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domingo, 1 de dezembro de 2019

Industria dos transportes em Paiva!

Empresa de Viação Paivense de J. Pinto Lopes

A obra "J. Pinto Lopes & Filhos - Ao serviço dos transportes" de José F. Coelho Ferreira, faz o historial de uma das primeiras empresas de transporte motorizado do norte do País, empresa que usava o nome de Paiva e era a proprietária "da camioneta do correio ou Pinto Lopes", como popularmente era conhecida.

Já esta era do Soares Oliveira, ía para Cinfães, nas também circularia em Paiva...
que copiamos de Portugal de Antigamente




E quando Armando Pinto Lopes fez questão de vir pessoalmente entregar-nos alguns exemplares da publicação demos então noticia. 

sexta-feira, 1 de março de 2019

Armando "Azeiteiro" faleceu!

Paulo Ramalheira Teixeira
O concelho de Castelo de Paiva recebeu nas últimas décadas a chegada de determinadas pessoas que revolucionaram alguns sectores económicos até aí praticamente inexistentes no concelho. Entre a década 40 e 50 do século passado houve um homem que veio de Vila Nova de Poiares até Castelo de Paiva. Revolucionou de certa forma a azenha existente no edifício contíguo à Casa do Povo, antiga fábrica da manteiga, depois entrou no negócio do leite e mais tarde abriu o armazém de produtos alimentares (Carvalho & Silva que ainda hoje existe com o Super Douro, em frente ao Palácio da Justiça) e o comércio e fabricação de artefatos de cimento. Grande amigo dos meus avós paternos e de meus pais, fazia o favor de também ser meu Amigo. Marcou uma época do desenvolvimento de Castelo de Paiva. Completou 97 anos no passado domingo. História de uma terra não pode ser ignorada ou esquecida. Hoje fui despedir-me dele a Vila Nova de Poiares. O seu filho Victor (hoje Médico) fez parte do grupo que criou as marchas de São João e que originaram o feriado municipal, a sua filha Isabel foi professora de muitos Paivenses, o seu neto Rui Bessa foi dos primeiros professores da Academia de Música de Castelo de Paiva). Temos de ter memória. Até sempre Sr.Armando. Paz à sua alma.


recortado das redes sociais

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A Industria do papel em Paiva












Alfredo Vieira Guedes, personalidade paivense muito conhecida e reconhecida pelo seu sentido de benemerência  no apoio a diversas iniciativas populares da área da saúde (Hospital da Misericórdia), do ensino  (Externato Alfredo Vieira Guedes), infraestruturas de vizinhança (doação de águas, terrenos para caminhos e escolas)entre outras, foi homenageado pela ADEP em momento integrado no programa da 20.ª edição da Feira do século XIX.
A imagem deste paivense passou a partir de 8 de outubro a fazer parte da Galeria  dos Empreendedores, na sala de exposições, onde já constam desde 2016  Jean Tyssen e sua nora Marcelle Tyssen (ver abaixo).
Alfredo Vieira Guedes esteve directamente ligado à laboração da fábrica de papel da Foz do Ribeiro, Rio Arda (Folgoso), hoje nas mãos dos seus netos. Esta empresa  que é conhecida pela Fábrica do Vieira Guedes, aparece em 1844, foi fundada pelo avô Manuel Vieira de Andrade e que se saiba é a empresa  paivense mais antiga, e que apesar das diversas administrações, e vicissitudes por que passou, se mantêm ainda a funcionar e que produz hoje vários tipos de cartão. Em meados do século XIX  produziu papeis de escrita (almaço e florete) além do papel de embrulho que era bem conhecido e preferido pelo comércio no Porto.
Nestes dois momentos deixamos um agradecimentos especial aos familiares de ambas as personalidades que com a sua aprovação e presença nos permitiram este gesto.







Foi assim noticiado o evento de 2016 que consta no tema Minas do Pejão:

MEMÓRIAS QUE NÃO SE APAGAM DA NOSSA MEMÓRIA

Foi com grande satisfação e regozijo que a ADEP recebeu no domingo 9 de Outubro passado, durante o certame da Feira anual à século XIX, no Parque das Tílias, à Frutuária, em Castelo de Paiva, uma neta de Jean Tyssen: Catherine Tyssen Barbosa Leão juntamente com seu filho, os quais procederam ao descerramento de dois quadros com retratos a carvão de Jean Tyssen e sua nora Marcelle, mãe de Catherine, mas também de Jacqueline Tyssen e de Caroline Tyssen, quadros que ficaram expostos no salão da ADEP e que passam a fazer parte das memórias da nossa memória. Foi um momento de singela mas respeitosa homenagem àqueles que melhor protagonizaram nas Minas do Pejão uma vivência humanista e vanguardista para o País, que hoje se reconhece e que cumpre divulgar como tributo à imagem destas personalidades e também como exemplo pedagógico para o mundo do trabalho de hoje em dia.
Uma pequena moldura publica, para os vindouros, palavras de grande significado em reconhecimento e gratidão da ADEP aos retratados, que foram corroboradas pelos presentes e em palavras de circunstância dos presidentes da Direcção, Martinho Rocha e da Câmara, Gonçalo Rocha.










escreveu Martinho Rocha




domingo, 1 de maio de 2016

1.º de Maio: os salários nos primórdios da nossa industria / Pejão e Frutuária de Castelo de Paiva



(Associamos este nosso texto ao evento "Exposição e apresentação do Livro Carvão de Aço" a ter lugar amanhã do Poço de Germunde - é o nosso contributo!)

No 1.º de Maio recuemos aos primórdios da nossa industria / Pejão e Frutuária de Castelo de Paiva

trabalho comparativo de salários fixados para o quadro de Pessoal da Frutuária e o praticado nas Minas do Pejão.


Plano de organização da Escola pratica de lacticínios de Castelo de Paiva “Fructuária de Castelo de Paiva”  - publicado no Diário do Governo n.º 44 de 23 de Fevereiro de 1889 - Paço , 18 de Julho de 1888 – Emygdio Júlio Navarro
Art.º 18.º O pessoal da Escola é composto de:
1 director agrónomo; 1 professor auxiliar; 1 regente agrícola; 1 escriturário; 1 fiel de armazém; 1 perfeito;4 guardas trabalhadores; 1 servente
§1.º Haverá na escola um operário estrangeiro habilitado na manipulação de lacticínios para guiar os trabalhos da fructuaria, debaixo da fiscalização do director.
§2.ºAlém do cozinheiro, que deverá ser contratado, poderão ser admitidos, nos termos das instruções regulamentares, os indivíduos que forem necessários para os serviços eventuais da escola, devendo ser todos considerados(…)

1 Director – (vencimentos de categoria, de exercício e gratificação 720$000 réis
2 Professor auxiliar(vencimento de categoria e de exercício) 500$000 réis
3 Regente agrícola (vencimento) 300$000 réis
4 Escriturário (vencimento) 360$000 réis
5 Fiel de armazém (1) (vencimento) 144$000 réis
6 Fiel de Armazém (1) (armazém) 180$000 réis
7 Guardas trabalhadores e serventes (2) 180$000 réis
(        (1) Têem alimentação na escola
(            (2)  Receberão só o vencimento de 100$000 réis  quando tenham alimentação na escola

MINAS DO PEJÃO
O horário de trabalho variava, na superfície – nascer até ao pôr do sol (oscila de 10 a 14 horas) – no interior – até 1890 8 horas diárias, a partir daí 10 horas. À parte outras ilações é gritante a diferença salarial entre homens e mulheres!


Em 1887  era este o QUADRO DO PESSOAL E SALÁRIOS da Companhia Carbonífera e Industrial do Pejão

Direção técnica
1 Eng.º 1500$000 réis
2 escriturários  444$000 réis
Trabalho subterrâneo
15 mineiros 350$000 réis
25 safreiros 240$000 réis
Escolha
1 homem 440$000 réis( o mesmo na superfície)
4  mulheres  140$000 réis ( o mesmo na Briqueteria)
Oficinas
6 ferreiros 460$000 réis
2 aprendizes 140$000 réis
8 carpinteiros 500$000 réis
Briqueteria
6 homens 260$000 réis
12 mulheres 140$000 réis
Trabalho à superfície
2 maquinistas 500$000 réis
10 homens 260$000 réis
(O Real foi substituído pelo escudo (como resultado da implantação da República em 1910) a uma taxa de 1000 réis = 1 escudo).



* Ao tratarmos este assunto é oportuno lembrar o mau estado em que se encontra o ficheiro pessoal dos Mineiros e da necessidade premente que se tomem medidas para a sua protecção atento o seu valor social, cultural e afectivo que representa para a comunidade.











Fonte: "O Carvão numa economia Nacional - O caso das Minas do Pejão" de Idorindo Vasconcelos Rocha
Inquérito Industrial 1890 . Vol 4





escreveu Martinho Rocha

domingo, 28 de dezembro de 2014

II - Alvores da nossa Indústria.

Qual o papel desta terra na industria do papel ? Hoje toda a gente sabe que o nosso contributo é imenso - mais até do que o desejável - se tivermos em conta a eucaliptização que se operou nestas paragens...Mas no passado tivemos um papel importante nessa industria, senão vejamos:

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“O Pejão” de Maio de 1956, diz-nos que nos anos de 1941 e 1942 Castelo de Paiva exportava 50 toneladas de papel por ano, para a cidade do Porto, via porto do Castelo, em barco rabelo (ver valores/tráfego para: Cais do Castelo em “Castelo de Paiva e o seu Porto Fluvial".
Existiram várias fábricas de papel, no Sardoura e o Arda. Há também quem refira que no Porto era conhecido e preferido o papel de embrulho (costaneira) de Paiva!. 
Em 1852 segundo a estatística industrial  existiam em todo o país 28 fábricas de papel; onze estavam sediadas no concelho da Feira e quatro em Castelo de Paiva.
Em 1947 diz Margarida Rosa Moreira de Pinho in “Elementos para a História de Castelo de Paiva” pág  9, que "(…) A água, além de ser aproveitada para regar e fertilizar a terra, é também utilizada para fazer mover lagares de azeite, moinhos e azenhas de cereais e de linho, e fábricas de serração e papel.(…)”
Em 2000 a Junta de freguesia de Real elaborou um inventário onde constam 25 moinhos, de moer cereal (julgamos que todos no Sardoura) com um total de 30 rodas, embora tenhamos dúvidas se nessa data ainda funcionavam todos. Não podemos esquecer também os "da Paiva".

No que ao papel diz respeito, hoje apenas sabemos da existência de uma unidade de fabricação de cartão no Rio Arda e que é de existência bastante antiga, tendo sido desativadas as que laboravam na Balsa, rio Sardoura, estando uma delas (a que recebia água do Sardoura através de uma roda gigante) já abandonada e em degradação avançada em  Abril de 1987, como podemos confirmar. Na ocasião a ADEP ainda procurou sensibilizar os órgãos na administração pública central e local, com exposição no sentido da salvaguarda do património abandonado, sua preservação e  divulgação mas não obteve qualquer manifestação de compromisso e apoio a essa causa.




escreveu Martinho Rocha

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Alvores da nossa indústria.

É certo que antes apareceram os engenhos  movidos a água dos nossos rios ou força animal para moer os cereais, o linho, azeitonas; também as fábricas de papel e outras serrações, algumas com máquina de vapor. Foi o caso do Pejão onde a primeira exploração é a céu aberto. Porque ontem falamos aqui da Rua Bernardino de Abreu e se referenciava como o acesso à Serração, hoje, em tempo de cerejas, aqui estamos ...
Deixamos esta pérola do Jornal Miradouro de 1965 que publica o licenciamento de duas carismáticas indústrias da nossa Vila: A garagem da Auto Viação de Almeida & Filhos, Limitada, na Rua da Boavista e a serração de Sebastião Vieira da Silva, em Gração.