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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Ajudai-nos a salvar o Rio Mau!!!!!
Regato da Louseira
Quem daqui te olha,…que beleza!
Quem daqui te vê, fica encantado,
mas não sabe que não chegas à tal presa,
Na pureza e na frescura do passado.
De longe, a brancura dessa espuma
Iludiu meu olhar,…falso apelo!
Quis ver mais de perto, …e ao chegar,
Senti que me envolvi num pesadelo.
Pensar que meu monte, minha serra
teria este final?!...Quem diria…!
Meu Deus!!!...se Tu existes, afinal
porque deixaste morrer tanta magia?!
Daqui, da curva dos Sobreiros
olho Outeiro dos Servos…outro lado,
separado por um rio de águas brancas,
mas que de perto reparei ter-me enganado!!!
Onde está a verdura do passado
dos campos e latadas,…doce vinho
nascido no regato do Vale Grande
e que meu avô tratava com carinho.
Acorda minha gente,…gente minha
do sonho, do enredo, da pompura
onde os falsos promissores te adormeceram
com cantigas de fim de ditadura!!!
Ajudai-nos a salvar o Rio Mau!!!!!
Esta imagem e este “Sentimento”, são dedicados a todos os riomauenses que, independentemente da sua atividade, vingaram na vida graças à água que desde este regato chegava à Presa do Vale Grande para a rega do pão de nossos avôs.
Sim, porque foi desse “Sangue Cristalino”, que desde Vale de Lobos aos Cardais e Foz, a essência da vida originou nosso ser.
Desconhecer ou ignorar estas origens a par dos Moleiros e Pescadores de onde remanescemos, é augurar um futuro sem Futuro.
Mário Oliveira – janeiro/2013
Publicamos este apelo e grito de revolta de um colaborador da ADEP que acredita que as pessoas podem salvar o Rio Mau. O Rio Mau está transformado no que as pessoas permitiram e o que é mais grave ainda é que o que se passa com o Rio Mau é um espelho do que se passa com tantos e tantos rios das nossas aldeias.
Etiquetas:
Apelo!,
Aterro Sanitário,
Rio Mau,
Sustentabilidade
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Aterro sanitário da Ambisousa (Paredes, Penafiel, Castelo de Paiva), em Rio Mau, serra da Boneca
Concretizou-se na quarta-feira a terceira das nossas visitas à Ambisousa (segunda visita ao aterro de Penafiel em Canelas/Rio Mau). Iniciativa que queremos
seja o nosso contributo para uma atitude mais responsável de todos nós face à
melhor forma de eliminar/reduzir/reciclar e/ou reutilizar o lixo que
produzimos, pela melhoria do nosso ambiente na mãe terra e da nossa saúde!
Desta vez foi-nos proporcionada uma visita guiada pelas
várias secções de recolha onde a empresa faz a
selecção/triagem dos lixos que ali chegam (mal separados), pela via da reciclagem (dos ecopontos e
ecocentros): papel, cartão e vidro, mas também do material eléctrico e
electrónico, colchões e outros. Dispondo estes concelhos do Vale do Sousa
(Paredes, Penafiel e Castelo de Paiva) deste sistema de recolha lamentamos que haja ainda tanto lixo a céu
aberto pelas bermas das nossas estradas, montes e vales, o que denota uma atitude dos cidadãos e
autarquias pouco educada e responsável
uma vez que a recolha, reciclagem e erradicação destes lixos, pode
proporcionar retorno de franquias para os municípios, desde logo para a Ambisousa.
Igualmente constatamos com angústia que a quantidade de lixo
orgânico que ali chega poderia/deveria ser reduzida a metade se houvesse da
parte dos cidadãos a consciente e responsável selecção e escolha para a reciclagem principalmente no que
respeita a vidros, plásticos e cartão. É importante realçar aqui que à parte a
consciência cívica e a boa prática para o ambiente global, o próprio aterro
precisa desse contributo dos cidadãos, tendo em conta o seu prazo de validade e
a sua saturação a breve trecho.
Neste capítulo ainda somos a apelar a uma sensibilização do que pode ser feito quer por incentivos nas taxas pagas quer pela adopção da compostagem que pode remunerar os utilizadores, no primeiro caso, algumas vantagens e poupanças e, no segundo , na criação do seu próprio fertilizante para a horta e/jardim.
Neste capítulo ainda somos a apelar a uma sensibilização do que pode ser feito quer por incentivos nas taxas pagas quer pela adopção da compostagem que pode remunerar os utilizadores, no primeiro caso, algumas vantagens e poupanças e, no segundo , na criação do seu próprio fertilizante para a horta e/jardim.
Dos aproveitamentos
inerentes à exploração que a Ambisousa
explora como a recolha de biogás, lixiviados e energia solar foi-nos dada uma nota
do que isso representa em termos de captura de poluentes e do contributo da empresa para a diminuição da nossa pegada ecológica,
o que representa uma nota muito positiva de colocar as novas tecnologias ao
serviço das suas potencialidades/oportunidades.
Agradecemos ao Eng.º
David Tavares a disponibilidade e o empenho, no esclarecimento de todas as
questões colocadas, na mostra e explicações de funcionamento das diversas
valências, e na abertura demonstrada
para futuras visitas, e esclarecimento de dúvidas.
Quanto às preocupações da população sobre infiltrações, escorrências ocasionais que afectam os terrenos marginais e próprio Rio Mau, e que chegarão ao próprio Douro, foi-nos garantido que não há escorrência de lixiviados, apenas água das chuvas que pode deslizar com um ou outro saco plástico - o que é inerente à actividade - e que se esforçam por minimizar. O funcionamento regular da actividade foi-nos garantido e assegurado pela existência das análises mensais que são efectuadas por entidade credenciada, como de resto já nos tinha sido igualmente assegurado pelo seu Administrador Prof. Doutor Macedo Dias, em Lousada. Ficaram sem resposta o porquê da falta de históricos das leituras dos piseómetros, e escolha de local para a localização do aterro- a meia encosta da Serra da Boneca – sobranceiro ao Douro e em cima do Rio Mau, questões que a passagem do tempo não pode naturalmente reverter.
escreveu Martinho Rocha
Quanto às preocupações da população sobre infiltrações, escorrências ocasionais que afectam os terrenos marginais e próprio Rio Mau, e que chegarão ao próprio Douro, foi-nos garantido que não há escorrência de lixiviados, apenas água das chuvas que pode deslizar com um ou outro saco plástico - o que é inerente à actividade - e que se esforçam por minimizar. O funcionamento regular da actividade foi-nos garantido e assegurado pela existência das análises mensais que são efectuadas por entidade credenciada, como de resto já nos tinha sido igualmente assegurado pelo seu Administrador Prof. Doutor Macedo Dias, em Lousada. Ficaram sem resposta o porquê da falta de históricos das leituras dos piseómetros, e escolha de local para a localização do aterro- a meia encosta da Serra da Boneca – sobranceiro ao Douro e em cima do Rio Mau, questões que a passagem do tempo não pode naturalmente reverter.
escreveu Martinho Rocha
Etiquetas:
Ambiente e qualidade de vida,
Aterro Sanitário
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