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sábado, 16 de novembro de 2024

Fumos, fuminhos e fumarolas ... não!!!

Nesta época do ano é quase certo que todos os dias há colunas e névoas imensas de fumos das queimadas que todos fazem nas hortas, montes e campos. A atividade agricola das limpezas é bom indicador dos cuidados e vivencia da população que não está disposta a deixar a terra e a ocupação na atividade campesina. Convém no entanto que estas atividades tenham o devido enquadramento legal e apoio para que sejam sustentáveis e ambientalmente saudáveis, o que não é de todo o caso das queimadas. A recolha e encaminhamento dos sobrantes para produção de energia ou mesmo a compostagem, serão sempre destinos mais recomendáveis, e susceptíveis de alteração de comportamentos desde que tais trabalhos se apresentem com custos mais favoráveis. Depois se essas iniciativas ocorrem em espaços, empreitadas ou trabalhos mandados por entidades públicas, estas deveriam dar o exemplo...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Fogo nas Minas do Pejão: Por entre o "Verde arbóreo", o "escuro fumo do progresso" !!! — avista-se do Monte da Virgem - Gaia. Se não resolvemos o problema, peça-se ajuda internacional…





Há momentos em que é necessário com urgência separar o essencial do acessório e agir com determinação e eficácia. A escolha da forma e do método serão nessas situações de crise um mero exercício de clarividência racional.
Se no sítio das escombreiras das antigas Minas do Pejão o carvão continua a arder, passado que foi mais de um ano da sua ignição; se continua a fazer fumo e cheiro perigosos para a saúde pública, e o que se passa no subsolo ninguém sabe explicar, será então já tempo de se encontrar uma solução para acabar com o problema.
Os activos materiais e espirituais que a centenária epopeia carbonífera das Minas do Pejão, legou à região e ao País, haverão de ser suficientemente creditórias para que se peça ajuda internacional para extinguir o incêndio e tratar dos resíduos que possam ainda representar perigosidade para a população.
A evolução e melhoria da actual situação está refém de uma atitude corajosa que se espera seja encontrada por quem é suposto ter a experiência e a responsabilidade de assumir esse gesto, em nome de quem somos!
















escreveu Martinho Rocha
fotos de Mário Oliveira

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

No Pejão (Germunde) o fogo de 15 de outubro ainda arde!


Pela actualidade - que não é novidade para os residentes, porque perdura desde 15 de outubro - , recortamos texto e foto de publicação do nosso amigo e colaborador Mário Oliveira.  O carvão entrou  em incandescência e arde continuamente emitindo os fumos que se vêm na foto. Teme-se que no interior das entulheiras este fogo sem controlo possa provocar explosões e aluimentos. Um assunto sério  para a protecção civil e saúde pública.

"A propósito da calamidade que em consequência dos "Fogos" de Outubro de 2017 queimaram uma considerável área do Concelho de Castelo de Paiva e deixaram em "brasa" as entulheiras da exploração carbonífera do Pejão, em Germunde, não percam a reportagem do Porto Canal, hoje Quinta Feira 11/01/2018, pelas 20h30."

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pobretes mas alegretes, voltem os foguetórios e as fogueiras...


Quem não leu ontem ou ouviu a noticia do fim da proibição das fogueiras e queimadas na comunicação social, bastou- lhe espraiar hoje a vista, e levantar o nariz, no final da tarde, para deparar com uma imensidão de fogueiras e colunas de fumo, cheiro a queimado e ardência no olfacto; por todo o lado onde houvesse  quinta, quintal, quinteiro e jardim, era vê-las, às centenas. Os políticos esquecem-se de lembrar, nestas leis que as permitem, que também há outros processos para eliminar detritos: a compostagem e tem menos custos para o ambiente.No verão tivemos a trágica queima dos incêndios, agora assiste-se a esta corrida às queimadas, logo, logo, vamos ter os fogareiros e fogões no aquecimento a queimar dia e noite...E passou apenas um mês que fomos varridos pela violência do fogo...Da mãe natureza chegam-nos sinais de stress e descontrolo, quanto ao aquecimento, e nós continuamos a fazer de conta que não se passa nada... ou que mudar comportamentos e atitudes é só para os outros... Ainda não encaixamos que mudar comportamentos é mesmo para todos! Ai que saudades eu já  tinha das minhas alegres fogueirinhas...


















escreveu Martinho Rocha

terça-feira, 24 de outubro de 2017

FOGO DO INFERNO










O Fogo do Inferno, aquele incêndio de 15 e 16 de Outubro de 2017 que assolou grande parte do norte de Portugal, provocando uma enorme tragédia, com dez distritos a arder, também castigou severamente o parque florestal do concelho de Castelo de Paiva, e queimou algumas fábricas, destruiu habitações e anexos, onde pereceram muitos animais domésticos: porcos, galinhas, coelhos, cães e gatos, sendo que as televisões olvidaram este, novamente, martirizado concelho, metido num gueto, sem vias rápidas por onde as pessoas pudessem escapar.
Não havia na mente dos Paivenses qualquer indício de que isto viesse a acontecer, mas aconteceu. Alguns souberam do que se estava a passar já o sono ia alto. Outros tiveram que ser empurrados porta fora, à força. Outros resistiram em casa na esperança de estarem vivos no dia seguinte. Era um inferno de chamas, numa noite escura!
Foi obra do acaso? Foi por condições atmosféricas adversas? Resultou de negligência ou crime? Não, não era possível haver tantos criminosos à solta àquelas horas. Resta saber a verdadeira causa de tantos fogos e em tão grande área. Um inferno de fogo, um verdadeiro fogo do inferno! Uma causa é certa, e todos a apontam: falta de prevenção.
Muitos viram o inferno ainda em vida, como nunca o virão para além da morte!
Incrédulos, transtornados, impotentes para o combate, muitos de nós em pânico, assistiam ao lavrar das chamas por montes e vales e ao redor das nossas casas, avançando a seu bel-prazer e ao sabor dos ventos, que se faziam sentir, por vezes fortes e rápidos.
E os Bombeiros onde estavam? Coitados, quase não se viam. Alguns assistiam, certamente impotentes, ao correr das chamas; outros obedecendo a ordens, procuravam retirar pessoas para lugares mais seguros. E foi assim pelo país fora.
Sabe-se que muitas pessoas que tinham saído de casa nesse domingo dia 15 de Outubro não puderam regressar às suas habitações, impedidas pelas chamas ou pelas autoridades militares que fechavam as vias públicas; outras não puderam, a tempo, fugir de suas casas porque já estavam rodeadas de fogo; a outros, a escuridão da noite não lhes permitira ver os caminhos a seguir; e ainda outros assistiam ao arder dos seus próprios bens, de olhos abertos e lágrimas abundantes, mas insuficientes para apagar o fogo. Era o Fogo do Inferno.
E o Estado? O que faziam os representantes de todos nós?
O Estado, somos todos nós, é certo, mas estamos representados no Parlamento e no Governo que, conjuntamente com as instituições por si geridas, deve proteger os cidadãos em toda a linha.
Instituições para as quais os cidadãos e os empresários contribuem com os seus impostos, taxas, coimas, e afins. Instituições que devem precaver-se e saber como, quando e onde devem proteger os cidadãos e seus haveres dos fenómenos e catástrofes naturais, aos quais não se pode ser alheio, e que sempre existiram, sem podemos fugir deles, ou contorná-los, ao longo dos séculos.
Mas o Estado aparece sempre tarde e a más horas. Aparece quando a “procissão” destes fenómenos naturais já vai para além do adro; quando já pereceram pessoas e se destruíram, moralmente, outras vidas, e haveres.
É urgente. É preciso criar condições nacionais e locais que nos defendam destes fenómenos da Natureza: fogos, inundações, tempestades, furacões, etc, atacando-os com prevenção, tanto do Estado como dos cidadãos, e não durante ou depois dos acontecimentos. O que não se quer gastar em prevenção, por ironia do destino, acabará por ser gasta em duplo, ou em triplo, com os prejuízos resultantes de tais fenómenos e, não são só os cidadãos quem perde, o Estado acaba por perder muito mais e por muito mais tempo.
O Fogo, a água, uma catástrofe podem destruir milénios de património histórico-cultural.
É tempo de nos defendermos a tempo dos maus tempos. É tempo de chamar a atenção dos governantes para a protecção dos governados nas cidades, vilas e aldeias deste país.




Mário Gonçalves Pereira

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Como fazer a participação de prejuízos agrícolas




Socita-nos a AFVS - Associação Florestal do Vale do Sousa a divulgação da presente nota informativa:


Informação

Todos os proprietários com prejuízos, resultantes do incêndio do passado domingo, deverão reportar os mesmos na GNR de Castelo de Paiva.

A ficha de prejuízos agrícolas, a solicitar para a Câmara Municipal e AFVS, depois de preenchida, deverá ser entregue no Município de Castelo de Paiva, (é importante a identificação completa do proprietário).




Também poderemos enviá-la a quem no-la solicitar por email
adeppaiva@gmail.com



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Inferno, de madrugada, também na Frutuária...




Os  edifícios da Frutuária por volta da  1 hora estiveram em perigo e apenas não arderam porque a força do vento empurrou o fogo no sentido de Corvite. Alí e nas imediações os vários focos terão sido provocados por fagulhas e gerou-se enorme susto e desassossego  por não haver bombeiros disponíveis. Uma noite em que os moradores e populares das imediações não tiveram mãos a medir para acudir aos muitos reacendimentos. Uma noite que não vamos esquecer tão cedo.

Hoje pela manhã vê-se de um lado e do outro da variante um panorama que dá para imaginar a dimensão  da paisagem e o sofrimento humano que mais esta tragédia está a provocar em Paiva.
Queremos expressar a nossa solidariedade e pesar a todos os envolvidos e afectados por esta onda terrorista.


Lamentável que num apelo para o 118 a assistente  - apesar da insistência do pedido - se limite a mandar proceder conforme a ordem da máquina, quando numa situação aflitiva – seja ela qual for e com qualquer pessoa – o mínimo que espera é que o sistema reencaminhe a chamada. Não acreditamos que estamos em 2017, com tanta evolução nas telecomunicações…com tantas declarações de intenções...como não hão-de arder os fogos e se não alastre a tragédia ?....















escreveu Martinho Rocha