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domingo, 9 de julho de 2017

A força da lenda, a valia da história: todos a Payva!





A história e a lenda serão as duas metades de memória mais ou menos difusa que nos baliza o horizonte perante episódios do nosso passado e que frequentemente não sabemos bem a qual dar mais valor de verdade factual. A ciência diz-nos que isso se espera da história, que ela conte a verdade;  de verdade verdadinha – todos sabemos – em nenhuma delas a realidade dos factos que nos é dada terá imagem e contornos tão nítidos e visíveis como o sucedido... Poderíamos, recorrendo à ilustração, dizer que a história se cria por decalque tirado a papel químico  e a lenda, quando muito, o será apenas por decalque a papel vegetal.  E se essa conclusão pode parecer empobrecer a lenda, pelo contrário, a lenda tem entrada livre em qualquer assembleia, já a história tem de fazer-se acompanhar de chancela que garanta a sua autenticidade. 
Em Paiva as lendas não precisam de ser inventadas, estão na consciência das gentes que as cuida e fortalece, contando-as de geração em geração. Os locais, esses precisam de cuidados...

Face a uma encenação que pretende apenas associar o Marmoiral  à lenda do funeral da Rainha Santa Mafalda, a ADEP numa primeira fase fez sentir e chamou a atenção do valor da ligação do monumento também à lenda e temática de Santo António; numa segunda fase tentou sensibilizar pela correcção do guião que sendo parcial, prejudica todo o conteúdo de mensagem (histórico-lendária) associado ao Marmoiral.

Insensível ao reparo a organização do teatro não poderia esperar da ADEP outra atitude que não fosse  a de não estar associada ao evento do funeral da Santa Mafalda que toma a metade pelo todo, que deixa uma visão parcial...

Registe-se o facto da Câmara Municipal nunca ter convidado a ADEP para qualquer desempenho no programa municipal de eventos de comemoração do Foral, ainda que esta associação tenha sido a que voluntariosamente mais realizações concretizou com essa temática (para não dizer a única),  ao longo de mais de vinte anos. Nem às propostas feitas foram dadas respostas...

Assim, dado que nos foi proporcionado apenas assistir no camarote à representação "de metade da lenda" …. disfrutemos então o que nos é proporcionado e não percamos a oportunidade de, uma vez mais, tirar do feito as necessárias conclusões…





























escreveu Martinho Rocha

















Escreveu Martinho Rocha

sexta-feira, 5 de maio de 2017

1517, em Vilar – Nojões – Castelo de Paiva, do Foral da “terra” de Payva.


Comemoração dos 500 anos da entrega, em Maio de 1517, em Vilar – Nojões – Castelo de Paiva, do Foral da “terra” de Payva, concedido por D. Manuel I, rei de Portugal.

Nojões, o rio Douro e os barcos rabelos
Nojões no Portugal de entre Douro e Vouga
Nojões no caminho de Santiago de Compostela
Nojões e o Foral da terra de Paiva

Nojões nunca foi Villa em sentido honorífico, nem concelho, mas tão só Villa com o significado de “propriedade rústica” integrada na terra de Paiva.
Contudo, Nojões foi desde sempre uma localidade de referência no contexto histórico-político, não pelo aglomerado populacional que foi sempre diminuto, mas pela sua situação geográfica, pela potencial riqueza das terras circundantes e pela apetência de fixação de povos primitivos que aqui encontravam condições excepcionais para o seu modo de vida e para as suas deslocações inter-comunidades.
Mesmo antes da era cristã, e depois nesta, foi um sítio importante no cruzamento dos tempos e das políticas dos povos. Não fora isso e não estaríamos aqui hoje.
Guido de Monterey em: “Castelo de Paiva – terras ao léu”, a páginas 73 e seguintes:
“ Comunicava, então, a “terra” de Paiva com o exterior pelo rio Douro, a principal via de transporte até perto dos finais do séc. XIX, quer para jusante (Porto), quer para montante (Cinfães, Lamego), quer ainda para as terras da margem oposta (Bemviver, actualmente Marco de Canaveses, Penafiel, outrora Arrifana de Sousa, Aguiar de Sousa).
Nas travessias utilizavam-se barcos a remos, nos transportes de maior curso o histórico e inesquecível barco rabelo, cuja construção passou por várias fases ao longo do tempo.
Conta Estrabão, na sua “Descrição da Ibéria”, obra escrita no século primeiro antes de Cristo: “As barcas do rio que antigamente, se construíam com tronco de árvore fazem-se hoje com várias tábuas! Isto é, uma espécie de jangada.
Continua porém o mesmo autor, falando da “Lusitânia”:
“Anteriormente à expedição de Bruto (isto é, antes da sujeição a Roma) estes povos só usavam barcos de coiro para atravessar os rios, mas um dia começaram a usar canoas feitas de troncos, embora o seu uso seja muito limitado”.
Daqui se infere que o barco rabelo, mesmo na sua concepção mais singela, haja aparecido depois da conquista da Lusitânia pelos romanos.
A própria vela, adaptada nestes barcos, embora de invento árabe, tomou o nome de “latina”.
Estes eram, pois, os barcos rabelos, que ao tempo de D. Afonso Henriques, 1.º rei de Portugal, singravam no rio Douro acima e abaixo. E o território de “Portugal”, de acordo com o historiador Edrisi, que viveu nesta época de reconquista cristã, não passava duma faixa entre os rios Douro e Vouga.  
“Portugal é país de muitos lugares e castelos, com extensas campinas e muitas gentes de guerra. Quinze milhas (após a foz do rio Vouga) está a desembocadura do Douro, rio caudaloso, de grande e ruidosa corrente e muito fundo, em cuja margem está a cidade de Zamora, distante do mar sessenta milhas”.
Neste “país” Edrisi foca expressamente a povoação de “Nojões”, dada a sua riqueza em objectos pré-históricos.
E pretende dizer, ainda, que por Nojões passava o caminho para Santiago de Compustela, ao afirmar:
“Diremos que o caminho de Coimbra a Santiago por terra é este.
De Coimbra à aldeia de Avô (no rio Alva, afluente do rio Mondego) há uma jornada; desta aldeia à do Outeiro (S.Miguel do Outeiro, no caminho para S.Pedro do Sul) outra jornada; outra desde ali ao princípio da terra de Portugal que o caminho atravessa pelo espaço de um dia até chegar a Villabona de Quer (Vila boa de Quires – Marco de Canaveses), junto ao Douro, cuja passagem se efectua em barcos dispostos para o transito”.
No século XII, fez-se um quadro de divisão territorial, em tempos ainda pré-nacionais. O primeiro país de que se fala na parte de Espanha é Portugal, que pode considerar-se dividido em três comarcas: 1.ª, de Coimbra, compreendendo nesta capital Montemayor (Montemor-o-velho), Avô, S. Miguel de Outeiro y Botão, com os rios Mondego e Vouga; 2-ª, de Zamora, com esta cidade, Salamanca, Zaratán, Ávila e o rio Douro; 3.ª, de Portugal propriamente dito, faixa compreendida entre os rios Douro e Vouga e em que não menciona mais que Nojões e talvez Porto. É provável que deva considerar-se como dependente do mesmo país a região encerrada entre Douro e Minho, na qual nomeiam Braga e Vilaboa de Quires”.
Genericamente chamavam os mouros Galícia a todo o domínio “castelhano-leonês”.
Nojões ocupa, portanto, o lugar de maior destaque no território de “Portugal”, citado ao lado de Coimbra, de Montemor-o-Velho, de Salamanca, de Zamora e de Ávila.
Nojões pré-nacional, é pois, deveras conhecido entre os árabes (Edrisi é um historiador dessa nacionalidade), de certeza pelos monumentos pré-históricos ali existentes (vários castros erguiam-se pelas circunvizinhanças, são conhecidas várias mamoas, mas também há testemunhos romanos em vários locais) e talvez pela riqueza mineralógica das imediações.
Não admira pois que em 1517 o rei D. Manuel I tendo o seu mordomo em Vilar, no povoado de Nojões - Castelo de Paiva, a ele tenha entregue o Foral da terra de Paiva.
É um cenário que podemos imaginar:
Cavaleiros-fidalgos montados nos seus cavalos transportam consigo o foral de Paiva que entregam ao senhor da vila, em vilar, enquanto uma banda de música se faz ouvir para gaudio de todos quantos ali se encontravam na recepção a tão ilustres cavaleiros enviados por el –rei D. Manuel I.

ADEP - Castelo de Paiva,  06/ 05 / 2017 

sábado, 16 de abril de 2016

O Pelourinho de Paiva:onde está ?

                                                                   Este é o Pelourinho da Raiva

Em jeito de homenagem ao professor José Maria Seabra Strecht, que cedo e injustificadamente nos deixou, publicamos o texto (que também está nas páginas anexas do blogue) inserido na entrada Foral. 
O professor, ou José Maria como por todos era conhecido, era também pessoa participativa e dedicado à causa pública, interventivo na política, nosso associado e director. Era nos jornais que ocupava muito do seu tempo livre, redigindo textos mordazes sobre a política local e notas informativas sobre assuntos variados, da cultura e património muitos deles integrados em rubricas da ADEP na imprensa local.



quarta-feira, 23 de março de 2016

Para comemorar os 500 anos da entrega do Foral, em Villar de Nojões; - o Município já tem programa?

obra de Mário Gonçalves Pereira que editamos no âmbito das comemorações da atribuição do Foral (2013) à venda na ADEP, no Posto de Turismo, no Hotel da Raiva, no Intermarché e Tabacaria Mil


Continuando o trabalho de divulgação que vínhamos fazendo, recortamos do Plano de Actividades para 2016
“Comemorações

Para 2017 como já tínhamos proposto para 2013 defendemos uma maior envolvência e participação das pessoas, escolas e instituições num evento que comemore dignamente os 500 anos da entrega do Foral em Villar de Nojões a 6 de Maio de 1517. Este ano alguns passos devem ser dados nesse sentido.”

Em 2015 a comemoração da entrega do foral em Nojões teve, uma vez mais, honras de caminhada, que nos levou pelo caminho dos mineiros até Pejão e Choupelo.

Recortamos do Relatório de actividades de 2015.
 “Caminhada do Foral  -  percorreu uma parte do caminho dos Mineiros que do Parque das Tílias, seguiu até ao Largo do Conde, desceu a Emídio Navarro, Travessa dos Mineiros ao Cemitério, seguiu pelo Fojo, antiga ponte do concelho,  Nojões (marco do Foral  onde assinalámos o 498.ºaniversário da entrega no Villar  do Foral de Paiva a 6 de Maio de 1517) largo da feira e centro histórico, Cruz da Carreira,  Sabariz, Carvalho Mau (Mamoa), Pejão Velho, Choupelo. O evento foi aberto ao público e também foi participado pelos Escuteiros – agrupamento 1258 – Fornos. O evento foi muito divulgado e participado tendo como guia Mário Gonçalves Pereira, que foi incansável na dissertação dos valores em presença, designadamente no que ao das Minas do Pejão dizia respeito;”

extractos dos documentos  aprovados na Assembleia Geral da ADEP no sábado passado.




quarta-feira, 29 de abril de 2015

Caminhada do Foral pelo caminho dos Mineiros



Vamos no sábado 9 de Maio percorrer o  caminho dos mineiros, que o faziam das imediações da Vila (e parte alta do concelho e até das vizinhas freguesias de Cinfães) até ao Pejão. Antes e depois de uma jornada no interior da mina ainda havia que, ao sol, chuva ou neve fazer diariamente esta caminhada. É também a nossa homenagem a esses bravos trabalhadores!
O percurso tem cerca de 10 Kilómetros e o regresso está assegurado por autocarro (cedido pela Câmara).A inscrição/participação é gratuita e pode ser feita no próprio dia. 


O Percurso: Vai passar em Nojões - Vilar e aí assinalaremos o 498.º aniversário da entrega em Nojões do Foral de Paiva. Do Parque das Tílias à Vila passando pela Travessa do Mineiro, ponte pedonal no Sardoura, Escola de Nojões, Casa do Vilas, Marco do Foral, Centro histórico de Nojões, Cruz da Carreira, Sabariz e Pejão.
Teremos igualmente connosco o Agrupamento de Escuteiros 1258 de Castelo de Paiva.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

DUAS DATAS, MAS UM SÓ FORAL !

No dia 6 de maio de 2017 comemorar-se-á o 500.º aniversário da entrega, em Vyllar de Nojões, do Foral à Terra de Payva, que havia sido outorgado por D. Manuel I em 1 de Dezembro de 1513.
A burocracia da época e a distância, que ainda hoje nos classifica de interior, necesssitaram de todo esse tempo para o fazer chegar à Terra de Paiva!

 “Anño Do nascjmento De nosso Senhor Jhesu christo De mjll e quinhentos e dezasete anños ssejs Dias Do mês De Majo Em o Vyllar de Nojõees que he ê termo Do Jullgado e terra De Payua no alpêdere De Gonçalo annês çapateyro EstanDo hy ffernam Dalluarez e Gonçalo pirjz Vereaedores e lujs alluarez pprocurador do Cconcelho e Joam añes Do Dicto logo e Joam alluarez De Nojoêes e outros homêes Do Dicto Concelho e bê assy estando hy alluaro barrosso criado e meyrjnho e pprocurador Do Senhor Lopo De soussa Senhor Da Dicta terrã – parecêo hy perante elles bras de ferreyra scripuã Dalfandega e allmoxarife daueyro e logo per elle foy amostrado hû Regimento que falla Da maneira ê que sse am De lançar os forãees e bê assy appressetou este forall que ffoy pobricado a todos e outro tall E este carregou aos Dictos Vereaedores e pprocurador e homêês bõõs e lhes Requereo que o conprise como ell rrey per elle mãda e que lhe pagãse setecentos rreaaes que sse nele monta e elles Receberam o Dicto forall e Diserõ que lho pagarjam testemunhas prresêtes erão Gonçalo pirjs / morador ê fornos e antonjo martjnz De ssãa E outrros e eu Johãm ffernandez tabeliam puprico e Judiciall no Dicto Concelho e escrispuã Da câmara que a todo fuy pressête e o esto escrepuy” .

No dia 9 de Maio vamos comemorar essa data  e caminhar pelo caminho que percorriam os mineiros da parte alta do concelho e até de Cinfães quando se dirigiam para o Pejão. Venha connosco !




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A HISTÓRIA NÃO SE APAGA !


Em página anexa podem ver-se alguns recortes de noticias das Caminhadas do Foral. Estas 7 caminhada são apenas algumas das iniciativas desenvolvidas pela ADEP no âmbito da comemoração da atribuição (ano de 1513 em Lisboa) e entrega  (ano de 1517 em Vilar de Nojões) do Foral à Terra de Paiva), iniciativas onde se trataram de muitos outros valores da nossa cultura! 

Sim, a efeméride foi lembrada e confortada ainda com outras acções da nossa iniciativa: uma palestra, proferida pelo Professor Francisco Ribeiro da Silva, da Faculdade Letras do Porto (já em 1994); no 500.º aniversário publicados: um calendário de parede; "Ara romana de Vila Verde" de José D'Encarnação, Professor da Universidade de Coimbra e "Santo António de Lisboa - encontro nas origens - Castelo de Paiva" por Mário Gonçalves Pereira; um passeio equestre e a 1.ª recriação da Feira de Nojões. 
Apareça então quem tenha maior/melhor folha de serviço ou que tenha mobilizado mais pessoas, em iniciativas sobre o Foral, sendo certo que quanto a apoios...é o que se (não) vê!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Encontramos mais testemunhos Romanos ou da Idade Média em S. Martinho!

Temos hoje ainda dispersas pelas nossas freguesias imensas ruínas e restos de antigas e nobres construções, que não fosse a toponímia passariam totalmente despercebidas. Noutros casos a falta de conhecimento e a voragem construtiva das últimas décadas encarregou-se de reconstruir, arrasar e apagar muitos desses sinais, alguns bem importantes pelo que representam de vivência passada, que remontam aos primórdios da nacionalidade ou até muito anterior.
Um casal em Picotas aparece referenciado nos Documentos Medievais como objeto de doação ao Mosteiro de Alpendurada já no ano de 1103. Também a “Villa de Picotas”, à semelhança do que aconteceu com as “Villa de Fundões e de Felgueiras” e outras, foram terras doadas por D. Sancho I à Condessa  D. Toda Pelazim. Sobre estes locais, sua dimensão e vida das pessoas, na sua atividade produtiva, nos falam as Inquirições mandadas fazer pelo Rei D. Afonso III, no ano de 1258, portanto no séc XIII. Estas vilas, quando doadas pelo rei, passam a propriedades senhoriais  e estão por isso isentas do pagamento de qualquer foro ao rei. Este regime de isenção de foro era uma prerrogativa das chamadas vilas honradas, como acontecia com outras na mesma freguesia: “Villa Verde”, por exemplo, ou na freguesia de Sobrado, a ”Villa de Sobrado” e “Villa de Vegide”. Nalguns casos os senhores da terra tinham jurisdição cível e criminal (como na Honra de Sobrado), ou apenas a cível, noutros casos  estavam, as mesmas jurisdições,  subordinadas ao Rei.
Encerram em si estes locais um passado imenso que constitui uma mais valia do ponto de visto histórico e arqueológico, que a qualquer momento pode proporcionar revelações e testemunhos que contribuirão, de certeza, para melhor compreender e  valorizar a nossa história.
E a prova do que dizemos é que falta encontrar uma explicação sobre qual seria a utilidade de três colunatas oitavadas, ( 0,80 cm de altura por 0,20 cm X
0,20 cm de largura na parte quadrada), em granito local e ainda de uma pedra com gravação rebaixada de um par de folhas, paralelas, semelhante às da cruz patea existente na padieira (da tampa ou cabeceira de sepultura), de uma das portas da antiga Igreja de S. Martinho, que se encontraram recentemente.
Sabendo nós que estes e outros locais eram habitados em épocas ainda mais remotas, existindo pelo concelho muitos testemunhos arqueológicos da época romana, vamos procurar saber do que se trata afinal.

Destas vilas honradas, com existência mais efêmera ou duradoura,  recordamos que as honras de Sobrado e da Raiva, por exemplo, ainda existiam, como tal, no reinado de D. Manuel, quando da outorga do Foral à terra de Paiva. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Video - Casas da Roda: Nojões e Sobrado

A Casa da Roda de Nojões e de Sobrado, na caminhada do Foral, em Nojões, por Martinho Rocha da ADEP num video de José Silva Silva, ver em  http://youtu.be/ZJhC5Ya-bGM



domingo, 1 de dezembro de 2013

Nojões, em festa!

Há 500 anos neste dia, ou mesmo nos dias imediatos, dificilmente alguém de Paiva ou de Nojões saberia da atribuição do Foral à Terra de Paiva por D. Manuel .
Só a 6 de Maio o feito teria honras de comemoração, que o povo, por ter estado presente ou por ouvir dizer, podia atestar e jurar, ser  verdade o mesmo ali ter sido entregue no ano de 1517 contra o pagamento de setecentos e tal reais, portanto, só passados 3 anos e 5 meses  e seis dias.
Hoje é dia de festa, comemorada a preceito. E as papas e a broa, uma maravilha!


Nojões esteve à altura. Parabéns à organização (Associação Social e Cultural de S. Gonçalo de Nojões, ADEP e Grupo Desportivo de Castelo de Paiva) e aos participantes. Gratos ao apoio prestado pelas Junta de Freguesia de Real e Câmara Municipal. Paralelamente à caminhada decorreu a estafeta, foi lançado o calendário de parede da ADEP para 2014 e plantaram-se dois carvalhos !

E para o ano, há ou não comemoração a 6 Maio ? A palavra a quem tem organizado estes eventos.

sábado, 30 de novembro de 2013

As casas da Cadeia: de Nojões e de Sobrado !


O Edifício da Cadeia na Praça da República e Largo do Conde foi construído para substituir a antiga Casa de Audiências e Cadeia de Nojões. A sua construção, paga a expensas do concelho,  foi decidida por sua Majestade em 1775, na sequência de exposição feita por juíz e mais oficiais da Câmara do concelho alegando que estava de tal forma degradada (a casa de audiências e cadeia de Nojões ), que  os presos com culpa grave tinham de ser levados para cadeias (mais seguras) de cabeça de comarca e “se metiam nela os presos, logo saiam para fora” …“quando chovia, eram obrigados a socorrerem-se de casas particulares alugadas para o efeito” coisas que além do prejuízo que acarretavam levava a uma grande falta de temor da justiça…
Em 1832 já o edifício servia de Casa de Comarca e Paço Foral das Audiências, como pode ver-se num interessante “abaixo-assinado” dirigido a Sua Majestade, pela Câmara, Clero, Nobreza e Povo deste concelho.

O texto anexo foi elaborado a partir de consultas feitas no Arquivo da Casa de Bragança, em Vila Viçosa, e fundamentou o pedido de classificação do Edifício da Cadeia, que a ADEP apresentou na SEC (Secretaria de Estado da Cultura) no início da década de 80.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DUAS DATAS, MAS UM SÓ FORAL !

No domingo 1.º de dezembro de 2013 comemora-se o 500.º aniversário da outorga por D. Manuel I do Foral à Terra de Payva.
No dia 6 de maio de 2017 comemorar-se-á o 500.º aniversário da entrega do mesmo em Nojões, contra o pagamento de 700 reais, na presença de diversas individualidades como se diz:


“Anño Do nascjmento De nosso Senhor Jhesu christo De mjll e quinhentos e dezasete anños ssejs Dias Do mês De Majo Em o Vyllar de Nojõees que he ê termo Do Jullgado e terra De Payua no alpêdere De Gonçalo annês çapateyro EstanDo hy ffernam Dalluarez e Gonçalo pirjz Vereaedores e lujs alluarez pprocurador do Cconcelho e Joam añes Do Dicto logo e Joam alluarez De Nojoêes e outros homêes Do Dicto Concelho e bê assy estando hy alluaro barrosso criado e meyrjnho e pprocurador Do Senhor Lopo De soussa Senhor Da Dicta terrã – parecêo hy perante elles bras de ferreyra scripuã Dalfandega e allmoxarife daueyro e logo per elle foy amostrado hû Regimento que falla Da maneira ê que sse am De lançar os forãees e bê assy appressetou este forall que ffoy pobricado a todos e outro tall E este carregou aos Dictos Vereaedores e pprocurador e homêês bõõs e lhes Requereo que o conprise como ell rrey per elle mãda e que lhe pagãse setecentos rreaaes que sse nele monta e elles Receberam o Dicto forall e Diserõ que lho pagarjam testemunhas prresêtes erão Gonçalo pirjs / morador ê fornos e antonjo martjnz De ssãa E outrros e eu Johãm ffernandez tabeliam puprico e Judiciall no Dicto Concelho e escrispuã Da câmara que a todo fuy pressête e o esto escrepuy” 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Foral: 500.º aniversário !

Amigos! Vamos começar a trabalhar para organizar programa aproximado ao que temos vindo a realizar no 1.º de Dezembro, sendo que este ano por ser o 500.º aniversário da atribuição do Foral, e ser Domingo, se recomendará uma maior participação das forças vivas! Aceitamos repartir a organização e receber sugestões para melhoria do programa que pode incluir, caminhada, palestra, visita guiada pelos locais mais emblemáticos de Nojões, etc. Gostariamos de contar convosco!
O que pensamos e o que temos feito está no separador Foral.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

no aniversário da ADEP, Memórias do Foral !

Não tendo a Câmara Municipal criado a seu tempo uma comissão autónoma para as comemorações do Foral, como foi defendido e aconselhado por diversas pessoas e entidades insuspeitas, desconhece-se qual o programa das comemorações, já que que com eleições autárquicas em Setembro, o  500.º aniversário da outorga do foral no dia 1.º de Dezembro é já assunto de outro elenco camarário a empossar na véspera...
Àparte isso lembramos que estão na ADEP as três (e únicas?) publicações que vem à luz do dia também para recordar a efeméride da atribuição do Foral à Terra de Payva, em 1 de Dezembro de 1513.
São eles "Santo António de Lisboa - encontro nas origens - Castelo de Paiva de Mário Gonçalves Pereira; “Ara Laribvs Ceceaicis em Castelo de Paiva”, (Vila Verde, São Martinho) de José d’ Encarnação e ainda o habitual calendário de parede, para 2013, este ano com uma foto enigmática, edição ADEP e podem aí ser adquiridos.
Amanhã quem se deslocar ao Parque das Tílias terá então a oportunidade de adquirir qualquer destes trabalhos de valor intemporal, proporcionando à ADEP a correspondente receita financeira, tão necessária nos tempos de hoje. Os mesmos estão também à venda, em Castelo de Paiva, no Intermarché e nas Tabacarias Mil.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um poema que associa a participação popular às comemorações do Foral!



(...)
Que todo o trabalho vale a pena,
Quando se vai às origens procurar e  explorar,
Recolher, proteger e registar
Elementos que se deseja fiquem a prevalecer,
Na terra de Paiva, por vontade plena,
Nesta comunidade que, em Vilar, de Real,
                                                    Em Maio de 1517 recebeu, de El-Rei D. Manuel I, o foral (...)


Um hino ao trabalho de pesquisa e de descoberta. Um louvor às Gentes desta Terra…que tem Foral!
Um poema de Mário Gonçalves Pereira.
Afinal, um exemplo de participação popular, também possível, nas comemorações do Foral de Paiva!

Texto integral na página anexa.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O enigma da foto do Calendário do Foral !



O Calendário do 500.º aniversário do Foral, tem um enigma e ainda nenhum leitor se apercebeu!
Se reparamos a foto está datada de 1919. Sabemos porém que o edifício da Câmara tem a data de 1901 inscrita no frontispício e ainda que nesse ano não apresente já a estrutura levantada, tê-la há nos anos próximos da inauguração, que se sabe teve lugar em 1907.
Os telhados que constam da foto não nos elucidam dos edifícios a que pertencem. Será um desses telhados do  edifício da Câmara? Não nos parece. 
Certo é que não está lá ainda o edifício dos Correios. E diz-se que já existia estação telégrafo-postal em 1905. O mais provável mesmo é que a foto seja anterior a 1900, data do lançamento da primeira pedra do edifício dos Paços do concelho.
Os  edifícios da Frutuária têm gravada a data  de 1888 e constam da foto. Assim a conclusão a tirar é de que a foto está mal datada e enfermará de um erro que a torna mais antiga em mais de uma década!
Será ?!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Calendário para 2013, alusivo ao 500.º Aniversário do Foral !


No dia em que se completou o 499.º aniversário da atribuição do Foral à Terra de Paiva, a ADEP saiu à rua com a sua 6.ª caminhada do Foral. Além disso os participantes foram brindados com o calendário alusivo ao 500.º aniversário e tiveram oportunidade de apreciar uma exposição que reúne as anteriores edições.
Este é o momento para tornar público o nosso agradecimento ao comércio e serviços que, tem tornado possível manter esta iniciativa editorial, e que ano após ano valoriza a nossa memória, dinamiza a fotografia e sensibiliza todos para a importância da protecção e divulgação do nosso património cultural.
Ainda são aceites novas adesões, basta para tal contactar adep-paiva.blogspot.com

sábado, 1 de dezembro de 2012

6.ª Caminhada do Foral - 499.º aniversário atribuição do Foral!



No dia em que se comemorou o 499.º aniversário da atribuição do Foral à Terra de Paiva, os participantes na 6.ª caminhada do  Foral da ADEP- tiveram oportunidade para passar revista a algum do nosso património mais emblemático -associado à memória dos pais de Santo António - e de constatar o seu estado de conservação, que em alguns casos é de ruína, noutros de autêntico saque e vandalismo.

domingo, 30 de setembro de 2012

E a comemoração do Foral faz-se ou não ?


Em 25 de Março de 1994, (já lá vão 18 anos!) tivemos o prazer de ter connosco o Prof. Doutor Francisco Ribeiro da Silva, que na Frutuária proferiu a palestra "O Foral de Paiva", abrindo assim caminho para sensibilizar todos e especialmente os autarcas para o significado histórico do nosso foral e a proximidade de uma data importante da sua atribuição.

Na página anexa damos visibilidade apenas a uma parte, dado o pouco espaço disponível, ficando a restante a aguardar, o impulso de mais alguém, quem sabe se em espaço público (v.g. agendas ou boletins municipais, que os há ou houve...).
Dos foros e formas de pagamento se fica a saber das actividades, dos cereais, das árvores de fruto, dos gados e dos produtos confeccionados, manteiga, cera e mel, da pesca das lampreias e dos sáveis e da travessia dos nossos rios Douro e Paiva.