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sábado, 2 de outubro de 2021
Minas do Pejão e atividade fluvial dos anos 40!
Foi-nos entregue recentemente um conjunto volumoso de documentos de grande valor para a história das Minas do Pejão. Um gesto que naturalmente agradecemos e a que procuramos corresponder com os meios de que dispomos. Esses documentos estão a ser objeto de uma primeira seleção, organização e acondicionamento impermiabilizado para arrumação em arquivo. Continua a aumentar e a enriquecer o nosso espaço de Biblioteca "Manuel Afonso da Silva", que detêm já importante bibliografia temática, que se vem reunindo, das áreas de história e literatura, ambiente e arqueologia destacando-se ainda todos os jornais regionais publicados/lidos no concelho, desde 1894, a saber: Gazeta de Paiva; O Defensor; O Paivense; O Miradouro; O Pejão; Terras de Paiva; Chafariz; TVS; Jornal de Aveiro; Defesa de Arouca, etc.). Desde os primeiros anos de atividade que a ADEP tem vindo a fazer recolhas, de originais quando possivel, de cópias que tem depois encardernado e que são muito procurados e lidos por curiosos, estudantes, jornalistas e investigadores.
Martinho Rocha
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segunda-feira, 30 de abril de 2018
O mais antigo escrito em Português, localizado na Torre do Tombo, é de nobres paivenses!
ERA LENDA!… PASSOU A SER UM FACTO HISTÓRICO
O Pergaminho
encontrado na Torre do Tombo com o considerado texto mais antigo escrito em
Português atribuído a Paio Soares Romeu,
avô de Santo António, e ainda o texto latino escrito no mesmo pergaminho, onde
consta uma doação de herdades de Soeiro Pais a sua mulher Urraca Mendes, pais
de Paio Soares Romeu, nobres que viveram em terra de Paiva, conforme revelado no
livro Sobrado de Paiva Medieval de Mário Gonçalves Pereira, veio confirmar que
estes ascendentes de Santo António são a base fundamental para se poder afirmar
que de facto Santo António teve a sua descendência e origens em famílias nobres
da terra de Paiva, como, aliás, consta de árvore genealógica da Casa da
Boavista, deixando, assim, de ser uma lenda para passar a ser um facto de grande alcance histórico.
FAC – SÍMILE :
Notícia de Fiadores de 1175
O
mais antigo texto escrito em português por Paio Soares Romeu, em pergaminho,
identificado com o n.º 10, do maço 20, pertencente ao fundo documental do
Mosteiro de São Cristóvão de Rio Tinto, localizado em 1999, no Arquivo Nacional
da Torre do Tombo, por Ana Maria Martins, designado por Notícia de
Fiadores e datado na Era MCCXIII = 1213 (que corresponde ao ano de 1175 da
Era cristã), constando de apenas três linhas, as primeiras indicadas na imagem
fac-símile a seguir.
Transcrição
do texto, primeiras três linhas:
Linha 1:
noticia fecit pelagio romeu de fiadores
Stephano pelaiz. xxi. soldos lecton. xxi. soldos pelai garcia xxi. soldos. Gûdisaluo Menendici. xxi. soldos
Linha 2: Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaço. x. soldos. Gûdisaluo anriquici. xxxxta. soldos Egeas Monííci. xxti. soldos (…) Ihoane suarci. xxx.ta soldos
Linha 3: Menendo garcia. xxti. soldos. petro suarici. xxti. soldos Era M.ª CCªª xiii. Istos fiadores atan. v.
anos que se partia de isto male que li avem
Paio Soares Romeu foi um senhor de Paiva,
de família nobre com assento nos livros de linhagem, avô de Santo António de
Lisboa, e descendente do fundador do Mosteiro de Paço de Sousa, conforme consta
em árvore genealógica da CASA DA BOAVISTA, em Sobrado de Paiva.
Diz,
ainda Ana Maria Martins, que partilha o mesmo suporte da Notícia de Fiadores
uma carta de 1146 ( Era MCLXXXIV = 1184), em registo latino, doação de
herdades, a título de arras (garantia de pagamento), por Suario Pelaiz (ou
seja Soeiro Pais, dito o Mouro) a sua mulher Orraca Menendiz (Urraca Mendes).
Estes Soeiro Pais e Urraca Mendes foram os pais de Paio Soares Romeu segundo a
mesma árvore genealógica antes referida.
Esta
segunda imagem é a mesma de cima mas rodada de 180.º, para melhor leitura do
registo latino.
Notas:
1-
Ana Maria Martins, Professora Catedrática da Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa;
2- Texto-narrativa adaptado por Mário Gonçalves
Pereira.
domingo, 28 de dezembro de 2014
II - Alvores da nossa Indústria.
Qual o papel desta terra na industria do papel ? Hoje toda a gente sabe que o nosso contributo é imenso - mais até do que o desejável - se tivermos em conta a eucaliptização que se operou nestas paragens...Mas no passado tivemos um papel importante nessa industria, senão vejamos:
.
“O Pejão” de Maio de 1956, diz-nos que nos anos de 1941 e 1942 Castelo de Paiva exportava 50
toneladas de papel por ano, para a cidade do Porto, via porto do Castelo, em
barco rabelo (ver valores/tráfego para: Cais do Castelo em “Castelo de Paiva e o
seu Porto Fluvial".
Existiram várias fábricas de papel, no Sardoura e o Arda. Há também quem refira que no Porto era conhecido e preferido o
papel de embrulho (costaneira) de Paiva!.
Em 1852 segundo a estatística industrial existiam em todo o país 28 fábricas de papel;
onze estavam sediadas no concelho da Feira e quatro em Castelo de Paiva.
Em 1947 diz Margarida Rosa Moreira de Pinho in “Elementos para a
História de Castelo de Paiva” pág 9, que "(…) A água, além de ser aproveitada para regar e fertilizar
a terra, é também utilizada para fazer mover lagares de azeite, moinhos e
azenhas de cereais e de linho, e fábricas de serração e papel.(…)”
Em 2000 a Junta de freguesia de Real elaborou um inventário
onde constam 25 moinhos, de moer cereal (julgamos que todos no Sardoura) com um total de 30
rodas, embora tenhamos dúvidas se nessa data ainda funcionavam todos. Não podemos esquecer também os "da Paiva".
No que ao papel diz respeito, hoje apenas sabemos da existência de uma unidade de fabricação de cartão no Rio Arda e que é de existência bastante antiga, tendo sido desativadas as
que laboravam na Balsa, rio Sardoura, estando uma delas (a que recebia água do
Sardoura através de uma roda gigante) já abandonada e em degradação avançada
em Abril de 1987, como podemos
confirmar. Na ocasião a ADEP ainda procurou sensibilizar os órgãos na
administração pública central e local, com exposição no sentido da salvaguarda
do património abandonado, sua preservação e
divulgação mas não obteve qualquer manifestação de compromisso e apoio a
essa causa.
escreveu Martinho Rocha
escreveu Martinho Rocha
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Fábricas de Papel de Paiva,
Industria
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Alvores da nossa indústria.
É certo que antes apareceram os engenhos movidos a água dos nossos rios ou força animal para moer os cereais, o linho, azeitonas; também as fábricas de papel e outras serrações, algumas com máquina de vapor. Foi o caso do Pejão onde a primeira exploração é a céu aberto. Porque ontem falamos aqui da Rua Bernardino de Abreu e se referenciava como o acesso à Serração, hoje, em tempo de cerejas, aqui estamos ...
Deixamos esta pérola do Jornal Miradouro de 1965 que publica o licenciamento de duas carismáticas indústrias da nossa Vila: A garagem da Auto Viação de Almeida & Filhos, Limitada, na Rua da Boavista e a serração de Sebastião Vieira da Silva, em Gração.
Deixamos esta pérola do Jornal Miradouro de 1965 que publica o licenciamento de duas carismáticas indústrias da nossa Vila: A garagem da Auto Viação de Almeida & Filhos, Limitada, na Rua da Boavista e a serração de Sebastião Vieira da Silva, em Gração.
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