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domingo, 22 de setembro de 2019

A linha e a locomotiva "Pedorido" devem integrar o projecto de restauro!


E a fim de avaliar a praticabilidade da ideia apresentada pela ADEP, já teve lugar in loco o primeiro encontro com técnicos da área!






Ao longo dos anos tem vindo a ser discutido, divulgado e estudado, no âmbito das preocupações da ADEP, o património material e imaterial do Couto Mineiro. E muitas tem sido também as iniciativas públicas e privadas que vem acontecendo a juntar às visitas, exposições, reuniões, candidaturas, que vem realizando; sendo unânime o reconhecimento de que o capital patrimonial imaterial e até material ainda existente deve estar ao serviço/ser alavanca para a dinâmica economia/social turística da região.
E porque a postura tem sido a de ouvir, pesquisar, conhecer, divulgar usando dos meios e condições que tem ao dispôr, a ADEP entendeu ser o momento de pedir ao Município, num encontro recente, que considere incluir no projecto de restauro da ponte centenária, rodo-ferroviária, quer a linha, quer o elemento locomotiva "Pedorido".
Aceite a ideia, cabe agora aos técnicos avaliar a praticabilidade e solução, sendo certo também que esta opção será sinal de que outro caminho pode ser trilhado para um novo futuro do Couto Mineiro do Pejão!















Martinho Rocha


quarta-feira, 1 de maio de 2019

NOPLANETB : Nova Vida para o Pejão Velho!


Foi assinado o contrato de apoio financeiro europeu no âmbito do programa NOPLANETB, entre a ADEP - Castelo de Paiva e a AMI - Fundação  de Assistência Médica Internacional, integrado nas Estratégias de benefício mútuo e pequenas ações para grandes impactos nas alterações climáticas, que nos possibilitará implantar um percurso pedestre (entre as primeiras Minas do Pejão e o Fojo), que no futuro traga visitantes; valorizar a região em termos ambientais e patrimoniais e manter alerta permanente para as questões ambientais e climáticas, entre outros.

                                        Cavalete da extração no Fojo

                          Lixos em Paraduça, sitio das primeiras Minas








Este projeto é cofinanciado pela União Europeia e pelo Camões, I.P., no âmbito do projeto NOPLANETB - AMI
“Este documento foi produzido com o apoio financeiro da União Europeia. O Conteúdo deste documento é da Exclusiva responsabilidade da ADEP – Castelo de Paiva; e não pode, em circunstância alguma, ser considerado como refletindo a posição da União Europeia”

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

domingo, 21 de outubro de 2018

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS DE ADRIANO MIRANDA









EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS DE ADRIANO MIRANDA

Carvão de Aço Memória dos Mineiros da Mina do Pejão

sexta, 12/10, 12:51 (há 9 dias)

Recebemos  e agradecemos de Alexandre Leite em nome do Departamento de Engenharia de Minas da FEUP

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este simpático registo que hoje divulgamos, no dia em que em Oliveira do Arda, há festa dos mineiros!
Fica aqui para aqueles que não tiveram possibilidade de visitar a Exposição de Fotografias, da autoria do Fotojornalista Adriano Miranda, que esteve recentemente patente ao público na FEUP,  a ligação da internet com um pequeno vídeo sobre a mesma.




domingo, 2 de setembro de 2018

A Tapada do Outeiro, refulge do negro do carvão, como um sinal dos novos tempos!










A Tapada do Outeiro / um património, uma memória, num documentário de Sérgio Torres, apresentado ontem na Casa do Povo da Raiva e por nós publicitado e apoiado, constitui um importante trabalho cívico daquela comunidade ribeirinha que é também uma ajuda nesta nossa luta pelo Pejão. Obrigado amigos e companheiros de luta! Reconheça-se o que também tem vindo a ser feito em S. Pedro da Cova. Bem haja que em boa hora aparecem estes protagonistas ainda dessa outra "mina" (Medas, Broalhos, na Tapada do Outeiro). A Tapada do Outeiro, à parte todos os aspectos nefastos que possa ter representado (com a queima do carvão) - como aliás aconteceu com a sua exploração nas Minas, seja do Pejão, seja de S. Pedro da Cova, tem de ser percebidas na lógica/necessidade e no conhecimento da época. E isso a vários títulos não pode deixar de reconhecer o progresso civilizacional, social, cultural desses investimentos. Quanto ao Pejão, não haverá dúvidas que deste lado do rio de há muitos anos há quem pense de uma outra forma que aquela que está a deixar tudo o que é material sem qualquer resquício ou sinal de vida...efectivamente o Pejão merecia/mereciamos nós outra história desde 1994 para cá. A venda de todo aquele património nem sequer incluiu uma simples cláusula de reversão ?...ou como alguém já disse, bom seria que cada um começasse por testemunhar a intervenção que teve, para tornar o processo mais célere e transparente. Fomos todos enganados ou apenas alguns ? E sem querer passar culpas, apenas lembrar aspectos que não devem ser esquecidos, é caso perguntar: - porquê ainda em vida da empresa (portanto, antes de 1994) não foi acautelada (pelo Ministério e Administração da empresa) a sugestão publica que lhe foi feita pela ADEP ??? Uma certeza: estamos a perceber que todos temos um objectivo comum e que há um potencial capaz de se transformar num destino cultural que ajude a alavancar a economia destes dois lados do rio, há uma luz que afinal refulge do negro do carvão num tempo em que vivemos um pouco alienados pelo pechisbeque...o carvão pode voltar a ser um elo de ligação destas gentes destes dois lados do rio!
O nosso sincero reconhecimento a todos quantos se empenharam nesta etapa!






























Martinho Rocha

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Locomotiva a vapor de via mineira "Pejão"


Continuam os trabalhos de Conservação e Restauro da Locomotiva a vapor de via mineira "Pejão"



Já tivemos oportunidade de noticiar trabalhos de recuperação na locomotiva "Choupelo" na rubrica "ainda pelas memórias das Minas do Pejão" voltamos a receber novas  de Jorge de Castro Paiva - associado atento a esta temática - notícias que muito nos agradam !


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Como já dissemos o lixos e o aterro continuam.......nas Minas do Pejão...








Foto de Novembro, mas actividade continua....

O amianto, resíduo perigoso, continua a andar ao piparote, de lado para lado, a ser exposto, a ser degradado, sem regras nem respeito pela saúde das pessoas. Continuamos a ter noticia de deposição destes lixos no sitio das primeiras minas do Pejão. 
São reiteradas as informações que nos chegam de que a atividade de deposição continua, com lixos - que sublinhamos - alguns deles perigosos -, num local que devia ser interdito a tal actividade, houvesse respeito pela lei, pela saúde das pessoas, pela história mineira...
Aguardam-se explicações  das autoridades sobre o que  estão a fazer  neste caso. Vai uma vez mais ser dava noticia à CCDR, Municipio, GNR,  Junta Freguesia do Couto Mineiro e Grupo Parlamentar .- Os verdes, para onde vai seguir  esta nota de denúncia.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

20 anos depois, agora em Guimarães!

Evento que recomendamos!


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Eis o Grupo dos Mineiros do Pejão!














Um Grupo de antigos Mineiros, trajados a preceito, no uso dos seus utensílios de trabalho, cantaram ontem o Hino dos Mineiros do Pejão. Já em Outubro de 2015, pela mão da ADEP, um grupo de joviais mineiros trajados, se apresentou  na Feira do Século XIX, com os seus instrumentos de trabalho e tiveram então as honras da companhia de várias crianças, na passagem “da revista” pelo caminho do Parque das Tílias, à Frutuária.
Depois disso também com a ARCAF  participaram na mesma condição na homenagem a Jean Tyssen.




Aconteceu  na cerimónia de apresentação no Porto do Livro Carvão de Aço do fotografo Adriano Miranda.  Dessa forma  deu um passo importante na sua afirmação. Ao fotografo e ao Grupo o nosso agradecimento pelo aprisionamento do imaterial e que estas iniciativas dêem força a outras que tão necessárias e urgentes são na defesa da alma mineira do Pejão. Para a história o dia de ontem fica gravado com uma actuação emotiva, numa sala repleta de gente das Minas, e não só, algures na Rua de Alegria no Porto. Parabéns e votos de uma longa Vida!


















escreveu: Martinho Rocha

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A nossa homenagem aos Tyssen!







MEMÓRIAS QUE NÃO SE APAGAM DA NOSSA MEMÓRIA

Foi com grande satisfação e regozijo que a ADEP recebeu no domingo 9 de Outubro passado, durante o certame da Feira anual à século XIX, no Parque das Tílias, à Frutuária, em Castelo de Paiva, uma neta de Jean Tyssen: Catherine Tyssen Barbosa Leão juntamente com seu filho, os quais procederam ao descerramento de dois quadros com retratos a carvão de Jean Tyssen e sua nora Marcelle, mãe de Catherine, mas também de Jacqueline Tyssen e de Caroline Tyssen, quadros que ficaram expostos no salão da ADEP e que passam a fazer parte das memórias da nossa memória. Foi um momento de singela mas respeitosa homenagem àqueles que melhor protagonizaram nas Minas do Pejão uma vivência humanista e vanguardista para o País, que hoje se reconhece e que cumpre divulgar como tributo à imagem destas personalidades e também como exemplo pedagógico para o mundo do trabalho de hoje em dia.
Uma pequena moldura publica, para os vindouros, palavras de grande significado em reconhecimento e gratidão da ADEP aos retratados, que foram corroboradas pelos presentes e em palavras de circunstância dos presidentes da Direcção, Martinho Rocha e da Câmara, Gonçalo Rocha.



Foi um momento alto das actividades da Feira à século XIX, neste ano de 2016, onde voltaram a apresentar-se alguns dos últimos mineiros da ECD, emprestando vida e movimento  aos actos a que se dignaram assistir, embelezando com seus fatos e ferramentas de trabalho nas minas o ambiente em que se encontravam.

Com esta cerimónia de descerramento de retratos, quis a ADEP associar-se, enquadrando-se na homenagem do 50º aniversário do falecimento de Jean Tyssen, trazendo para o presente um pouco das memórias do passado.
Um agradecimento especial a Mário Gonçalves Pereira e ARCAF que acrescentaram conteúdo e brilho a este gesto de homenagem, com o seu trabalho e participação.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

LOCOMOTIVA CHOUPELLO DAS EX-MINAS DO PEJÃO



- fotos do colaborador Jorge Paiva - 

LOCOMOTIVA CHOUPELLO DAS EX-MINAS DO PEJÃO
UMA RELÍQUIA DO SÉC. XX
NO MUSEU NACIONAL FERROVIÁRIO NO ENTRONCAMENTO
Transcrição da ficha desta locomotiva no museu do Entroncamento
N.º de inventário: FMNF/ENT/000038 – construída em 1914
Localização: Nave 14 – linha 6
“Locomotiva construída especificamente para a via industrial com 30 cavalos de potência. Foi construída pela casa alemã Orenstein & koppel e deverá ter tido utilização militar durante a 1.ª Guerra pelo exército alemão, dado que lhe foi incorporado na chaminé, um sistema para reter as faúlhas para que esta pudesse operar em campo de batalha e em zonas sensíveis onde existia armamento. Foi comprada em segunda mão pela Empresa Carbonífera do Douro em 1917. Foi usada como locomotiva de manobras carregando vagões com carvão para canais de descarga.
Com a desactivação da linha férrea mineira em meados da década de 70 (séc. XX), esta locomotiva ficou alocada à Direcção Geral de Minas, sendo posteriormente transferida para as oficinas da CP em Campanhã, juntamente com outras máquinas tendo em vista a sua reparação e preservação”.
Nota:
Depois da transcrição desta ficha e enquanto observador e conhecedor do local onde esta locomotiva operou, não quero deixar de referir e apontar, aqui, alguns pontos de vista que reputo de importantes e esclarecedores:
1-    Esta locomotiva foi construída na Alemanha em 1914. A primeira Guerra, ou guerra mundial, ocorreu entre 28 de Julho de 1914 e 11 de Novembro de 1918. A aquisição pela ECD só se deu em 1917. A minha opinião, com estes factos, é a de que deve estar correcta a tese que aponta para a sua utilização em operações militares na Alemanha, antes da vinda para Portugal;
2-    A aquisição em 1917 pela ECD, teria como finalidade a sua utilização no transporte de carvão nas primeiras minas, isto é no Choupelo, Monte das Cavadinhas, em substituição do transporte do carvão que então se fazia em carros de bois;
3-    O local de exploração mineira, um dos pólos de maior exploração nos anos de 1917-1921, não seria alheio à escolha para o seu nome de baptismo: Choupello, como mais tarde se veio a verificar com nomes de outros locais para nomes de outras locomotivas;
4-    Recordo que num artigo-entrevista do jornal “O Pejão” do Eng.Técnico Martins Aires, o mesmo dizia, a certa altura, a propósito da mina do Limoeiro, “que era a única onde entrava uma locomotiva”. Essa locomotiva, digo eu, só podia ser a Choupelo pelas seguintes razões: a primeira é a de que aquela era a mina de maior exploração na data da chegada da locomotiva; a segunda é a de que a locomotiva era de dimensões mais reduzidas do que as das máquinas adquiridas posteriormente.
Mas não entrava na galeria como possa depreender-se. Ia ao princípio da galeria, à boca da mina;
5-    Esta foi a primeira locomotiva adquirida pela ECD e a primeira a ser utilizada no Choupelo no transporte de carvão para o canal de descarga da Gardunha e mais tarde para o canal de Martelo da Arte. É provável que também tenha trabalhado na linha Ervedal-Nível 80. Se operou nessa linha, um dos condutores foi meu pai António da Silva Pereira;
6-    A aquisição desta locomotiva pela ECD, pode ter explotado a aquisição da máquina a vapor para extracção de carvão a céu aberto no Monte das Cavadinhas, no Pejão, que chegou ali pelos anos 1920/21;
7-    Antes de ser exposta no Entroncamento, esta locomotiva esteve à guarda da CP no Espaço Museológico de Estremoz.

Uma relíquia das ex-Minas do Pejão

Castelo de Paiva – ADEP,  2 de Setembro de 2016

Mário Gonçalves Pereira

sábado, 20 de agosto de 2016

A Rota da Água e da Pedra

UM BOM DESTINO, no Douro - Castelo de Paiva, aqui certificado pelas Montanhas Mágicas, de que se deixa divulgação do ponto D1
fotos da Rota



http://www.rota-ap.pt/…/d1-couto-mineiro-do-pej…/como-chegar
Rota da Água e da Pedra
Linha D - Douro Ponto D1 (COUTO MINEIRO PEJÃO)

Descrição:
"Formado por várias explorações de carvão das quais se destacam as do Pejão, Fojo e Germunde, o Couto Mineiro teve o início da sua atividade em 1859. Geridas pela Empresa Carbonífera do Douro (ECD), estas explorações estavam integradas na bacia carbonífera do Douro, com rochas da idade Paleozoica do período do Carbónico. Da sua história, destaca-se o período a partir de 1933 com a chegada do belga Jean Tyssen que, com um elevado investimento, aumenta a produção das minas de uma forma impressionante, atingindo em 1957, as 350 000 toneladas de carvão extraído. Jean Tyssen também aplicou importantes políticas sociais, investindo na saúde, desporto, cultura, bem como na melhoria das condições de trabalho. Em 1994 as minas são oficialmente encerradas e, no mesmo ano, é inaugurada a estátua de homenagem ao mineiro, em Germunde."
Património Cultural:
"O Couto Mineiro do Pejão apresenta uma valiosa história, tendo aqui trabalhado milhares de pessoas. Este património material e imaterial é incalculável e, espalhados pelo território, podemos ver ainda vestígios da história deste lugar. Exemplo disso é uma das locomotivas a vapor em Pedorido, transporte que levava o material dos diferentes complexos para a foz do Arda, passando pela centenária ponte ferroviária do rio Arda, de onde seguiam pelo Douro até ao Porto. O transporte no Douro era feito pelos barcos rabões, conhecidos como a Esquadra Negra, com capacidade para cerca de 60 toneladas. No Complexo Mineiro de Germunde – as últimas minas em funcionamento – ainda é possível contemplar um vasto património que nos transporta no tempo, para a época em que centenas de pessoas ali trabalhavam. Este património edificado está envolto por um vasto bosquete com dezenas de espécies de árvores e arbustos, desde espécies autóctones, como o carvalho-alvarinho ou o freixo, a diversas espécies ornamentais, como o abeto, pseudotsugas ou vários cedros, suportando uma biodiversidade considerável com diversas espécies como o cogumelo dos 10 000 anos, usado ancestralmente na medicina chinesa.
Formado por várias explorações de carvão das quais se destacam as do Pejão, Fojo e Germunde, o Couto Mineiro teve o início da sua atividade em 1859. Geridas pela Empresa Carbonífera do Douro (ECD), estas explorações estavam integradas na bacia carbonífera do Douro, com rochas da idade Paleozoica do período do Carbónico. Da sua história, destaca-se o período a partir de 1933 com a chegada do belga Jean Tyssen que, com um elevado investimento, aumenta a produção das minas de uma forma impressionante, atingindo em 1957, as 350 000 toneladas de carvão extraído. Jean Tyssen também aplicou importantes políticas sociais, investindo na saúde, desporto, cultura, bem como na melhoria das condições de trabalho. Em 1994 as minas são oficialmente encerradas e, no mesmo ano, é inaugurada a estátua de homenagem ao mineiro, em Germunde."
Fonte:http://www.rota-ap.pt/…/dou…/ponto/d1-couto-mineiro-do-pejao

domingo, 29 de maio de 2016

ainda pelas memórias das Minas do Pejão!

Recebemos do associado e colaborador Jorge de Castro o conteúdo que publicamos.
A Locomotiva Choupelo ainda é viva, tem bom aspecto, está brevemente a comemorar 100 anos que foi adquirida pelas Minas do Pejão, e está no Museu!
A segunda foto serve para fazer uma comparação (ainda que a marca seja diferente) e perceber o estado do equipamento do interior que na Pedorido não existe - porque terá sido saqueada, esta que está estacionada em Pedorido.






domingo, 8 de maio de 2016

Lixo nas primeiras minas do Pejão



Monte das Cavadinhas - 1.ªas Minas do Pejão



lixos em Paraduça, 1.ªas Minas do Pejão


cristas de quartezitos no S. Gens

Mina dos Cubos -Sobrado e Bairros


É necessária outra atitude. As pessoas individualmente não podem continuar a depositar lixo onde melhor lhe convêm. Por sua vez as autarquias deverão criar locais facilmente acessíveis para a recolha de lixos que deve ser reciclado (material eléctrico e electrónico, mobiliário, calçado,etc.), para bem do nosso ambiente, da nossa economia, mas essencialmente para não termos de assistir a este cenário de desrespeito para com a nossa história e nossos antepassados mineiros. O depósito de lixo com que deparamos na recente passagem pelas primeiras minas do Pejão, no Monte das Cavadinhas, no Pejão (Mina de Paraduça) é um flagrante e triste exemplo do nosso comportamento civilizacional. 
Os locais das antigas minas deveriam merecer outra atenção, por forma a serem conhecidas e protegidos os seus vestígios e também para segurança das pessoas e animais. 
Na região, no alinhamento da antiga zona de mineração do Paiva a Santo Adrião e ao Douro, por exemplo, existem diversos locais a merecer identificação/sinalização e protecção, pelo perigo que representam para as pessoas - hoje que tantas iniciativas, desportivas e de recreio se desenvolvem por terrenos pouco conhecidos.... Há locais de extraordinária importância com vestígios de minérios explorados, noutros marcas de actividade de seres vivos ancestrais como os icnofósseis (cruzianas), das trilobites e outros artrópodes que habitavam os mares de então. Também os locais onde foram ao longo do tempo depositados lixos industriais, das empresas, dos hospitais, da exploração mineral, alguns deles tóxicos e que é possível identificar na região, deveriam merecer tratamento - outra atitude das entidades públicas com responsabilidades nessa área...













escreveu, Martinho Rocha

sábado, 12 de dezembro de 2015

O Volfrâmio

O Volfrâmio
Contributos Para O Futuro Arquivo De Arouca
Mina da Fiveda (Gola) – Alvarenga.
A exploração do volfrâmio em Arouca teve três importantes “Campos mineiros”, Rio de Frades-Cabreiros, Regoufe-Covêlo de Paivó e Alvarenga. De entre estes, Alvarenga tem várias especificidades que importa recordar. Foi em Alvarenga que se concessionaram as primeiras explorações oficiais do concelho. Em 1911 o engenheiro civil António Ferreira da Silva Barros natural de S. Mamede de Infesta e residente no Porto obteve no mesmo dia, as concessões da “Chieira” e “Fiveda”. Relendo os registos camarários de manifestos e novas descobertas, comprova-se o seu interesse pelo minério de Alvarenga desde 1909. Gostaria de ter obtido mais elementos sobre este engenheiro, principalmente por ter sido o pioneiro a obter uma concessão estatal em Arouca. Se em outras localidades, foram maioritariamente estrangeiros a arrancar com as explorações, em Alvarenga, foram portugueses. Das catorze concessões que existiram em Alvarenga a mina da “Fiveda” ou (Gola) é sem qualquer dúvida a mais importante de todas. Foi nesta mina que se extraiu maior quantidade de minério, foi ainda aqui que trabalharam maior número de mineiros e se implementaram as tecnologias mais avançadas de exploração para a época. Sobre o seu primeiro apogeu, que coincidiu com a primeira «Guerra Mundial», muito poucos elementos existem, provavelmente continuaria como proprietário o engenheiro Barros. A este período áureo, sucedeu alguma estagnação na atividade mineira, só seria verdadeiramente superada em finais dos anos trinta com os primeiros sinais da segunda «Guerra Mundial». Neste novo arranque em força na mina da “Fiveda”, aparece como seu novo proprietário, José Cândido Dias no ano de 1938. Também não é natural de Alvarenga, mas sim de Moncorvo e residente no Porto. Sobre este «Senhor» do volfrâmio como foi apelidado, possuía interesses em outras explorações no nosso concelho. Monte de Anacleto Soares e Vau em Canelas, Chãs em Cabreiros, Monte da Prova em Covêlo de Paivó. Detinha ainda uma cota de relevo no capital social da “Empresa Mineira de Sabrosa, Lda.”, uma das mais importantes no país, dominada pelo alemão Kurt Dithmer (Lage, 2002). Possivelmente neste período de disputa acérrima do volfrâmio entre ingleses e alemães seria aliado dos últimos. Contra o que seria de esperar, Cândido Dias, sede parcialmente a mina da “Fiveda” em 1941 a Alexandre Ferreira Barros, no ano seguinte, vende-lhe a sua totalidade (Silva, 2011). Sobre Alexandre Barros, recolhemos algumas informações orais. Efetivamente era filho do primeiro explorador da mina e terá sido o último a abandonar a exploração. Comerciante de grandes posses na cidade do Porto mantinha escritório permanente na Rua 31 de Janeiro, sendo um apaixonado pela numismática. Apesar da mina da “Fiveda” possuir uma separadora própria, Alexandre Barros teria forte participação numa outra sociedade «Barros & Chaves, Lda.» que detinha a concessão “Chieira”, assim como uma separadora no Padrão da Légua nos arredores do Porto. Nesta separadora tratariam minério proveniente de outras minas suas, mas também o minério de outros intermediários, muito dele proveniente de explorações familiares clandestinas.
Esta notícia sobre a mina da “Fiveda” foi motivada, mais uma vez, pelo aparecimento de uma fotografia inédita, em que estão presentes os mineiros junto das instalações, que se situavam mesmo à boca da mina. Esta fotografia, pertence a Fernando Ferreira natural de Alvarenga, deixou-lha o seu pai, Antero Mendes Ferreira (mineiro), integrado também no grupo. Uma imagem tão rara como esta proporciona vários comentários logo à partida, estão presentes cerca de sessenta e três pessoas. Atendendo a que nestas minas mais importantes em épocas altas se trabalhava em regime de turno é muito provável não esterem presentes todos os funcionários. Por outro lado, verifica-se a presença de cerca de quarenta e cinco homens, treze mulheres e cinco rapazes. Os homens estariam mais ligados aos diversificados trabalhos no interior da mina, assim como ao transporte dos produtos extraídos. As mulheres, maioritariamente jovens, ocupavam-se da britagem e separação dos minérios. Os rapazes eram denominados “Pinches”, transportavam essencialmente as ferramentas de desgaste usadas no interior da mina pelos mineiros, depois de afiadas na forja. Outro pormenor importante é a presença de vários bidons de combustível, destinado às máquinas que em grande número trabalhavam nesta mina (geradores, lavaria, separadora, compressor para acionar os martelos pneumáticos, etc.). A mina da “Fiveda” como outras em Alvarenga tinha um grave condicionante, os filões afundavam no maciço obrigando as explorações a seguirem a sua inclinação até grandes profundidades. Obrigatoriamente era necessário bombar continuamente a água que aí juntava.
Vista e revista esta imagem, faria todo o sentido procurar um depoimento de alguém ainda vivo presente na fotografia, para identificar outras pessoas e poder datar o momento. Não foi difícil, porque realmente ainda existem várias pessoas vivas. Esta fotografia foi tirada entre 1950/52, precisamente na terceira corrida ao minério, que coincidiu com a «Guerra da Coreia». Encontrei no Lugar dos Carreiros a Sra. Donzilia da Silva Vasconcelos (81 anos), dessa demorada conversa apenas farei uma breve resenha: «…Estou aqui. Não me recordo de tirarem essa fotografia. Reconheço o meu pai Jerónimo Vasconcelos, José da Tapada, Luís Valtarejo, o “Correntes” ainda vivo, assim como o Manuel Ramos, Serafim de Louredo, Celestino Ramos, Lionide, Otília de Vila Galêga, e muitos outros de fora de Alvarenga. Fui trabalhar com 13 anos para a mina da “Espinheira”, essa mina ficava um pouco mais acima da “Companhia” (nome atribuído normalmente às minas mais importantes), aonde trabalhavam o meu avô e os meus pais. O meu trabalho na “Espinheira” era: de manhã fazia um caldo para os mineiros almoçarem ao meio dia. De tarde, ainda ia britar e lavar minério, ganhava nove escudos por dia. Mais tarde, o meu pai pediu ao encarregado geral de então o Sr. Tomé, para eu ir trabalhar para a “Companhia”, aonde trabalhei até aos vinte anos, idade com que me casei, deixando a mina em definitivo. Trabalhava-mos de dia, mas a mina trabalhava também de noite, nós tínhamos que separar no nosso turno todo o material extraído, por vezes trabalhava-mos mais horas para completar certos carregamentos. Durante esse período, desempenhei várias funções atribuídas normalmente às mulheres, andei na escolha, britagem, lavaria, bucha e na caleira de balança. O que mais me impressionava era a situação dos homens, saiam da mina como “Moleiros”, até se tornava difícil reconhece-los. Era o maldito pó produzido pelos martelos de furar, levou bem cedo muitos dos presentes nesta fotografia. Recordo-me do seguinte truque, o capataz era informado com antecedência das fiscalizações e mandava molhar as instalações e as minas para esconder o pó acumulado…».
As pessoas que conviveram com os trabalhos mineiros estão presentemente com idades avançadas, falei ainda com o Sr. Fernando Soares da Silva, (92 anos), mais conhecido por Fernando Pinto. Por um curto período, foi capataz da “Companhia”. Seguiu as pisadas de seu pai Manuel Pinto da Silva que desde os inícios da epopeia, sempre comercializou e explorou minério: «… Com a idade de vinte anos em 1941, já comprava e vendia minério. Um ano depois, fui também protagonista na chamada “Revolução” de Alvarenga. Não tinha qualquer minério naquele negócio trágico, desconfiava do mesmo. Fui arrastado como muitos pelos laços familiares. Assisti a tudo, sendo avisado de noite para fugir, porque no outro dia estaria cá o exercito para prender toda a gente. Fugi para o Lugar da Cabranca, depois para Tendais, aonde estive refugiado vários meses. Por fim, estive oito dias preso, porque decidi estar presente no julgamento coletivo, sendo absolvido. Continuei a viver do minério, tanto em sociedade com o meu pai e irmãos, como fui também capataz em várias minas. Sobre a mina da “Fíveda” tenho uma história curiosa para contar. Em 1956 o minério andava em baixa, e sai-me a lotaria, (500 contos), uma pequena fortuna na altura. Logo é espalhada a notícia e passado uns dias o Sr. Alexandre Barros e o seu encarregado geral Sr. Tomé, vêm bater-me na porta. Em primeiro, pedem-me emprestado (150 contos) e convidam-me para ir trabalhar como capataz da mina. Aceitei, a mina estava com dificuldades financeiras, já não pagavam ao pessoal fazia três meses. Nessa altura, como era habitual, o capataz para além do ordenado mensal, podia ter uma percentagem na produção. Oferecem-me 3% do valor do minério, caso a produção chegue às três toneladas mensais, e 5% caso chegasse às cinco toneladas. Apenas trabalhei lá seis meses e a produção foi de sessenta toneladas. A minha presença e o aumento da produção causaram inveja ao encarregado Tomé. Foi queixar-se ao Barros de que eu iria ganhar mais do que ele, não gostei dos argumentos usados, despedi-me, no entanto continuei a ter boas relações e negócios com o Alexandre Barros. Ao ponto de ele um dia me ter confidenciado com bastante mágoa o seguinte: Ó Pinto ando desanimado o meu filho disse-me, você e o Tomé, são os maiores assassinos de Alvarenga… A mina da “Gola” terá encerrado em definitivo nos princípios dos anos sessenta…»
Texto: Manuel Valério de Figueiredo.
Fotografia: Fernando Ferreira.

domingo, 25 de outubro de 2015

Familia Pejão, presta homenagem a Jean Tyssen do 50.º aniversário do seu falecimento


Será que esta explosão de ideias e vontades está a ser devidamente interpretada por quem de direito ? Recordamos: Ideias de recuperação e reutilização do caminho de ferro e algumas estruturas da laboração, com a criação de um espaço de museu mineiro; pedido de reconhecimento do caminho pedonal mineiro; pedido de recuperação e classificação da ponte (velha) rodo-ferroviária de Pedorido, com a resolução do problema da conduta; visibilidade dada aos fósseis e interesse já manifesto do Geoparque em alargar ao Couto Mineiro/concelho os seus limites; "Ao encontro com as Minas do Pejão" - Ideia de reunir anualmente os mineiros e familiares num convívio, que vem sendo desenvolvida pela ADEP; Iniciativa fotográfica, com edição de Livro com os rostos de antigos mineiros - nos 20 anos do fecho da Mina; aparição da "familia Pejão" com grande participação civica na defesa de imagens e valores como as que hoje, populares, antigos trabalhadores, Grupo de Mineiros e a Banda dos Mineiros protagonizaram.







escreveu, Martinho Rocha