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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Convidamos para a Feira, domingo!








O convite para uma visita aqui fica a todos, amigos, associados e patrocinadores.
Este ano como tem acontecido nos anos anteriores e como é normal num evento desta natureza, além dos amigos e do gozo de um dia diferente vai encontrar em quantidade e qualidade aquilo que aqui apenas lhe podemos proporcionar por imagem... os petiscos e os vinhos!
Fica a faltar ainda o sabor, a quente ou a frio, como seja de regra...que lá encontrará!

domingo, 11 de outubro de 2015

A Frutuária e a Feira do século XIX - 2015

Com alguns salpicos de chuva, nemos do que os anunciados com o acostumado alarmismo da nossa comunicação social, decorreu mais uma edição do evento Feira do séc. XIX, no Parque das Tilias.
Da responsabilidade da ADEP com a participação de meia centena de vendedores, produtores agrícolas, artesãos e grupos de animação, a Frutuária abriu-se uma vez mais à multidão e a organização acrescentou ainda abertas gratuitamente as suas valências: Casa dos Engenhos, Museu - "Primeiras Artes" e novo espaço de exposição permanente "Ao enconcontro com as Minas do Pejão".
Deixamos aos visitantes deste espaço especialmente aos que não tiveram oportunidade de estar presentes, uma seleção das fotos obtidas que consideramos mais marcantes.
Fica o nosso sincero agradecimento a todos os que de alguma forma contribuiram para a realização e sucesso de mais esta iniciativa.











sábado, 10 de maio de 2014

Feira de Nojões - Domingo 11 de Maio


Recriar a Feira de Nojões é recordar vivências dos tempos mais longínquos, datas incontornáveis como a da entrega em Vilar de Nojões do Foral de Payva (a 6 de Maio de 1517), e seu términus em 1968. Assim, numa lógica de respeito e valorização da história pretende-se, através de um conjunto de expositores e stands, promover e retratar a identidade do concelho de Castelo de Paiva. Com esta recriação pretendemos dar mais vida ao local e suas gentes.
Para tal contamos com a presença de artesãos, produtores agrícolas e animação; demonstrações de como trabalhar o linho e outras tarefas domésticas vão estar a cargo do Grupo do Linho e Escola de Música de Real. Como não podia deixar de ser, presente estará a gastronomia da época desde as papas aos rojões ao pernil, e muito mais… o pão de milho e o Vinho de Paiva.

 
A organização da Feira de Nojões conta com a parceria das seguintes entidades: COOPERATIPAIVA- Cooperativa de Serviços e Agricultura, CRL, a ADEP- Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico - Cultural de Castelo de Paiva   ASCRN-  Associação Social  Cultural e Recreativa de Nojões e com o apoio da Junta de freguesia de Real e Câmara Municipal.

domingo, 1 de julho de 2012

Domingo na Feira haverá pão e vinho. Também, rojões, rabanadas, papas e pataniscas !

O tinto é o tinto, mas o vinho branco de Paiva feito de bica aberta era já um dos tributos do Foral em 1513!

                                       


Vinho, linho e azeite não sendo tudo é do mais emblemático que produzimos de longa data.  Alguns deles constam do Foral. Contam-se quinhentos anos com avanços e recuos. Assim se foi fazendo a evolução para a realidade dos dias de hoje. Nos anos sessenta (do séc. passado) com a emigração e a mecanização; nos anos oitenta com a industrialização e a politica da CEE...Sobre a paixão, o desencanto e rotina dos processos; sobre os sabores; sobre as vidas nos momentos altos e baixos muito teriamos que conversar...



recortamos excertos de uma brochura "Os moinhos e lagares da nossa memória", publicada já há mais de dez anos a propósito dos engenhos e lagares que recuperamos e instalamos no Parque das Tílias - "Museu Etnográfico", espaço Casa dos Engenhos, Dr. Justino Strecht Ribeiro.



A terra de Paiva tal como a generalidade das terras do interior tinha na agricultura a sua atividade principal. Os cereais (milho miúdo, centeio, trigo e cevada) e a vinha ocupavam  por certo a maior parte do tempo de trabalho das pessoas.
A qualidade e o prestígio do nosso vinho,  há-de ter raízes na nossa ancestral mestria de o saber fazer. O vinho branco feito de bica aberta era já um dos foros do Foral concedido à terra de Paiva.
As estrigas de linho, o mel, a cera, a manteiga, o pão terçado e meado,  eram produtos que necessitavam de outros saberes e trabalhos, ainda assim a necessitar de pouca “industrialização” . As nozes e as azeitonas são frutos presentes no Foral. Não se pagava por exemplo com azeite, ainda que o concelho tenha hoje testemunhos de uma forte presença dessa cultura nos últimos séculos. A pecuária, assim como os ovinos, caprinos, bem como os porcos e a aves de capoeira também são referenciados. Não eram ainda conhecidos a batata e o feijão, porque terão sido introduzidos mais tarde, com as descobertas.
Há 500 anos, acabávamos de descobrir o Brasil, e já nesta terra eramos uma sociedade com organização desorganizada. Isto é, com o Foral pretendeu-se pôr ordem nos foros e tributos que se pagavam na terra de Paiva. Atualizaram-se os direitos dando-se-lhe um suporte legal que até então não existia, por causa das falsificações, interpretações erradas e ainda os abusos e pressões dos alcaides, senhorios, ordens religiosas, igrejas, etc.
Num território que incluía a freguesia da Espiunca e deixava de fora a de Bairros, o vinho, branco e vermelho, era um dos foros que, a par do milho, do trigo e do dinheiro, se pagava em maiores quantidades. Segundo Francisco Ribeiro da Silva pagavam-se no total cerca de 250 alqueires de trigo, 300 de milho e 12$752,5 reais em dinheiro.
O Foral fixou também os encargos com o trânsito comercial dos mais variados produtos, fossem eles transportados em besta cavalar, muar, carro ou carreta. Também as barcas de passagem e as que transportavam o vinho vindo do Douro assim como a ocupação dos maninhos e as pescarias da lampreia e do sável nos sítios de Boure, Midões e Pedorido, são matéria, como a Lei Penal, objeto de regulamentação.























escreveu Martinho Rocha

sábado, 5 de dezembro de 2009

notas sobre o 496.º aniversário do Foral de Paiva, na ADEP



- E então como correu a caminhada ? - perguntará quem não esteve. - Correu bem ! Foi concorrida, animada, educativa e até confortante para o estômago - dirá quem participou !

Iniciou-se no Parque das Tílias, pelas 9,30 horas, tomou-se o autocarro da Câmara até Vilar onde se procedeu à concentração e se "alistou" o novo Presidente Gonçalo Rocha. Depois as boas vindas do Martinho e a entrega do grupo ao guia de serviço, o sr. Coelho. Seguiu a caminhada, com o avistamento do local da entrega do foral em 1517, com passagem pelos caminhos e veredas de Nojões, por entre o casario de xisto, até ao Sardoura. Viu-se a casa da cadeia. Falou-se da feira dos porcos, do engenho de linho e da casa da roda. Deram-se os bons dias a alguns residentes e recordaram-se as gentes que por aqui viveram e trabalharam até meados do século passado. Passamos a ponte que a cheia de 67 não derrubou e entramos na freguesia de Sobrado, onde constatamos um problema de saneamento que está a poluir estas quintas e lameiros, algumas desactivadas como as de Almarde.

Depois já na ADEP tivemos oportunidade de ouvir a Joana Martins, jovem associada, com formação em História que nos deu uma "aula" sobre o Foral às Terras de Paiva, a que se seguiu um prato de reconfortantes papas acompanhadas de rojões, vinho verde e brôa e milho.

À margem deste "encontro com a ...história" foi visionada uma selecção de fotos sobre os 30 anos de actividade da ADEP, lançado calendário temático para 2010 e ainda tivemos a oportunidade de receber o sr. Armando Pinto Lopes que veio entregar à ADEP alguns exemplares da obra recentemente editada sobre a Empresa de Viação Paivense, em que a adep colaborou com algumas fotos e que faz o historial de uma das primeiras empresas de transporte motorizado do norte que em Paiva tem longa história através da "camioneta do correio" ou do "Pinto Lopes". Martinho Rocha