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sábado, 10 de maio de 2025

Intercambio cultural com visita à Central Térmica Tapada do Outeiro

Aconteceu ontem 9 de maio o anunciado Intercâmbio cultural (Universidade Sénior Melres e Medas/Gondomar e Coro Mineiros do Pejão, Arcaf de Folgoso Adep Paiva e Grupo de Dinamização e Cultura de Pedorido) com visita à Central Térmica Tapada do Outeiro, que retribuiu a visita efetuada por aquela Universidade ao Couto Mineiro em outubro do ano passado. Da parte da manhã teve lugar uma visita guiada onde foi bem explicada a importância desta infraestrutura no sucesso da operação de restabelecimento da energia elétrica no recente apagão e do seu historial como anterior central de queima de carvão do Pejão e São Pedro da Cova. Antes disso, na casa de cultura de Broalhos houve trocas de lembranças entre as 3 Associações, com executivo da Junta de freguesia Melres e Medas na pessoa do seu presidente onde esteve presente também a Sra Vereadora Liliana Vieira. A seguir ao almoço seguimos para as instalações da junta de freguesia onde fomos recebidos com a atuação do grupo de cantares da universidade sénior Melres e Medas a que se seguiu a do Coro dos Mineiros do Pejão. No auditório da Banda Musical de Melres o Professor Manuel Joaquim Correia Soares fez entrega de uma lembrança às associações presentes, que foi por si autografada, a obra "do bombo ao flautim" da sua autoria. Terminou o programa desta iniciativa com a visita e admiração de todo o restante espaço sede da junta de freguesia de Melres onde existem museus temáticos de: agricultura, pesca, artes e ofícios, revolução de abril e guerra colonial e memória mineira, onde se destaca também e desde logo a beleza do edifício que tem brasão e talha nos tetos de um salão nobre. João Teixeira, diretor da ADEP que acompanhou esta visita recomenda-a, em dias úteis, a todos os elementos do executivo (câmara municipal), assembleia municipal, todos os executivos das juntas de freguesia e a todos elementos da ADEP (Direção e restantes órgãos socais), associados e amigos. Foto de Adélio Gomes

sábado, 11 de abril de 2020

Video que recomendamos, por estas dias!


Video que recomendamos, por estas dias!

Conhecer a importância das Minas do Pejão, passa por conhecer outras valências da mesma linha industrial, como a Central Térmica da Tapada do Outeiro, do outro lado do Rio Douro, nas Medas, em Gondomar e que eram abastecidas com carvão do Pejão via teleférico. Um trabalho de Sérgio Torres e Artur Sousa que teve apoio da Câmara municipal de Gondomar e união das freguesias de Melres e Medas.


“(…) há uma luz que afinal refulge do negro do carvão num tempo em que vivemos um pouco alienados pelo pechisbeque...o carvão pode voltar a ser um elo de ligação destas gentes destes dois lados do rio! (…)”  https://adep-paiva.blogspot.com/2018/09/a-tapada-do-outeiro-refulge-do-negro-do.html




Documentário sobre a história da Central Termoeléctrica da Tapada do Outeiro, desde a sua construção, em 1958, até ao seu encerramento, em 2004, contada por quem a desenhou e erigiu, quem nela trabalhou e quem testemunhou os anos de funcionamento deste colosso do Portugal Moderno.





domingo, 2 de setembro de 2018

A Tapada do Outeiro, refulge do negro do carvão, como um sinal dos novos tempos!











A Tapada do Outeiro / um património, uma memória, num documentário de Sérgio Torres, apresentado ontem na Casa do Povo da Raiva e por nós publicitado e apoiado, constitui um importante trabalho cívico daquela comunidade ribeirinha que é também uma ajuda nesta nossa luta pelo Pejão. Obrigado amigos e companheiros de luta! Reconheça-se o que também tem vindo a ser feito em S. Pedro da Cova. Bem haja que em boa hora aparecem estes protagonistas ainda dessa outra "mina" (Medas, Broalhos, na Tapada do Outeiro). A Tapada do Outeiro, à parte todos os aspectos nefastos que possa ter representado (com a queima do carvão) - como aliás aconteceu com a sua exploração nas Minas, seja do Pejão, seja de S. Pedro da Cova, tem de ser percebidas na lógica/necessidade e no conhecimento da época. E isso a vários títulos não pode deixar de reconhecer o progresso civilizacional, social, cultural desses investimentos. Quanto ao Pejão, não haverá dúvidas que deste lado do rio de há muitos anos há quem pense de uma outra forma que aquela que está a deixar tudo o que é material sem qualquer resquício ou sinal de vida...efectivamente o Pejão merecia/mereciamos nós outra história desde 1994 para cá. A venda de todo aquele património nem sequer incluiu uma simples cláusula de reversão ?...ou como alguém já disse, bom seria que cada um começasse por testemunhar a intervenção que teve, para tornar o processo mais célere e transparente. Fomos todos enganados ou apenas alguns ? E sem querer passar culpas, apenas lembrar aspectos que não devem ser esquecidos, é caso perguntar: - porquê ainda em vida da empresa (portanto, antes de 1994) não foi acautelada (pelo Ministério e Administração da empresa) a sugestão publica que lhe foi feita pela ADEP ?  
Hoje temos uma certeza: todos temos um objectivo que afinal é comum e que passa por viabilizar o potencial existente, capaz de se transformar num destino cultural que ajude a alavancar a economia destes dois lados do rio; há uma luz que afinal refulge do negro do carvão num tempo em que vivemos um pouco alienados pelo pechisbeque...o carvão pode voltar a ser um elo de ligação destas gentes destes dois lados do rio!
O nosso sincero reconhecimento a todos quantos se empenharam nesta etapa!






























Martinho Rocha