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sábado, 12 de junho de 2021

Fósseis do Pejão visitáveis e outros valores a caminho!
















No passado dia 31 de maio a ADEP recebeu nas suas instalações o Governador Rotário do Distrito 1970, senhor Sérgio Almeida, que visitou a exposição Permanente dos Fósseis "da floresta tropical do Pejão com mais de 300 milhões de anos", oportunidade ainda para festejar o aniversário do Rotary de Castelo de Paiva e descerrar, na Galeria dos Notáveis, em sintonia e a pedido da direção da ADEP duas imagens de personalidades que os paivenses veneram pelas suas qualidades de homens empreendedores: Pinho Leal e Barão de Castelo de Paiva.

Depois de várias diligências os fósseis do Couto Mineiro do Pejão, de uma vida de recolhas de António Patrão, encontraram um local permanente de exposição. Estão no Parque das Tílias, na ADEP, em vitrines que o Rotary Foundation patrocinou, e podem ser vistos a pedido dos interessados.

Martinho Rocha presidente da ADEP além de agradecer esta parceria pediu ao senhor Governador que tome esta iniciativa como exemplo de outras que igualmente pretende dinamizar, no caso os aspetos arqueológicos do concelho e região, que além dos monumentos in sitio agrega um valioso espólio, que há anos aguarda nos seus armazéns os necessários apoios para a sua divulgação.

O Governador felicitou o resultado conseguido, de apoio do Rotary à ADEP, e concordou que se trata de um trabalho importante, que deve ser continuado,  divulgado e enaltecido, pois estas duas instituições acabam por dar visibilidade a um aspeto muito interessante para o conhecimento da geologia e paleontologia do nosso território, que nos mostra os primeiros seres vivos, com 300 a 450 milhões de anos e a que as instituições públicas nunca deram resposta.

Está a ADEP ainda a organizar e a improvisar um pequeno catálogo, sendo que numa primeira seleção foi encontrada uma nova espécie que está já a ser estudada pela Universidade do Porto e a despertar grande expetativa pela comunidade de investigadores da área.














Martinho Rocha

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Santo António de Lisboa - encontro nas origens - Castelo de Paiva




(cartaz da visita guiada realizada a 13 de Junho de 2015)



Na qualidade de Presidente da Direção, quero deixar uma pequena nota de rodapé a esta sessão.

 Quero agradecer,
           - À Chiado editora;
           - Ao Parque biológico de Gaia, na pessoa do seu diretor, Dr. Nuno Gomes com quem tivemos já o grato prazer de estabelecer vários intercâmbios no último dos quais resultou a publicação da obra de Domingos Quintas Moreira “Manual do Cultivo e Confecção do Linho”;
          - Aos executantes e seu mestre Agostinho Vieira, da Academia de Música de Castelo de Paiva, o momento musical com que nos premiaram;
          - À Câmara de Castelo de Paiva, na pessoa do seu presidente Dr. Gonçalo Rocha, que prometeu adquirir 50 exemplares;
          - À Imprensa  presente.
          - Senhoras e senhores, a todos pela Vossa presença. Muito obrigado !

Paiva merece ficar associado ao roteiro da vida e obra de Santo de António e estamos certos que esta iniciativa contribui para engradecer, cuidar e divulgar melhor, o nosso património material e imaterial que lhe está associado.

Depois de nos anos 30 do século passado Abílio Miranda e Strecht de Vasconcelos terem publicado as lendas alusivas à vivência na região e em Paiva de Fernando de Bulhões (Santo António) e seus pais, e de ao longo dos últimos trinta anos termos tomado consciência de estudos vários a fortalecer a ligação das raízes do santo a Castelo de Paiva, a ADEP apesar dos seus parcos meios sempre tem procurado aprofundar e divulgar esse conhecimento em iniciativas várias, editoriais, de denúncia pública e até de teatro para chamar à atenção dos responsáveis pela degradação a que vem sendo sujeito muito do património construído associado a esta memória.
Uma maior divulgação das raízes de Santo António, como está a acontecer com esta publicação de Mário Gonçalves Pereira, criará uma maior consciencialização na população da importância dos nossos valores patrimoniais e imateriais. As novas gerações, mais informadas e participativas, hão-de ser capazes de exigir outras prioridades, linhas de orientação e até de rutura com o estado de abandono, desinteresse - e de saque em alguns casos - a que o município vem assistindo serenamente nos monumentos e espaços arruinados da Boavista, Vegide, Gondim e Frutuária, apesar do legado formal que lhe fez o Conde de Castelo de Paiva e destes outros legados imateriais de outros tantos paivenses generosos e laboriosos.
Para esta obra, Mário Gonçalves Pereira meteu pés ao caminho, recolheu fotografias e testemunhos tal é a profusão toponímica e imagética de estátuas, pinturas, azulejos, em Igrejas, nichos, oratórios, tabernas e mercearias existentes nos quatro continentes, por onde andou, e que comprovam a veneração ao Santo mas também que ele será o português mais conhecido no mundo, ao longo de todos os tempos.
A ADEP não poderia deixar de apoiar uma iniciativa como esta, de trazer aos paivenses, e não só, todo o conhecimento expresso em referências e estudos, lendas e  memórias, pedras e acontecimentos que engrandecem as gentes e fazem mais luz sobre a história da nossa terra, neste particular da ligação umbilical de Santo António a Castelo de Paiva.
Mário Gonçalves Pereira é natural de Castelo de Paiva, casado, pai de três filhos, com três netas, licenciou-se em Engenharia Electronica na Universidade de Lisboa. Trabalhou em várias Empresas no país, destacando-se as firmas Efacec e EDP-Eletricidade de Portugal. É membro, sócio fundador, do Rotary Club de Castelo de Paiva, do qual foi o primeiro Presidente.
O autor, é nosso diretor, Presidente da Assembleia Geral, colaborador assíduo e interessado na descoberta do passado, com obra feita - vários levantamentos fotográficos, leitura e restauro de epígrafes (cruzeiro de Carcavelos e ara de Vila Verde), publicou também “Frases Rimadas” obra poética de pendor autobiográfico e dedicada a Castelo de Paiva.
Escreveu para a ADEP uma monografia sobre a fundação de um lugar na freguesia da Raiva – Castelo de Paiva, cujos primeiros povoadores foram seus pais, em meados do século XX. Trata-se do lugar de Cruz de Alveda, sítio por onde passava a procissão das Cruzes do Concelho, a cada 3 de Maio.
Sobre o livro hoje em lançamento público informou a ADEP de que possuía elementos para escrever um documento alusivo às raízes de Santo António em terras de Paiva. E se bem pensou, melhor o fez. Ei-lo aí. Rebuscou na Internet e em tudo que era sítio, para encontrar a matéria de que precisava para a confeção da sua obra, nomeadamente os locais tantas vezes falados, por vezes à boca pequena, de nascimento dos pais de Santo António. Também recolheu nota de alguma documentação existente na Casa da Boavista e na mira da origens do Santo percorreu Secca e Meca. Foi até Jerusalém.
Na Casa da Boavista encontrou elementos em livro e na árvore genealógica dos Bulhões de Santa Cruz das Serradas que demonstram, com várias ramificações, a ligação dos Condes de Castelo de Paiva aos pais de Santo António. Estes dados consagram definitivamente a existência de uma base histórica sustentável que reconhece terem os pais de Santo António, por berço, Castelo de Paiva.
Saudamos e louvamos o esforço do autor e reconhecemos o mérito do seu trabalho que ficará para sempre ligado ao concelho de Paiva.
Ainda ao autor o nosso Bem Haja pelo contributo que, através da ADEP, prestou em prol da História e Cultura de Castelo de Paiva.
Em meu nome e da ADEP quero deixar este testemunho público de gratidão a Mário Gonçalves Pereira, pelo trabalho e dedicação à causa pública e voluntária, também pela generosidade da oferta dos direitos de autor à ADEP.

Sucesso para a obra e Felicidades Eng.º Mário Gonçalves Pereira!












Apresentação feita por Martinho Rocha, no Parque Biológico de Gaia, quando do lançamento da obra de Mário Gonçalves Pereira