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domingo, 12 de julho de 2026

As travessias alternativas do Douro, no caminho de Santiago, no evento Rios Ibéricos!


Nós e a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago damos conhecimento da nossa participação -  este fim de semana - na celebração do Dia de Santiago’ 2026. 

É da iniciativa e responsabilidade da ADEP a redação do texto que informa sobre a história e importância do local do evento RIOS IBÉRICOS, que foi lido em voz alta como vem acontecendo nos últimos anos. Leitura integral patreon.com/adeppaiva











segunda-feira, 6 de julho de 2026

A Caminho de Santiago de Compostela!







Uma caminhada familiar organizada com tempo e em tempos e distâncias limitadas.

Etapas mensais com quilómetros percorridos limitados a 10 a 12 km, por forma a permitir que o caminhante mais idoso, um ancião pai de três filhos e avô de três netas, possa incorporar-se no grupo familiar que está predisposto a atingir o objetivo de num período aproximadamente 3 anos, sem pressas, sem desânimos, sem constrangimentos nas suas vidas profissionais e académicas e mesmo dos momentos de lazer, que em domingos pré-determinados, possam caminhar em grupo, de 4 a 10 elementos, formado por si, dois filhos e noras, filha e genro e três netas, que se encontrem disponíveis, a cada de domingo agendado, para essas caminhadas. Paulatinamente vão calcorreando os trilhos mais propícios à sua viagem pedestre, tentando evitar as grandes vias de circulação do trânsito automóvel, sempre poluentes nas suas diversas formas de poeiras, gases e ruídos, resguardando-se de eventuais acidentes, procurando, ao mesmo tempo, encontrar trajetos de antigas vias, caminhos romanos, que os há, por estas terras dos Vales dos rios Arda, Sardoura, Douro, Sousa e mesmo o Vizela, alguns deles sinalizados pela Rota do Românico.

O caminho, no concelho de Castelo de Paiva, foi definido e mapeado, tempos atrás, aquando da

elaboração pela ADEP do Guia do Peregrino, definindo os trajetos relativamente aos Caminhos de

Santiago e de Fátima.

O grupo definiu que a caminhada tem de ter a concordância dos que podem avançar no que respeita

à data programada para cada etapa, tendo sempre em consideração que no final da caminhada será a

hora de almoçar, e, por isso, convém pesquisar os locais onde se possa tomar essa refeição.

Primeira etapa:

Neste Caminho de Santiago, na primeira etapa, o grupo partiu da extrema sul do concelho de

Castelo de Paiva, na Ponte do Arda e definiu-se que terminaria na zona de Cruz da Carreira.

Subimos pela estrada nacional, atravessando as rotundas do Pejão e de Carvalho Mau em direção a

Sabariz. Nessa zona de Carvalho Mau, recordaram-se os monumento megalíticos pré-históricos, de

3 mamôas, ali existentes.

E daí até à Cruz da Carreira, aproveitando a descida, o avançar do grupo tornou-se mais compacto e

com probabilidade de conversas mais cara a cara e sem desfasamento nos movimentos das pernas

andarilhas.

Segunda etapa:

A segunda etapa avançou pelo centro de Nojões até ao vale do rio Sardoura, que atravessamos pela

pequena ponte pedonal, a norte da ponte do concelho, que nos introduziu no antigo caminho

mineiro percorrendo a encosta até nos entroncarmos com a estrada N222, e passando junto do

Cemitério logo se alcançam a Travessa do Mineiro e Rua Emídio Navarro, Largo do Conde e

Marmoiral da Boavista, da Rota do Românico.

Nas redondezas, os caminhantes não podem, nem devem, perder de vista as terras dos progenitores

de Santo António, de Gondim, da Cerrada e mesmo as de Vegide, onde encontrarão as

emblemáticas sepulturas de antanho designadas por Pia dos Mouros, memórias sepulcrais de

ancestrais habitantes desta zona.

Continuando o caminho até ao alto de Vegide, ali no topo do monte, depara-se-nos uma ampla

janela aberta sobre as terras verdes de S. Martinho de Sardoura e de Santa Maria de Sardoura e

descemos, descemos, deslumbrados, até à Cruz de Agra, cruzando a estrada N224, para voltarmos a

subir nova encosta e pelo cume do Monte, via Espinheirinho, não tardou, chegarmos à rua do Areal

e daí a Boure e à ponte nova Hintze Ribeiro, que nos permite atravessar o rio Douro, para

ingressarmos nos caminhos do concelho de Penafiel . Ali, sempre nos espera uma subida íngreme e


difícil até atingirmos o local do fim da etapa: as Quintas de Abôl de Cima e Abôl de Baixo, a menos

que tomemos outra alternativa, contornando a tal encosta de subida difícil e penosa, avançando pela

estrada até próximo do Inatel, na Torre, onde se pode voltar à esquerda para apanhar as vias

interiores até próximo da Rotunda do Pingo Doce / Hospital e daí até Lodares, na terceira e quarta

etapas.

Terceira e quarta etapas:

Nas terceira e quarta etapas atravessamos o território do concelho de Penafiel, iniciando a

caminhada no ponto de chegada da segunda etapa, Quintas de Abôl. Entramos no concelho de

Lousada, com finalização previamente prevista para a zona de Lodares.

A caminhada realizou-se na base do “sempre que possível, encurtar caminho” e procurar recuperar

vias antigas de rotas de peregrinações diversas, paralelas às vias de trânsito principais, mas

acessíveis do ponto de vista pedonal, procurando, ao mesmo tempo, passar junto de templos

religiosos que se deparem nos nossos caminhos e visitá-los, aproveitando para alguns minutos de

descanso.

As quinta e sexta etapas estão previstas serem realizadas, entre Lodares e Lustosa no concelho de

Lousada e entre Lustosa e “algures” no concelho de Vizela, junto à N 105.

Desde esse local até ao Castelo de Guimarães tenciona-se percorrer mais uma, perfazendo assim um

total de 7 etapas no percurso desde Castelo de Paiva a Guimarães.

E porquê Guimarães?

Guimarães foi uma cidade fulcral nas Rotas de Santiago, muito antes do seu contexto histórico da

Independência e Fundação de Portugal.

Por isso, pensamos entrar aí no secular Caminho de Torres que liga Salamanca, via Guimarães,

Braga e Valença do Minho a Santiago de Compostela, na suposição, de que não há alternativa a esse

antigo caminho, em terras de Portugal.

De Guimarães avançaremos em direção às Caldas das Taipas, Serra da Falperra, Braga, Ponte de

Lima e por fim Valença do Minho.

De Guimarães a Valença a previsão aponta para 10 etapas ao ritmo de 10 km por etapa.

Ou seja, no total será um percurso de 17 etapas entre Castelo de Paiva e Valença do Minho.

De Valença a Santiago seguiremos o percurso definido pelos Galegos e que consta no Guia do

Peregrino editado pela ADEP.

O grupo parece estar a ser movido por uma atração magnética que o encaminha para Santiago,

mentalizado de que o tempo não conta, demore muito ou pouco, o que conta é que sempre se avance

até concluir, não uma “promessa”, mas a iniciativa assumida de se tentar chegar quando se chegar!

Cada percurso, cada nova descoberta é sempre única. Os nossos olhares vão cruzando com os

olhares de outras personagens que nos mesmos caminhos seguem outras direções e destinos

diversos.

E não há pressa em chegar, de facto! O grupo terá todo o tempo para quando entrar em Santiago, na

Catedral, focar-se na Cripta do Apóstolo, no Altar-Mor com a sua imagem, no icónico pórtico da

Glória, na Missa do Peregrino e no espetáculo sempre presente do balancear do Botafumeiro, o

incensário com cerca de 80 kg, também descer as escadas da Girola e chegar ao Mausoléu

subterrâneo com os restos mortais do Apóstolo Tiago, subir depois ao altar e dar o tradicional

“abraço” à imagem que representa a figura do Santo.

Só então, teremos cumprido, realizado o nosso caminho até Santiago de Compostela.


Que os paivenses sigam os nossos passos e bendigam São Tiago.

Mário Gonçalves Pereira

sábado, 23 de maio de 2026

Bom caminho, lhe desejamos!


Depois da inspiradora iniciativa dos jovens do Agrupamento de Escuteiros 1258 (de Fornos, Castelo de Paiva), que decidiram percorrer por etapas o Caminho de Santiago a partir do limite do nosso concelho — na Ponte de Arda, junto a Almançor —, contribuindo desse modo para valorizar e dar visibilidade às alternativas locais de travessia do Douro, surge agora uma nova e igualmente significativa iniciativa.

O nosso decano, sócio honorário e antigo Presidente da Assembleia Geral da ADEP, Eng.º Mário Gonçalves Pereira, figura incontornável no trabalho de implantação e consolidação da sinalética jacobeia que hoje se reconhece no território, propôs-se iniciar também a sua peregrinação a Santiago de Compostela, percorrendo o caminho por etapas, acompanhado de familiares e amigos mais próximos, seguindo por Lousada e Braga.

Mais do que uma simples caminhada, este gesto representa um testemunho de continuidade, dedicação e ligação profunda ao território e aos Caminhos de Santiago. Quem durante anos ajudou outros a encontrar o caminho, decide agora percorrê-lo passo a passo, numa experiência pessoal de encontro, partilha e memória.

A ADEP saúda esta iniciativa com particular apreço, vendo nela mais um sinal de que os Caminhos de Santiago continuam vivos entre nós, unindo gerações diferentes em torno de um património cultural, espiritual e humano que importa preservar e valorizar.

domingo, 5 de abril de 2026

Castelo de Paiva reafirma o seu lugar no Caminho de Santiago com o apoio da juventude




Agrupamento Escuteiros 1258





Agrupamento Escuteiros 1258



            




A ADEP continua a trilhar o caminho da valorização do nosso território. Hoje, partilhámos  o entusiasmo dos jovens escuteiros do Agrupamento 1258, que experienciaram o Caminho de Santiago entre as pontes do Rio Arda e Entre-os-Rios. Esta iniciativa, a primeira de várias etapas planeadas pelo grupo, sublinha a beleza e o potencial histórico deste percurso que atravessa o Douro em direção a Braga.






4 Fotos de " "Na senda de Almansor a caminho de Santiago"


Este passo reforça o trabalho que a ADEP, como membro fundador da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago, tem desenvolvido desde 2019. Recordamos que a nossa associação foi pioneira ao traçar a rota "Na senda de Almansor a caminho de Santiago", baseada nos relatos do geógrafo Al-Idrisi (séc. XII). Ver este "novo impulso" chegar pelas mãos dos mais jovens enche-nos de orgulho e aproxima-nos do grande objetivo: a certificação oficial das travessias do Douro em Castelo de Paiva. Reafirmamos, também, a nossa disponibilidade para converter um edifício em albergue, servindo de apoio a todos os peregrinos.




Martinho Rocha

segunda-feira, 9 de março de 2026

Caminho de Santiago - participa em voluntariado!






Como é do conhecimento de todos, encontra‑se em curso o New Footsteps on the Camino, o novo projeto de voluntariado jovem promovido pela Federação Portuguesa do Caminho de Santiago (de quem somos membros fundadores), no âmbito do seu Selo de Qualidade do Corpo Europeu de Solidariedade 2026. Neste primeiro ano do projeto, serão envolvidos cerca de 20 dos nossos associados, que acolherão e acompanharão os voluntários nos diferentes troços do Caminho. Nos dois anos seguintes (26/27 e 27/28), estão previstas novas edições do New Footsteps on the Camino, integrando outros parceiros da FPCS, de modo a garantir uma participação alargada e equilibrada de toda a rede. O objetivo é que a maioria dos associados tenham oportunidade de beneficiar do projeto e de contribuir para o seu impacto nacional.

Apesar da excelente adesão internacional já registada, o número de jovens portugueses inscritos continua reduzido. Por isso, pedimos o vosso apoio para reforçar a divulgação junto das vossas comunidades, redes e meios próprios, de forma a garantir que os jovens dos vossos territórios também beneficiem desta oportunidade única.

 

 

Sobre o projeto

O New Footsteps on the Camino desafia jovens entre os 18 e os 30 anos, portugueses e estrangeiros, a viver uma experiência transformadora de voluntariado ao longo do Caminho Português de Santiago. O projeto promove:

  • contacto direto com as comunidades locais
  • intercâmbio cultural
  • participação ativa em iniciativas sociais, culturais e ambientais
  • valorização e preservação deste importante itinerário cultural europeu

Existem duas modalidades de participação:

  • Voluntariado individual – cerca de 3 meses e meio
  • Voluntariado em equipa – cerca de 2 semanas

As atividades decorrem em vários percursos: Caminho Central, Caminho da Costa, Caminho Interior, Caminho de Torres e Via Nascente.

Todos os participantes recebem o Youthpass, e as despesas de transporte, alojamento e manutenção são asseguradas.

As candidaturas já estão abertas e contam, até ao momento, com cerca de 30 jovens de várias nacionalidades.

 

Divulgação e candidaturas

Pedimos que partilhem esta informação. A inscrição é grátis, e muito intuitiva, totalmente online.

 

INSCRIÇÕES e mais informações:
https://youth.europa.eu/solidarity/opportunity/50178_en

 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

E o sobreiro deu Amoras!

𝐂𝐚𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐢𝐚𝐠𝐨
Crasto, UF Arouca e Burgo
Na parte de baixo do morro de São João de Valinhas, do lado de Crasto, localiza-se a pequena capela de Santiago. Este local é mais um ponto de referência de um itinerário associado ao vale do Arda ( do sul para norte / de Arouca para Paiva), que Adriano Strecht de Vasconcelos, situa já ao tempo do Conde D. Henrique, narrando o episódio lendário da conversão, ao cristianismo, do Rei Mouro de Lamego, e sua família, após a derrota que sofreu no monte e no vale de Santa Eulália. https://www.facebook.com/museumunicipaldearouca/posts/1164829855434052?comment_id=2283974425337824&locale=pt_BR
A Lenda do Milagre do Sobreiro. Nas montanhas e vales do Douro, onde o nevoeiro se ergue como véu dos segredos antigos, viveu Echa Martim, rei mouro de Lamego, altivo e senhor de si, guerreiro de vasto domínio. Conduzido pela espada e pela honra dos seus, encontrou o seu declínio não na morte, mas na transformação. Derrotado em Arouca por D. Henrique de Borgonha e seu fiel vassalo Egas Moniz, Echa Martim não tombou em sangue, mas dobrou o joelho com dignidade. Reconhecendo o valor do inimigo, e movido por uma fé que começava a sussurrar-lhe ao espírito, aceitou tornar-se tributário dos cristãos, mantendo sua honra intacta. Mas o destino, sempre inquieto, não cessava ali sua obra. Na viagem de regresso, atravessando as terras de Paiva e da Raiva, Echa Martim, acompanhado da esposa Ansora e da filha Zara, foi tocado pela mensagem da cruz. O guerreiro mouro e sua família abandonam o Islão e convertem-se ao cristianismo, em pleno coração da serra, num gesto que selou a reconciliação entre dois mundos. O Grito de Zara e o Milagre do Sobreiro. Mas a paz não viria sem justiça. Zara, moça de alma luminosa, carregava em silêncio uma dor negra: fora forçada por D. Nuno de Mansores, senhor feudal cruel, alma de pedra, que mesmo servindo ao Conde, era inimigo da luz. No momento da conversão, Zara não silencia mais — acusa publicamente seu agressor, perante o próprio D. Henrique. D. Nuno, arrogante, duvida da acusação. Mas, num gesto ousado, propõe uma prova: “Se o sobreiro der amoras, estarei culpado. Se não, será minha escrava.” A natureza, instrumento do divino, responde. No momento da missa, o sobreiro floresce frutos de amora, como nunca antes visto. O milagre consagra a verdade. D. Nuno, humilhado e redimido, aceita casar com Zara — não por obrigação, mas por penitência e honra. A justiça de D. Henrique, justa e temperada com clemência, sela o destino: o Couto da Raiva é doado como dote a Zara, e ali se ergue um templo consagrado à Senhora das Amoras, sinal da fé nova que nasceu do sofrimento e da redenção. Echa Martim, já cristão, regressa com Ansora a Lamego, não mais como rei mouro, mas como cristão reconciliado com o destino — um homem que perdeu um trono, mas ganhou uma alma. Esta versão da lenda, ao contrário do heroísmo clássico e do castigo final do mouro vencido, apresenta um drama moral e espiritual profundo. Echa Martim não é o inimigo, mas o convertido. Zara não é apenas vítima, mas símbolo da justiça restauradora. D. Nuno, o vilão, é exposto, mas não destruído — é transformado pela intervenção divina. Essa narrativa revela uma faceta singular da tradição portuguesa: a fusão entre cavalheirismo, justiça divina, e a ideia de reconciliação. Também mostra o papel da mulher como portadora da verdade, e da natureza como testemunha do sagrado.
Martinho Rocha reuniu e escreveu sobre os vários contributos.

domingo, 16 de março de 2025

Destinos de peregrinação. A BTL e o Douro no caminho de Santiago

Com tantos e tantos apelos aos sentidos que uma feira como a BTL proporciona ao comum dos cidadãos que aí se dirija sem um objetivo preciso, o mais provável é que sinta vontade de lá voltar para ver e apreciar com mais detalhe algumas das propostas que num primeiro relance passaram despercebidas. Razão para virmos puxar a brasa para a nossa sardinha e aproveitar a claridade posta por esse foco para divulgar imagens dos nossos caminhos de peregrinação, de hoje e de ontem, de sempre ou de algumas vezes em que o Douro se atravessava nestas terras quando se ia ou vinha de Arouca, Penafiel, Marco, Cinfães. Eram travessias alternativas aos grandes caminhos.Em Castelo de Paiva proporcionava-se aos peregrinos a travessia de barca, ou a pé, para seguir para norte para Paredes, Gondomar, Penafiel, Marco de Canaveses e daí para Felgueiras, Guimarães, Braga ou outros. Apresentamos um pequeno video de dois nossos colaboradores paivenses, que merece ser visto, ainda que não passe na BTL..
https://adepcpaiva.com/percurso/
imagem de Adélio Gomes Moreira  e figuração de Fernando Padeiro

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Caminhos e travessias nos percursos de peregrinação!

Esta semana tivemos ao nosso serviço, a quem desde já queremos agradecer, dois mestres da representação, pessoal e fotográfica. Foram eles Adélio Moreira e Fernando Padeiro, que se esmeraram e nos conseguiram ótimas fotos do nosso património e paisagem, que vamnos partilhar com a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago. Esta que por sua vez estará presente na BTL de Lisboa, por estes dias. Por nós o objetivo é sensibilizar pela grandiosidade das nossas paisagens e património a que não ficam indiferentes os passantes peregrinos de quaisquer devoções e crenças, venham eles ao S. Domingos, às Cruzes, à Senhora das Amoras ou à Santa Eufémia; vão eles para Fátima ou Santiago e tenham de calcorrear trilhos e carreiros, atravessar rios e ribeiros! O Douro, o Paiva, o Tâmega, o Arda, o Sardoura, hoje tem pontes, ontem porque não as tinham, atravessavam-se nos locais onde era possível fazê-lo a pé enxuto no verão, ou onde havia barcas de passagem, como acontecia nas nossas margens desde a Foz do Paiva à Foz do Areja.Obrigado caminheiros desta causa!
                                           https://youtu.be/R1XhVeziRoM 
 Texto Martinho Rocha e Fotos Adélio Gomes Moreira

sábado, 17 de agosto de 2024

A Senhora da Silva e outras festas nos caminhos de Santiago!

A propósito da Festa da Senhora da Silva diz Serafim Oliveira (https://www.facebook.com/serafim.oliveira.3) que é uma festa com tradições na freguesia de Alpendorada Várzea e Torrão. Acontece no lugar de Vila Cete no dia 15 de Agosto de cada ano, mas não é muito vulgar nas regiões próximas, pelo que a curiosidade me levou a dar uma espreitadela na tentativa de descobrir algumas curiosidades que mostro aqui, para quem estiver interessado, no blog "Tancos Golas e Ladies". Capela a que já tivemos acesso em visita guiada por José Antunes, em outubro de 2019, a propósito da iniciativa " Na senda de Almansor a caminho de Santiago" procurando reconhecer caminhos e travessias alternativas do Douro, nos percursos do espiritual que de longa data se desenham por este território. https://tancosgolaseladies.blogs.sapo.pt/nossa-senhora-da-silva-4905?fbclid=IwY2xjawEt5A1leHRuA2FlbQIxMQABHXwsgeVp3896T_gNbFGB3YyhiQo36oRzErAY77t1iH148C0NeiIHhd3JkA_aem_mf3eCkngc9-hTnwVmregYw
Outra festa pouco vulgar na região é o Espírito Santo, que vem acontecendo em Viva Verde, S. Martinho de Sardoura, Castelo de Paiva e que nos coloca numa rota de ligação ao Douro. Em 2008 foi ali encontrada uma ara romana, dedidacada à dividade Lares o que nos leva a procurar respostas para muitas perguntas que se fazem sobre a grandeza da terra, crenças e tradições desde esses tempos remotos anteriores ao cristianismo. Sobre este tema voltaremos a falar.

quarta-feira, 17 de julho de 2024

O caminho de Fátima e Santiago nos Rios Ibéricos 2024

Pela terceira vez consecutiva a ADEP Castelo de Paiva e a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago associaram-se ao evento Rios béricos para, no local de Entre-os- Rios / Boure, aquando das provas de natação e ciclismo aí realizadas, de forma audivel, lembrar aos participantes e assistentes a importância do local que desde tempos remotos é dos mais emblemáticos de atravessamento alternativo do Douro, nos caminhos de Fátima e Santiago. Para ver uma parte do evento seguir https://www.facebook.com/media/set/?vanity=riosibericostriathlon&set=a.1225851918380498 Esta iniciativa integra-se na comemoração anual do Dia de Santiago.
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Evidências de um dos nossos caminhos antigos a Santiago!

Diz o nosso amigo Luís de Sousa, a quem pedimos permissão para partilhar, o seu alerta, que voltou a dar o ar da sua graça o que resta da estrada romana/medieval que percorria a vertente Sul do Castro de São Domingos, na freguesia de Vila Boa de Quires, concelho de Marco de Canaveses. Este trecho pertencia ao importante eixo viário que na Época Romana ligava Emerita Augusta a Bracara Augusta e que na Baixa Idade Média constituía um dos muitos caminhos que os peregrinos tomavam para chegar a Santiago de Compostela. 
 Nós comentamos, por reconhecer a importância dos testemunhos e da necessidade de medidas visíveis e urgentes de proteção, sob pena, daquela antiga estrada, ser destruída. Trata-se de um importante testemunho também de ligação e alternativa de atravessamento do Douro, em Castelo/Couto e Bitetos, no caminho de Santiago, vindo de Sul para Norte/Braga. Um desses trajetos foi desenhado por Al-Idrisi, geógrafo muçulmano do séc.XII. 
O que dizem alguns autores: 
"RELATOS OU TESTEMUNHOS DE PEREGRINOS E VIAGEIROS (LITERATURA ODEPÓRICA) O principal relato do itinerário, e não deixa de ser paradoxal, não é de um peregrino ou devoto do apóstolo, mas o de um geógrafo muçulmano, Abu “Abd Allah Muhammad Al-Idrisi”, que no terceiro trimestre do século XII descreve dois Caminhos para ir a Compostela desde Coimbra, o marítimo e o terrestre: “Reanudando ahora nuestra relação primera, direnos que el camino de Coimbra a Santiago por tierra es éste: de Coimbra a la aldea de Avo hay uma jornada; de esta aldea a la de Outeiro, otra jornada; otra, desde allí al principio de la tierra de Portugal, que el camino atraviesa por espacio de um día hasta llegar a Villabona del Quer, jumto al Duero o rio de Zamora, cuyo paso se efectúa en barcas dispuestas para el tránsito. De dicha aldea al rio Minho, en el castillo de Braga, hay 60 millas, equivalentes a dos jornadas y otras dos desde este castillo a la ciudad de Tui, pequenha, bonita y abumdada”. 
Faltaria um dia mais de Tui a Compostela, pelo que no total somaria oito longos dias, é de se supor que a cavalo, que de certo modo equivalem às programadas no livro V do Códice Calixtino. Como se pode verificar, para qualquer possível reconstrução rodoviária a partir do texto, é muito moderado ao citar povoações; apenas as aldeias de Avô, identificada ao longo do rio Alva, afluente do Mondego; São Miguel do Outeiro, começando 10 km a oeste de Viseu; Vila Boa de Quires (Marco de Canaveses), a leste de Penafiel e não longe da confluência do Tâmega com o Douro; e no final a confusão de colocar Braga no rio Minho. A marcação aproximada do itinerário parece melhor encaixar com a via romana que se dirigia para Braga, a poente do Caminho medieval, com desvio final não para Chaves, mas pela via de Braga a Contrasta (desde 1262 Valença) e Tui. Neste âmbito rodoviário adquire maior importância Marco de Canaveses, que na Idade Média fica fora dos principais trajetos de peregrinos descritos, mas que no século XII deve ter tido um importante papel no trânsito entre Trás-os-Montes, a Beira Alta e Douro, uma vez que para além da ponte romana reparada na época medieval a mando de D. Mafalda, a própria rainha doou o seu palácio de Canavezes para hospital de peregrinos. 97 96 J. GARCÍA MERCADAL, Viajes de extranjeros…, op. cit., t. I, pp. 186-197; 
P. SÁNCHEZ LÓPEZ-ORCAZBERRO, ‘Los Caminos Portugueses a Santiago em la obra del geógrafo árabe Al-Idrisi’, Actas do III Encontro Sobre os Caminhos Portugueses a Santiago, Valença do Minho, 21, 22 e 23 de Abril de 1995, Valença do Minho, 1997, pp. 51-59. " 
Também Martinho Rocha defende e apresentou no Congresso "Caminhos de Santiago e de peregrinação" no Marco de Canaveses em maio de 2021 que " Há demasiadas provas de passagem e vivência humana neste território da antiga Anégia, desde remotas Eras. Divide-a ao meio - o Douro -, rio caudaloso nas estações frias e de fácil travessia nos estios, oferecendo assim diferentes formas de atravessamento. Os seus muitos afluentes: Paiva, Sardoura e Arda, na margem esquerda; e Tâmega e Mau, na margem direita, confluem próximos, tornando mais cobiçados os vales férteis da outra margem e próximos os destinos mais longínquos. Os caminhos com marcas antiquíssimas nas calçadas, ladeiam as necrópoles e as mamoas. A história carrega, desde a idade média, as cruzes, os topónimos, os oragos e vieiras nas igrejas e a organização das paróquias. O caminho para Santiago, na região, pode dizer-se que se divisa na névoa estelar de incidências várias e que, para o atravessamento do Douro, encontra aqui, desde sempre, alternativas de outras travessias: a nado, a vau, de barca."

domingo, 23 de julho de 2023

"RIOS IBÉRICOS" As travessias em Entre-os-Rios/Boure nas vésperas de Santiago!

E a mensagem da importância deste local foi por nós passada pelo segundo ano consecutivo numa parceria que associou a Federação do caminho de Santiago.https://www.facebook.com/hashtag/caminhodesantiago
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- A Igreja de Sardoura, com o seu singular campanário tem na frontaria a Vieira!---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- A ADEP - Castelo de Paiva e a Federação do Caminho de Santiago associam-se ao evento Rios Ibéricos para anunciar ao público presente, a título de celebração do próximo Dia de Santiago 25, a importância estratégica daquele local Entre-os-Rios/Boure(foz do Tâmega): de travessia do Douro pelos peregrinos do caminho de Fátima e alternativa aos caminhos Central e do Interior do caminho de Santiago. Os lugares de Boure (Castelo de Paiva), Entre –os-Rios, Eja (Penafiel) e Torrão (Marco de Canaveses) são locais ribeirinhos, desde sempre dedicadas ao cultivo da terra e às atividades dos rios; são também locais de vivência e passagem milenar que se fazia nas barcas de passagem e a vau, de que ainda hoje há inúmeros testemunhos nas imediações: nas calçadas, na documentação, na toponímia, nos cruzeiros, no edificado habitacional, nas igrejas, capelas, conventos e mosteiros. E se de Sul para Norte o destino mais longínquo era Braga e Santiago, nas proximidades, no dia a dia, era o destino mais solene para as festividades e as obrigações dos crentes para cumprir em Entre-os-Rios ( Capela de Santiago), em Cabeça Santa (na Igreja românica ), em Amarante Convento de São Gonçalo/casamenteiro), em Alpendorada (no Mosteiro de São João Batista), etc. , etc... Mais recentemente também o Santuário de Fátima passou a atrair peregrinos que fazem igualmente a travessia do Douro neste local – pela Hintze Ribeiro, ponte de má memória (que ruiu em março de 2001 e levou para a morte 59 pessoas) seguir em https://www.facebook.com/adep.adeppaiva.58/ ________________________________________________________________________ *“Atualmente é inegável o contributo dos Caminhos que rumam a Santiago de Compostela no desenvolvimento sociocultural e turístico dos vários territórios por eles atravessados e os respetivos impactos positivos na sua economia local, principalmente no interior do país. Foi neste contexto que, em Maio de 2019, foi criada a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago, projeto que já vinha sendo desenvolvido desde 2015 por vários parceiros fundadores (entre os quais a ADEP), com os apoios respetivos do Turismo de Portugal e Direção Geral de Património Cultural. Assim, a Federação Portuguesa do Caminho de Santiago resultou da necessidade de existência de uma organização que permitisse a concertação de todas as matérias relacionadas com os Caminhos de Santiago em Portugal, associando à volta deste projeto os Municípios, Associações de Peregrinos e todas as Instituições privadas ou públicas relacionadas com esta temática. Entre as atividades realizadas pela nestes primeiros dois anos de existência, destacam-se de seguida as mais relevantes: Renovação da Certificação do Caminho de Santiago como Itinerário Cultural Europeu, pelo Conselho de Europa, válida até 2023. Participação no Conselho Consultivo de Certificação do Caminho de Santiago em Portugal. Comemoração do «Dia Europeu do Caminho de Santiago», iniciativa que em 2020 se suspendeu devido à pandemia, e que em 2022 se tentará retomar, com atividades temáticas simultâneas em todos os Caminhos de Santiago na Europa. Comemoração do «Dia de Santiago (25 de julho)», através da promoção conjunta de um calendário de atividades temáticas ao longo dos vários caminhos portugueses, uma iniciativa em estreita colaboração com os associados. Protocolos de colaboração com a Federação Europeia do Caminho de Santiago, com várias entidades Regionais de Turismo e com Comunidades Intermunicipais ao longo dos Caminhos de Santiago Portugueses. Elaboração e Colaboração em Processos de Certificação dos Caminhos Portugueses (Caminho Interior, Viseu-Chaves e Coimbra-Viseu; Caminho de Torres; Caminho Minhoto Ribeiro; Caminho Central). Desenvolvimento de novos Projetos de Dinamização e Certificação nacional de Vias Históricas de Peregrinação a Santiago de Compostela (com especial incidência na Zona Centro). Adesão contínua de novos membros, desde a data de fundação da Federação (17/05/2019), apesar dos constrangimentos inerentes à pandemia, bem como a informação e apoio às entidades em processo de adesão. Programação de Atividades envolvendo a Federação e a Junta da Galiza, a partir de Outubro de 2021, na retoma das peregrinações seguras e celebração do Ano Santo. Promoção, Divulgação e Inovação no Caminho de Santiago, em Portugal.” *Retirado da página web da Federação do Caminho de Santiago https://fpcsantiago.pt/ O caminho faz-se… caminhando!

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Velharias e antiguidades este Domingo no Parque das Tílias, Castelo de Paiva!

Dê uma segunda vida às coisas usadas, sejam: livros, louças, ferramentas, mobiliários, brinquedos, roupas, etc. Também se aceita artesanato e produtos da horta.Oportunidade para lembrar os motivos das comemorações dos Dias: Europeu do Caminho de Santiago; Nacional dos Jardins; Europeu dos Parques Naturais.

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Caminho de Santiago / caminho de Fátima

Já em 2021 no âmbito do Ano Santo Jacobeu, Marco de Canaveses juntou diversos investigadores e discutiu o tema e o potencial dos caminhos de santiago e de peregrinação na promoção do território, das pessoas e da economia local. Agora o foi a vez do Município de Paredes debruçar um olhar sobre a história e o futuro deste tema. https://www.cm-paredes.pt/pages/755?event_id=1917 A ADEP - Castelo de Paiva que acredita que esta temática se estuda e valoriza no conjunto do nosso território, e que se fez representar em ambos os eventos não pode deixar de felicitar os responsáveis por estas iniciativas, disponibilizando-se para ajudar noutras futuras.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Depois de Pedorido, para norte do Douro! Paredes "Caminho de Santiago " dia 2

João Vieira, peregrino, investigador e um dos principais mentores desta iniciativa que pretende dar a conhecer o caminho que está a ser desenhado para associar o concelho de Paredes aos caminhos de Santiago, defende, como tem vindo a fazer a ADEP(*), que estes itinerários seguem-se à " travessia do Douro (que) poderia ser feita pela barca de passagem em Pedorido e já na margem norte rumariam até aos vários mosteiros ou ermidas existentes. Não será alheio o facto de se encontrarem além de vários topónimos, paróquias cujo orago é São Tiago". Recordamos que recentemente a ADEP apresentou outro dos locais de travessia de Douro e fê-lo de forma simbólica convidado para a travessia a pé da Ponte Hintze Ribeiro em direção a Entre - os- Rios / Penafiel. O caminho de Fátima e Santiago está no concelho de Castelo de Paiva sinalizado pela ADEP desde 2017 e pretende-se com estas iniciativas evidenciar a sintonia de ligação e o interesse supramunicipal, com os concelhos a norte (Paredes, Penafiel e Marco de Canaveses) e assim contribuir para a certificação do que sejam os nossos itinerários de Santiago, neste território, alternativos ou variantes dos conhecidos caminhos: Central e Interior que vindos de Coimbra e Viseu, optam por atravessar o Douro, em terras de Paiva, para seguirem via Braga. Hoje a ADEP aproveita para divulgar e recomendar o evento: Descobrir Paredes ! Dia 2 de Outubro. Propomos descobrir o Caminho de Santiago em Paredes, aproveitando o facto de estarmos a celebrar o ano Jacobeu e simultaneamente ser comemorado o milénio da Capela de Santiago. A exemplo do que temos vindo a fazer iremos recorrer ao apoio de um autocarro para fazer as ligações entre os diferentes pontos, visto que não será possível fazer todo o caminho a pé. Por essa razão iremos fazer só alguns troços a caminhar, sendo os outros de autocarro. Convidamos todos os interessados a juntarem-se a nós nesta aventura fazendo a vossa inscrição através do link - https://www.cm-paredes.pt/pages/1802 (*) ver comunicações apresentadas no Congresso «Caminhos de Santiago e de Peregrinação» no Marco de Canaveses por João Vieira e Martinho Rocha, a 22-05-2021 https://www.patreon.com/adeppaiva. Martinho Rocha

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Travessia do Douro – Ponte Hintze Ribeiro / Sexta- Feira 18, 30 horas

 

Caminhos de peregrinação a Santiago e a Fátima

A ADEP, alguns peregrinos e autoridades vão no próximo dia 3 – sexta feira – pelas 18,30 horas assinalar em Entre-os-Rios e Torrão um dos locais mais importantes da região onde desde tempos imemoriais se passava o Douro; de sul para norte (antes a barca no areio de Boure a que sucedeu a Ponte Hintze Ribeiro), com destino a Braga e Santiago, ora pela margem direita do Tâmega seguindo por Penafiel, ora pela esquerda seguindo pelo Marco de Canaveses e também, no último século, em sentido inverso a caminho de Fátima.

Prevê também em breve assinalar os outros locais de travessia do Paiva e Douro (nas várias alternativas: Ilha dos Amores, cais de Escamarão e da Barca de Fontelas que igualmente em direção ao norte (Braga e Santiago) seguiam pelos mosteiros beneditinos de Alpendorada, Tuias, Pombeiro e outros, assim como o atravessamento em Pedorido junto ao Arda, no seguimento do percurso marginal vindo de Arouca e seguindo na margem norte pelos mosteiros de Ferreira e de Cete.

O caminho de Fátima e Santiago está no concelho de Castelo de Paiva sinalizado pela ADEP desde 2017 e pretende-se com esta iniciativa evidenciar a sintonia de ligação e o interesse supramunicipal, neste caso com os concelhos a norte (Penafiel e Marco de Canaveses) e assim contribuir para a certificação do que sejam os nossos itinerários de Santiago, neste território, alternativos ou variantes dos conhecidos caminhos:  Central  e Interior que vindos de Coimbra e Viseu, optam por atravessar o Douro, em terras de Paiva, para seguirem via Braga.

 

Sugerimos que as viaturas sejam deixadas na margem de Castelo de Paiva e se faça a travessia da ponte a pé. Será um pequeno gesto de homenagem aos peregrinos que fazem dezenas e até centenas de kilómetros nas suas peregrinações.

 

 

 

ADEP