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sábado, 13 de junho de 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
10 de junho: Camões, a Língua e Paiva
10 de junho: Camões, a Língua e Paiva
No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebramos muito mais do que uma data do calendário. Celebramos a nossa identidade coletiva, a nossa história e a língua que, ao longo dos séculos, se tornou a expressão maior da alma portuguesa.
Em Luís de Camões encontramos o símbolo supremo dessa herança. Através da sua obra imortal, e em particular de Os Lusíadas, a língua portuguesa atingiu uma dimensão universal, tornando-se veículo de cultura, conhecimento e encontro entre povos espalhados pelos vários continentes.
Mas a história da nossa língua não começou com Camões. Muito antes do poeta maior de Portugal, houve homens e mulheres que, através da palavra escrita e falada, ajudaram a construir os alicerces daquele património comum que hoje une mais de duzentos milhões de falantes em todo o mundo.
É precisamente nesse percurso fundador que as Terras de Paiva ocupam um lugar de especial relevância.
Foi um senhor de Paiva, Paio Soares Romeu, quem subscreveu a célebre Notícia de Fiadores de 1175, documento frequentemente considerado um dos mais antigos textos conhecidos em língua portuguesa e, para muitos estudiosos, o mais antigo documento datado redigido na nossa língua. Independentemente dos debates académicos sobre a primazia absoluta deste ou de outros documentos, trata-se de um testemunho extraordinário da emergência do português escrito e de uma ligação histórica de que Castelo de Paiva se pode justamente orgulhar.
Mas a contribuição de Paiva para a história da língua portuguesa não se fica por aqui. Das mesmas linhagens emerge também João Soares de Paiva, reconhecido como o mais antigo trovador português de que se conserva obra conhecida. Através das suas cantigas, encontramos os primeiros ecos da poesia galego-portuguesa que viria a florescer nas cortes medievais e a marcar profundamente a literatura peninsular.
E é igualmente neste universo familiar e senhorial que a tradição genealógica identifica raízes que conduzem a Santo António de Lisboa, uma das figuras portuguesas mais admiradas e veneradas em todo o mundo, cuja mensagem continua a atravessar séculos e fronteiras.
Assim, quando hoje evocamos Camões e a língua portuguesa, encontramos razões acrescidas para recordar o contributo que as Terras de Paiva deram à construção da identidade nacional. Poucos territórios podem reivindicar uma ligação simultânea aos primórdios da escrita portuguesa, aos primórdios da nossa poesia e a uma das figuras mais universais da espiritualidade portuguesa.
Celebrar Camões é celebrar a língua. Celebrar a língua é celebrar a história de Portugal. E celebrar essa história é também reconhecer o lugar que Paiva ocupa na formação da nossa memória coletiva.
Porque a língua portuguesa não nasceu apenas nos grandes centros do reino. Foi sendo construída em muitos lugares, por muitas gerações e por muitas vozes. Entre essas vozes, as Terras de Paiva têm, sem dúvida, uma palavra antiga, distinta e merecedora de ser lembrada.
ADEP
sexta-feira, 5 de junho de 2026
quarta-feira, 11 de junho de 2025
SAI JUNO, RESSURGE JUNHO COM SANTOS CRISTÃOS
SAI JUNO, RESSURGE JUNHO COM SANTOS CRISTÃOS
- Horácio Paiva *
Há tempos, há quase dois mil anos, Juno - rainha dos deuses greco-romanos, esposa de Júpiter - deixou vago o seu mês, Junius (cujo nome a homenageia), aos novos santos cristãos que aportariam no que fora o antigo e poderoso Império Romano (que lhe dedicou veneração por séculos).
Em Roma, sede do Império, seriam perseguidos e vieram a morrer Pedro, crucificado (mas de cabeça para baixo, a seu pedido, porque dizia não ser digno de morrer do mesmo jeito do seu mestre, Jesus), e Paulo, decapitado (forma de execução destinada a cidadãos romanos, título que detinha); João, o anunciador do Cristo, fora, antes, martirizado em Macheronte (Maqueronte, fortaleza e palácio de Herodes Antipas, tetrarca da Galileia, na atual Jordânia). Antônio chegaria depois, séculos depois, mas então simplesmente à Itália, quando ali já não havia o imenso Império que abrangia outrora quase todo o mundo ocidental e parte do oriental, inclusive as terras de nascimento desses nossos santos cristãos, e morreria em Pádua.
No calendário hagiológico da Igreja Católica, as datas de celebração são definidas em função do falecimento dos santos titulares. Assim, na ordem do mês de Junho, Antônio, falecido em 13 de junho de 1231, é o primeiro dos santos, seguido por João (dia 24) e, finalmente, por Pedro e Paulo (dia 29).
Rica expressão tem, portanto, o mês de Junho na tradição católica. Não apenas pela exuberância de suas comemorações, festas, folguedos e fogos. Mas também, e sobretudo, porque reúne e estampa, coincidência ou não, no espelho desses santos homenageados, o perfil de uma Igreja profética, intelectual e popular, construído através dos séculos e responsável pela sua grandeza.
Em junho, temos, portanto: o começo, o cristianismo primitivo que exsurge em Pedro - o apóstolo pétreo sobre o qual a Igreja foi erguida; o messianismo profético em João; o aperfeiçoamento doutrinário e o helenismo em Paulo (a ponto de islâmicos nos criticarem dizendo-nos paulinos e não cristãos); a cultura, a história, a consolidação retórica em Antônio.
Por outro lado, interessante notar como as tradições mais antigas parecem influenciar a posteridade, mesmo com a mudança de fé e crença religiosa. Juno, a deusa mitológica que nomeia o mês de Junho (Junius, em latim), era, para os antigos romanos, a deusa protetora do casamento, da maternidade e da família. Mesmas funções atribuídas, sob o Cristianismo, ao nosso Santo Antônio (não obstante advindas de suas qualidades espirituais), cujo mês de devoção também é junho.
Por Santo Antônio, além da admiração religiosa e existencial, tenho a curiosidade familiar da ancestralidade, a partir de Portugal e da família Paiva.
Santo Antônio, batizado como Fernando Bulhões (sobrenome do pai), era bisneto materno do poeta, trovador, nobre e magistrado João Soares de Paiva, antepassado dos Paivas, primeiro a “pôr no papel”, sob registro, esse sobrenome. Português de nascimento, é também chamado de Santo Antônio de Lisboa, embora universalmente mais conhecido como Santo Antônio de Pádua, Itália, onde exerceu, como franciscano, seu largo, profundo e santo magistério. Santo das famílias! E por isso popularmente identificado como “santo casamenteiro”. Não é à toa, pois, que o Dia dos Namorados é 12 de junho, véspera festiva do Santo. São Francisco falou às aves. Santo Antônio pregou aos peixes.
“Vos estis sal terrae” (“Vós sois o sal da terra”), diz o Evangelho. Mas, de Santo Antônio, disse o Padre Vieira que “foi sal da terra e foi sal do mar”. Viva Santo Antônio! Viva a Ordem dos Frades Menores, a Ordo Fratrum Minorum! Viva São Francisco!
Nesse meu poema, cito os dois amigos e irmãos da mesma Ordem religiosa, a Ordem dos Frades Menores, e que, segundo a tradição, falavam com os peixes e com os pássaros:
DEUS NÃO ESTÁ FORA
Deus não está fora
não saiu a passeio
A linguagem de Deus se espalha
Há quem fale com os pássaros
e com os peixes
como Francisco e Antônio
Há quem fale com as pedras
e mesmo com o deserto
mas isto só os iluminados
como os velhos eremitas
E no pão consagrado
Deus está presente
À porta de sua casa
.................................................................................................................
(*) Horácio de Paiva Oliveira - Poeta, escritor, advogado, membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN, da União Brasileira de Escritores do RN e presidente da Academia Macauense de Letras e Artes – AMLA.
quinta-feira, 5 de junho de 2025
Velharias e Santo António !
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Em dia de Santo António!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
Designer brasileiro surpreende-nos com a face de Santo António!
domingo, 26 de junho de 2022
Rota das Origens de Santo António!
terça-feira, 14 de junho de 2022
Comemorações a Santo António em Sobrado Castelo de Paiva!
terça-feira, 7 de junho de 2022
Caminhada e Missa em louvor de Santo António
quinta-feira, 14 de novembro de 2019
Lembranças de Paiva!
neste Natal "colocar no sapatinho" lembranças com grande significado para quem gosta de Paiva!
A oportunidade de dar a conhecer a nossa história e lendas ! Uma cortesia da Confeitaria Tropicália - Praça da Independência, junto à Igreja Matriz de Sobrado, Castelo de Paiva.
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Santo António já é, em Paiva, efígie de nota para colecionadores!
Uma iniciativa para continuar, dada a participação da população neste evento, onde não faltou animação e o sempre apetecível porco no espeto, sardinha assada e o caldo verde.
Também a ADEP e a Câmara Municipal receberam lembranças.
Nesta festa popular, houve uma primeira feira de velharias, a ADEP quer que a iniciativa seja mensal, para isso conta com a colaboração das pessoas que tenham utensílios, que já não usam e que possam trocar ou vender neste Parque das Tílias.
Aproveitando este feriado em que se comemorou o dia de Portugal, a ADEP colocou fotos de personalidades que se notabilizaram no concelho, nomeadamente o primeiro Conde de C. de Paiva, Santo António (como efígie de uma nota que passa a ser artigo de coleção) e o histórico Rei Garcia, dono e senhor de TERRAS DE PAIVA, por muitos considerado o “primeiro Rei de Portugal e da Galiza” assim dizem alguns historiadores.
Uma palavra de agrado para quantos se associaram a esta iniciativa e estamos certos que a Festa da Freguesia vai ser um dos eventos com maior referência nesta nossa freguesia de Sobrado/Bairros e o Parque das Tílias é inevitavelmente o melhor local para se realizar este e outros eventos.
Este evento além de proporcionar a realização de nobres objectivos por parte do executivo da Junta de freguesia de Sobrado, deu visibilidade ao trabalho que a mesma vem fazendo em parceria com a ADEP na limpeza do espaço central do Parque das Tílias. Paralelamente e por sua vez a ADEP além dos objectivos referidos, teve também oportunidade de beneficiar e de mostrar os vários patrocínios que obteve junto do comércio e serviços locais; a saber: publicidade no barco rabelo por parte das Carpintaria e Construções Santa Cecília; Garagem Baía, Vinho Verde, Campo Grande; Churrasqueira Casa do Zé e Confeitaria Tropicália.
Foram ainda distinguidos os três melhores "espaços de venda" do Mercado Das Coisas Perdidas com brindes carinhosamente ofertados, a saber (uma noite para duas pessoas pelo Hotel S. Pedro; 2 almoços/jantares pela Chuirrasqueira Casa do Zé e uma caneca de procelana por João da Gráfica).
A todos a ADEP endereça reconhecida o seu Bem Haja!
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Locais de Santo António em Paiva visitados por Frei Severino, da ordem franciscana de Pádua
domingo, 6 de novembro de 2016
Membro da Ordem Franciscana de Pádua, vai visitar locais de Santo António em Paiva!
Aceitamos inscrições para acompanhar esta visita, mas o numero é limitado.
domingo, 31 de julho de 2016
Memórias (dos pais) de Santo António visitadas hoje por jovens de Coimbra!
sábado, 13 de junho de 2015
Casa e Quinta da Boavista e rota das origens de Santo António!
Chuva não quebra ossos...partimos da Frutuária, pela Rua Teresa Taveira acima, passamos a presa dos sapos, ao lado do forno telheiro, e pelo poente do Bairro Social de Corvite chegamos às Pias dos Mouros - monumento classificado como Valor concelhio.
Nestas sepulturas segundo Adriano Strecht de Vasconcelos in "Lendas e Tradições de Castelo de Paiva" foram sepultados os avós maternos de Santo António.
De longa data a ADEP vem reclamendo da autarquia outra atenção a este espaço; igualmente reclamou - sem êxito - a reclassificação por forma a integrar outros valores das imediações como o "altar de sacrificios" e acautelar os inumeros vestígios e testemunhos, designadamente cerãmicos.
Tem havido contactos mais recentes com a União de Freguesias de Sobrado e Bairros que faz acreditar haver vontade desta autarquia para avançar com um arranjo do espaço.


















