sexta-feira, 21 de setembro de 2018

21.ª feira do século XIX, a 14 de Outubro!


Com um apelo aos artesãos, mestres e aprendizes dos mais variados ofícios, estamos a divulgar a próxima feira à moda do século XIX, no Parque das Tílias, Castelo de Paiva a 14 de outubro, domingo!
As concertinas, cantares, baile, teatro de rua,  presença de animais e jogos tradicionais animarão o exterior, que contará ainda com quadros de vida rural: da mina com o Grupo dos Mineiros do Pejão; do campo, dos engenhos e do linho, com o Grupo do Linho de Real; do rio, com o barco rabelo e as histórias das gentes do rio (do Castelo).
A ADEP vai abrir as suas salas de Museu "Primeiras Artes", Casa dos Engenhos "Dr. Justino Strecht" e exposição fotográfica alusiva ao evento.
O vinho e alguns dos nossos petiscos e pratos de tradição não faltarão.A entrada é livre e gratuita!

sábado, 15 de setembro de 2018

416 milhões de anos de vida no território de Paiva!


Hoje fomos comprovar o que temos em paiva deste período!



 alguns dos participantes na saída de campo de hoje
 
                                aNTÓNIO pATRÃO


Período Devoniano
Por National Geographic Writing
5 de setembro de 2010
Quando o período Devoniano ocorreu há cerca de 416 milhões de anos, o planeta estava mudando sua aparência. O grande supercontinente de Gondwana estava gradualmente se dirigindo para o norte, para longe do Pólo Sul, e um segundo supercontinente começou a se formar, estendendo-se através do Equador. Conhecido como Euroamerica, ou Laurasia, foi criado pelo encontro de áreas da América do Norte, Norte da Europa, Rússia e Groenlândia.
Alguns sedimentos de cor vermelha, gerados quando a América do Norte colidiu com a Europa, deram nome ao Devoniano, uma vez que essas rochas características foram estudadas pela primeira vez em Devon (Inglaterra).
O Devoniano, parte da era paleozóica, também é conhecido como a Era dos peixes , já que produziu uma considerável variedade de peixes. Os mais formidáveis ​​eram os placodermes com proteção óssea, uma espécie que apareceu pela primeira vez durante o siluriano com poderosas mandíbulas alinhadas com placas em forma de lâminas que agiam como dentes. Os primeiros placodermos se alimentavam de moluscos e outros invertebrados, mas as últimas espécies se tornaram monstros ferozes, fatias que mediam até 10 metros de comprimento. Outros tipos de peixes com placas ósseas que não tinham mandíbulas desenvolveram uma grande variedade de formas estranhas. Espécimes fósseis incluem espécies com cabeças em forma de ferradura e outros que se pareciam com escudos redondos.
Antepassados ​​de tubarões
Apesar de sua forte proteção, esses peixes primitivos não durariam. Os ancestrais devonianos dos peixes que hoje habitam pertenciam a dois grupos principais sem proteção óssea. O peixe cartilaginoso, assim chamado pela cartilagem que formava seus esqueletos, deu origem a tubarões e raias. Eles tinham escamas pequenas e ásperas, barbatanas dorsais fixas e dentes afiados e substituíveis. O segundo grupo, o peixe com espinhos, estava coberto de escamas e tinha barbatanas dorsais manobráveis ​​e bexigas cheias de gás para controlar sua flutuação. A maioria dos peixes modernos tem espinhos.
Entre estes estavam os peixes finned. Assim chamado porque a base grossa, carnuda de suas barbatanas, peixe de nadadeiras lobadas são creditados a grande avanço evolutivo que levou à anfíbios, tornando os peixes finned-lobo nos ancestrais de todos os vertebrados com quatro membros da terra, incluindo dinossauros e mamíferos. Os fósseis desses animais extraordinários vêm das rochas vermelhas de Devon. Alguns peixes de nadadeiras lobadas ainda estão vivos hoje, como o famoso peixe "fóssil vivo", o celacanto.
Uma criatura fóssil descoberta recentemente do Devoniano foi saudada como um elo vital entre os peixes e os primeiros vertebrados a caminhar em terra. Encontrado no Ártico canadense em 2004, o Tiktaalik tinha uma cabeça semelhante à de um crocodilo e barbatanas fortes e espinhosas, que os cientistas acreditam que ele usava como pernas para se mover em águas rasas ou mesmo em terra. O peixe mostrou outras características de animais terrestres, incluindo costelas, pescoço e buracos no focinho para respirar ar.
Os primeiros anfíbios respiraram através de pulmões simples e sua pele. Eles devem passar a maior parte de suas vidas na água, deixando-a sozinha para escapar da atenção dos peixes predadores.
Os primeiros amonóides também apareceram durante o Devoniano. Relacionados com o polvo e a lula, estes animais marinhos sobreviveram até o final do período Cretáceo, há 65 milhões de anos.
Proliferação de plantas
As plantas começaram a se espalhar dos pântanos durante o Devoniano, desenvolvendo novos tipos que poderiam sobreviver em terra seca. No final do Devoniano, as primeiras florestas apareceram quando as plantas com caule desenvolveram estruturas fortes e lenhosas capazes de suportar galhos e folhas altas. Algumas árvores Devonianas são conhecidas por atingir 30 metros de altura. No final do período, as primeiras samambaias, cavalinhas e plantas com sementes também apareceram.
A nova vida que floresceu na terra aparentemente escapou dos piores efeitos da extinção em massa que acabou com o Devoniano. As principais vítimas foram criaturas marinhas, das quais até 70% das espécies desapareceram. As comunidades que formaram os recifes desapareceram quase completamente. As teorias propostas para explicar esta extinção incluem o resfriamento global devido à regulação de Gondwana, ou a redução dos níveis de dióxido de carbono atmosférico com efeito estufa devido à arborização dos continentes. O impacto de um grande asteróide também foi sugerido.


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

200 mil visualizações!



                       200 mil visualizações!

     Obrigado, por querer saber de nós.

                     adep-paiva.blogspot.com

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

124 anos de imprensa escrita em Castelo de Paiva !


Sábado dia 22 os directores dos últimos jornais de Castelo de Paiva, vão encontrar-se e vão falar sobre este tema. A iniciativa é dos Cidadãos do Mundo e na ADEP, onde o evento vai ter lugar vão ser expostos exemplares de todos eles e algum material tipográfico.
Este é mais um motivo para participar nas causas da cultura. Recorde-se que o espaço de Biblioteca "Manuel Afonso da Silva", da ADEP, detêm importante bibliografia, que esta vem reunindo, das áreas de história e arqueologia e reúne praticamente todos os jornais regionais publicados/lidos no concelho, desde 1894. (Gazeta de Paiva, O Defensor, O Paivense, O Miradouro,O Pejão, Terras de Paiva, Chafariz, TVS, Jornal de Aveiro, Defesa de Arouca, etc.).

No dia, a ADEP com João Vieira vai ser impresso, em tempo real, em máquina centenária um motivo alusivo ao evento.
Fica o convite à participação.














Martinho Rocha

domingo, 2 de setembro de 2018

A Tapada do Outeiro, refulge do negro do carvão, como um sinal dos novos tempos!










A Tapada do Outeiro / um património, uma memória, num documentário de Sérgio Torres, apresentado ontem na Casa do Povo da Raiva e por nós publicitado e apoiado, constitui um importante trabalho cívico daquela comunidade ribeirinha que é também uma ajuda nesta nossa luta pelo Pejão. Obrigado amigos e companheiros de luta! Reconheça-se o que também tem vindo a ser feito em S. Pedro da Cova. Bem haja que em boa hora aparecem estes protagonistas ainda dessa outra "mina" (Medas, Broalhos, na Tapada do Outeiro). A Tapada do Outeiro, à parte todos os aspectos nefastos que possa ter representado (com a queima do carvão) - como aliás aconteceu com a sua exploração nas Minas, seja do Pejão, seja de S. Pedro da Cova, tem de ser percebidas na lógica/necessidade e no conhecimento da época. E isso a vários títulos não pode deixar de reconhecer o progresso civilizacional, social, cultural desses investimentos. Quanto ao Pejão, não haverá dúvidas que deste lado do rio de há muitos anos há quem pense de uma outra forma que aquela que está a deixar tudo o que é material sem qualquer resquício ou sinal de vida...efectivamente o Pejão merecia/mereciamos nós outra história desde 1994 para cá. A venda de todo aquele património nem sequer incluiu uma simples cláusula de reversão ?...ou como alguém já disse, bom seria que cada um começasse por testemunhar a intervenção que teve, para tornar o processo mais célere e transparente. Fomos todos enganados ou apenas alguns ? E sem querer passar culpas, apenas lembrar aspectos que não devem ser esquecidos, é caso perguntar: - porquê ainda em vida da empresa (portanto, antes de 1994) não foi acautelada (pelo Ministério e Administração da empresa) a sugestão publica que lhe foi feita pela ADEP ??? Uma certeza: estamos a perceber que todos temos um objectivo comum e que há um potencial capaz de se transformar num destino cultural que ajude a alavancar a economia destes dois lados do rio, há uma luz que afinal refulge do negro do carvão num tempo em que vivemos um pouco alienados pelo pechisbeque...o carvão pode voltar a ser um elo de ligação destas gentes destes dois lados do rio!
O nosso sincero reconhecimento a todos quantos se empenharam nesta etapa!






























Martinho Rocha

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Contra o terrorismo à cultura - pedimos à população a sua vigilância e apoio!








Em Paiva, desde longa data,  o património histórico edificado, classificado ou não, tem vindo sistematicamente a ser vandalizado e dizimado. Os autores nunca são conhecidos…
Resta a este parente pobre da cultura, o carinho e protecção por parte da população, esta que não pode alhear-se desta realidade e deve assumir o seu papel cívico, pela defesa intransigente dos seus valores.
Também o Parque das Tílias continua a sofrer os mais variados atentados  e tememos pela integridade e sobrevivência de algumas estruturas . Pedimos e agradecemos à população que usa e/ou circula nas suas imediações  a vigilância possível.
Antes que seja tarde, fica o nosso apelo…

























Martinho Rocha

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

E se em Vila Verde também houver uma anta (ou o que resta dela)?



E se em Vila Verde também  houver uma anta (ou o que resta dela)?

E se até há poucos dias não tínhamos qualquer referência megalítica na freguesia de São Martinho poderá muito bem acontecer que afinal também ela tenha valores dessa era.
Em Vila Verde foi encontrada recentemente uma estrutura em granito (o que é uma novidade, porque todas as nossas mamoas são em xisto), que não oferece dúvidas ser construção humana,  e que merece uma intervenção de estudo.
Os incêndios que percorreram grande parte dos nossos montes deixaram a descoberto este e outros vestígios, que não eram conhecidos, que estão agora em perigo por serem desconhecidos dos proprietários e público em geral  face aos trabalhos de reflorestação.
Lembramos que temos vindo a encontrar outros monumentos por todo o concelho e que solicitamos a colaboração e apoio das entidades autárquicas (Câmara e Juntas de Freguesia) para que se conheçam e informem os proprietários e população.















Martinho Rocha