Isabel Duarte, como aconteceu no ano passado, toma a seu cargo a cozinha regional e os fornos a lenha.
As papas e rojões, assim como o bolo e a broa de milho, ainda terão o sabor e a aroma de outros tempos!
As papas e rojões, assim como o bolo e a broa de milho, ainda terão o sabor e a aroma de outros tempos!
Feira do Século XIX. 2026, no Parque das Tílias, Castelo de Paiva. EN 222. No Sábado à noite haverá rusgas (3.º Encontro da ADEP), com a presença do Grupo da ACUP (Associação dos Combatentes), Tuna da Universidade Sénior e Grupo Coral dos Mineiros do Pejão. Há-de seguir-se o 1.º Encontro de Concertinas, com a participação d' Os Amigos Vale do Arda”; “Amigos da Saudade” de Mouriz, Paredes; “Os Ramadas” de Rio de Moinhos e Grupo de Concertinas “Sons tradicionais” de Castelo de Paiva e a animação vai encerrar-se com magusto tradicional, com verde tinto, no Parque das Tílias. Há mais novidades, mas ficam para divulgar amanhã!...
Por ser muito referenciado pelos aderentes a este tipo de entretenimento o convite da ADEP para animar o Baile à moda antiga foi para a Orquestra Tradicional de Nespereira.
Trata-se de um grupo musical e cultural do concelho de Cinfães (freguesia de Nespereira) dedicado à preservação e divulgação das raízes, usos, costumes e tradições musicais da região.
Haverá Baile à moda antiga no Parque das Tílias, domingo, pelas 15 horas, na 27.ª Feira do Século XIX.
Quem pode participar?
Todos são bem-vindos! Convidamos os mais novos e os mais velhos, cruzando a energia de uns com a sabedoria de outros. Procuramos voluntários e participantes com disponibilidade e gosto por partilhar:
· Artes e saberes inerentes à vida rural de subsistência.
· Ofícios antigos, comércio tradicional e recriações históricas.
· Formas de representação, música e diversão que ajudem a animar o evento.
Venha partilhar os seus saberes, a sua energia e a sua presença para darmos, juntos, corpo a esta próxima edição. Queremos continuar esta iniciativa com a participação generalizada e vibrante de toda a população paivense!
Contamos consigo para honrar o nosso passado e inspirar o nosso futuro!
Estão abertas as inscrições:
Agradecemos a todos os que tornaram possível a realização da 26.ª edição da Feira do Século XIX.
Aos participantes, ao Município, aos voluntários e diretores da ADEP se reconhece o apoio, o empenho, a generosidade, a boa vontade e alegria, que proporcionaram a moldura humana e o colorido que pela 26.ª acorreu ao edificado e evento no Parque das Tílias, à Frutuária, nos dias 4 e 5 do corrente. Algumas das imagens colhidas são de profissionais creditados pela organização e podem ser vistas em adep-paiva.blogspot.com
E a Feira não poderia fazer-se sem que o visitante tivesse a oportunidade de ver fazer, cozer e apreciar a nossa broa de milho.
Isabel Duarte, "não deixa os seus créditos por mãos alheias" e proporciona aos visitantes a arte de fazer o pão, bem presente na memória dos paivenses.
https://www.facebook.com/watch?v=1077175491289469
A arte de ferreiro e a mestria de António Magalhães, colocam a feira do século num patamar impar!
Centenas de visitantes tem tido a oportunidade de conhecer algumas das tarefas graças à generosidade e jovialidade de António Magalhães, que é conhecido por Ferreiro da Cepa e se tem disponibilizado para participar na Feira do Século XIX da ADEP.
https://www.facebook.com/reel/2081795885959507?locale=pt_BR
E a participação a quem podemos atribuir o prémio revelação cabe com inteira justiça ao Grupo de Concertinas Som - Douro,
https://www.facebook.com/reel/2081795885959507?locale=pt_BR
E hoje domingo a animação vai contar, entre outros com o Grupo das Concertinas do Museu Regional de Cucujães, bem liderado pelo nosso amigo Senhor Mendes!
Armação para serrar tábuas na floresta
Descrição breve
Estrutura de madeira, em forma de cavalete ou moldura, utilizada como suporte para o trabalho dos serradores. Permitia fixar os troncos e facilitar o corte longitudinal com serras manuais, transformando a madeira em tábuas diretamente no local do abate das árvores. Reconstituição executada por membros da ADEP
Nota etnográfica
A armação de serrar evidencia a importância das atividades ligadas ao aproveitamento da floresta, fonte de recursos essenciais para a construção, a agricultura e a vida doméstica. O trabalho dos serradores, realizado em equipa e marcado por grande esforço físico, dependia desta estrutura simples mas eficaz, que convertia a matéria bruta em material útil. Para além da sua função prática, simboliza o saber técnico transmitido entre gerações, bem como a organização comunitária em torno da exploração sustentável da madeira. Este utensílio recorda ainda a interdependência entre homem e natureza, em territórios onde a floresta era motor de subsistência e identidade.
Curiosidades sobre a peça exposta:
A mudança dos "pontais", era tarefa que carecia de alguma força e agilidade, que dois homens pouco experientes poderiam não conseguir realizar. Ficou-nos o relato de António Cardoso de Vasconcelos, de certo dia a caminho da feira de Nojões, no lugar do Secóvo - Vila Verde, o Major António Luís Moreira (que foi comandante da hoste miguelista de Paiva), homem de estatura avantajada e dotado de muita força, socorreu dois franzinos serradores, que segundo ele lidavam com uma varita e não a conseguiam mexer, tendo ele com uma mão empurrado o toro e com a outra mudado o "pontal", despedindo-se e sentenciando, perante o pasmo daqueles, "...agora podeis continuar a serrar..."
ADEP 2025
Martinho Rocha