domingo, 16 de janeiro de 2011

E as lampreias e sáveis, lembram-se os amantes das barragens ?

Hoje é do Douro que falamos, das lampreias e dos sáveis e do seu desaparecimento.

Oportunidade para lembrar que volta às salas de Cinema a obra prima de Manuel de Oliveira e eis aí mais uma oportunidade para o recordar e fazer o contraponto do que eramos, do progresso e da outra face da moeda, as perdas associadas.

Falamos da lampreia, da sua importância na gastronomia e tradição, na economia de algumas classes mais pobres que as pescavam, assim como os sáveis, nas redes que lançavam nos areios de Boure e outros. Mas também as pescavam nas pesqueiras no Douro e por aí acima na Foz do Sardoura e no Paiva.

Quando da construção da Barragem de Crestuma/Lever diziam os responsáveis que eram apenas vantagens o que poderiamos esperar, mesmo com os peixes não ia haver problema, afinal volvidos estes anos a escada para estas espécies migradoras passarem a barragem ainda não funciona.

A ADEP tem vindo a expressar o sem descontentamento na Comissão da Bacia da Barragem e outros organismos da Admnistração Pública e da necessidade de inverter a situção porque afinal haverá sistemas que hoje funcionam noutros países, mas os anos vão passando e nada...

Esperamos que caia ?


Das acessibilidades do concelho e região muito há para dizer. No princípio eram "barrancos e precipícios ... (quem) viajar por isto vae em perigo constante de esmigalhar os ossos", como se lhes referiu Pinho Leal em 1863. Depois vieram as grandes obras (nessa época, estavamos ainda antes da Repúlica) e uma imensa rede de estradas, com o empenho do Conde de Castelo de Paiva.

Hoje as estradas, na região de Paiva são o que temos e todos conhecemos. Temos duas pontes onde bastava uma, já em Pedorio, por exemplo, onde era necessária, não existe. Fizeram-se promessas de estradas e Itenerários que não se cumprem. Os acessos são difíceis para as terras nossas confinantes como Arouca, Cinfães, Vila Nova de Gaia, Hospitais de Penafiel e Santa Maria da Feira e Autoestrada Sul, Porto e Autoestrada Norte. Enfim todos estes acessos estão no estado em que estão e com as deficiências que lhes conhecemos. Veja-se o caso da 108 (marginal Entre-os-Rios - Porto) com bordas e a cair permanentemente.

Esse problema como outros mereciam mais acompanhamento, sinalização e intervenção se as competentes entidades fossem mais diligentes e interessadas. Veja-se o caso desta árvore, junto a Rio Mau (Km 28), que cada dia que passa está mais inclinada. Vão deixá-la caír ?




sábado, 8 de janeiro de 2011

Poema Rio Paiva

E a propósito do poema, também oferecido por ADN º_º, nunca será demais lembrar “… as qualidades e vantagens na preservação de um caudal , selvagem e despoluido, apto para a manutenção de um sem número de actividades tradicionais, em contraponto com os malefícios das grandes massas de água paradas, como já existem na região (Crestuma /Lever e Torrão) e ainda o facto do Sítio Rio Paiva estar já classificado na Rede Natura 2000 pela Comunidade Europeia”.
do parecer da ADEP enviado em 2008 à CCDRN

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Poema MARMOIRAL

Não acontece todos os dias, mas quando acontece devemos partilhar!
A Direcção da ADEP aceitou e agradece publicamente o contibuto de ADN º_º publicando integralmente, os poemas de sua autoria, nas páginas anexas a este blogue, porquanto esta também é uma forma de promover a divulgação e valorização do nosso património.