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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A ESTÁTUA DO CONDE DE CASTELO DE PAIVA



Estátua no Largo do Conde

HISTÓRIA  QUE  CONTA  P’RÁ  HISTÓRIA
A ESTÁTUA DO CONDE DE CASTELO DE PAIVA
Uma estátua que andou em bolandas,
que aguardou, em tempo, 23 anos pelo seu pedestal!

É verdade. É o que reza a história. História que muitos desconhecem.

A estátua erguida no Largo do Conde, em Sobrado, foi um preito de homenagem, do povo, ao 1.º Conde de Castelo de Paiva:  MARTINHO JOSÉ PINTO DE MENESES E SOUSA  MELO DE ALMEIDA CORREIA DE MIRANDA NONTENEGRO PAMPLONA DE VASCONCELOS PEREIRA DE BULHÕES, que nasceu na Casa da Boavista, em Sobrado de Paiva em  12 de Setembro de 1848 e aí falecera a 22 de Maio de 1923.
Segundo dados recolhidos no livro Castelo de Paiva – Terras ao léu de Guido de Monterey, a vida deste conde “foi um holocausto (entenda-se sacrifício) em prol, não só do concelho de Castelo de Paiva, mas também do de Cinfães e até do de Arouca.
Especialmente Castelo de Paiva e Cinfães devem-lhe o surto do progresso, que os acometeu, pelas duas últimas décadas do séc. XIX e pela primeira do século XX.
Pontes, estradas, edifícios, (actuais Paços do Concelho), alguma iluminação pública, enfim, um nunca acabar de melhoramentos com que os dois concelhos (Castelo de Paiva e Cinfães) foram bafejados”.
Noutro passo: “Era um patriota inesquecível, uma personagem gloriosa, cujo nome há-de fulgurar sempre, com um brilho e resplendor ofuscantes, nos anais da história local.
Castelo de Paiva deve-lhe muito, Castelo de Paiva deve-lhe tudo, tudo o que foi feito até 5 de Outubro de 1910”. (Do jornal “O Defensor”, de Castelo de Paiva, de 31 de Maio de 1923).

Esta estátua inaugurada a 23 de Setembro de 1928, cinco anos após a morte do Conde,  tem uma história digna de ser reproduzida para memória futura e para quantos ainda não tiveram o privilégio de a conhecer.
Foi um monumento erigido e emanado da vontade do povo, do povo de Castelo de Paiva.
A transição da Monarquia para a República, implantada a 5 de Outubro de 1910, e os parcos recursos da Câmara Municipal constituíram um óbice na sua instalação definitiva, no tempo que seria desejável.
Obra do Escultor António Teixeira Lopes, executada no princípio do séc. XX, ainda em vida do Conde de Castelo de Paiva.
Os relatos que iam surgindo na imprensa dão-nos nota, a par e passo, da evolução dos trabalhos:
“Já se acha nos paços do concelho a estátua em bronze do Sr. Conde de Castelo de Paiva, que este concelho lhe vai erigir no largo da igreja e que espera o pedestal para ser exposta ao público”. (Do jornal “Comércio de Penafiel” de 31 de Maio de 1905).
Longo foi, portanto, o tempo que mediou entre a modelação da estátua e a feitura do pedestal, demora a que não foi alheia a implantação da República em 1910.

Para levar avante a consumação do projecto, nomeou-se uma “Comissão Central de Obras” constituída por Augusto da Maia Romão, Dr. Henrique da Silva Amorim, Sebastião de Oliveira Damas, Padre José Lourenço Pereira de Matos, Eng.º Nicolau de Freitas Carvalho, António Mendes da Costa e Francisco Serrão Coelho de Sampaio.


Ficou esta ”Comissão Central” instalada a 25 de Outubro de 1926, ano em que se iniciaram as respectivas fundações.
“Já começaram os trabalhos para o levantamento da estátua ao Conde de Castelo de Paiva. As “comissões paroquiais” encarregadas de angariar donativos para a obra da estátua em breve iniciarão os seus trabalhos”. (Do jornal “O Defensor”, de Castelo de Paiva, de 30 de Dezembro de 1926).
Fez-se a implantação da pedra fundamental no dia 30 de Janeiro de 1927.
“Procedeu-se no passado domingo (30 de Janeiro) ao lançamento da primeira pedra do monumento com que o concelho resolveu pagar a dívida de gratidão até agora em aberto”. (Idem, de 3 de Fevereiro de 1927).
Colocada a estátua no respectivo pedestal em Agosto de 1927.
“Já se encontra no seu pedestal, no largo fronteiriço aos Paços do Concelho desta vila, a estátua do saudoso Conde de Castelo de Paiva. As obras estão quase no seu termo”. (Idem, de 18 de Agosto de 1927).
“A nossa vila de Sobrado terá, muito em breve, a embelezá-la a estátua do grande protector desta terra, que foi o Conde de Castelo de Paiva”. (Do jornal “Defesa de Arouca” de 25 de Dezembro e 1926).
Aquando do lançamento da primeira pedra, cerimónia realizada a 30 de Janeiro de 1927, informa este mesmo semanário arouquense:
“Foi imponentíssima a cerimónia do lançamento da primeira pedra para o levantamento da estátua ao grande Sr. Conde de Castelo de Paiva.
Apesar do dia invernoso do passado domingo, 30 de Janeiro, à risonha vila de Sobrado acudiram centenas de pessoas de todas as categorias sociais do concelho e dos concelhos limítrofes”. (Do jornal “Defesa de Arouca” de 5 de Fevereiro de 1927).
Com as obras a aproximarem-se do seu termo, coloca-se o gradeamento, que o envolve, em Agosto de 1928.
“O monumento já está concluído, estando, actualmente, a ser dados os últimos retoques de pintura no gradeamento que o circunda”. (Do jornal “Comércio de Penafiel” de 25 de Agosto de 1928).
A estátua, pedestre, tem 2,85 metros de altura, é escultura de António Teixeira Lopes e assenta num belo pedestal de granito, projecto do arquitecto Michelangelo Soá, pedestal, esse, executado por subscrição popular.
“Na subscrição concelhia não se registou em toda ela uma única recusa, ainda que modestas, mas cheias de satisfação”. (Do jornal “O Comércio do Porto” de 25 de Setembro de 1928).
Após a recepção feita às autoridades, com a presença de três bandas de música, procedeu-se ao descerramento da estátua.
“Que se efectuou perante uma assistência enorme de pessoas, no meio da maior comoção. Falaram na cerimónia os Srs. Coronel Strecht de Vasconcelos, José Pereira Pinto, e D. José Ferrão Castelo Branco (conde de Castelo de Paiva e neto do homenageado).
“Durante a tarde esteve concorridíssimo o arraial no Largo do Conde de Castelo de Paiva, tendo as iluminações, à noite, constituído uma verdadeira surpresa”.
“Estavam representadas as Câmaras Municipais de Penafiel, de Cinfães e de Arouca”. (Do jornal “O Comércio do Porto”, idem).
 E para finalizar esta história sempre direi que “resultante da vontade de um pobre povo sempre se fazem obras grandiosas”.

Castelo de Paiva – ADEP -  1 de Setembro de 2016.

Mário Gonçalves Pereira

domingo, 28 de agosto de 2016

1.º HOTEL DE CASTELO DE PAIVA DATA DE 1899.

Memórias que fazem a História
HOTEL RIBEIRO
O 1.º HOTEL DE CASTELO DE PAIVA
MEMÓRIAS DE UM HÓSPEDE
Era o ano de 1951. No mês semi-escaldante de Julho, nos dias 16 e 17, ocorreram na Escola nº1 de Sobrado, sita na Rua Emídio Navarro, rua ainda sem toponímia naquela data, a prestação de provas do exame da designada 4.ª classe, ou 2.º grau, de alguns alunos do concelho entre eles três oriundos da Escola mista de Folgoso, freguesia da Raiva: José Mendes Leitão, Manuel Duarte de Almeida e o autor destas linhas Mário Gonçalves Pereira.
As provas decorreram em dois dias consecutivos, sendo o primeiro destinado a prova escrita e o segundo a provas orais.

Dado que os transportes públicos ou privados praticamente não existiam entre Sobrado e as localidades do baixo concelho, zona do Couto Mineiro do Pejão (embora já houvesse em Sobrado um carro de Praça), meu pai resolveu instalar-me no HOTEL RIBEIRO, na noite de 16 para 17. Não me recordo se meus companheiros de escola também aí pernoitaram. O júri dos exames foi presidido pelo professor Lobo, da Escola de Fornos, secundado pelas professoras da escola de Sobrado Arminda Gonçalves da Cunha e Aida Moura.







                                  Foto inserida em reportagem do mensário O Pejão da época

O Hotel, de 1899, o 1.º e único que existia em todo o concelho, com vista para o Largo do Conde, (à data da sua inauguração, ainda no tempo da Monarquia, nem sequer havia sido executada a estátua do Conde) ostentava em duas fachadas a designação: HOTEL, e também funcionava como Restaurante, como atesta a imagem.

O proprietário, Alfredo Augusto Ribeiro *, ainda possuía no rés-do-chão um estabelecimento Comercial. Pelo aspecto do candeeiro suspenso na fachada da rua, a iluminação seria a gás ou petróleo dado que a electricidade em Sobrado foi inaugurada só a 26 de Fevereiro de 1939.
A propósito deste Hotel, escreveu Guido de Monterey no seu livro de Agosto de 1997, Castelo de Paiva – Terras ao léu:
“HOTEL RIBEIRO, um hotel de cujas janelas se viu passar a história do concelho de Castelo de Paiva, sito ao Largo do Conde de Castelo de Paiva teve a sua inauguração solene a 20 de Agosto de 1899”.
“Novo hotel (Hotel Ribeiro) do Sr. Alfredo Augusto Ribeiro, no centro da Vila, inaugurado a 20 de Agosto de 1899”. (Do jornal “O Primeiro de Janeiro” de 3 de Setembro de 1899).
Embora no rés-do-chão, deste edifício, através dos anos, tenham aberto as portas ao público várias entidades comerciais, que lhe foram dando vida, do restante não existe mais do que uma recordação de outrora, uma lembrança de saudade dos tempos idos de quem por ali passou, como foi o meu caso, e que fica para a História.
Castelo de Paiva, 20 de Agosto de 2016                              
Mário Gonçalves Pereira 




* Alfredo Augusto Ribeiro é também uma personalidade da politica local republicana, tendo sido Presidente da Câmara a seguir à queda da Monarquia. Para falar sobre este e outros destacados actores da politica local voltaremos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Castelo de Paiva e o Palácio de Cristal

Nós - Castelo de Paiva- também aí estivemos em 1904. O edifício foi construído para a primeira exposição internacional. Antes de ter atingido a idade de um século foi demolido !
A manteiga da Frutuária recebe aí uma medalha de Ouro; mas já em 1879, Martinho Pinto de Miranda Montenegro, o Conde de Castelo de Paiva aí recebe uma medalha de prata por "um conjunto de maças de sobre-mesa". E antes disso, noutros locais, (também pela mesma mão) os nossos vinhos verdes, azeite, cereais e horticolas, receberam honrosas distinções, o que também não é novidade dado o intenso comércio que sempre estabelecemos - via barco rabelo - com o mercado da Ribeira no Porto. 
Quando defendemos que os nossos locais de memória (Boavista, Frutuária, Serrada e Gondim, Minas do Pejão, temática do Douro e rabelo, etc), se estudados, preservados e divulgados, podem ser alavancas para o nosso desenvolvimento, não inventamos nada...É que estes valores efetivamente existem..nem sempre conhecidos e bem tratados... (texto e foto de Martinho Rocha)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Em memória do Poeta Popular e da Toponínia de Pedorido

Autor: Agostinho Tavares de Azevedo

"Cá na nossa freguesia
No dia duma festada
Pegou o lugar do Picão
Ao soco c'os da Parada(...)

poesia integral na página anexa com o mesmo título

domingo, 21 de outubro de 2012

O "Edifício da Cadeia" em 1832 já servia de Casa de Comarca e Paço Foral das Audiências


O atual edifício da Cadeia cujo projeto à época foi entendido como “desproporcionado a respeito da terra, que não passava de concelho subalterno” sabe-se que estava já em funcionamento em 1832 e servia de Casa de Comarca e Paço Foral das Audiências.
Em 1775, um mês antes do fatídico terramoto, a Junta do Sereníssimo Estado e Casa de Bragança, tinha entendido por parecer, que se assim Sua Majestade fosse servido, a obra se devia realizar (…) sendo de sua conta a responsabilidade do projeto e sua direção. Mas vários foram os pareceres prévios sobre a forma de custear tal empreendimento, pois que se para uns cabia ao senhor da terra (Casa de Bragança), para outros era o povo que deveria pagar e para isso Sua Majestade teria de o determinar.
Os juízes e mais oficiais da Câmara do concelho tinham apresentado uma exposição a dar conhecimento da “necessidade que (tinham) de casas para audiências, Paços do concelho e cadeias”. A casa de audiências que também servia de cadeia estava de tal forma degradada que os presos fugiam e quando chovia era necessário recorrer a casas particulares, além de que tal situação para além do prejuízo acarretava grande falta de “temor de Justiça”.
As razões invocadas eram confirmadas pelo Ouvidor da Comarca de Barcelos como pelo Desembargador Procurador da Fazenda e Estado da Casa de Bragança. Ambos entendiam que as obras se justificavam quer pelos muitos pleitos vivis e crimes, pelo pessoal que nele exercia e pelo “gravíssimo detrimento” que advinha para a Justiça do estado de ruina a que tinha chegado a pequena casa térrea (localizada em Nojões - Real) que servia para as audiências(..)e prisão.
N.B. - Para saber mais, ler na página anexa texto “3 – O “Edifício da Cadeia” de Domingos Quintas Moreira

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Em 1876 o edifício da Câmara ainda não existia...


O Edifício da Cadeia voltado para a que viria a ser, e ainda é, a actual Praça da República é que era a residência oficial da Câmara Municipal. O texto que apresentamos na página anexa é uma verdadeira pérola. Só os ratos de biblioteca e os historiadores  os procurariam e lhes atribuiriam algum valor. Assim graças à sorte e generosidade de M. Vieira Dinis(*) também nós inusitadamente podemos ficar a saber mais!  Como refere o autor, por mera casualidade o achádego foi salvo da entulheira. Sítio onde tantas coisas, cá na terra - nem sempre as mais acertadas- têm ido parar! 
Assim, ficamos a saber que em 1876 (12 anos antes de se construir a Escola Profissional Agrícola – “Fructuária de Castello de Paiva”), Castelo de Paiva estava afeto à Comarca de Arouca, tinha como Presidente da Câmara António da Silva Gouveia e o concelho tinha já 8.151 habitantes. Ficamos ainda a saber quem eram os párocos e outros profissionais.
(*)A talho de foice reconhecemos que o autor, de Paços de Ferreira, foi nosso concorrente premiado nos nossos Jogos Florais  (atividade, a que havemos de referir-nos  um dia, desenvolvida pela ADEP nos inícios dos anos oitenta, do séc. XX!)

sábado, 1 de setembro de 2012

A entrega do Foral (de Paiva)


DIZ-SE EM " História de Cinfães
Ao contrário do que se pensa e muitas vezes se diz, os forais não foram instrumentos de liberdade municipal. Tratava-se de um documento onde constava o conjunto de obrigações e tributações que regulamentava a vida das comunidades controladas pelo braço do Rei. No entanto, o História de Cinfães não podia deixar de passar a lembrança dos 500 anos sobre os forais de Sanfins, Cinfães, Ferreiros e Tendais que se comemora em 2013. Afinal de contas, e mais uma vez, foi aqui no História que pela primeira vez se recordou esta efeméride. Na imagem os emblemas e as armas nacionais do reinado de D. Manuel I que abriam os Livros da Leitura Nova, onde se lançaram os forais de 1513."

Convém não esquecer que  “"(…)a revisão que D. Manuel I veio a ordenar foi motivada pelos muitos pedidos que tinham sido apresentados “nas cortes de Coimbra em 1472 (e nas de) Évora em 1481”, devido a vários motivos e muito principalmente às falsificações que a maior parte deles apresentava, às erradas interpretações que lhe eram dadas, às pressões dos alcaides-mores e ao abuso que as ordens religiosas, as igrejas e outras instituições estavam a praticar na cobrança de portagens. D. Manuel acedeu aos pedidos formulados, mas essa reforma não acabaria no seu reinado(1495-1521)(…)Por isso e pela data da sua concessão 1 de Dezembro de 1513, o foral que D. Manuel I concedeu à Tera de Paiva è dos chamados forais novos(…)” para saber mais e do mesmo autor Domingos Quintas Moreira, ver paginas anexas 

sábado, 11 de agosto de 2012

“Elas é que são as mães da Viagem Medieval” de Santa Maria da Feira. Para que conste, TAMBÉM NÓS !


Ana e Cristina criaram em 1996 o certame que hoje é uma referência. O JN (ver página anexa), na sua edição de terça feira de 07.08 diz que  “A VIAGEM MEDIEVAL QUE SE TRANSFORMOU NUMA DAS MAIORES REALIZAÇÕES DO GÉNERO EM TODA A EUROPA, NASCEU HÁ 16 ANOS. DUAS TÉCNICAS DO ICEP SÃO APONTADAS COMO AS AUTORAS DA IDEIA QUE COMEÇOU POR ENVOLVER 11 CONCELHOS…”.  A representação paivense esteve a cargo da ADEP que aí se fez representar com as artes de tintureiro, tecelão, ceireiro e moleiro. Os ensinamentos e trabalho da senhora "Rita Ceireira" de Sardoura, como a foto documenta, permitiram-nos, com esparto adquirido no Algarve, participar nessa 1.ª edição da Viagem Medieval de Terras Santa Maria. 
Recordamos que a nossa Câmara Municipal  apoiou diretamente o evento e a ADEP teve de arcar por sua conta e risco com os custos de tal participação! Ainda assim nem tudo foi mau  a experiência desta participação garantiu à ADEP o estatuto de mercador/fundador deste evento e pode dizer-se que aí germinou a semente da nossa Feira do Séc. XIX  cuja 1.ª edição teve lugar  em 1998.
Num tempo em que todos somos poucos para a obra imensa que o país precisa, com os poucos apoios disponíveis por quem de direito,  será este o momento para refletir sobre o retorno que aos fundadores, de um evento como este, será justo reclamar, para as suas iniciativas é claro, ao nível de intercâmbios, parcerias e troca de experiências.

“Elas é que são as mães da Viagem Medieval”. Para que conste, TAMBÉM NÓS !


terça-feira, 10 de julho de 2012

Castelo de Paiva não deixa morrer a tradição

Nesta quadra em que vários textos e fotos foram divulgados, designadamente a propósito da regata de rabelos em Vila Nova de Gaia, é oportuno lembrar um artigo de Alfredo Mendes no Diário de Noticias de 13 de Dezembro de 1986, intitulado "Castelo de Paiva não quer deixar morrer a tradição - Um barco rabelo volta a navegar no Douro", donde, qual caixa de pandora, se sentem silêncios e tremores, se ouvem vozes e sussurros, se vêm lágrimas, se ouvem gritos e silvos metálicos do progresso; irrompe em contraponto a fanfarronife e a euforia embriagada, tal é o emaranhado de memórias, histórias e vivências que se entre-cruzam, (até discursos e medalhas...porque presentes estiveram também políticos), como se numa tela se estivesse a projetar esse jorro de vida trágico- fluvial que nos é caro, e muito vivo ainda nas populações ribeirinhas, também ele digno de constituir homenagem a marinheiros, construtores e população ribeirinha.
Texto na página anexa

quinta-feira, 5 de julho de 2012

GILDE ( Real - Castelo de Paiva ) Um inédito de Domingos A. Moreira!

"...Assim "Urgildi"/Gilde (Real - Castelo de Paiva), grafado outrora em forma genitiva (na terminação -i) a indicar posse, significaria ter sido a povoação de um senhor Orgildo tal como se observa também no caso da expressão documental "Uilla de Berulfe que fuit de comit domno Berulfo"(26). Escusado será dizer que, por ser de origem germânica (visigoda, etc.) o nome pessoal Orgildo, isso não significa só por si que seja de sangue germânico o possuidor de Gilde, pois os nomes pessoais germânicos também acabaram por ser adoptados pelos indígenas hispânicos.
....
O nome pessoal Usgildus / Orgildo traduz a mentalidade germânica, guerreira e conquistadora segundo as características apontadas pelo escritor romano Tácito: "a mocidade nobre passa contente para os países onde sabem que há guerra, porque esta gente aborrece o repouso e é nos perigos que mais facilmente se ganha nome (...) Apreciam muito os presentes dos povos vizinhos"(27)..."

Nota: Texto integral na página anexa

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A viagem semanal de barco entre o Castelo e o Porto, manteve-se ao Domingo...


Para se ter uma ideia  da faina comercial do cais do Castelo nos idos anos trinta e das suas implicações sociais e morais, ver página anexa em adep-paiva.blogspot.com

 “O Pároco da freguesia de Fornos, Padre José Soares Correia de Noronha, no ano de 1933, apesar do seu esforço, não conseguiu mudar as viagens dos barcos rabelos de domingo para segunda feira, proporcionando assim o descanso semanal aos 38 arrais e negociantes e aos 120 homens que trabalhavam sob as suas ordens. A Lei em vigor, que determinava o descanso semanal ao domingo, abrangia também o comércio pelo que sem favor deveria resolver a situação, o que só traria segundo o referido Padre vantagens sociais e morais. O certo é que a burocracia da época não o permitiu!..."

















































Martinho Rocha

quarta-feira, 16 de maio de 2012

MUSEU ABERTO À NOITE - Sábado 19

No âmbito do dia internacional dos Museus a ADEP vai abrir pela primeira vez o seu espaço "Primeiras Artes", sábado, 19 das 21 à 24 horas. Os associados, doadores patrocinadores e amigos poderão assim visitar gratuitamente o espólio das actividades tradicionais(agrícolas, fluviais, mineiras, artesanais e de pequena indústria). Nesta sala está ainda alojada, integrando o conjunto, a “sala do barco rabelo e do Arquitecto Filgueiras” onde se dá conta da recolha dos testemunhos mais emblemáticos da vida no rio da dupla inseparável: barco/marinheiro, dando-se ênfase, principalmente, a todo o espólio do barco “Douro Paiva”, também ele hoje instalado no Parque. Paralelamente serão visionados os filmes "O Ferreiro da Cepa"; "Construção do barco rabelo" e "Primeiras Imagens de Castelo de Paiva". Este espaço que sábado estará de portas abertas deve-se ao empenho e persistência da Associação e doadores ao longo dos últimos vinte anos e está a ser alojado sem recurso a quaisquer candidaturas ou programas oficiais de apoio o que é bem o emblema da forma de trabalhar, independente e autónoma, desta associação que, muito justamente, vem reclamando a valorização do património já compilado e exposto.

sábado, 10 de março de 2012

Pedras que falam ! As Pedras de Linhares

Local incontornável na história trágico-fluvial do Douro, pelos inúmeros relatos de afundamentos de barcos rabelos, as pedras de Linhares, junto à foz do Rio Sardoura, hoje submersas por causa do enchimento da Barragem de Crestuma são um conjunto de "penedos errantes" como lhe chama Pinho Leal que estão também associados a movimentações militares dos miguelistas.
A Quinta de Linhares fronteira às referidas Pedras terá sido o Quartel -General, o lugar de esconderijo e de repasto para um conjunto de figuras que como Pinho Leal, Mac- Donell e até Camilo Castelo Branco por aí terão passado em funções e actividades diversas,designadamente belicosas e de convívio gastronómico.

domingo, 4 de março de 2012

Pedras que falam. O dólmen do Inferno

"Na província do Douro, sobre a margem esquerda do Douro, logo abaixo do lugar do Castello de Paiva, próximo das Pedras da Rua, está um grande dolmen, faltando-lhe a pedra horizontal.Pousava esta em sete pilares redondos (dos quais seis existem intactos). Estes pilares ou colunnas não são monolythos, mas cada um composto de três pedras com juntas bem feitas, o que mostra ter sido construído na edade do bronze ou do ferro. Nenhum dos nossos archeologos falla n'elle". Ainda Pinho Leal, desta vez sobre o dólmen do Inferno, no sitio também conhecido por Castelo de Baixo.Margarida Rosa Moreira de Pinho em meados do século passado, portanto, antes do enchimento da Barragem de Crestuma já refere terem sido infrutíferos os esforços para localizar os vestígios.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Catálogo Primeiras Artes

Está já disponível o catálogo Primeiras Artes com vista à apresentação do novo espaço "Museu" da ADEP integrada na comemoração do 498.º aniversário da atribuição do Foral às Terras de Paiva a ter lugar no próximo dia 1 de Dezembro.

sábado, 23 de julho de 2011

Hoje do Parque !


A Estrela recebeu sapatos novos. Isto aconteceu hoje no Parque das Tílias!

domingo, 3 de julho de 2011

- São romãs, senhores, são romãs!



Conta-se que um dia ilustres representantes autárquicos não terão conseguido dizer a um visitante qual o fruto que decora o brazão do nosso concelho... E não nos admirará muito, pois o fruto, hoje pouco, se vê.
E, afinal, é bem distinto. É a romã, senhores !
Tívessemos já plantado, como já temos defendido, umas tantas romanzeiras em alguma das nossas ruas ou praças e esse símbolo estaria de certeza mais divulgado. Mas ainda assim a ignorância é digna de registo.
É um símbolo de fertilidade e tem propriedades medicinais várias.
Nós também não sabemos se a escolha se ficou a dever à abundância destas árvores no concelho, à influência judaica ou árabe, se à tradição católica ou romana.
Sobre a temática dos nossos frutos, castas e qualidades havemos de falar.




quarta-feira, 18 de maio de 2011

Governador Civil atento e acertivo na mensagem !


18 de Maio -
Dia Internacional dos Museus
Mensagem do Governador Civil de Faro

Os museus são, sem dúvida, uma das mais importantes fontes de
conhecimento da história da humanidade contribuindo assim,
de forma consequente e inestimável para o enriquecimento e
desenvolvimento das nossas sociedades

Na persecução destes importantes objetivos, cabe por isso aos
países e às regiões uma responsabilidade

indeclinável na promoção desses espaços de educação.
Ao dispor de uma rede de museus abrangente e acessível em
diversos pontos da região, o Algarve tem
participado persistentemente no cumprimento dessa missão,
permitindo assim preservar a memória coletciva
da nossa comunidade.

Neste Dia Internacional dos Museus, dedicado ao tema Museu
e Memória, deixo por isso a minha homenagem
a todos os profissionais que, diariamente, se dedicam à
importante tarefa de preservar, investigar e divulgar
os testemunhos materiais da evolução do homem ao longo dos
tempos na região algarvia, um dos mais
gratificantes serviços prestados à sociedade.

Aos cidadãos do Algarve fica a sugestão: visitar hoje um
museu será, por ventura, uma excelente
oportunidade para conhecer mais da história da nossa região.

* Governador Civil de Faro
A ADEP é no concelho a única entidade que
à custa do seu trabalho voluntário
criou e gere um espaço com dignidade próxima de
Museu, tendo merecido essa designação em projecto
apoiado pela ADRIMAG.
Por isso, valorizamos esta mensagem pelo que ela
transmite de pedagógico, de preocupação, de
reconhecimento e de incentivo a quem está no terreno.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

As Minas do Pejão

O que resta do património material e imateral das Minas do Pejão continua a merecer a atenção da ADEP que tem vindo a estabelecer vários contactos com diversas entidades e pessoas com vista a encontrar um novo folgo que supere as águas paradas em que terá caído o muito anunciado projecto das Museu das Minas - da anterior gestão autárquica.


Depois de liquidado ou adjudicado a privados o património da extinta ECD e desactivadas consequentemente muitas das suas infraestruturas mais visiveis (v. g. rabões, rebocadores, caminho de ferro, cooperativa e teleférico), deve ser ainda imperativo da nossa consciência cívica refletir sobre as possibilidades e valias do que resta de memória e de património fisico que sendo exclusivo desta terra, muito pode representar para a economia da região numa época de crise como a que se vive.

Estamos certos que ainda será possivel juntar ideias e vontades de pessoas e instituiçõs ao saber e memória dos mineiros e que desse intercâmbio algo de positivo se revelará.