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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Cuidar das origens e das memórias!

 


Rota das Origens de Santo António - Intervenções de Caráter Urgente

A recente visita guiada organizada pela ADEP suscitou alguma surpresa e clamor quanto ao estado de conservação de alguns monumentos visitados. Sem prejuízo da necessidade de uma estratégia global de estudo, conservação e valorização do património associado às origens de Santo António e à história do concelho, a visita efetuada permitiu identificar duas situações que, pelo seu grau de risco e potencial agravamento, justificam intervenção prioritária e urgente por parte das entidades competentes.

1. Portal da Serrada – Consolidação da verga e remoção da escora

A situação estrutural da verga que suporta o brasão do Portal da Serrada exige uma avaliação técnica imediata, seguida das necessárias obras de consolidação. A escora atualmente existente, colocada como medida provisória há mais de uma década, não pode continuar a substituir uma solução definitiva.

A permanência desta situação representa um fator de risco para a integridade do monumento e para a preservação de um dos mais importantes testemunhos heráldicos e históricos ligados à família Bulhões e às origens de Santo António. Após a adequada consolidação estrutural, deverá ser removida a escora, devolvendo ao conjunto a sua dignidade patrimonial e valor estético.

2. Casa da Torre de Vegide – Estabilização das colunas e do alpendre

Na Casa da Torre de Vegide, a degradação observada nas colunas e no alpendre que sustentam a cobertura constitui uma preocupação imediata. A progressão das patologias existentes poderá conduzir ao colapso parcial destes elementos, agravando os danos no edifício e colocando em risco pessoas e animais que circulem nas imediações.

Impõe-se, por isso, uma intervenção de emergência destinada à estabilização estrutural das colunas, do alpendre e da respetiva cobertura, evitando perdas patrimoniais irreversíveis e criando condições para futuras ações de recuperação integral do conjunto.

Estas duas intervenções, pela sua urgência e exequibilidade, poderão constituir um primeiro sinal de compromisso efetivo com a salvaguarda do património concelhio, demonstrando que a preservação da memória coletiva se faz através de ações concretas.







sábado, 18 de abril de 2026

Diga-nos se conhece. Participe na valorização do nosso património!

Hoje é Dia Internacional dos Monumentos e Sítios!

Nos mais recônditos locais permanecem altaneiros na sua simplicidade verdadeiros monumentos que povoam cenários de vivências memoráveis de muitos filhos da terra!

Diga-nos se conhece. Participe na valorização do nosso património!






                           Nogueira, São Pedro do Paraíso, Castelo de Paiva, 18 de abril de 2026

sábado, 31 de janeiro de 2026

Sinalização e Salvaguarda de Sítios Arqueológicos – Obra de Eletrificação Paraimo – Feira – Arouca – Recarei (400 kV)








A equipa técnica de Arqueologia da ADEP encontra-se, de forma voluntária, a acompanhar o desenvolvimento da obra de eletrificação Paraimo – Feira – Arouca – Recarei (400 kV), com particular incidência nos troços onde se registam sítios arqueológicos conhecidos, nomeadamente entre os futuros postes n.º 15 e n.º 29, no concelho de Castelo de Paiva.

Nesse contexto, foi já transmitida à entidade responsável pela arqueologia no âmbito da fiscalização da obra a nossa preocupação relativamente à salvaguarda do património arqueológico existente, em especial no que respeita a um conjunto significativo de mamoas localizadas no referido troço da linha a implantar. Trata-se de uma área de elevada sensibilidade do ponto de vista megalítico, cuja preservação exige cuidados acrescidos.

Atendendo a que os trabalhos previstos — designadamente a abertura de caboucos, a circulação de maquinaria pesada, o transporte de equipamentos e a sua implantação — implicam a utilização intensiva de acessos existentes e, eventualmente, a criação ou alargamento de novos acessos, considera-se imprescindível assegurar:

  • A proteção física eficaz dos sítios arqueológicos identificados;

  • Uma atenção particular à abertura de novos acessos ou ao alargamento dos caminhos existentes, uma vez que vários destes monumentos se localizam na proximidade imediata das vias de circulação previstas, existindo risco de impacto direto decorrente da movimentação de maquinaria pesada.

Neste sentido, destaca-se de forma especial a presença de sítios arqueológicos nas seguintes áreas de intervenção, todos devidamente identificados pela ADEP:

  • Nogueira, onde se registam oito mamoas;

  • Serradelo / Carvalho Mau, com seis mamoas identificadas;

  • Tapado, onde se localizam duas mamoas.

A equipa técnica da ADEP manifesta, por fim, total disponibilidade para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se revelem necessários, bem como para colaborar no terreno, quer na definição e implementação de medidas eficazes de proteção dos sítios identificados, quer na avaliação de eventuais achados arqueológicos que possam ocorrer no decurso da obra.

sábado, 8 de março de 2025

Mamoas são testemunhos mais vernáculos da vivência dos nossos antepassados!

Às nossas preocupações sobre os cuidados com os valores arqueológicos e busca de informação sobre as condicionantes fixadas ao acompanhamento arqueológico em trabalhos na área florestal com Monumentos Megalíticos e outros valores Históricos foi dada recebida resposta pela CCDR-N que nos diz que os trabalhos referidos se enquadram no Programa “Melhor Floresta”, da responsabilidade da Biond - Forest fibers from Portugal. Estes trabalhos foram submetidos a parecer da Unidade de Cultura da CCDR-N em janeiro de 2024, tendo merecido um parecer “favorável condicionado” ao cumprimento de várias medidas de salvaguarda, conforme ofício de que transcrevemos: “5.4. Acresce que é fundamental verificar, no terreno, se as coordenadas constantes da base de dados “Endovelico” estão corretas, bem como o diâmetro estimado dos monumentos em causa, para além da possibilidade real de os trabalhos de limpeza revelarem a presença de outros monumentos cuja existência era desconhecida. Essa verificação deve ser realizada por um profissional legalmente habilitado para o efeito, que possa assumir a responsabilidade pelo reconhecimento e caraterização dos valores arqueológicos em causa; 5.5. Uma vez confirmada a localização dos monumentos existentes e reconhecido o seu perímetro, considera-se possível a realização de trabalhos de limpeza florestal, desde que se respeitem os seguintes preceitos: - Os trabalhos de limpeza a realizar no interior do perímetro de proteção dos monumentos devem ser sujeitos a vigilância técnica através de acompanhamento arqueológico; - A fim de garantir o respeito pelos perímetros de proteção, devem os mesmos estar devidamente assinalados no terreno, de forma visível e resistente; - No interior desses perímetros, o abate de árvores não poderá ser feito com recurso ao seu desenraizamento, optando-se pelo corte acima da superfície, sem remoção de raizeiros; - Deverá ser evitada a utilização de meios mecânicos e é expressamente proibida a utilização de guinchos ou outra maquinaria pesada, bem como a remoção de troncos por arrasto, optando-se por métodos de remoção que evitem a potencial afetação das estruturas arqueológicas e o revolvimento de solos; - Não é autorizado o alargamento / “beneficiação” de acessos ou abertura de novos caminhos nem a circulação de veículos a motor no interior dos referidos perímetros de proteção; 5.6. Relativamente ao necessário acompanhamento arqueológico dos trabalhos enquanto durarem as ações com potencial impacte no subsolo, deverá ser apresentado um pedido de autorização de trabalhos de acompanhamento arqueológico por arqueólogo devidamente credenciado para o efeito; 5.7. Propõe-se ainda que seja disponibilizada ao requerente a informação em anexo sobre boas práticas em projetos de intervenção florestal; 6. Proposta de decisão Propõe-se a emissão de parecer favorável à realização das operações requeridas, condicionada ao cumprimento das medidas e restrições mencionadas em 5.4., 5.5. e 5.6.” Do parecer donde extraiu este recorte foi dado conhecimento à Câmara Municipal.




Martinho Rocha
 



segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Desta vez, O Monte Castro, Sardoura

primeira imagem: Casa do Pedregal, Sardoura. segunda imagem: Guimarães Museu Martins Sarmento. 2023.10.15. Foto de José Carlos Carvalho.
É pelo valor do nosso património, como aqui se documenta, disperso e fora do conhecimento público que fazemos sentir recorrentemente da necessidade de haver divulgação, e outra atenção/apoio às iniciativas que vem identificando, monitorizando, chamando a atenção para medidas urgentes como as preconizadas pela ADEP.Ainda estes dias chamavamos à atenção para "a nossa pedra formosa" ainda que menos formosa que outras - mas nem por isso menos importante - e que aos olhos de hoje pertencia a um estabelecimento de banhos e não a um forno crematório, como referido em "Eelementos para a História de Castelo de Paiva" de Margarida Rosa M de Pinho. Ver imagem e legenda do espólio da Casa do Pedregal, Sardoura. Recomendável mesmo é ver este trabalho para se perceber a importância também do nosso local "Monte Castro" https://www.rtp.pt/play/p11619/e721665/visita-guiada

sábado, 26 de agosto de 2023

REAL “AS ANDORINHAS”

QUEM POR LÁ PASSASSE, SENTIA UM CHEIRINHO A MAÇÃS. Há, em Real, uma tradição, que diz terem vivido em Regemil, vizinhanças de Castro, duas bondosas e devotas senhoras, ambas solteiras e de apelido «Andorinhas», que mandaram “construir” a igreja do Adro de Real. Para justificarem a sua atitude, diz o povo, que foi por em dias de invernia, não poderem atravessar o rio Sardoura, para irem à missa, à igreja de Santa Cristina, que ficava do outro lado do rio. Uma delas, foi enterrada em Santa Cristina, numa pia de pedra e quem por lá passasse, sentia um cheirinho a maçãs, que ia aumentando, até que se lembrassem delas, depois o cheiro desaparecia. Sabe-se, que a igreja do Adro, a que se refere esta tradição, não é a igreja da Santa Marinha, pois essa, foi construída em 1737 e foi acabada pelo abade da época. A existirem as bondosas “Andorinhas”, deveriam ter falecido no século XV e a igreja, seria, onde hoje, existe os restos de uma grande residência, a que o povo, chama de residência velha. E o enorme portão, seria os restos de uma igreja construída durante o século XIV ou princípios do século XV. “durante anos, esta sepultura, serviu de pia para os animais beber e baleira para semear cebolo”. Hoje essa sepultura foi recuperada pela ADEP e encontra-se exposta no Parque das Tílias. “É preciso preservar a memória para que a história não morra". João Vieira p.s. Esta lenda foi inicialmente recolhida e divulgada pelo saudoso e já falecido diretor Domingos Quintas Moreira.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Igreja de Real volta à classificação que já teve e lhe tinha sido retirada...

https://www.cm-castelo-paiva.pt/pt/noticias/actualidade/a-igreja-de-santa-marinha-de-real-foi-classificada-como-monumento-de-interesse-publico Fastidioso afinal este tipo de procedimentos burocráticos que não acrescentam maior proteção aos monumentos e servem apenas para perder tempo e meios que deveriam ser usados para proteger outros. Porque é que até hoje não foi reclassificada a Pia dos Mouros para ampliar a área de proteção e inluir outras pias, como tantas vezes solicitou a ADEP à DGPC?; porque é que até hoje não foi classificada a ponte velha rodoferroviária de Pedorido?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Castro de Arados está a a ser vandalizado!..

Não podemos deixar de condenar de dar nota pública e de comunicar aos serviços da DGPC o estado de devassa e vandalismo que está a sofrer o Castro de Arados, nosso vizinho (margem direita do Douro). Será que os Serviços não podem desencadear uma ação de reconhecimento e delimitação de uma zona protegida e interdita ao curso de "cavalos de ferro" e outros? O recreio de uns pode destruir o património de todos? Uma palavra de incentivo aos nossos amigos e guardiões do Castro de Arados.O nosso apoio na medida das nossas possibilidades. Sobre os nossos Castros não falamos hoje, mas precisamos de falar senhoras autoridades... https://www.facebook.com/photo/?fbid=6909019189171954&set=pcb.6909019742505232

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Este azulejo do sec. XV- XVI também foi roubado da Casa da Boavista...

Estivemos ontem na Boavista a convite de do Dr. Bernardo Alegria, novo usufrutuário, que fez questão de nos mostrar e falar sobre o estado do património móvel presente e ausente , de que demonstrou ser profundo conhecedor, e das várias vicissitudes em que já participou, fruto do enredo ainda não totalmente esclarecido e de que corre processo na Justiça, como é do conhecimento público. O sr. Presidente da Câmara, tendo sido convidado não esteve presente por razões de agenda. Os espaços vazios, o estado de desarrumação geral da Casa, e de todo o tipo de bens, com destruição de alguns deles para proporcionar o roubo de pequenas peças e componentes, como molduras, gravuras mais valiosas, causam-nos revolta. Por sua vez ficamos a saber que a Policia Judiciária esteve na Casa da Boavista em finais de março onde realizou uma peritagem fotográfica da Casa e recheio existente. Constatamos todos a urgência de intervenções principalmente por razões de segurança dos bens presentes, problemática que fez questão de referir ter encaminhado já, noutros tempos, à Câmara Municipal, com quem teve ainda ontem uma audiência e a quem fez questão de se apresentar pessoalmente, na nova qualidade, às pessoas do Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal. Ouvimos de viva voz algumas das suas preocupações e projetos que estão também expressas numa carta dirigida ao sr. Presidente da Câmara com conhecimento à ADEP e ao jornalista Emanuel Damas. Bernardo Alegria expressou-nos a sua vontade, o seu conhecimento e paixão pelo mundo de valores da família dos Condes de Castelo de Paiva e Arrochela, de quem é parente de sangue e seu sucedâneo na detenção do titulo de Conde de Arrochela pelo que pensamos que uma nova era se abre para a Boavista e para a população paivense, sendo certo que se houver sintonia de vontades com a Câmara Municipal, isso facilitará o processo. A ADEP, a que Bernardo Alegria pretende associar-se, deseja-lhe os maiores sucessos e crê que ambas as instituições podem entreajudar-se para fazer cumprir o legado de D. José de Arrochela Pinto de Lancastre Ferrão. (2023-01-30) Apesar da urgência pedida pelo Grupo de Trabalho à clarificação do processo crime, urgência igualmente reconhecida porque votada unãnimente pela Assembleia Municipal, como foi amplamente divulgado na comunicação social, não conhecemos desenvolvimentos nem notícias e já passaram 4 meses!... Daqui reforçamos com o nosso apelo ao Ministério Público. Martinho Rocha

sábado, 17 de abril de 2021

18.04 - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Chamemos-lhe "pedras ou penedos sinaleiros", porque há a convicção que serviam para nos altos / castros fazerem sinais de fogo e fumo, neste caso Castro de Belmonte, para a outra margem do Douro / Castro de Arados.A necessidade e a urgência de transmitir a noticia a longas distâncias estará na justificação deste valioso testemunho de vida dos nossos antepassados. A nossa proximidade à grande via que também era um obstáculo para ultrapassar - o Douro - ajuda-nos ainda hoje a desvendar antigos tilhos e passadouros. A sua antiguidade remontará aos primórdios da civilização, pelo menos desde que a população se começou a fixar e a criar laços de vizinhança. Há referências da sua existência também na vizinha Galiza. Estes penedos apresentam sempre uma ou mais covas que terão sido abertas pela corrosão do fogo. Temos no concelho diversos exemplares que não estão classificados e que correm sérios riscos de desaparecer, como já terá acontecido a um sem número de outros vestígios; basta pensar nas diversas pedreiras que já laboraram na região. Este é apenas um pequeno aspeto menos conhecido das nossas raízes a merecer estudo e proteção. Martinho Rocha

terça-feira, 30 de março de 2021

Obras no Largo. Continua a haver ocorrências.

E continua a haver ocorrências a ocupar os técnicos da arqueologia. Sempre que há abertura de covas ou rotas mais profundas tem sido assim. Não é novidade que o subsolo do Largo está pejado de informação sobre os nossos antepassados. E essa informação se devidamente reconhecida e valorizada é uma mais valia para o centro da Vila e não pode ser nunca entendida como um estorvo que se quer esconder a qualquer preço. Já testemunhamos pedras aparelhadas e até afeiçoadas, diversos lajeados e várias condutas. Continuamos a lamentar que desde o início destes trabalhos não tenha havido uma informação técnica mínima e cabal do que está a acontecer. Bem sabemos que o resultado de um estudo mais profundo terá de resultar das elucubrações e análises a trabalhar em gabinete pelos doutos técnicos… É uma falta de consideração: (da ordem dos arqueólogos?; do dono da obra/Câmara?; do empreiteiro?) para com os paivenses. A razão da não informação terá razões que a razão desconhece…será a mesma com que se pretende obstar à captação de fotos ? (foto anterior ao ultimo abate)
(foto de hoje)
Martinho Rocha

quinta-feira, 11 de março de 2021

O Largo do Conde, como seria antes?

AS OBRAS.
Se não viu, já não vai ver. A nova descoberta, uma estrutura lageada fronteira ao edifício (lado do Largo), já está coberta e vai ser de imediato aterrada, com a brevidade a que já estamos habituados. Foi assim com todas as outras e nada sabemos qual a relação entre elas uma vez que se situam em locais diversos e distanciados. Entedemos que é devido um esclarecimento, senão à entidade que reclamou o acompanhamento arqueológico, ao menos aos paivenses. A obra vai marcar também esta relação com o conhecimento (ou falta dele), do uso deste espaço no passado. Sem informação não deixará de ser legítimo ao comum dos cidadãos inquirir e/ou sugerir um alargamento de estudo, na continuação das mesmas estruturas, máxime nas traseiras do edifício da Cadeia, onde Pinho Leal referiu a existência do Pelourinho de Paiva.
AS TÍLIAS.
Entretanto deveria ter acontecido hoje uma reunião, a convite da Câmara, para assunto das Tílias do Largo, mas o convite não foi aceite considerando a ADEP que não tendo sido ouvida nem achada quanto ao projecto, não pode agora vir propôr, com seriedade, o que quer que seja nesse âmbito. Martinho Rocha

segunda-feira, 8 de março de 2021

Largo do Conde...e mais calçada!

Quem se surpreende com o facto de o Largo do Conde revelar sinais de vidas anteriores ?
Hoje, 8 de março.

quinta-feira, 4 de março de 2021

II Vestígios do passado no Largo do Conde II

Nas obras do Largo do Conde, depois da conduta, uma segunda estrutura lajeada foi coberta e enterrada para a colocação de um tubo. A primeira estrutura terá sido mesmo apressadamente desmontada. Ao que nos foi possível ver, desde o local da primeira calçada (foto 1) até este lajeado (foto 2) dista um espaço de cerca de 10 a 12 metros o que pode configurar a existência de um caminho ou praça romano/medieval, dado que estabelece uma provável ligação entre a antiga fonte e antiga Igreja. Tratando-se de estruturas seguramente anteriores ao Edifício da Cadeia entendemos que seria mais avisado um estudo mais alargado, mesmo fora da zona da obra - se necessário – em vez da sua apressada ocultação, e mal fundamentada decisão de desmontagem - da equipa de arqueologia – A falta de informação à população carece de ponderação – assunto e opinião que já endereçamos a quem de direito. foto 1
foto 2

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Vestígios do passado no Largo do Conde

Sempre achamos que os valores culturais devem ser divulgados para que sejam conhecidos, entendidos e estimados. A participação cívica é salutar e quando ocorrem atividades de investigação em espaço público e à luz do dia então está potenciada mais proximidade da cultura ao cidadão comum! Pretender esconder ou dificultar, nos tempos de hoje é uma atitude retrograda e no mínimo mesquinha. Fotografamos, entre entre outros, este documento no Largo do Conde. Será uma pedra moldada pela ação humana, instrumento de alguma atividade artesanal.Tem uma segunda cavidade do lado oposto. Alguêm tem uma ideia do que seja ? Partilhe connosco, e com os nossos amigos, a sua opinião.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Largo do Conde, arqueologia: depressa e bem ?

Asistem-nos três dúvidas. A História da obra humana que tantos Tempos nos dá, terá de ser tão minguada de tempo a exposição do que se desvenda no Largo do Conde ? Assiste-se a uma pressa muito grande em arrasar e tapar todos os vestígios arqueológicos: - será apenas impressão nossa? E os paivenses não terão direito a saber como decorrem os trabalhos e o que conjeturam os técnicos da área?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Largo do Conde / Arqueologia

Descubra as diferenças. São ambas verdadeiras!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Obras no Largo do Conde / Castelo de Paiva

Os serviços públicos de Arqueologia determinaram trabalhos de escavação para avaliar os materiais levantadas pelas máquinas e interpretar o tipo de estrutura, subterrânea em granito, que estava a ser destruída nas obras do Largo do Conde. Neste momento já é visível entre os edifícios dos cafés e a frente do edifício da Cadeia (do lado do Largo) uma conduta coberta, tipo mina, construída com pedras afeiçoadas, algumas pela aparência são já reutilizadas. Não pode com tão pouco tempo de estudo apresentar-se uma tese segura da função deste edificado, sendo provável que se trate de uma antiga conduta de águas limpas, oriundas das encostas a nascente (Carris e Monte) e destinada à fonte e lavadouro públicos que existiam nas imediações, antes da construção do edifício da Cadeia, sabendo-se que só em 1894 passa a existir o chafariz como o conhecemos. Ficamos portanto para já sem saber desde quando existe essa construção, não podendo esquecer-se que a centralidade do local comprova-se também pela reiterada vivência que é demonstrada pelas referências conhecidas: - a de ser ali o inicio da Rua (mais tarde Direita); - a ser também o local escolhido para implantar o primeiro edifício público (Cadeia); e até, a presença do Pelourinho que Pinho Leal diz ter visto nas traseiras da Câmara. Estamos certos que o espírito do local sai valorizado, esperando e desejando os maiores êxitos para os trabalhos arqueológicos e acompanhamento a toda a obra – que estão a gerar alguma expetativa designadamente quanto ao local da antiga Igreja – sugerindo desde já que os técnicos encontrem uma forma adequada de expor publicamente num envidraçado, “in loco”, uma parte do edificado que assim lembrará aos vindouros e curiosos um outro aspeto e função de um espaço e local que antecedeu o que nós ainda conhecemos como Largo do Conde.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Mais uma mamoa está a ser destruída.

Mais uma mamoa está a ser destruída. Em 2018 fizemos publicamente este apelo: “ADEP PEDE À CÂMARA QUE PROTEJA AS 50 MAMOAS QUE ACABA DE REDESCOBRIR NO CONCELHO”, ver, http://adep-paiva.blogspot.com/2018/04/adep-pede-camara-que-proteja-as-50.html Depois disso já denunciamos que os contactos, com os proprietários, prometidos pelos responsáveis dos serviços da autarquia, afinal não avançavam, apesar de termos fornecido, célere e graciosamente uma completa listagem das localizações dos monumentos por GPS. (http://adep-paiva.blogspot.com/2019/03/descoberta-mais-uma-mamoa-mas-o.html) Com a revisão do PDM (Plano Diretor Municipal) entraram prá liça diversos pareceres e trabalhos dos órgãos de tutela, recomendações que pelo seu teor, como os da CCDRN (Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional do Norte), deveriam ter feito ecoar pelos salões e gabinetes todos os alarmes e campainhas, chamando a atenção os decisores e os assessores, e passamos a citar: - “Na revisão do PDM de Castelo de Paiva é indispensável que seja reconhecida a necessidade de encarar o património como sendo um fator de desenvolvimento e da melhoria da qualidade de vida da população (Estudos de Caraterização e Diagnóstico, p. 82).”; - “a CCDR-N, profere, nos termos do artigo 85.º, do RJIGT, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, parecer final favorável condicionado sobre a proposta de Revisão do Plano Diretor Municipal de Castelo de Paiva, devendo a Câmara Municipal de Castelo de Paiva ponderar a inclusão das observações constantes (...). Ou seja, que o parecer favorável fica condicionado à incorporação no conteúdo documental da Carta Educativa atualizada, assim como a atualização da Carta Arqueológica”. Por aqui se vê que este é um momento em que deveria haver uma atenção redobrada ao que se passa no terreno, afinal não sendo cumprido o prometido sobre a notificação dos proprietários, a atividade agrícola, florestal e outras, como as de recreio avançam inexoravelmente, sem conhecimento, sem barreiras nem cuidados; atitude que vai acrescentando mais prejuízo, algum criminoso, ao nosso já depauperado património… Para que conste: à data de hoje, no concelho, temos 11 monumentos megalíticos totalmente destruídos e 12 monumentos megalíticos estão-no parcialmente, num universo de 53 monumentos. É caso para perguntar, quais os objetivos fixados e os meios disponibilizados pela Câmara Municipal aos seus serviços de arqueologia, para que o nosso património possa ser devidamente monitorizado, divulgado e protegido? Estamos hoje a lamentar o triste panorama do que se passa com o período megalítico mas infelizmente o mesmo acontece com o período castrejo, romano e medieval… ADEP A equipa de Arqueologia

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Obras na Vila!

Hoje a ADEP pediu ao senhor Presidente da Câmara que tome todas as diligências para que os trabalhos tenham acompanhamento arqueológico. As obras já decorrem, em local sensivel, n"a Rua" onde se construiu o edificado mais antigo da Vila, que todos conhecemos, e que vem assentando em todo um casco urbanizado, medieval e porventura até mais antigo.