Mostrar mensagens com a etiqueta Monumentos Classificados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Monumentos Classificados. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Cuidar das origens e das memórias!

 


Rota das Origens de Santo António - Intervenções de Caráter Urgente

A recente visita guiada organizada pela ADEP suscitou alguma surpresa e clamor quanto ao estado de conservação de alguns monumentos visitados. Sem prejuízo da necessidade de uma estratégia global de estudo, conservação e valorização do património associado às origens de Santo António e à história do concelho, a visita efetuada permitiu identificar duas situações que, pelo seu grau de risco e potencial agravamento, justificam intervenção prioritária e urgente por parte das entidades competentes.

1. Portal da Serrada – Consolidação da verga e remoção da escora

A situação estrutural da verga que suporta o brasão do Portal da Serrada exige uma avaliação técnica imediata, seguida das necessárias obras de consolidação. A escora atualmente existente, colocada como medida provisória há mais de uma década, não pode continuar a substituir uma solução definitiva.

A permanência desta situação representa um fator de risco para a integridade do monumento e para a preservação de um dos mais importantes testemunhos heráldicos e históricos ligados à família Bulhões e às origens de Santo António. Após a adequada consolidação estrutural, deverá ser removida a escora, devolvendo ao conjunto a sua dignidade patrimonial e valor estético.

2. Casa da Torre de Vegide – Estabilização das colunas e do alpendre

Na Casa da Torre de Vegide, a degradação observada nas colunas e no alpendre que sustentam a cobertura constitui uma preocupação imediata. A progressão das patologias existentes poderá conduzir ao colapso parcial destes elementos, agravando os danos no edifício e colocando em risco pessoas e animais que circulem nas imediações.

Impõe-se, por isso, uma intervenção de emergência destinada à estabilização estrutural das colunas, do alpendre e da respetiva cobertura, evitando perdas patrimoniais irreversíveis e criando condições para futuras ações de recuperação integral do conjunto.

Estas duas intervenções, pela sua urgência e exequibilidade, poderão constituir um primeiro sinal de compromisso efetivo com a salvaguarda do património concelhio, demonstrando que a preservação da memória coletiva se faz através de ações concretas.







sábado, 8 de março de 2025

Mamoas são testemunhos mais vernáculos da vivência dos nossos antepassados!

Às nossas preocupações sobre os cuidados com os valores arqueológicos e busca de informação sobre as condicionantes fixadas ao acompanhamento arqueológico em trabalhos na área florestal com Monumentos Megalíticos e outros valores Históricos foi dada recebida resposta pela CCDR-N que nos diz que os trabalhos referidos se enquadram no Programa “Melhor Floresta”, da responsabilidade da Biond - Forest fibers from Portugal. Estes trabalhos foram submetidos a parecer da Unidade de Cultura da CCDR-N em janeiro de 2024, tendo merecido um parecer “favorável condicionado” ao cumprimento de várias medidas de salvaguarda, conforme ofício de que transcrevemos: “5.4. Acresce que é fundamental verificar, no terreno, se as coordenadas constantes da base de dados “Endovelico” estão corretas, bem como o diâmetro estimado dos monumentos em causa, para além da possibilidade real de os trabalhos de limpeza revelarem a presença de outros monumentos cuja existência era desconhecida. Essa verificação deve ser realizada por um profissional legalmente habilitado para o efeito, que possa assumir a responsabilidade pelo reconhecimento e caraterização dos valores arqueológicos em causa; 5.5. Uma vez confirmada a localização dos monumentos existentes e reconhecido o seu perímetro, considera-se possível a realização de trabalhos de limpeza florestal, desde que se respeitem os seguintes preceitos: - Os trabalhos de limpeza a realizar no interior do perímetro de proteção dos monumentos devem ser sujeitos a vigilância técnica através de acompanhamento arqueológico; - A fim de garantir o respeito pelos perímetros de proteção, devem os mesmos estar devidamente assinalados no terreno, de forma visível e resistente; - No interior desses perímetros, o abate de árvores não poderá ser feito com recurso ao seu desenraizamento, optando-se pelo corte acima da superfície, sem remoção de raizeiros; - Deverá ser evitada a utilização de meios mecânicos e é expressamente proibida a utilização de guinchos ou outra maquinaria pesada, bem como a remoção de troncos por arrasto, optando-se por métodos de remoção que evitem a potencial afetação das estruturas arqueológicas e o revolvimento de solos; - Não é autorizado o alargamento / “beneficiação” de acessos ou abertura de novos caminhos nem a circulação de veículos a motor no interior dos referidos perímetros de proteção; 5.6. Relativamente ao necessário acompanhamento arqueológico dos trabalhos enquanto durarem as ações com potencial impacte no subsolo, deverá ser apresentado um pedido de autorização de trabalhos de acompanhamento arqueológico por arqueólogo devidamente credenciado para o efeito; 5.7. Propõe-se ainda que seja disponibilizada ao requerente a informação em anexo sobre boas práticas em projetos de intervenção florestal; 6. Proposta de decisão Propõe-se a emissão de parecer favorável à realização das operações requeridas, condicionada ao cumprimento das medidas e restrições mencionadas em 5.4., 5.5. e 5.6.” Do parecer donde extraiu este recorte foi dado conhecimento à Câmara Municipal.




Martinho Rocha
 



quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Igreja de Real volta à classificação que já teve e lhe tinha sido retirada...

https://www.cm-castelo-paiva.pt/pt/noticias/actualidade/a-igreja-de-santa-marinha-de-real-foi-classificada-como-monumento-de-interesse-publico Fastidioso afinal este tipo de procedimentos burocráticos que não acrescentam maior proteção aos monumentos e servem apenas para perder tempo e meios que deveriam ser usados para proteger outros. Porque é que até hoje não foi reclassificada a Pia dos Mouros para ampliar a área de proteção e inluir outras pias, como tantas vezes solicitou a ADEP à DGPC?; porque é que até hoje não foi classificada a ponte velha rodoferroviária de Pedorido?

quinta-feira, 9 de abril de 2020

As marcas da sirga no Douro, que já deviam estar classificadas como monumento nacional...

Hoje trazemos as marcas na rocha, que em Rio Mau Penafiel desassossegam a gentes, porque algumas do conjunto já foram destruídas, por sinal, por entidades de quem se esperava outra sensibilidade para estes assuntos...O valor imaterial destes testemunhos deixava também marcas nas carnes dos homens; nas mãos, no peito, onde o António Teixeira Soares (mais tarde também conhecido pelo "Pai Natal") exibia com orgulho o seu calo; para o repórter do Diário de Noticias, obra que o remo cavou; e que lhe ficou dos tempos em era homem rabeleiro, como chama Mário Oliveira a estes marinheiros; calo que lhe descaía do peito que já foi músculo e que era onde fazia força e fixava a ponta do bicheiro, para ajudar a manobrar o barco. Viemos hoje a terreiro também na sequência de publicação de acções arrojadas das gentes nossas irmãs do Alto Douro (*). Não é nossa intenção disputar qualquer pioneirismo bacoco mas com o nosso contributo, queremos ajudar a densificar a narrativa de toda uma epopeia da gente duriense, como que marcas de vida e de sonho que ficam para todo o sempre (enquanto não deixam destruir as rochas das sirgas; enquanto não nos deixam estes homens), marcas que a todos devem orgulhar. No nosso tempo, em Castelo Paiva, (na foz do Rio Arda e na foz do Rio Paiva) por iniciativa da ADEP nasceu este projecto que navegou depois de 1987, embarcação "Douro -Paiva" que foi legalizada para actividade marítimo-turística, ainda isso não acontecia em Gaia...




foto M. Rocha




4 fotos de Mário Oliveira



o calo, obra que o remo cavou no peito


(*) Baleeira dos BV do Pinhão.
https://www.facebook.com/groups/viciadosnodouro/?multi_permalinks=2830368797029836&comment_id=2832387396827976&notif_id=1586436083631167&notif_t=feedback_reaction_generic






Martinho Rocha

domingo, 1 de novembro de 2015

PELOURINHO DE RAIVA


Com a criação do novo sitio " O nosso monumento" pretendia -se uma nova plataforma que proporcionasse uma sistematização e uma interacção com os defensores e vigilantes dos nossos valores do património. A ideia era mesmo encontrar alguma rivalidade positiva e assim  ter os nossos amigos e leitores a trazer para esta janela as nossas jóias materiais e imateriais, dos diferentes lugares e freguesias, as suas estórias, até denúncia sobre o estado, tantas vezes de abandono e desprezo.
Ainda é tempo de conseguir, de realizar a ideia, que era a de ir ao encontro da maior participação possivel; a nós quando muito ficava-nos o papel de complementar com algum esclarecimento e ajuda de identificação.

Por termos deparado com esta foto que tomamos a liberdade de adptar, vamos hoje falar sobre o Pelourinho "da Raiva". Uma busca simples no Plano de Ordenamento da Albufeira de Crestuma -Lever, ordenamento que também nos tutela, encontramos estas referências: Plourinho de Raiva. Monumento, n.º IPA 0106050002. Isolado na berma direita do caminho que conduz à Igreja Paroquial, sem construções destoantes.Utilização inicial: marco Jurisdicional; utilização actual: marco histórico-cultural.

Categoria: Arquitectura Civil judicial, tardo-medieval. Granito. Pelourinho de pinha sem elementos decorativos. Soco paralelepipédico rude sobre base rochosa, fuste hexagonal irregular e remate piramidal sem arestas vivas. Monumento de Interesse Público.Classificado pelo Dec. n.º 23 122, DG de 11 de Outubro de 1933. Propriedade: Estatal, afecto  à autarquia local - art.º 3.º  Época de construção: séc. XVI.Cronologia: 1527. Raiva era já constituida como honra com privilégio honorífico, e foi concelho,pelo menos a partir desta data.

domingo, 12 de julho de 2015

Chafariz da Boavista - monumento classificado.


A foto é de um postal ilustrado lançado pela UTEP, com o apoio da CM, nos finais dos anos setenta. Trata-se de um monumento já classificado, desde 1977, pelo Decreto n.º 129/77 de 29 de Setembro, também identificado como "Fonte dos Jardins da Quinta da Boavista".
Dele se sabe que integrou o Mosteiro Pombeiro de Felgueiras e que foi adquirido pelo Conde de Castelo de Paiva quando de hasta pública por extinção das ordens religiosas, tendo sido transportado desde aí por carros de bois e reconstruído por empreiteiro e pedreiros da terra. Hoje o seu estado é de abandono. Não tem água, está mais inclinado, se bem que na foto já é visível esse estado. Na altura da foto havia água e o buxo ainda era motivo de cuidados pelos seus cuidadores e proprietário...
Hoje integra a recente classificação, mais abrangente, da Casa e Quinta da Boavista, como IIP (Imóvel de Interesse Público pela Portaria 740-FP/2012,DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31 de Dezembro de 2012. (GPS 41.04422394° N 8.27109515° O)

Recordamos que este Chafariz como de resto a generalidade do património do Conde de Castelo de Paiva foi legado ao Município de Castelo de Paiva, com reserva de usufruto até à segunda geração. Em Oeiras também o solar foi legado ao Município de Oeiras, Na verdade enquanto em Paiva não houve entendimento entre o Município e os usufrutuários e está tudo no estado que se conhece a Câmara de Oeiras entendeu-se com os usufrutuários e arranjou um privado "Hotel Vila Galé" que fez as obras e assumiu as obrigações.














escreveu, Martinho Rocha



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ponte rodo-ferroviária de Pedorido

"Ontem,  que é como quem diz – nos inícios dos anos oitenta -, pedimos a classificação do Edifício da Cadeia. A classificação foi obtida em 1993;  em 1994 iniciamos o processo do pedido de classificação da Casa e Quinta da Boavista.(...) neste texto, recortado da nossa folha de serviço neste espaço, no tema "Monumentos e arqueologia", denunciamos a omissão, o desinteresse, a degradação e abandono dos nossos monumentos.
Esperamos no entanto que se esteja a voltar esta página. O processo de classificação da ponte rodo-ferroviária de Pedorido já está a mexer. Fomos informados que o processo já aguarda  neste momento a cedência pelo Municipio de uma planta topográfica digital, para que possa ser concluida a instrução - primeira fase do processo de classificação que decidirá sobre a viabilidade do pedido apresentado pela ADEP.

sábado, 25 de maio de 2013

Folha de serviço, na Arqueologia!

Hoje 18 de Abril de 2018 que registamos mais alguns valores inéditos e valiosos do ponto de vista histório-ambiental (penedos com formas zoomórficas e antropomórficas), lembramos o que já temos, temos dito, e pouco valorizamos!






Do período romano detectamos minas em Pedorido e Real, necrópoles (antigos cemitérios onde se depositavam as cinzas) em Real, Sardoura e Sobrado. Foi descoberta uma ara votiva (pagã) em São Martinho. Muitos monumentos megalíticos (mamoas) em Bairros, Paraíso, Raiva, Real e Sardoura a maior parte totalmente desconhecidos. Inventariamos vestígios da idade média  em Fornos (Ilha dos Amores e sepultura no Crosso)  e São Martinho  (cabeceira de sepultura) .
Efectuaram-se escavações em alguns locais, classificaram-se monumentos. Fotografou-se e divulgou-se um património desconhecido.
Nalguns casos apenas demos a notícia do achamento e pedimos proteção adequada. Graças à nossa dedicação gerou-se um intercâmbio promissor com escolas, universidades e investigadores. Foi pedida a classificação de alguns monumentos (Edificio da Cadeia, Casa e Quinta da Boavista, Portal da Serrada, Portão do Adro Real, etc.). Com o especial apoio de particulares foi possível intervir e criar zonas de protecção a dois monumentos (Marmoiral e Mamoa 1 de Carvalho Mau). Publicaram-se estudos e relatórios dos trabalhos (Levantamento Arqueológico de Castelo de Paiva, Necrópole de Valbeirô, Sardoura e Ara de Vila Verde).
De 1980 a 2013 foi imensa a actividade na área da arqueologia. Nem sempre reconhecido esse trabalho e mal apoiado muito do conhecimento adquirido corre riscos de se perder. Não temos ainda um museu. O  concelho valoriza muito pouco as nossas referências do passado que atestam uma ocupação plena e permanente do nosso território.
Há com certeza muitos segredos por revelar!












em 25 de Maio de 2013
Martinho Rocha

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Casa e Quinta da Boavista foram classificadas como Monumento de Interesse Público

Esta é mais uma vitória da ADEP na sua luta pela defesa do património cultural. Equiparável a uma justa vitória na maratona ou de campeonato, mas não é dessas áreas que tratamos. Depois, quem ganha efectivamente é o município e a população.
A Casa e Quinta da Boavista e a Capela de Santo António, que alberga no interior retábulo neoclássico com Pietá de grande qualidade artística, (incluindo a fonte maneirista, originário do Mosteiro Pombeiro, já classificada) e os jardins, foram classificados como monumento de interesse público pela Secretaria de Estado da Cultura.
Este será mais um motivo para que o Município, de uma vez, encare o real valor deste património que é propriedade dos paivenses e que dele deveriam ter outro proveito, o que é dizer, deveriam gozar e defender os direitos e cumprir com os deveres como manifestou vontade o Benemérito Conde de Castelo de Paiva.
Refere o despacho que a classificação da Casa e Quinta da Boavista, reflete os critérios legais "relativos ao valor estético que lhe é intrínseco, à sua concepção arquitectónica e paisagística e à sua importância do ponto de vista da memória colectiva".
As primeiras diligências para a classificação foram efectuadas pela ADEP ainda com  o beneplácito de D. José de Arrochela, Conde de Castelo de Paiva no já longínquo ano de 1989.Refira-se que depois do Edifício da Cadeia, de que também conseguimos a classificação em 1993, falta ainda saber do desfecho, entre outros, dos pedidos efectuados pela ADEP para reclassificar as Pias dos Mouros, Serrada e Gondim, Casa das Eirinhas e Portão do Adro de Real.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Em 1876 o edifício da Câmara ainda não existia...


O Edifício da Cadeia voltado para a que viria a ser, e ainda é, a atual Praça da República é que era a residência oficial da Câmara Municipal. O texto que apresentamos na página anexa é uma verdadeira pérola. Só os ratos de biblioteca e os historiadores  os procurariam e lhes atribuiriam algum valor. Assim graças à sorte e generosidade de M. Vieira Dinis(*) também nós inusitadamente podemos ficar a saber mais!  Como refere o autor, por mera casualidade o achádego foi salvo da entulheira. Sítio onde tantas coisas, cá na terra - nem sempre as mais acertadas- têm ido parar! 
Assim, ficamos a saber que em 1876 (12 anos antes de se construir a Escola Profissional Agrícola – “Fructuária de Castello de Paiva”), Castelo de Paiva estava afeto à Comarca de Arouca, tinha como Presidente da Câmara António da Silva Gouveia (**) e o concelho tinha já 8.151 habitantes. Ficamos ainda a saber quem eram os párocos e outros profissionais.

(*)A talho de foice reconhecemos que o autor, de Paços de Ferreira, foi nosso concorrente premiado nos nossos Jogos Florais  (atividade, a que havemos de referir-nos  um dia, desenvolvida pela ADEP nos inícios dos anos oitenta, do séc. XX!);
(**) Para saber mais sobre a vida e obra de António da Silva Gouveia, designadamente o seu papel de Fundador e Maestro da Banda Marcial de Bairros, ler a obra "Bairros - Dois Séculos de Música" com textos e investigação de Rodrigo Pereira e Adário Sousa.








Martinho Rocha

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pedras que falam ! A Anta do Vale da Rua existe ?




A Anta do Vale da Rua está classificada como monumento nacional pelo Decreto de 16-06-1910. Tinha sido já referenciada por Pinho Leal em meados do séc. XIX, mas é desconhecida da população. Será que existe ?
Do Penedo Cão e do Dólmen do Castelo também se diz terem desaparecido. Margarida Rosa Moreira de Pinho na sua obra "Elementos para a História de Castelo de Paiva" desculpa estes desaparecimentos atribuindo-os "... à ignorância dos laboriosos e bem intencionados agricultores (...)que lhes não atribuíram (...) outra importância que não fosse a de se tratar de grandes blocos de pedra, prontos a serem utilizados em qualquer construção ..." como se os agricultores à data fossem os proprietários da terra ou gestores da coisa pública!
Pinho Leal sabia do que falava e na sua obra Portugal Antigo e Moderno pode ler-se que "Todas as Antas são penedos errantes, mas nem todos os penedos errantes são antas (...)As Antas conhecem-se por estarem todas sobre três ou quatro ou mais penedos menores que lhe sirvam de base(...) Várias Antas, sendo a maior a do Valle da Rua, a uns 300 metros ao SO da Vila de Sobrado".
No inventário do património classificado do IGESPAR, diz-se que "a prática dos tempos, as sucessivas adaptações a novas necessidades e o esquecimento da sua finalidade, em grande parte pela perda das memórias que carreavam e, sobretudo, pelo desconhecimento populacional sobre a sua importância para a elevação, no quadro nacional, das Histórias locais e/ou regionais, tem ditado, infelizmente, entre nós, a sorte de vários destes exemplares megalíticos. Em busca de "tesouros encantados", uns, de novos terrenos agricultáveis, outros, e de material para novas construções, terceiros, têm sido vários os motivos pelos quais antas (ou dólmens) são destruídas total ou parcialmente, perdido que se encontra há muito o seu sentido primordial.
A anta em epígrafe foi também sujeita a um processo semelhante, tendo sido soterrada, em finais dos anos sessenta do século passado, pela construção de uma habitação".
A fazer fé nesta informação do IGESPAR, afinal, a Anta existe, está soterrada!
Até quando o peso da história vai permitir mantê-la oculta ?

























Martinho Rocha

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CORVITE: Pias dos Mouros. Pedras que falam !

Pinho Leal nas suas andanças por Paiva foi pródigo nos relatos de lendas e referências à nossa geografia, o mesmo é dizer aos nossos rios, montes, penedos, antas, mamoas e pessoas. Ficamos a desejar que as pedras falassem tamanha é a distância a que estamos hoje da realidade encontrada ainda por Pinho Leal em meados do século XIX. Sobre o Monte de Corvite, disse: "N'este monte há vários calhaos, esphericos e oblongos, do volume de grandes toneis, tendo cinco deles sepulturas muito bem abertas a picão, no cimo dos calhaos (...) Era incontestavelmente um almocabar (cemitério) mourisco. Aqui appareceram, em 1859, moedas antiquíssimas (...) eram árabes. Eram muito mais sepulturas, mas têem sido destruídas, para se quebrar a pedra, para edificar". Muitas tem sido as diligências, exposições, denúncias e pedidos, endereçados às mais variadas instituições, no sentido de acautelar previamente obras e terraplanagens nas imediações de monumentos e vestígios, mas neste andar...(da lista onde já consta o Penedo Cão, Penedo de El Rei Garcia, Anta? do Vale da Rua, Necrópole de S. Pedro, nem um sussurro...)










Martinho Rocha

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Poema MARMOIRAL

Não acontece todos os dias, mas quando acontece devemos partilhar! A Direcção da ADEP aceitou e agradece publicamente o contibuto de ADN º_º publicando integralmente, os poemas de sua autoria, nas páginas anexas a este blogue, porquanto esta também é uma forma de promover a divulgação e valorização do nosso património.