melhorar a relação, imagem e autonomia  com a comunidade e suas instituições, proporcionando assim o aumento de parcerias para a realização de mais iniciativas que dinamizem a Associação e acrescentem valor aos nossos espaços do Parque das Tílias.
II - Com o saber que a experiência nos proporciona devemos ser ponderados e actuar com realismo, desistir do propósito – que anunciavamos no ano passado -  de realizar em parceria com o Município diversas iniciativas e acções, que aqui chegados podemos constactar, não surtiram efeito: como é o caso das comemorações do Foral em Nojões, designadamente em 2017, intervenção no Património (o imbróglio com as Pias dos Mouros, com a classificação da Ponte Velha de Pedorido, com o protocolo para a limpeza, manutenção e sinalética da Mamoa de Carvalho Mau, com a anarquia que reina na deposição de lixos perigosos e domésticos nas Antigas Minas do Pejão), desinteresse na formalização da cedência ao Município da parcela de terreno e seu ressarcimento (ocupada pela estrada de acesso à Vila desde 2008); também nada se avançou quanto à parceria para a viabilização da ideia da utilização pública do  Parque das Tílias, nem funcionou a aproximação quanto a propósitos no futuro  em áreas do património em geral; dos projectos que vimos defendendo para valorização do imaterial das Minas do Pejão, Casa da Boavista, Frutuária, etc., nem apoios, singelos ou solidários tornaram viáveis candidaturas a fundos.
Recomendável será, por isso, tomar consciência de que, como avisadamente fizemos no passado, o melhor é seguimos o nosso caminho, caminhar por nossa conta e risco, definir a nossa própria estratégia, com previsões e objectivos de futuro, com ambição e com independência.

A – Parque das Tílias
 “Vida no Parque, Viva o Parque”
1.Utilização pública do Parque das Tílias

Encontrar na Junta de Freguesia de Sobrado e Bairros um reforço do apoio que vem prestando  e a compreensão que não conseguimos com a Câmara Municipal, ao longo destes, mais de dez anos, para podermos ter todo o parque aberto, limpo e seguro, porque só nessas condições poderemos garantir a utilização pública e permanente.
2.Parcerias
Encontrar outras instituições que possam fazer parceria connosco no desenvolvimento de acções de formação social e profissional e que possam garantir a supervisão e monitorização do Parque, designadamente nas áreas das podas, jardinagem desmatação de infestantes e recolha de sementes e viveiro.
3. Animação
Desafiar a comunidade a participar para animar o Parque com iniciativas (concursos, exposições, oficinas, feiras e encontros) que  podem desenvolver conceitos vários do nosso estatuto, valorizar conteúdos, com apoio no espólio existente, recolher, reciclar e reutilizar produtos e resíduos.
B – “Novas valências Temáticas
Atrair a comunidade para a reabertura da nossa Biblioteca ”Manuel Afonso da Silva”; exposição dos nossos Fósseis; abertura da  Casa Rural, anexo à Casa dos Engenhos “Dr. Justino Strecht Ribeiro”; abertura de uma sala para a Arqueologia.
C – Secções de Estudo e Trabalho
1.         Incentivar jovens e adultos para a criação de grupos de estudo e de trabalho e reconhecer os responsáveis pelas acções e iniciativas  no Ambiente e Qualidade de Vida; na Arqueologia e Monumentos, História Natural e Geologia, História Mineira, História Medieval,  Feira do séc. XIX, Rotas,  Percursos Locais e Pessoas, Fotografia, Video e Animação.  Dar novo impulso para ligar ainda mais a feira ao espólio etnográfico e ofícios tradicionais rurais, por forma a recrear episódios e momentos marcantes de cenas do quotidiano que envolverão necessariamente mais actores e mais animação teatral;
2.         Valorizar locais, criando percursos e rotas, aconselhar geminações e intercâmbios culturais de Castelo de Paiva com cidades e vilas da Europa e do Brasil, com base nos recursos da nossa história e paisagem (da genealogia à geologia e à lenda);
3.          Dar apoio e procurar retorno para as oficinas instaladas e novas áreas de artesanato e artes que se venham a estabelecer, onde se pode incluir o uso do Pavilhão.
4. Valorizar e divulgar as iniciativas desenvolvidas pelos Grupos: do Linho de Real e dos Mineiros do Pejão e espaços de museu Etnográfico: Casa dos Engenhos e Primeiras Artes, por forma a tornar estes  espaços e actividades num produto de excelência e exclusividade capaz de angariar receitas tão necessárias à sua sustentabilidade.
D. Procurar formas de dotar a ADEP de outros recursos humanos e técnicos capazes de apoiar as tarefas de secretariado e as decisões da Direção.
F. Criar uma linha de prioridades e estabelecer parceria e/ou candidatura para trabalhos de restauro e conservação dos diversos espólios temáticos.
G. Combater e não permitir politicas ou decisões administrativas que possam prejudicar o projecto e anseio de destinar a Frutuária e seus espaços adjacentes (Quinta da Bafareira – com ligação à Quinta da Boavista - e os terrenos que descem até ao Vale de Alvarigos / Rio Sardoura) num pleno e sustentável espaço de cultura e recreio.

Aprovado em reunião de Direcção de 12.12.2017. Foi presente à Assembleia Geral a 17 de Março de 2018, onde foi discutido e votado por unanimidade.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Autores da região, na Feira do século XIX. Livros e memórias, do Douro e da Paiva!


Maria José Gabriel, Hernâni e Fátima Gabriel



Fátima e mestre Domingos "último marinheiro"


Livros deixados à ADEP para a sua Biblioteca



Pela Feira passaram este ano alguns autores com os seus livros, como foi o caso de Hernâni Mendes e Manuel Bessa, contadores de estórias e declamadores, cantadores, poetas, frades, artistas, marinheiros e fotógrafos.
A Feira foi o palco mas também em alguns casos foi o acontecimento que proporcionou o registo ou o momento da inspiração!

Hernâni Mendes deixou-nos este


RETRATO ESCRITO 
da Feira século na ADEP 2018, que não resistimos publicar,

A  convite do seu presidente
E do João da Gráfica,
Fui almoçar lá na feira.
Não vi milho na eira,
Mas em gigos,
Já desfolhado
Vi as tascas e tasquinhas, as uvas já apanhadas
E as escadas.


Observei
Os cestos das vindimas
E comprei
O artesanato.
Réplicas das dobadouras,
Do pião da minha infância.
Do ancinho
Que docemente no monte
Ou no caminho
A caruma para as castanhas assar
Nas tascas eram; pataniscas
E iscas
Para o passado recordar
Com o paladar.

Vi o mineiro trabalhador
Grande impulsionador da economia da região.
Isto me fez recordar
O meu grande amigo,
O meu pai Arlindo
Tocam as doze badaladas,
É a hora de almoçar.

Sentados à mesa da taberna,
Onde a esta hora, já funcionam os fornos a lenha.
Junto à entrada da ADEP
Onde antigamente,
Era a entrada do cinema
E se faziam os bailaricos da mocidade.


À mesa se sentam, os comensais
E outros que tais.
São escritores,
E do cinema atores,
Professores,
Editores.
E muitos mais,
A gente simples,
Que como eu
Partilham estes momentos,
Estes sentimentos.

Olhando, à volta
O tempo, pára no tempo das recordações,
Cheira a castanha assada
E à doce rabanada.

Servem o almoço
E como do costume
A inolvidável feijoada.
Outros deliciam-se com,
O bacalhau frito,
Bem servido,
como antigamente.
Contam-se estórias passadas
Que relembram,
Os entes idos.
Mas mais importante;
Assim se escreve a história
Dos que aqui estão
E são:
- O mestre Domingos
Último arrais do Douro,
Nonagenário sempre brincalhão,
Que outrora por uma pipa a mais,
No Porto foi parar à prisão.
Ensaia lá no canto da mesa,
O sobejamente conhecido
Ator Carlos Sebastião.

Declama a profª Fátima Gabriel:
-os barqueiros do Douro
E as cosedoras das sacas de carvão.

Como é bom ver,
Num rosto que o tempo usou
Um sorriso brejeiro e de gratidão,
Do mestre Domingos,
Pois então.!

Junta-se uma nova personagem,
Que eu desconhecia:
-A tia, dona MARIA,
Da poetisa tia
Fátima Gabriel
Oh! Que alegria,
Ouvir cantar o Douro
E os seus rabelos,
Num misto de sentimento e paixão.

Momento lindo
E não é que ela se recorda do meu pai
Arlindo!

Para acabar, vamos voltar
Ao Dr. Martinho, ao João da Gráfica,
Aos seus colaboradores.
Gostei
Destes momentos
E para o ano com certeza estarei,
De novo
Sempre atento e observador

Para ver estampado no rosto
A alegria do meu irmão.

Hernâni Mendes 15/10/2018

domingo, 21 de outubro de 2018

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS DE ADRIANO MIRANDA









EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS DE ADRIANO MIRANDA

Carvão de Aço Memória dos Mineiros da Mina do Pejão

sexta, 12/10, 12:51 (há 9 dias)

Recebemos  e agradecemos de Alexandre Leite em nome do Departamento de Engenharia de Minas da FEUP

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este simpático registo que hoje divulgamos, no dia em que em Oliveira do Arda, há festa dos mineiros!
Fica aqui para aqueles que não tiveram possibilidade de visitar a Exposição de Fotografias, da autoria do Fotojornalista Adriano Miranda, que esteve recentemente patente ao público na FEUP,  a ligação da internet com um pequeno vídeo sobre a mesma.