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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Mais um monumento classificado: a Ponte Velha de Pedorido

 

Após mais de uma década de acompanhamento, divulgação pública e defesa do seu valor patrimonial, tivemos finalmente conhecimento da conclusão do processo de classificação da "Centenária" Ponte Velha de Pedorido, agora reconhecida oficialmente como Monumento de Interesse Municipal.

Fomos à procura da documentação produzida no âmbito deste processo, que ficará disponível para consulta dos nossos apoiantes no Patreon, constituindo mais um importante contributo para o conhecimento da história e do património local.

Trata-se do desfecho de um percurso longo e por vezes complexo, marcado por sucessivas diligências administrativas, pareceres técnicos e intervenções de diversas entidades. Durante este período, a ponte foi também objeto de obras de conservação e restauro, circunstância que permitiu salvaguardar uma estrutura de elevado significado para a memória coletiva das populações ribeirinhas do Douro e do Couto Mineiro do Pejão.

A singularidade desta ponte reside precisamente na sua dupla história. Construída inicialmente para o trânsito rodoviário e pedonal, viria, a partir de 1925, a servir igualmente o transporte ferroviário associado à exploração mineira, tornando-se uma das mais expressivas testemunhas da epopeia industrial que marcou profundamente esta região.

Ao longo dos anos, neste processo colaboraram diversas pessoas, associações e instituições culturais e sociais, cada uma exercendo, à sua maneira, os seus direitos e deveres de cidadania. Nem sempre existiu coincidência entre as posições defendidas pela sociedade civil e as decisões tomadas pela Administração Pública, o que é natural em processos desta natureza.

No nosso caso, continuamos a entender que os valores históricos, tecnológicos, ferroviários, industriais e paisagísticos da Ponte Velha de Pedorido justificariam uma classificação de âmbito superior, nomeadamente como Monumento de Interesse Público. Da mesma forma, durante o processo de reabilitação defendemos a preservação dos carris da antiga linha mineira e uma solução de valorização integrada da locomotiva existente, permitindo uma leitura mais completa da memória ferroviária do local e a sua adequada proteção.

Independentemente dessas divergências, importa hoje assinalar o que verdadeiramente importa: a ponte está classificada, foi recuperada e vê finalmente reconhecido o seu valor patrimonial, assegurando melhores condições para a sua preservação e transmissão às gerações futuras.


Registamos igualmente com particular satisfação que a sua história continua a despertar interesse junto das novas gerações. Nesse sentido, merece destaque o trabalho atualmente em curso pelos alunos da Escola Básica do Couto Mineiro, que estão a desenvolver um registo fílmico dedicado à ponte, à sua memória e às vivências das populações que com ela conviveram ao longo de décadas.

A iniciativa, orientada pelo Professor Rui Pereira — nosso associado e colaborador — constitui um excelente exemplo de como o património se preserva não apenas através da classificação legal ou da recuperação física dos monumentos, mas também pela recolha das memórias, dos testemunhos e das histórias de vida que lhes dão significado.

A todos os envolvidos neste projeto educativo e cultural deixamos as nossas felicitações e o reconhecimento pelo seu contributo para a valorização da história local.

A Ponte Velha de Pedorido é agora um monumento classificado. Mas continua, acima de tudo, a ser uma ponte entre o passado, o presente e a memória coletiva das gentes do Douro e do Couto Mineiro do Pejão.

domingo, 1 de setembro de 2024

Iluminação pública na ponte rodo ferroviária /centenária de Pedorido

Passa a estar iluminada esta estrutura, agora apenas pedonal. Recorde-se que ainda não está classificada como Monumento, mas apenas porque a decisão das entidades competentes (Direção Geral dos Monumentos Nacionais e executivo da Câmara Municipal) não aconteceu! Os serviços técnicos já fizeram o seu trabalho, há uma década, na sequência do pedido que então a ADEP lhes requereu oficialmente. Deixamos também um link para elucidar das ideias que surgiram sobre a forma como a recuperação da ponte poderia acolher outros importantes elementos associados à funcionalidade da Ponte centária. https://adep-paiva.blogspot.com/search/label/Ponte%20centen%C3%A1ria%20de%20Pedorido

domingo, 27 de setembro de 2020

O restauro da Ponte velha de Pedorido - Minas do Pejão

Os trabalhos de restauro e manutenção da ponte velha de Pedorido, que se vão iniciar, não deveriam ficar-se apenas pela estrutura. O facto daquela ponte (rodo-ferroviária) ter servido a circulação de diversas locomotivas atreladas a dezenas de vagões, ora vazios, ora carregados, e ser ainda um elemento vivo do conjunto animado do nosso imaginário (mesmo para quem não viveu essa epopeia!), exigiria uma outra estratégia que preservasse e mantivesse essa imagem do conjunto dinâmico e desenvolvimentista do Couto Mineiro. Por sua vez a única locomotiva (ao nosso cuidado) jaz a degradar-se sem um coberto, já saqueada e à mercê do vandalismo. Não vamos aqui falar do Museu Mineiro, mas poderíamos falar do recente PR 2 – CPV (percurso Caminhos do Pejão Velho que colocamos para uso dos caminheiros curiosos), no território das Primeiras Minas do Pejão, dos fósseis recolhidos por António Patrão, que vamos expôr, ou da animação mineira criada por três associações paivenses (ARCAF, GDCP e ADEP), e que brevemente será instalada num pavilhão nas Concas para lembrar que há algum trabalho que silenciosamente se vai fazendo e que se ancorado com outros valores e meios como seria o agregar da locomotiva à ponte, ajudaria a dar mais um passo para uma metodologia e dinâmica mais abrangentes de respeito pela memória e conhecimento do património mineiro. Em dezembro de 2013 o Movimento de Defesa da Ponte Centenária partilhou connosco o depoimento que segue e que fala na primeira pessoa do conhecimento que tem da atividade das locomotivas o senhor Abel Francisco Alves Cardoso, de 67 anos, residente em Pedorido, Castelo de Paiva.
O SEU PERCURSO DE VIDA Começou com 18 anos na ECD começando desde logo nas locomotivas. Não houve tempo para aprendizagem, foi logo ocupar um lugar. Trabalhou nisto durante 2anos, tendo deixado devido à vida militar. Quando regressou as máquinas estariam a terminar (1969). Nas máquinas existia o Maquinista, o Fogueiro (punha o carvão na fornalha) e o ajudante (levava o carvão ao Fogueiro). O ajudante escolhia o melhor carvão que vinha nos vagões desde o Fojo até Pedorido. Este era o trabalho do Sr. Abel. Utilizavam umas botas de borracha que existiam na cooperativa. O TRANSPORTE DO PÚBLICO, NÃO AUTORIZADO As máquinas eram utilizadas para transporte do carvão mas o Sr. Abel lembra-se bem das inúmeras “boleias” que os trabalhadores apanhavam, bem como pessoas que vinham à cooperativa fazer as suas compras. Embora, estivessem proibidos de transportar pessoas, o maquinista abrandava aquando da passagem pela cooperativa. O RESPEITO PELA ESTRUTURA DA PONTE Em cima da ponte centenária só passavam três de cada vez, no caso de haver um “susane”. Se fossem espanhóis ou ingleses poderiam passar quatro de cada vez. Descarregavam na curva do Martins e iam para trás buscar os outros até passarem todos os vagões. Já nesta altura existia uma placa em granito com o peso permitido na ponte. Os vagões do carvão eram de vários tipos: Espanhóis . 8toneladas Ingleses – 10toneladas “Susanes” – 14toneladas Por esta altura a ponte centenária servia ao tráfego ferroviário e rodoviário por isso o tráfego rodoviário esperava enquanto os vagões eram transportados. Se fosse um carro ligeiro conseguia passar pois os passeios eram muito mais estreitos (praticamente metade). E ELA NÃO CAÍU! Do Fojo para baixo a máquina trazia cerca de vinte vagões. As locomotivas que faziam o percurso Pejão – Pedorido (desvio junto ao ramadinha) eram as maiores (Pedorido, Pé de Moura) e demoravam cerca de 1hora a fazer este percurso. Desde este desvio até Germunde circulavam máquinas mais pequeninas (Pejão; S. Domingos; Fojo). A dada altura alguém colocou massa a mais nos casquilhos, as caixas abriram e a máquina não conseguiu parar antes da ponte e atravessou a ponte com todos os vagões, parando só já junto ao cemitério. Por vezes, utilizavam areia para colocar nos carris com o objetivo de conseguir parar as máquinas. OS CUIDADOS E REGRAS DE CIRCULAÇÃO Como havia apenas uma linha as máquinas apitavam para sinalizar onde estavam e organizar as viagens. Quando vinha a máquina no lugar da Quintã (por cima do Meirão) apitava para que em Pedorido se soubesse que ainda tinham tempo para fazer mais uma viagem até à Estação. Assim iam jogando com as viagens das máquinas grande e das máquinas pequeninas que por vezes circulavam até à Estação. p.s. Em breve esperamos lançar o novo livro de Mário Gonçalves Pereira MINAS DO PEJÃO - Memórias
Martinho Rocha

domingo, 22 de setembro de 2019

A linha e a locomotiva "Pedorido" devem integrar o projecto de restauro!


E a fim de avaliar a praticabilidade da ideia apresentada pela ADEP, já teve lugar in loco o primeiro encontro com técnicos da área!






Ao longo dos anos tem vindo a ser discutido, divulgado e estudado, no âmbito das preocupações da ADEP, o património material e imaterial do Couto Mineiro. E muitas tem sido também as iniciativas públicas e privadas que vem acontecendo a juntar às visitas, exposições, reuniões, candidaturas, que vem realizando; sendo unânime o reconhecimento de que o capital patrimonial imaterial e até material ainda existente deve estar ao serviço/ser alavanca para a dinâmica economia/social turística da região.
E porque a postura tem sido a de ouvir, pesquisar, conhecer, divulgar usando dos meios e condições que tem ao dispôr, a ADEP entendeu ser o momento de pedir ao Município, num encontro recente, que considere incluir no projecto de restauro da ponte centenária, rodo-ferroviária, quer a linha, quer o elemento locomotiva "Pedorido".
Aceite a ideia, cabe agora aos técnicos avaliar a praticabilidade e solução, sendo certo também que esta opção será sinal de que outro caminho pode ser trilhado para um novo futuro do Couto Mineiro do Pejão!















Martinho Rocha


sábado, 23 de abril de 2016

Casa e Quinta da Boavista, na rota do Director Regional da Cultura!




Ao tomarmos conhecimento pelas redes sociais que está agendada uma visita à casa da Boavista por parte do Director Regional da Cultura, não poderemos deixar de nos associarmos à iniciativa para, quanto mais não seja, lembrar alguns assuntos e desejar que seja uma jornada de trabalho proveitosa.
Esperamos sinceramente que esta visita seja também uma oportunidade para ajudar os autarcas paivenses a encontrar um caminho para encarar o legado do Conde de Castelo de Paiva e a despertar para a realidade e necessidade de cumprir com a vontade de D. José - sob pena do Município (e nós cidadãos) o perdermos. 
Bom seria que esta visita fosse proveitosa em termos de assumpção de responsabilidade e calendarização de intervenção para a recuperação de património construído e até arqueológico. 
Há que ter em conta também o património que está associado à memória de Santo António, Gondim, Serrada e Vegide (estudo e intervenção na ruína da Torre medieval), Pias dos Mouros (e vestígios nas imediações); mas outros valores há a que não tem sido prestada devida atenção: a Frutuária, a Ponte centenária(rodo -ferroviária), o Cavalete do Fojo, os vários conjuntos megalíticos (mamoas) como Carvalho Mau, e não estão aqui todos...
Lembramos ao Director Regional que Castelo de Paiva tem imenso património a degradar-se e em "fase terminal" que não se cinge à Boavista e que não se pode continuar a jogar para canto como se fez com a Ponte centenária (rodo ferroviária de Pedorido); Em 2014 a ADEP pediu a classificação - como monumento de Interesse público - à DRCN, esta não classificou, empurrou para a Câmara, esta também não o fez e o que é pior é que ninguêm assume a sua recuperação. 
Votos de bom trabalho, é o que desejamos a bem do património!

quinta-feira, 10 de março de 2016

actividade desenvolvida em 2015

transcrevemos do Relatório das Actividades  da ADEP em 2015(ver na página anexa)



a)      O pedido de classificação da “Ponte Centenária de Pedorido” foi este ano reencaminhado para a  Câmara.  A” Ponte Velha”/centenária (rodo-ferroviária) de Pedorido, para poder ter estatuto legal de monumento –  dignidade já ela tem porque todos lho atribuem – apenas lhe falta que o Município faça o seu trabalho “de homologação”;

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ponte Velha de Pedorido: Indeferimento da reclamação

E da Direcção Regional da Cultura Norte chegou a resposta que indefere a reclamação apresentada pela ADEP em 14-08-2014. ( e que pretendia ver a mesma classificada como Monumento de Interesse Público)


“…não se nos afiguram razões para alterar o anterior parecer”

“Mantemos o entendimento que esta ponte consubstancia valores patrimoniais que impõe a sua salvaguarda e que uma eventual classificação de âmbito municipal é desejável e será suficiente para salvaguardar a dignidade da Ponte Velha de Pedorido.(…)”

E como decorre da Lei tinha já a DGCN enviado cópia do processo DRP/CLS-2559 à CM de Castelo de Paiva, para ponderação de classificação como Monumento Municipal, por ser de parecer que a ponte Velha de Pedorido deveria  ver reconhecido o seu valor patrimonial num âmbito municipal







sábado, 20 de setembro de 2014

Dois textos de Augusto Silva, que nos devem fazer reflectir...e agir!

O Tema da Ponte Velha de Pedorido, na Assembleia Municipal de hoje - 20 de Setembro de 2014.

Um texto do pedoridense Augusto Silva que merece passar nesta tribuna, e também uma homenagem às gentes desta terra que sendo anónimos trabalhadores, exploraram o carvão, construiram socalcos e casas, linha de caminho de ferro, pontes - este casco físíco e de memória - de que desfrutamos  e para o qual temos o dever de cuidar e melhorar para que alguma herança possamos deixar aos vindouros.

"Muitas pessoas, felizmente, sentem e têm manifestado todo o seu apoio pela conservação e continuidade da nossa Ponte Centenária, e, isto, quanto a mim, deverá servir de estímulo para aqueles que dão a cara por este Movimento! 
Neste tempo cheio de ambiguidades e de incertezas quanto ao futuro para esta região, a nossa Ponte Centenária traz consigo um valor, que começa a ser raro e que vale mais que o ouro, porque, vê-se, que consegue pôr à sua volta pessoas com as mais variadas e diferentes posições ideológicas e até religiosas, e, que, vivem, ou moram próximas, mas também bem longe, por vezes, mas que reconhecem na Ponte Centenária um papel cultural muito relevante, mas, sobretudo um papel económico, que serviu e uniu gerações, que, em boa parte foram os nossos antepassados, ou os antepassados de toda esta região, que já foi mineira.
Já trouxe aqui, a este Mural do nosso Movimento o exemplo do meu visavô Luís Moreira, trabalhador rural, que, aos 20 anos de idade, ainda no período monárquico, chegou a participar no levantamento de parte da estrutura de pedra em que assentam as partes metálicas da nossa Ponte, mas, o mais natural, é que outros homens daqui e de outros lugares vizinhos tenham também participado activamente nessa mesma obra, que na época, deveria ter levantado de fervor festivo toda a região paivense e dos arredores!
Décadas depois, esta nossa Ponte Velhinha do Arda viria a prestar outros serviços relevantes, que seria bom relembrar... Basta citar o trabalho continuado das locomotivas e dos vagons de carvão ao serviço da Carbonífera durante décadas e décadas, que uma boa parte de nós ainda retém nas memórias e que morrerão connosco, porque assim manda a vida, limitada, como sempre foi...
Claro, que vai haver dificuldades, seguidas de outras dificuldades, mas temos de saber contar com essas dificuldades, mas, sobretudo, saber sempre apoiar-nos uns nos outros, procurando mais apoios, que, como a Adep (Paiva) podem fazer a diferença, para que a nossa Ponte Centenária saia por cima e a cantar Vitória, rumo a um futuro, que temos a obrigação de ajudar vir a fazer-se! 
Um "Bem haja" a todos os que apoiam este processo da Ponte Centenária!
Augusto Silva "

LEVANTAR UM BOCADINHO O VÉU...
"QUEM NÃO DEVE NÃO TEME!"

(...)Neste dia triste e chuvoso acordei decidido a tocar num ponto fraco e que tem sido muito badalado nos órgãos de comunicação social, mas também nos tribunais...
A corrupção (é disso que quero falar...) terá vindo a aumentar no nosso país, na medida directa em que a jovem Democracia foi sendo posta à margem, e, já não é possível, sequer, tentar esconder, porque os próprios tribunais, têm tido decisões de alguma severidade, apenas resta saber, se as referidas penas, irão ser cumpridas...
Isto da corrupção traz-me muito intrigado e porquê?! Estes espaços públicos como a Net, diz-se, servem p'ra tudo e mais alguma coisa, mas, fico com as minhas dúvidas e vou explicar porquê...
Imigrei há 51 anos vindo duma das aldeias lindas do ex-Couto Mineiro do Pejão, mas, sempre afirmei, que foram ali as minhas origens, como acho ser coisa normal e que nem merece discussão... Ao conhecer e reconhecer os amigos da primária e da juventude, só por si, já justifica tudo no seu pleno!
Todavia, há uma coisita que penetrou na minha cabeça e de lá não quer sair... Todos fomos sendo informados de que a Carbonífera do Douro fechara como empresa mineira em 1994, que a maior parte do espaço do lugar de Germunde teria sido vendido e passado para mãos de gente privada, e, também li, aqui, recentemente, que o Fôjo teria continuado na posse da coisa pública (leia-se Junta de Freguesia ou Câmara...)
Acerca do desmantelamento de toda a estrutura ferrosa e da maquinaria da ex-Carbonífera ninguém terá dito nada, aqui no Face, que eu tenha lido!... Ou seja, batemo-nos e bem, pela continuidade da Ponte Centenária, que, para bem nosso não foi retirada neste processo ( era tudo público, sob administração estatal, creio), mas, o atrevimento ficou-se pelos carris!!!...
Em Germunde, vê-se ainda à distância (a quilómetros de distância) o exterior da parte estrutural do novo Poço Mestre, que terá sido inaugurado em 1984 (creio, pelas minhas contas) para funcionar apenas 10 anos certinhos... ( e assim se esbanja os dinheiros públicos, porque não se rentabilizam máquinas que custaram milhões...). Penso, todavia, que todo o interior de maquinaria e ferroso (carris incluídos) mais todo o exterior de ferro e aço diverso, mais o teleférico e armazéns, máquinas a vapor, carris do Fôjo até Germunde, etc.,etc, terão tido um destino de que ninguém fala, ninguém diz nada, vai-se lá saber porquê... Bastaria dar a saber quem vendeu o quê, quem comprou e por quanto comprou, além de dar a saber quem foram os concorrentes. Isto, para ser limpinho, limpinho!
Fico a pensar para mim, que todo este recheio (grande recheio, que seriam milhares e milhares de toneladas) teriam feito parte dum negócio de que nunca ouvi falar, mas também nunca perguntei, nunca comentei e nunca ouvi comentar!!!
Depois do que se tem passado em tribunais, metendo figuras do estado português, primeiro como acusados, a seguir, saírem mesmo condenados, sou levado a pensar, que aqui também poderá ter havido "rato escondido com rabo de fora!"
O ditado pode ser muito antigo, mas continua bem actual:
" Quem não deve, não teme!"
Augusto Silva "

E afinal, não se diga que (já em 1992) não havia ideias e pretensões...terá havido sim, como hoje, quem fizesse ouvidos de mercador e assobiasse para o lado



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Orçamento participativo para a Ponte Velha de Pedorido, Já !








Há cada vez mais municípios a aderir aos orçamentos participativos. São uma forma de dar oportunidade à população de dizer das suas necessidades e expectativas. O cidadão passa a envolver-se no processo de decisão sobre o investimento municipal. Ganha a democracia que haja cada vez mais pessoas a interessar-se e a participar nestas decisões.
Recolhemos e divulgamos esta notícia, no JN do passado dia 26, mas há  notícias de muitos outros exemplos por esse país fora. Porque será que em Paiva ainda não se avançou nesta forma de planear e construir algumas das infraestruturas de que todos sabemos: são desejadas e necessárias - eventualmente em desfavor de outros gastos ?

Por aqui poderia passar um projeto plurianual para a recuperação da Ponte Velha de Pedorido e mesmo a sua integração num roteiro do património material e imaterial das Minas do Pejão ou um projeto de criação do Parque “da Cidade” à Bafareira e Frutuária.
( base legal: art.º 2.º da CRP e Lei  75/2013, de 12 de Setembro)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ponte Velha de Pedorido - reclamação

A ADEP usando da prerrogativa que lhe confere o Código do Procedimento Administrativo enviou hoje  para a DGPC reclamação da decisão de arquivamento de que foi notificada na sequência do pedido de classificação, como imóvel de interesse público, da “Ponte Velha de Pedorido” então apresentado ao mesmo organismo.
A deliberação de avançar com esta reclamação foi tomada na última reunião da Direção e pretende afirmar a sua oposição a um despacho que não tem sustentação no parecer técnico. 
Nessa Informação/Parecer são enumerados um conjunto de aspetos que no entender da ADEP, completam e reforçam o pedido de classificação apresentado. 



Ao longo de toda a informação n.º 948862/DRCN/DSBC, que foi produzida pelo especialista que visitou o local em junho de 2014, não são referidos quaisquer argumentos de natureza técnica que contrariem a pretensão apresentada por esta Associação
Se esta iniciativa vier a ser indeferida então a Câmara Municipal fica obrigada a deliberar sobre se promove ou não a classificação da referida ponte como valor concelhio.






quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ponte de Pedorido: A Câmara que decida...


Foi determinado o arquivamento  do requerimento de classificação da Ponte Velha (Rodo-ferroviária) de Pedorido. Agora diz a Lei que compete à Câmara Municipal (não de Aveiro, para onde se diz que foi enviada cópia, mas para Castelo de Paiva...) ponderar se a classifica ou não como de Interesse Municipal.
Numa primeira leitura (e na perpendicular, não deixa de surpreender que o juízo feito  (como consta da informação anexa) de que "...uma eventual classificação da ponte em termos nacionais deveria ser enquadrada em conjunto com as estruturas  das minas" e de que "A ponte Velha de Pedorido é testemunho de uma história centenária, muito ligada  à exploração de carvão num dos mais importantes centros mineiros, desta natureza, em Portugal (...) nela se reflete, do ponto de vista da memória colectiva da região essa época da história económica e social do país, que durou mais de um século. História de fulgor económico da actividade mineira e da vida muito árdua dos mineiros" não preencha um (pelo menos, e isso chega) dos critérios genéricos da Lei (art.º 17.º da Lei 107/2001 de 8 de Setembro - por exemplo, o da sua "alínea g)  - A extensão do bem e o que nele se reflete do ponto de vista da memória colectiva"!!!!
Nos termos da Lei pode ainda a ADEP e qualquer interessado recorrer do despacho.

Aqui está a informação (parecer da DRCN) anexa ao despacho








quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ponte rodo-ferroviária de Pedorido

"Ontem,  que é como quem diz – nos inícios dos anos oitenta -, pedimos a classificação do Edifício da Cadeia. A classificação foi obtida em 1993;  em 1994 iniciamos o processo do pedido de classificação da Casa e Quinta da Boavista.(...) neste texto, recortado da nossa folha de serviço neste espaço, no tema "Monumentos e arqueologia", denunciamos a omissão, o desinteresse, a degradação e abandono dos nossos monumentos.
Esperamos no entanto que se esteja a voltar esta página. O processo de classificação da ponte rodo-ferroviária de Pedorido já está a mexer. Fomos informados que o processo já aguarda  neste momento a cedência pelo Municipio de uma planta topográfica digital, para que possa ser concluida a instrução - primeira fase do processo de classificação que decidirá sobre a viabilidade do pedido apresentado pela ADEP.

terça-feira, 18 de março de 2014

Pedido de Classificação da Ponte Velha de Pedorido

Seguiu hoje para o IGESPAR o 
"Pedido de classificação da Ponte Velha de Pedorido

Enquadramento

Na sua última reunião ordinária realizada em dezembro p.f., a Direção da ADEP (Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva) deliberou avançar com o processo do pedido de classificação da Ponte rodoferroviária de Pedorido, como Monumento de Interesse Público.
O processo que agora se instrui e suporta pedido a endereçar ao Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, corresponde aos anseios das gentes de Castelo de Paiva e de Pedorido, designadamente do Movimento de Defesa da Ponte Centenária de Pedorido, em ver classificado aquele imóvel patrimonial com a sua elevação à categoria de Monumento de Interesse Público.

No sentido de corresponder ao pedido que lhe foi endereçado, em pareceria com o referido Movimento a ADEP já desenvolveu no ano transato algumas iniciativas com vista a uma maior divulgação do valor em causa. De destacar a edição de milhar e meio de calendários de parede para ano 2014. Esta atividade de divulgação contou com a simpatia e forte apoio dos empresários e comerciantes de Castelo de Paiva, alguns dos quais estabelecidos também em terras vizinhas designadamente na cidade do Porto.(...)"

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Monumentos: A nossa folha de serviço !

Ontem,  que é como quem diz – nos inícios dos anos oitenta -, pedimos a classificação do Edifício da Cadeia. A classificação foi obtida em 1993;  em 1994 iniciamos o processo do pedido de classificação da Casa e Quinta da Boavista. Em 1998 ficamos a saber que os processos de pedido de classificação (que então havíamos dirigido à Secretaria de Estado da Cultura), a saber: do portal da Serrada (do pai de Santo António)  e do portão do Adro de Real, foram reformulados e integrados em novos processos designados respetivamente de, “98/3-13(2) - Eventual classificação do núcleo rural de Gondim na freguesia de Sobrado” e de “98/313(8) - Reclassificação da Igreja de Santa Marinha, paroquial de Real (valor concelhio já classificado pelo Decreto 129/77 de 29/9, passando a integrar o Portal do Adro e construções adjacentes”. Desde essa data até hoje nada mais sabemos do que tenha acontecido aos nossos pedidos…já quanto ao estado de conservação e até de integridade dos monumentos, infelizmente, todos sabemos…
E salvo a boa noticia da classificação da Casa e Quinta da Boavista que aconteceu em 2013 (passados portanto 24 anos do inicio do processo) igualmente não vimos empenho de quem de direito em alterar a classificação das Pias dos Mouros, como defendemos.  Desde 1998 nada sabemos do que aconteceu aos processos que igualmente iniciamos (98/3-13(9) - Reclassificação da Capela da Quinta de Vegide, passando a incluir casa e Quinta (da mãe de Santo António) e 98/3-13(10) – Eventual classificação do conjunto de edifícios da extinta Fábrica da Manteiga, a Frutuária . Por outro lado não foram tomadas medidas de proteção desses valores, estando alguns a ser saqueados, como temos denunciado. Desejamos conseguir protocolar, com as autarquias, medidas de limpeza e proteção de valores monumentais como é o caso, por exemplo da Mamoa de Carvalho Mau. Mas há outras situações.

É assim que vimos assistindo a esta conversa de surdos em que por um lado se percebe o desinteresse que os organismos públicos manifestam pela assistência e colaboração voluntária de instituições privadas, como a nossa, e por outro se assiste a este permanente atentado ao património – por omissão-, nada fazendo para o proteger e divulgar, como constatamos.

Não desistimos, no entanto, das nossas atribuições que são reguladas pelos nossos estatutos, pela Lei, máxime pela Constituição da República Portuguesa e por isso aceitamos o pedido, que nos foi formulado pelo Movimento de Defesa da Ponte Centenária de Pedorido, de encaminhar a quem de direito um pedido de classificação da Ponte rodo-ferroviária de Pedorido.

Em breve contamos cumprir mais esta missão, desejando sinceramente que o assunto não morra nas gavetas dos gabinetes como parece ter acontecido com os casos que enumeramos.
Martinho Rocha

PONTE DE PEDORIDO: VAMOS CLASSIFICÁ-LA COMO MONUMENTO ?


DESDE JÁ  DAMOS NOTA DOS OBJECTIVOS E DAS RAZÕES QUE ENUNCIAMOS PARA ESTE  PEDIDO DE CLASSIFICAÇÃO (PONTE RODO-FERROVIÁRIA DE PEDORIDO, CASTELO DE PAIVA)

Objetivos (para o pedido de classificação)

O presente processo que enquadra o pedido de classificação em Monumento de Interesse Público, consubstancia-se nos objetivos que a seguir se apresentam:
. Garantir que qualquer intervenção futura no imóvel não ponha em causa a sua existência, bem como as suas caraterísticas originais;
. Possibilitar a manutenção de condições de utilização do imóvel de que se requere classificação;
. Permitir garantir viabilidade de enquadramento do imóvel em futura estrutura museológica do couto mineiro do Pejão;
. Dignificar o imóvel face ao papel que teve na economia local e regional;
. Possibilitar a salvaguarda do imóvel enquanto património classificado;
. Salvaguardar o passado e o presente para memória futura;
. Salvaguardar o património mineiro da região e do País;
. Salvaguardar o património paisagístico;
. Divulgar o património da região;
. Manter viva a memória dos tempos idos de utilização de referida ponte na sua vertente rodoviária e na sua vertente ferroviária.

Razões

A recuperação, valorização e dignificação deste imóvel que as gentes desta região consideram   como um “monumento” à sua história, são necessárias, são urgentes, e fazem sentido.
A recuperação e preservação futura desta ponte são atitudes a que o poder público não se poderá furtar sob pena de trair a confiança da população e o seu sentimento de pertença a uma história e a uma região.
O serviço público a que estão obrigados os órgãos públicos e as representações do Estado passa também por legar aos vindouros as suas joias, testemunhos e memórias de gente laboriosa, empreendedora e solidária que entretanto viveu noutros tempos.