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terça-feira, 21 de abril de 2026

1.º de maio - o Trabalho nas Minas visto com Música !

A Space Ensemble com a Universidade Sénior e o Coro dos Mineiros apresentam VERSÃO MUSICADA ao vivo - Filme concerto - do filme de trabalho gravado no interior antes do fecho das Minas do Pejão.



A ADEP associa-se a este evento na qualidade de detentora do Filme de trabalho.



domingo, 19 de outubro de 2025

Locomotiva Pejão. Vamos visitá-la?

A Locomotiva Pedorido já voltou. 

https://www.facebook.com/?locale=pt_BR 

https://www.youtube.com/watch?v=VWEE5UG9b5w

A Locomotiva Pejão é um dos símbolos mais emblemáticos da história das Minas do Pejão, situadas no concelho de Castelo de Paiva. Construída em Inglaterra, por volta dos anos 1910, esta locomotiva a vapor terá sido inicialmente utilizada em operações logísticas durante a Primeira Guerra Mundial, antes de ser adquirida para o transporte do carvão extraído nas Minas do Pejão.

Ao longo de décadas, desempenhou um papel fundamental no escoamento do carvão desde o complexo mineiro até à linha do Douro, contribuindo para o desenvolvimento industrial e energético da região e do país. Tornou-se, assim, um símbolo do esforço mineiro e do património ferroviário português, representando a ligação entre o trabalho humano e a força do progresso tecnológico.

A locomotiva foi preservada como peça de valor histórico e técnico, encontrando-se atualmente exposta no Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento, onde mantém viva a memória das Minas do Pejão e do seu importante papel na história industrial de Portugal.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Visita ao Cavalete do Fojo, com antigos mineiros!

A 20 de abril com a receção aos antigos mineiros da Urgeiriça, vai-se visitar o Cavalete do Fojo. Também vai atuar o coro dos antigos mineiros e vamos visitar o núcleo das experiências mineiras das Concas que é o atual "centro de interpretação das Minas do Pejão" e que nasceu do trabalho conjunto das três associações: ARCAF, ADEP e GDCP.

domingo, 29 de julho de 2012

Mosaicos e Ouro em Castelo de Paiva


Mosaicos e Ouro, a riqueza que justificará a existência de um importante povoado  perto do Sardoura, no alinhamento Fundões, Felgueiras e Fojo.

Ourais, Ouriz, Mama de Oiro e até Rio Douro, são alguns dos topónimos que os estudiosos apontam para localizar atividades de exploração mineral, designadamente ouro, no passado. Há um afloramento que atravessa o concelho paralelo à jazida do carvão onde são visíveis várias minas, no nosso concelho, desde o Rio Paiva em Bairros, Sobrado, (Paraíso?) e Raiva em direção a Melres, do outro lado do Douro.
Segundo Margarida Rosa Moreira de Pinho nos seus “Elementos para a História de Castelo de Paiva”, no concelho já laboraram, além do carvão no Couto Mineiro do Pejão , “(…)minas de metais de várias qualidades: uma de antimónio chamada Cabranca, na Raiva, duas de chumbo, no ribeiro de Terramonte e quatro de chumbo e zinco denominadas Gardunha, Ourais, Ribeiro da Castanheira e Serradelo. Todas estas ficam situadas na freguesia da Raiva(…)”. É rico portanto o nosso sub-solo.
Os sinais dessa riqueza deixados pelos nossos antepassados poderão muito bem estar nos mosaicos encontrados.  Pinho Leal refere-se a vestígios arqueológicos encontrados, do domínio romano, e que eram  as ruínas de um templo, em Fundões – Sobrado, onde havia fragmentos de mosaico no pavimento. Também em Felgueiras, nessa mesma freguesia de Sobrado apareceu em 1861 uma grande peça de mosaico.
Para Maia Marques, investigador e palestrante no Encontro da ADEP, em Castelo de Paiva em Agosto de 1989, a região, “(…)já na época megalítica era extremamente habitada(…)A população na época romana seria uma população com certeza dispersa (o que prova a dispersão das necrópoles) ”. Considera que sendo raros os mosaicos, a haver três locais no concelho geograficamente próximos (Fundões, Felgueiras e Fojo) isso quer dizer que há indícios de um pequeno núcleo urbano nas imediações e que “(…)teria  a suficiente importância (riqueza) para possuir mosaico. No Alentejo há dezenas de Villae romanas, só as mais importantes têm mosaico. O mosaico era algo de muito caro que não estava ao alcance de qualquer bolsa(…)”  Vai mais longe este arqueólogo, “(…)Na Raiva, na zona de Ourais, vários autores põem a hipótese de aqui ter havido uma pequena Villae  ou pequeno estabelecimento e que este topónimo poderia ter a ver com a exploração de ouro, daí Ourais. Sabemos perfeitamente que era uma das atividades principais que os romanos levavam a cabo nestes rios cujos aluviões, tinham muitas vezes de facto areias auríferas(…)”. Para ler artigo relacionado com este tema "Ouro no Rio Paiva ?!" - ir a página anexa, in Jornal Chafariz, Janeiro de 1989.
Martinho Rocha