quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Cortiça 2014

A cortiça é a casca do sobreiro – árvore nacional de Portugal desde 2012. É uma casca grossa e esponjosa que pode começar a ser cuidadosamente retirada do sobreiro, após 25 anos deste ter nascido. A primeira cortiça a ser retirada chama-se “cortiça virgem” e este primeiro ato de descortiçamento tem o nome de “desboia”. Passados 9 anos tira-se novamente a cortiça, a que se dá o nome de “secundeira”. Tanto a cortiça virgem como a secundeira têm uma estrutura demasiado irregular pelo que é necessário esperar mais 9 anos para se retirar a “amadia”, cortiça com qualidade suficiente para ser utilizada na produção de rolhas. Nesta altura, o sobreiro já tem 43 anos e passaram 18 anos da primeira retirada de cortiça. A partir daqui, a cada 9 anos pode ser feito o descortiçamento da árvore e essa cortiça pode ser utilizada nas rolhas. A cortiça virgem, a secundeira e toda a cortiça que sobra na produção das rolhas também tem utilização, não em rolhas mas noutros produtos que podem ser feitos com cortiça triturada.


À medida das nossas possibilidades também estamos a colaborar neste objectivo primeiro de cuidar do ambiente. Este ano proporcionamos a extração da cortiça dos sobreiros do nosso Parque das Tílias. Passaram já nove anos e esta (a secundeira) ao que consta dos manuais é a mais valiosa!

Aproveitamos para sensibilizar para o projeto Green Cork | Quercus

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Orçamento participativo para a Ponte Velha de Pedorido, Já !








Há cada vez mais municípios a aderir aos orçamentos participativos. São uma forma de dar oportunidade à população de dizer das suas necessidades e expectativas. O cidadão passa a envolver-se no processo de decisão sobre o investimento municipal. Ganha a democracia que haja cada vez mais pessoas a interessar-se e a participar nestas decisões.
Recolhemos e divulgamos esta notícia, no JN do passado dia 26, mas há  notícias de muitos outros exemplos por esse país fora. Porque será que em Paiva ainda não se avançou nesta forma de planear e construir algumas das infraestruturas de que todos sabemos: são desejadas e necessárias - eventualmente em desfavor de outros gastos ?

Por aqui poderia passar um projeto plurianual para a recuperação da Ponte Velha de Pedorido e mesmo a sua integração num roteiro do património material e imaterial das Minas do Pejão ou um projeto de criação do Parque “da Cidade” à Bafareira e Frutuária.
( base legal: art.º 2.º da CRP e Lei  75/2013, de 12 de Setembro)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Castelo de Paiva na Idade Média






Dois autores paivenses no curto espaço de um ano publicam duas obras que dão visibilidade a um conjunto de personalidades, com existência histórica documentada, que viveu na Terra de Paiva e nasceu e/ou descende daqueles que são os primeiros portugueses da História.
Em “Santo António de Lisboa – encontro nas origens – Castelo de Paiva”, Mário Gonçalves Pereira nomeia, compila e sistematiza várias fontes documentais que credibilizam a tese de que Santo António (nascido em 1195) descende de paivenses ;
Em “Os Segredos de Jacinta” Cristina Torrão  relata, ficcionando - no intervalo de tempo que medeia a festa da Santa Eufémia em São Pedro do Paraíso, (no ano de 1138) e o da Conquista de Lisboa (em 1147)-, o percurso de uma jovem   que “nascera no seio de uma família modesta da Terra de Paiva, que se escapulira de casa, que fugira do mosteiro, que andara de terra em terra como soldadeira e que (…)findo o cerco, não tinha onde cair morta, estava ali perante D. Afonso Henriques a ouvir-lhe encómios.”, este Rei que com a sua gente humilde, ou fidalga como Martim Moniz, Mem Moniz de Gondarém; Paio Peres Romeu de Paiva, Soeiro Pais Mouro de Paiva, entre outros, faz “a História de um condado feito reino seguir seu curso”.


Duas obras, cuja leitura recomendamos, que ficam, pela certa,  para a nossa história, pelo que nos elucidam sobre a forma de vida nos séculos XII e XIII e contributo das nossas gentes e território!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ponte Velha de Pedorido - reclamação

A ADEP usando da prerrogativa que lhe confere o Código do Procedimento Administrativo enviou hoje  para a DGPC reclamação da decisão de arquivamento de que foi notificada na sequência do pedido de classificação, como imóvel de interesse público, da “Ponte Velha de Pedorido” então apresentado ao mesmo organismo.
A deliberação de avançar com esta reclamação foi tomada na última reunião da Direção e pretende afirmar a sua oposição a um despacho que não tem sustentação no parecer técnico. 
Nessa Informação/Parecer são enumerados um conjunto de aspetos que no entender da ADEP, completam e reforçam o pedido de classificação apresentado. 



Ao longo de toda a informação n.º 948862/DRCN/DSBC, que foi produzida pelo especialista que visitou o local em junho de 2014, não são referidos quaisquer argumentos de natureza técnica que contrariem a pretensão apresentada por esta Associação
Se esta iniciativa vier a ser indeferida então a Câmara Municipal fica obrigada a deliberar sobre se promove ou não a classificação da referida ponte como valor concelhio.






segunda-feira, 11 de agosto de 2014

publicações à venda

Publicações disponíveis


- “A Necrópole romana de Valbeirô (Sardoura, Castelo de Paiva)”, separata de Coninbriga 32-33 1993 1994, de Lino A. Tavares Dias, edição da ADEP em 1997. Custo: 2,00€,  por unidade;

“Ara Laribvs Ceceaicis em Castelo de Paiva”, (Vila Verde, São Martinho de Sardoura) separata de Coninbriga, de José d’ Encarnação e outros – edição 2013 - 1,00€, por unidade. Esgotado;

Calendário de parede para 2014, dando voz ao slogan “uma ponte para o futuro” do Movimento de Defesa da Ponte Centenária de Pedorido - 2013 - 1,50€unidade. E outros anos (últimos exemplares para colecionadores);

- “Elementos para a História de Castelo de Paiva”, de Margarida Rosa Moreira de Pinho, reedição da ADEP em 1991. Custo: 7,50 €, por unidade;

- “Lendas e Tradições de Castelo de Paiva”, de Adriano M. Strecht de Vasconcelos, edição da ADEP. Custo:   5,00€, por unidade;

-“Manual do cultivo e da confecção do Linho”, de Domingos Quintas Moreira, edição do Parque Biológico de Gaia, E.E.M. em 2009. Custo 5,00€ por unidade;

- Postais ilustrados  diversos motivos, edições várias da ADEP. Custo:  0,50 € por unidade;

- “Santo António de Lisboa – encontro nas origens – Castelo de Paiva”, de Mário Gonçalves Pereira, edição de 2013, custo: 15,00 €, por unidade.

Nota: O preço inclui iva à taxa legal.







quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ponte de Pedorido: A Câmara que decida...


Foi determinado o arquivamento  do requerimento de classificação da Ponte Velha (Rodo-ferroviária) de Pedorido. Agora diz a Lei que compete à Câmara Municipal (não de Aveiro, para onde se diz que foi enviada cópia, mas para Castelo de Paiva...) ponderar se a classifica ou não como de Interesse Municipal.
Numa primeira leitura (e na perpendicular, não deixa de surpreender que o juízo feito  (como consta da informação anexa) de que "...uma eventual classificação da ponte em termos nacionais deveria ser enquadrada em conjunto com as estruturas  das minas" e de que "A ponte Velha de Pedorido é testemunho de uma história centenária, muito ligada  à exploração de carvão num dos mais importantes centros mineiros, desta natureza, em Portugal (...) nela se reflete, do ponto de vista da memória colectiva da região essa época da história económica e social do país, que durou mais de um século. História de fulgor económico da actividade mineira e da vida muito árdua dos mineiros" não preencha um (pelo menos, e isso chega) dos critérios genéricos da Lei (art.º 17.º da Lei 107/2001 de 8 de Setembro - por exemplo, o da sua "alínea g)  - A extensão do bem e o que nele se reflete do ponto de vista da memória colectiva"!!!!
Nos termos da Lei pode ainda a ADEP e qualquer interessado recorrer do despacho.

Aqui está a informação (parecer da DRCN) anexa ao despacho