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quarta-feira, 10 de junho de 2026

10 de junho: Camões, a Língua e Paiva

 


10 de junho: Camões, a Língua e Paiva

No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebramos muito mais do que uma data do calendário. Celebramos a nossa identidade coletiva, a nossa história e a língua que, ao longo dos séculos, se tornou a expressão maior da alma portuguesa.

Em Luís de Camões encontramos o símbolo supremo dessa herança. Através da sua obra imortal, e em particular de Os Lusíadas, a língua portuguesa atingiu uma dimensão universal, tornando-se veículo de cultura, conhecimento e encontro entre povos espalhados pelos vários continentes.

Mas a história da nossa língua não começou com Camões. Muito antes do poeta maior de Portugal, houve homens e mulheres que, através da palavra escrita e falada, ajudaram a construir os alicerces daquele património comum que hoje une mais de duzentos milhões de falantes em todo o mundo.

É precisamente nesse percurso fundador que as Terras de Paiva ocupam um lugar de especial relevância.

Foi um senhor de Paiva, Paio Soares Romeu, quem subscreveu a célebre Notícia de Fiadores de 1175, documento frequentemente considerado um dos mais antigos textos conhecidos em língua portuguesa e, para muitos estudiosos, o mais antigo documento datado redigido na nossa língua. Independentemente dos debates académicos sobre a primazia absoluta deste ou de outros documentos, trata-se de um testemunho extraordinário da emergência do português escrito e de uma ligação histórica de que Castelo de Paiva se pode justamente orgulhar.

Mas a contribuição de Paiva para a história da língua portuguesa não se fica por aqui. Das mesmas linhagens emerge também João Soares de Paiva, reconhecido como o mais antigo trovador português de que se conserva obra conhecida. Através das suas cantigas, encontramos os primeiros ecos da poesia galego-portuguesa que viria a florescer nas cortes medievais e a marcar profundamente a literatura peninsular.

E é igualmente neste universo familiar e senhorial que a tradição genealógica identifica raízes que conduzem a Santo António de Lisboa, uma das figuras portuguesas mais admiradas e veneradas em todo o mundo, cuja mensagem continua a atravessar séculos e fronteiras.

Assim, quando hoje evocamos Camões e a língua portuguesa, encontramos razões acrescidas para recordar o contributo que as Terras de Paiva deram à construção da identidade nacional. Poucos territórios podem reivindicar uma ligação simultânea aos primórdios da escrita portuguesa, aos primórdios da nossa poesia e a uma das figuras mais universais da espiritualidade portuguesa.

Celebrar Camões é celebrar a língua. Celebrar a língua é celebrar a história de Portugal. E celebrar essa história é também reconhecer o lugar que Paiva ocupa na formação da nossa memória coletiva.

Porque a língua portuguesa não nasceu apenas nos grandes centros do reino. Foi sendo construída em muitos lugares, por muitas gerações e por muitas vozes. Entre essas vozes, as Terras de Paiva têm, sem dúvida, uma palavra antiga, distinta e merecedora de ser lembrada.



ADEP

quarta-feira, 11 de junho de 2025

SAI JUNO, RESSURGE JUNHO COM SANTOS CRISTÃOS

Santo António no Mosteiro de Santa Maria de Vila Boa do Bispo (Foto M. Rocha)

SAI JUNO, RESSURGE JUNHO COM SANTOS CRISTÃOS

 

-  Horácio Paiva *

 

Há tempos, há quase dois mil anos, Juno  -  rainha dos deuses greco-romanos, esposa de Júpiter  -  deixou vago o seu mês, Junius (cujo nome a homenageia), aos novos santos cristãos que aportariam no que fora o antigo e poderoso Império Romano (que lhe dedicou veneração por séculos).  

 

Em Roma, sede do Império, seriam perseguidos e vieram a morrer Pedro, crucificado (mas de cabeça para baixo, a seu pedido, porque dizia não ser digno de morrer do mesmo jeito do seu mestre, Jesus), e Paulo, decapitado (forma de execução destinada a cidadãos romanos, título que detinha); João, o anunciador do Cristo, fora, antes, martirizado em Macheronte (Maqueronte, fortaleza e palácio de Herodes Antipas, tetrarca da Galileia, na atual Jordânia). Antônio chegaria depois, séculos depois, mas então simplesmente à Itália, quando ali já não havia o imenso Império que abrangia outrora quase todo o mundo ocidental e parte do oriental, inclusive as terras de nascimento desses nossos santos cristãos, e morreria em Pádua.

 

No calendário hagiológico da Igreja Católica, as datas de celebração são definidas em função do falecimento dos santos titulares. Assim, na ordem do mês de Junho, Antônio, falecido em 13 de junho de 1231, é o primeiro dos santos, seguido por João (dia 24) e, finalmente, por Pedro e Paulo (dia 29).

 

Rica expressão tem, portanto, o mês de Junho na tradição católica. Não apenas pela exuberância de suas comemorações, festas, folguedos e fogos. Mas também, e sobretudo, porque reúne e estampa, coincidência ou não, no espelho desses santos homenageados, o perfil de uma Igreja profética, intelectual e popular, construído através dos séculos e responsável pela sua grandeza.

 

Em junho, temos, portanto: o começo, o cristianismo primitivo que exsurge em Pedro  -  o apóstolo pétreo sobre o qual a Igreja foi erguida; o messianismo profético em João; o aperfeiçoamento doutrinário e o helenismo em Paulo (a ponto de islâmicos nos criticarem dizendo-nos paulinos e não cristãos); a cultura, a história, a consolidação retórica em Antônio.

 

Por outro lado, interessante notar como as tradições mais antigas parecem influenciar a posteridade, mesmo com a mudança de fé e crença religiosa.  Juno, a deusa mitológica que nomeia o mês de Junho (Junius, em latim), era, para os antigos romanos, a deusa protetora do casamento, da maternidade e da família. Mesmas funções atribuídas, sob o Cristianismo, ao nosso Santo Antônio (não obstante advindas de suas qualidades espirituais), cujo mês de devoção também é junho.

 

Por Santo Antônio, além da admiração religiosa e existencial, tenho a curiosidade familiar da ancestralidade, a partir de Portugal e da família Paiva.

 

Santo Antônio, batizado como Fernando Bulhões (sobrenome do pai), era bisneto materno do poeta, trovador, nobre e magistrado João Soares de Paiva, antepassado dos Paivas, primeiro a “pôr no papel”, sob registro, esse sobrenome. Português de nascimento, é também chamado de Santo Antônio de Lisboa, embora universalmente mais conhecido como Santo Antônio de Pádua, Itália, onde exerceu, como franciscano, seu largo, profundo e santo magistério. Santo das famílias! E por isso popularmente identificado como “santo casamenteiro”. Não é à toa, pois, que o Dia dos Namorados é 12 de junho, véspera festiva do Santo. São Francisco falou às aves. Santo Antônio pregou aos peixes.

 

“Vos estis sal terrae” (“Vós sois o sal da terra”), diz o Evangelho. Mas, de Santo Antônio, disse o Padre Vieira que “foi sal da terra e foi sal do mar”. Viva Santo Antônio! Viva a Ordem dos Frades Menores, a Ordo Fratrum Minorum! Viva São Francisco!

 

Nesse meu poema, cito os dois amigos e irmãos da mesma Ordem religiosa, a Ordem dos Frades Menores, e que, segundo a tradição, falavam com os peixes e com os pássaros:

 

 

DEUS NÃO ESTÁ FORA

 

Deus não está fora

não saiu a passeio

 

A linguagem de Deus se espalha

 

Há quem fale com os pássaros

e com os peixes

como Francisco e Antônio

 

Há quem fale com as pedras

e mesmo com o deserto

mas isto só os iluminados

como os velhos eremitas

 

E no pão consagrado

Deus está presente

 

À porta de sua casa

 

 

.................................................................................................................

(*) Horácio de Paiva Oliveira  -  Poeta, escritor, advogado, membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN, da União Brasileira de Escritores do RN e presidente da Academia Macauense de Letras e Artes – AMLA.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Velharias e Santo António !



No Parque das Tílias, domingo, haverá velharias e oportunidade para lembrar Santo António, que além de ser o nosso padroeiro deste evento, tem nesta terra as suas origens!
https://adep-paiva.blogspot.com/2019/07/a-rota-pedestre-de-santo-antonio-e-ja.html
 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Em dia de Santo António!

Sendo dia de Santo António não nos foi possivel organizar especialmente, como já o fizemos noutros anos, programa que inclua a missa na Capela da Boavista. Os sucessivos assaltos e alguns desencontros não permitem essas iniciativas por enquanto. No intuito de não deixar cair no esquecimento outras iniciativas igualmente necessárias, e que se esperam de quem de direito, lembramos que este quadro alusivo a Santo António, sendo um valor do Legado e do nosso património, que existia na Casa quando a visitamos, foi também ele levado,
não se sabe para onde nem por quem...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Designer brasileiro surpreende-nos com a face de Santo António!

(...) "Oito anos depois, Cícero aproveitou-se do avanço da ciência e da tecnologia para recriar o rosto de Santo Antônio de Pádua, utilizando técnicas computadorizadas desenvolvidas por ele mesmo. Em 2022, o resultado dos estudos saiu em uma reconhecida revista internacional de arqueologia, intitulada Digital Applications in Archaeology and Cultural Heritage (DAACH). “Em 2014 eu utilizei técnicas de terceiros e em 2022 eu utilizei técnicas que eu mesmo criei com colegas de estudo. Então a gente teve essa aproximação facial forense do Santo Antônio de Pádua, agora mais coerente, com as estatísticas das estruturas faciais de um ser humano. Curiosamente a linha do perfil ficou muito parecida com aquela de 2014, e um outro fato interessante para se falar sobre esse processo de estudo é que nós colhemos dados do corpo dele de um estudo de 1980, e eles realizaram um levantamento do endocrânio de Santo Antônio e, para a nossa surpresa, ficou bem parecido, usando dados de tomografia computadorizada, a tecnologia moderníssima validou o estudo que fizeram em 1980”, explicita Cícero sobre o santo nascido em Lisboa, em 1195, e falecido em Pádua, em 1231."(...) https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2023-01/brasileiro-reconstroi-face-santo-antonio-padua.html?fbclid=IwAR3aYq135ydM5yhDFemBWIe8ny2md-Hot_VKCjGC74bWkkney7NBD7GusCc

domingo, 26 de junho de 2022

Rota das Origens de Santo António!

Ontem passaram pelo Parque das Tílias seis dezenas de visitantes, que quiseram conhecer os diversos espólios museológicos da ADEP e percorrer uma parte do percurso da Rota das Origens de Santo António, Marmoiral, Pias dos Mouros e Casa da Torre de Vegide, guiados por João Vieira. Os visitantes, oriundos de Loures, escolheram Castelo de Paiva para venarearem três dias de férias, e conhecer a nossa história e paisagem. A Associação Sol Nascente foi quem assumiu acompanhar e preencher o calendário diário de visita, almoços e dormidas; que incluiu ao que sabemos: almoço no São Domingos, passagem pelo centro da Vila e resenha histórica a cargo de Luis Quintas e no dia de hoje um périplo por percursos do Payvà pé nas alfeias em Xisto Midões e Gondarém. Um acontecimento que merece reflexão para avaliar a forma como o Município e o Turismo tratam estas oportunidades de negócio com muito interesse para o pequeno comércio e restauração.
Martinho Rocha

terça-feira, 14 de junho de 2022

Comemorações a Santo António em Sobrado Castelo de Paiva!

O momento alto das comemorações realizadas pela Casa da Boavista e ADEP a Santo António, aconteceu ontem dia 13, com a celebração da missa na Capela de Santo António no Solar da Casa da Boavista, em Sobrado, a cargo do Pároco da freguesia Padre Sérgio. Este foi mais um dia de Santo António que a ADEP assinalou, no ano passado com a visita aos jardins e Chafariz, este ano a casa da Boavista, a proporcionar a abertura da Sala do Arco e a capela onde previamente fez obras inadiáveis e a comunidade Paivense, teve a oportunidade de retomar a tradição que estava perdida há décadas de se celebrar missa na capela da Boavista. De registar que a capela foi pequena para acolher todos os Paivenses que se quiseram associar às cerimónias, tendo a celebração eucarística sido celebrada em honra e memória de D.Brites de Arrochela, de seu filho D.José Martinho de Arrochela Pinto de Lancastre Ferrão, 3 Conde de Arrochela e naturalmente em louvor a Santo António. A ADEP realizou no dia anterior, como noticiou uma caminhada pela Rota das Origens de Santo António (Marmoiral Boavista, Gondim Portal da Serrada, Vegide e Corvite, Pias dos Mouros), e no Parque das Tílias a feira das velharias e antiguidades (nova vida às coisas perdidas), com sardinhada e caldo verde. Um bem-haja ao Dr. Bernardo de Alegria, atual usufrutuário pela disponibilidade, pelo arranjo da capela, e pelo incentivo e pronta colaboração em toda este acontecimento.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Caminhada e Missa em louvor de Santo António

Domingo 12 e Segunda Feira 13 vários eventos terão lugar em louvor a Santo António. O reiniciar de uma tradição dos tempos dos já falecidos: Condessa de Arrochela e filho D. José de Arrochela Conde Castelo de Paiva! Caminhada amanhã domingo - caminhada pela Rota das Origens de Santo António, com saída do Parque das Tílias 10 horas, com sardinhada e caldo verde no regresso (por inscrição): 12,30 horas! Missa em louvor a Santo António na segunda-feira na Capela da Boavista - 18 horas. O retomar de uma tradição dos últimos representantes: D. Brites Condessa de Arrochela e D. José Conde de Castelo de Paiva! Participe!

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Lembranças de Paiva!


Sugerimos,


por valores simbólicos de 5,00 € e 3,00 € 


reedição da ADEP em 1991, preço: 7,50 €

e na sede da ADEP temos flor de tília (colheita de 2019)

neste Natal "colocar no sapatinho" lembranças com grande significado para quem gosta de Paiva!

A oportunidade de dar a conhecer a nossa história e lendas ! Uma cortesia da Confeitaria Tropicália - Praça da Independência, junto à Igreja Matriz de Sobrado, Castelo de Paiva.



sexta-feira, 14 de junho de 2019

Santo António já é, em Paiva, efígie de nota para colecionadores!


Festa da Freguesia
No Parque das Tílias – Adep - C. de Paiva, realizou-se pela primeira vez a Festa da Freguesia de Sobrado/Bairros com a colaboração da ADEP.
Uma iniciativa para continuar, dada a participação da população neste evento, onde não faltou animação e o sempre apetecível porco no espeto, sardinha assada e o caldo verde.
Foram homenageadas associações da freguesia que se destacaram nas suas modalidades, nomeadamente o Grupo Desportivo de C. de Paiva e a Associação Desportiva de Bairros, não esquecendo a título póstumo o João de Bairros, pessoa que em vida contribui com seus préstimos nos bombeiros, junta de freguesia, S. C. Paivense e no Bairros.
Também a ADEP e a Câmara Municipal receberam lembranças.
Nesta festa popular, houve uma primeira feira de velharias, a ADEP quer que a iniciativa seja mensal, para isso conta com a colaboração das pessoas que tenham utensílios, que já não usam e que possam trocar ou vender neste Parque das Tílias.
Aproveitando este feriado em que se comemorou o dia de Portugal, a ADEP colocou fotos de personalidades que se notabilizaram no concelho, nomeadamente o primeiro Conde de C. de Paiva, Santo António (como efígie de uma nota que passa a ser artigo de coleção) e o histórico Rei Garcia, dono e senhor de TERRAS DE PAIVA, por muitos considerado o “primeiro Rei de Portugal e da Galiza” assim dizem alguns historiadores.
Uma palavra de agrado para quantos se associaram a esta iniciativa e estamos certos que a Festa da Freguesia vai ser um dos eventos com maior referência nesta nossa freguesia de Sobrado/Bairros e o Parque das Tílias é inevitavelmente o melhor local para se realizar este e outros eventos.

Este evento além de proporcionar a realização de nobres objectivos por parte do executivo da Junta de freguesia de Sobrado, deu visibilidade ao trabalho que a mesma vem fazendo em parceria com a ADEP na limpeza do espaço central do Parque das Tílias. Paralelamente e por sua vez a ADEP além dos objectivos referidos, teve também oportunidade de beneficiar e de mostrar os vários patrocínios que obteve junto do comércio e serviços locais; a saber: publicidade no barco rabelo por parte das Carpintaria e Construções Santa Cecília; Garagem Baía, Vinho Verde, Campo Grande; Churrasqueira Casa do Zé e Confeitaria Tropicália.
Foram ainda distinguidos os três melhores "espaços de venda" do Mercado Das Coisas Perdidas com brindes carinhosamente ofertados, a saber (uma noite para duas pessoas pelo Hotel S. Pedro; 2 almoços/jantares pela Chuirrasqueira Casa do Zé e uma caneca de procelana por João da Gráfica).
A todos a ADEP endereça reconhecida o seu Bem Haja!
p.s. A nota de Santo António vai ser colocada à venda nos seguintes estabelecimentos: a Confeitaria Tropicália, Posto de Turismo, Hotel de São Pedro e ADEP, entre outros.

11 de junho às 22:03

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Locais de Santo António em Paiva visitados por Frei Severino, da ordem franciscana de Pádua

Frei Severino fotografa o Brazão com as armas dos Bulhões - adoptadas pela cidade de Pádua!

Frei Severino apresenta o seu projecto

foto de um dos quadros desta temática existentes na Casa da Boavista

Frei Severino, Italiano de nascimento, membro da Ordem Franciscana de Pádua chegou ontem pela manhã ao Parque das Tílias, Castelo de Paiva para ver e fotografar as coisas e as pessoas, inquirir e referênciar testemunhos e memórias dos locais de Santo António em Paiva!
Tinha à sua espera uma mole humana? Não, mas havia um grupo simpático de membros da ADEP-Paiva para lhe fazer uma recepção condigna, bem como ao seu amigo Dr. António José de Meneses Moreira da Fonseca,e foi esse grupo que os acompanhou nas visitas aos locais, onde debaixo de telha, viveram os pais do taumaturgo Santo António.
Os acompanhantes e também na recepção Sérgio Fernando Padre de Sobrado e no encontro/almoço a participação do senhor Presidente da Câmara, Gonçalo Rocha; todos emprestaram a sua animação e alegria, feita a caminhada que os levou até junto da Casa Torre de Vegide, da mãe de Santo António, ao Solar de Gondim, do pai de Santo António, e Portal da Serrada, onde se pode ver o bonito brasão que inclui as “armas” dos Bulhões, e, por fim, à Casa da Boavista de ancestrais descendentes da família de Santo António e dos ex-Condes de Castelo de Paiva, também estes descendentes de Martim de Bulhões, pai de Santo António, e de Teresa Taveira, mãe de Santo António.
Na Casa da Boavista foram guiados pelo Senhor Viriato Soares de Almeida, que franqueou algumas das portas da Casa e a da Capela de Santo António, anexa, para que pudessem ouvir, da sua boca, um pouco da história da Casa da Boavista e a sua inserção no contexto da vida dos descendentes de Santo António e na perpetuação das memórias do Santo, até aos dias de hoje.
Frei Severino chegou…entrou, viu e ouviu…e partiu…com mais conhecimento da história da vida de Santo António: momentos que certamente não deixará de reviver para poder voltar, um dia, aos mesmos locais, e que irá, certamente descrever no seu “Mensageiro” para que outros possam conhecer, também, e compartilhar esta história, dando assim continuidade e alimento às memórias de Santo António.
Está assim inaugurado o percurso - o CAMINHO de SANTO ANTÓNIO - entre Coimbra e Castelo de Paiva.Que tão breve quanto possível possa ser feito em sentido inverso, entre Castelo de Paiva e Coimbra (Igreja de Santa Cruz e Igreja de Santo António dos Olivais) e, porque não, mais tarde, estendê-lo até Lisboa e, quiçá, a Pádua?
Frei Severino trouxe-nos, figurativamente, a imagem de uma vida feita à imagem da vida de Santo António, na sua Igreja de Santo António dos Olivais de Coimbra. Levou consigo a visão dos templos, dos prédios de paredes e tectos em declínio, das telhas estateladas pelo chão à mistura com pedaços de paredes, dos locais que visitou e que outrora deram abrigo aos progenitores de Santo António. Mas levará, também, para conforto, uma certeza: a de que se tenta, por todos os modos, manter vivas as pedras, ainda sobrepostas, que são a referência maior que invade a mente dos paivenses mais atentos e interessados na conservação deste património, ainda recuperável, e na manutenção do passado e memória do filho de Martim de Bulhões, Fernão de Bulhões, aquele que mudou o nome para António e que agora é considerado o Santo António de Paiva, de Coimbra, de Lisboa, de Pádua, do Mundo.
“E se nós paivenses, não pudermos fazer grandes coisas, façamos ao menos, como dissera o Santo, o que estiver na medida das nossas forças”.
Muitos dos naturais de Castelo de Paiva sempre trouxeram ao colo Santo António, como ele trazia o menino, e nos seus corações palpitam a vida do Santo e os seus sermões. A demonstrá-lo, apresenta-se a súmula das capelas e imagens veneradas no concelho e das festividades religiosas em sua honra:
Actualmente Santo António é venerado nas seguintes capelas paroquiais, com festividade própria, no domingo seguinte ao dia 13 de Junho:
Santo António de Gondra – Paraíso e Santo António de Fornos. Também na Igreja de Santa Eulália, matriz de Pedorido, se realizam as festividades em honra deste Santo. Por outro lado existe a capela da Casa da Boavista, em Sobrado, particular, onde já se fizeram procissões e se rezaram missas, em tempos não muito remotos, durante a vida dos Condes de Castelo de Paiva e mesmo posteriormente à morte do último Conde.
Para além disso existem imagens do Santo em outras Igrejas do concelho, embora nelas não se festeje o seu dia, como sejam: Santa Maria de Sardoura e Igreja de Fornos. Acresce dizer ainda que nas Inquirições realizadas a partir de 1258 e em especial as de 1758 e as Inquirições paroquiais de 1788 feitas pelo Bispo da diocese, cujos questionários foram sempre muito semelhantes, aparecem capelas particulares de devoção a Santo António, em número muito substancial para um concelho tão pequeno, como é Castelo de Paiva:
-Freguesia de Fornos:
Ermida de Nossa Senhora do Desterro: para além da imagem com aquele nome e das imagens do Menino Jesus e S. José, tem, também, uma imagem de Santo António. Esta capela, na Quinta do Covelo, pertenceu ao fidalgo Bernardino Luís de Sousa e Abreu, transitando para o fidalgo Francisco Sousa e Abreu;
 A já referida Capela a Santo António, pública, onde se realizam as festividades ao Santo;
Ermida de Santo António que é do senhor Morgado António de Figueiroa  Castelo Branco, na Quinta do Luzio;
- Freguesia de Paraíso:
Capela de Santo António no lugar de Gondra, já antes referida;
- Freguesia de Pedorido:
Igreja matriz de Santa Eulália, possui uma imagem e realiza as festividades próprias, como já referido;
- Freguesia de Raiva:
A igreja matriz de Raiva, possui num dos altares as imagens de Santo Cristo, de Santo António e de Santa Quitéria;
- Freguesia de Santa Maria de Sardoura:
Num altar lateral, além de outras, encontra-se a imagem de Santo António;
Das seis ermidas que existiam ao tempo das Inquirições salientam-se as que respeitam a Santo António, em propriedades particulares:
Ermida de Santo António na fazenda de Valles, em Sá, (capela actualmente na posse de um primo de minha mulher) e que pertenceu aos herdeiros do sargento-mor António Ribeiro da Costa Guimarães da cidade do Porto;
Ermida de Santo António na Quinta do Pedregal, Sardoura, do Morgado Manuel Correia de Melo, onde havia missa cantada e sermão.
- Freguesia de S. Martinho de Sardoura:
Tinha esta freguesia no lugar de Covas uma capela de Nossa Senhora do Pilar em que também se encontrava uma imagem de Santo António. Pertenceu a Ignácio de Azevedo Leyte da cidade do Porto.
- Freguesia de Sobrado:
No referente às terras de Paiva que pertenceram aos “Bulhões”, as Inquirições de 1758 apontam, para além da capela de Santo António na Quinta da Boavista, também as seguintes capelas do mesmo particular:
Capela de Vegide de N.S. da Piedade junto à Casa Torre de Vegide, em ruínas;
Capela de São Luís IX Rei de França na Quinta e Solar de Gondim, em ruínas;
Capela de Santa Cruz das Serradas, de invocação da Santa Cruz, que já não existe.

ADEP - Castelo de Paiva, 21 de Novembro de 2016

Mário Gonçalves Pereira

domingo, 6 de novembro de 2016

Membro da Ordem Franciscana de Pádua, vai visitar locais de Santo António em Paiva!





Frei Severino membro da Ordem Franciscana de Pádua que assume a Paróquia de Santo António dos Olivais em Coimbra, vai efectuar visita aos locais de Santo António em Paiva. Frei Severnio é o director do Mensageiro editado em Santo António dos Olivais e correspondente de MESSAGGERO Di PADOVA e pretende visitar as Casa da Torre de Vegide e os Paços de Gondim e obter imagens do brasão do portal da Serrada onde se encontra o escudete dos Bulhões que é o mesmo que adotou a cidade de Padua (em cuja Catedral se encontra o túmulo de Santo António de Lisboa  - ele que também era membro da Ordem dos Franciscanos, como acontece com o Papa Francisco).

Foi solicitada ajuda à ADEP para esta visita, agendada para o próximo dia 21, visita que queremos constitua uma oportunidade para fazer despertar nas instituições e empresas, ideias de intercâmbio e associação a toda esta temática. Constitui uma honra para Castelo de Paiva e é já a segunda vez que recebemos visita a esses locais de elementos da paróquia de Santo António dos Olivais.
Temos em Paiva locais onde há evidências materiais que alguns autores, desde o século XIX, e a tradição oral ligam à família de Santo António. Uns e outros testemunhos contribuem para não deixar cair no esquecimento uma imagem de Paiva a par de outros locais e cidades de vida de Santo António.
Ligar Lisboa, Pádua, Santo António dos Olivais (Coimbra) e Paiva num itinerário está num horizonte cada vez mais próximo. Estamos a trabalhar tendo em vista esse roteiro temático e para que ele se torne mais praticável e obtenha alguns incentivos das instituições do turismo e da sociedade civil.
Acreditamos que temos em Paiva um produto que eleva a nossa memória a uma dimensão espiritual e terrena grandiosa. Paiva merece ficar associado ao roteiro da vida e obra de Santo de António e estamos certos que a divulgação das obras e dos locais contribui para engrandecer, cuidar e divulgar melhor, o nosso património material e imaterial que lhe está associado.

Aceitamos inscrições para acompanhar esta visita, mas o numero é limitado.


P.S. - Este ano, no Natal, decida-se e ofereça "Santo António de Lisboa - encontro nas origens - Castelo de Paiva” de Mário Gonçalves Pereira, edição da ADEP (á venda, em Castelo de Paiva,no Posto de Turismo, no Hotel da Raiva, na ADEP, na Tabacaria Mil e no Intermarché ) mais em adep-paiva.blogspot.com

domingo, 31 de julho de 2016

Memórias (dos pais) de Santo António visitadas hoje por jovens de Coimbra!

Este domingo um grupo de Jovens da Paróquia de Santo António dos Olivais –Coimbra veio concretizar o pedido de visita guiada então dirigido à ADEP para que lhes mostrasse as casas e locais (dos pais) de Santo António.

                    1.º plano Paço de Gondim, ao longe Casa da Torre de Vegide

Estes jovens visitantes e seus animadores – que estamos certos, todos, ensinarão caminho a outros – estão integrados em núcleo espiritual dos Franciscanos da paróquia de Santo António dos Olivais - Coimbra, terra onde viveu Santo António antes de partir para Marrocos e Itália.
Pelas margens deste rio Douro, é assim, há histórias milenares pedras e lendas, associadas ao Marmoiral. (Veja-se no video da TSF à cerca do Marmoiral de Sobrado da Rota do Românico https://www.youtube.com/watch?v=PBMUju0RkYc), da  Casa da Torre de Vegide (da mãe de Santo António), capela e Pias dos Mouros, Portal da Serrada e Gondim (do pai de Santo António), toda a temática a merecer integrar a rota referida, como temos defendido.
portal da Serrada



Estes jovens incluíram o tema Santo António na sua visita/retiro aos passadiços do Paiva e trabalho de apoio à eucaristía na Paróquia de Travanca. Levaram para as suas vidas, ao que nos foi dado aperceber;  as melhores impressões pelo que passaram a conhecer e do que a lenda e a história já registam das origens da família e do próprio Fernando de Bulhões; a maior surpresa e desencanto pelo estado de abandono, ruína, vandalismo e saque a que estão votados estes locais, todos integrando a herança testamentária do Conde Castelo de Paiva e já propriedade do Município Paivense!

Casa da Torre de Vegide

Lagares e adega, degradados e saqueados


Elementos de interesse sobre a freguesia de
Santo António dos Olivais,
Considerada desde logo como sendo a maior de Coimbra e uma das maiores de Portugal, tem actualmente cerca de 60 mil habitantes.
Nela é possível encontrar duas áreas distintas: a urbana e a rural.
A sua urbanização é muito marcada pelo casario das zonas residenciais que desde muito cedo se terão começado a desenvolver. Tal se deve, em parte, à presença do antigo Mosteiro de Celas que, situado numa área erma de Coimbra, onde a paisagem se caracterizava pela existência de pinhais e olivais, foi permitindo as construções em seu redor.
Foi esta freguesia, desde sempre, muito marcada pela religiosidade, aspecto presente não só nas celebrações eucarísticas mas, sobretudo, em importantes festas e romarias, realizadas em diversas épocas do ano, com destaque para a romaria do Espírito Santo.
Desde muito cedo que a zona dos Olivais foi procurada por monges, que ali encontraram a paz necessária à espiritualidade e refúgio.
A pequenina ermida de Santo Antão é prova disso, deu abrigo a Frei António, depois de ter vivido em Santa Cruz.
Foi aqui que o padroeiro desta freguesia trocou o nome de Fernando por António, abdicando do rico hábito e da murça branca de cónego regrante de Santo Agostinho pela humílima estamenha franciscana.
Frei António morreu em 1231 e, após a sua canonização, ocorrida logo no ano seguinte, o convento franciscano dos Olivais de Coimbra mudou a invocação de Santo Antão para Santo António. E assim nasceu Santo António dos Olivais, cuja povoação se foi desenvolvendo nas imediações da colina sagrada.

in wikipédia

sábado, 13 de junho de 2015

Casa e Quinta da Boavista e rota das origens de Santo António!




Roteiro para a próxima visita a ter lugar segunda -feira, dia 21 e que conta com a honrosa presença de Frei Severino da Ordem Francisca de Pádua - responsável pela Paróquia de Santo António dos Olivais em Coimbra. (sobre este assunto ver aqui noticia da visita, no mesmo tema Santo António)

P. S. - Porque temos em Paiva locais onde há evidências materiais que alguns autores, desde o século XIX, e a tradição oral ligam à família de Santo António, aproveitamos este evento e sinalizamos e identificamos três deles a saber, a Casa da Torre de Vegide, o Paço de Gondim e o Portal da Serrada. 
Agora já é mais fácil aos visitantes, turistas e até muitos conterrâneos ver com os seus olhos estes locais, visita que contribuirá para não deixar cair no esquecimento esta outra imagem de Paiva a par de outros locais e cidades de vida de Santo António.








Chuva não quebra ossos...partimos da Frutuária, pela Rua Teresa Taveira acima, passamos a presa dos sapos, ao lado do forno telheiro, e  pelo poente do Bairro Social de Corvite chegamos às Pias dos Mouros  - monumento classificado como Valor concelhio.
Nestas sepulturas segundo Adriano Strecht de Vasconcelos in "Lendas e Tradições de Castelo de Paiva" foram sepultados os avós maternos de Santo António.
De longa data a ADEP vem reclamendo da autarquia outra atenção a este espaço; igualmente reclamou - sem êxito -  a reclassificação por forma a integrar outros valores das imediações como o "altar de sacrificios"  e acautelar os inumeros vestígios e testemunhos, designadamente cerãmicos.
Tem havido contactos mais recentes com a União de Freguesias de Sobrado e Bairros que faz acreditar haver vontade desta autarquia para avançar com um arranjo do espaço.




descemos e visitamos a capela e Casa da Torre de Vegide. Em primeiro plano pode ver-se uma parede dupla, tipicamente medieval, arruinada, e que temos sugerido deveria ser estudada. L. Lousada Soares em visitas efectuadas ao local para recolha fotográfica, que doou à ADEP, recomenda uma escavação arqueológica.


Hoje na Casa da Torre de Vegide um casal jovem agricola explora uma plantação de Kiwis por conta dos usufrutuários. Na casa o piso térreo ainda exibe galhardamente 4 grandes lagares de vinho, os pesos e as varas, mas os feixes já foram saqueados... Outrora foi esta a casa da morada da mãe de Santo António e seus pais.

 Pinho Leal diz que em Vegide existe uma ermida que  foi templo romano e mesquita árabe (…)essa ermida deve ter sido reconstruida posteriormente, a julgar pelos azulejos interiores, característicos do séc. XVI.  Esta capela está igualmente classificada como monumento de Valor concelhio. Encontra-se totalmente saqueada, não tem já azulejos, altares ou qualquer mobiliário...



pelo caminho passamos pela ADEGA COOPERATIVA DE CASTELO DE PAIVA, o edificio sede e agro-industrial para a produção de vinho do concelho, onde tanto se apregoa o verde de excelência, agoniza e caiu nas "garras" de um armazenista quando nos anos 50 - integrou um projecto audaz,  com muito suor e trabalho, dos agricultores da região, numa atitude corajosa de enfrentar os intermediários e negociantes que sempre lhe cercearam os já curtos proveitos...




Chegamos à Serrada (ou Cerrada??)



e uma vez  mais lamentamos o estado do seu Portal, cujo brazão com a cruz abolotada dos Bulhões continua amparado por uma escora...

Um membro da Casa da Boavista casou com D. Antónia Matilde Pereira de Bulhões, herdeira da Casa das Serradas e descendente do ramo principal dos Bulhões de Portugal. Segundo Abilio Miranda (1), autor penafidelense de "O Menino de Valga", ed. 1942, 







"Nesse solar, onde ainda hoje existe parte das grandes casas  - Paço de Gondim -  e o portão das mesmas com o seu brasão, viveu - segundo a tradição - Martim de Bulhões e Maria  Teresa Taveira, pais de Santo António".



De regresso à Vila subimos até à Casa Chão do Outeiro, no coração da Vila, onde Pinho Leal diz ter existido uma capela e um cruzeiro que foi destruido para abertura da estrada. Hoje não existem vestígios evidentes da capela (senão de um pequeno oratório a Santo António) nem do cruzeiro, nem mesmo do Pelourinho que Pinho Leal diz ter existido "na retaguarda da casa da Câmara (atual cadeia)".

Aqui segundo Adriano Strecht Vasconcelos foi antigo Mosteiro Beneditino: 
"Na Honra de Sobrado, a lenda reza
Um cenobio existiu, beneditino,
Onde, na velha torre, com surpresa
Se viram os Anjos a tocar o sino
Para avisar o Céu do matrimónio 
   Dos que iam ser os pais de Santo António".



Finalmente à entrada da Casa da Boavista O Marmoiral - uma memória do duelo travado por Martim de Bulhões contra o seu rival D. Fafes da Raiva



Ali ao lado o edifício da adega está destelhado e o estado do seu interior adivinha-se, e lamenta-se, estará  a perder-se para todo o sempre uma imponente adega,  onde trabalharam longas vidas, muitos lavradores e assalariados, e que merecia melhor sorte, por respeito àqueles e a todos nós, tanto mais sendo propriedade do Municipio, terra com tanta tradição na arte e cultura do vinho...





E não visitamos a Casa da Boavista porque não nos foi franqueada a porta , apesar das insistentes diligências efectuadas, perante o usufrutuário Sr. Viriato Soares que alegou não ter disponibiulidade para mostrar um património arruinado e degradado, abandonado pelo Municipio. Gostariamos de visitar, designadamente a Capela de Santo António, a Casa e Jardins, (como já aconteceu noutras ocasiões, diga-se). Estes espaços foram recentemente classificados pela DGPC (Direção Geral do Património Cultural).
Perdeu-se a oportunidade de colocar aqui algumas imagens da degradação e deixar algumas impressões sobre a urgência e necessidade dessas intervenções (como deixamos quanto ao conjunto dos visitados), cuja saída temos defendido deveria ser enquadrada no âmbito da Rota do Românico (uma vez que todo este conjunto de valores e monumentos associa a Castelo de Paiva memórias e lendas da vida dos pais de Santo António (de Lisboa?)


Deixamos aqui um agradecimento a todos os que tornaram possível esta iniciativa, e seus participantes, designadamente aos escuteiros do agrupamento 1258 de Castelo de Paiva.

(1) - Bibliografia de suporte: sobre estas memórias e lendas ler: "Portugal Antigo e Moderno de Pinho Leal , "Lendas e Tradições de Castelo de Paiva" de Adriano Strecht Vasconcelos; "O Menino de Valga" de Abilio Miranda; "Elementos para a História de Castelo de Paiva" de Margarida Rosa Moreira de Pinho e "Santo António de Lisboa - encontro nas origens - Castelo de Paiva, de Mário Gonçalves Pereira, entre outros