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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Terá sido D. Garcia II o verdadeiro primeiro Rei de Portugal? E Paiva foi seu território de refúgio?

D. Garcia II

imagem de D. Garcia II in blogue https://www.vortexmag.net/tera-sido-d-garcia-ii-o-verdadeiro-primeiro-rei-de-portugal/

Terá sido D. Garcia II o verdadeiro primeiro Rei de Portugal?

Foi José Hermano Saraiva o primeiro a sugerir que poderíamos ter que reescrever a história do nosso país. D. Garcia II, talvez o primeiro Rei de Portugal.


Em Castelo de Paiva, Adriano Strecht de Vasconcelos publica em 1938 a lenda que se reporta a um episódio de vida de El-Rei Garcia com mais de 900 anos!


(Penedos que segundo alguns terão sido destruídos para exploração de pedra)

domingo, 21 de abril de 2013

A Geologia e uma das lendas do Paiva "O Poço Negro" !





Nos próximos dias vamos ter a oportunidade de conhecer melhor alguns aspectos do Paiva. Vamos ter entre nós geólogos e paleontólogos que querem ver e estudar testemunhos de antigas explorações minerais e aspectos da nossa geologia, designadamente acidentes orográficos e fósseis do couto mineiro do Pejão.
Alguns mitos e lendas contados e recontados pelos nossos avós refletem muito do imaginário associado a aspectos curiosos e vestígios deixados pela vivência de povos antigos que por aqui habitaram.
O Paiva não é exceção e por isso hoje vamos deixar uma das versões da lenda do  Poço Negro:

"Reza a lenda, que no fundo do maior poço do rio Paiva, o Poço Negro, existe uma grade e dois bezerros em ouro.
Outrora existiu um habitante local, que conseguiu retirar das águas o tesouro e, com grande esforço, levou-o para cima do monte. Parou para descansar e adormeceu. Quando acordou o tesouro tinha desaparecido, levado por uma Moura encantada, guardiã do tesouro, que o levou de novo para as profundezas do rio.
Ainda hoje, muita gente acredita que o tesouro permanece no mesmo sítio e que é visível em dias de muita luz, mas ninguém arrisca recuperá-lo com medo de ficar cativo da Moura encantada, que alguns juram ter visto sobre o penedo do Poço Negro ou ouvido os seus lamentos.
Dizem também os mais antigos que existem ligados a esse poço, dois túneis. Num deles existe uma grande quantidade de gás letal que matará quem ousar lá entrar. No outro, há uma imensa riqueza lá depositada pelos Mouros que outrora viveram nesta região.
Muita gente, segundo dizem, desejava apoderar-se de tal riqueza, mas com medo de entrar no túnel errado e lá ficar para sempre, não ousam arriscar as suas vidas.
Assim o tesouro permanece ainda no mesmo lugar onde os Mouros o esconderam."








escreveu, Martinho Rocha
21-04-2013

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Lenda de D. Afonso Henriques, (no teatro com António Torrado)





António Torrado dá-nos notícia na TSF (notas de autor de hoje) de alguma da sua atividade, no teatro (com a Companhia de Teatro a Jangada, de Lousada a encenar com José Carretas a sua peça  “à boca do Inferno”,  e na escrita (com a Editora Lápis de Memórias de Coimbra a publicá-la),  em ambas pegando na Lenda de que D. Afonso Henriques seria filho de Egas Moniz e que então foi criado por este, aqui próximo , em Cárquere – Resende. Apostado, diz, em agitar as consciências, desafia o país, que já não é novo, para a abertura do túmulo do Primeiro Rei para que se faça a comparação do seu ADN com o de D. Teresa. 
Ao ouvirmos a TSF, que amiúde nos brinda com estas estórias da Cultura, ficou-nos a imagem de um António Torrado, qual bobo da corte, de máscara, num desempenho jovial  a esbracejar, a dar saltos e volteios, ou então, em pose mais solene a bater as necessárias pancadas de Moliére, para que o auditório que anda apático e macambúzio, preste atenção e se aperceba que está aí um momento para curar  a alma, e ganhar energias, para largar esta angústia peganhenta e enfrentar a crise do país!
Obrigado António Torrado, devemos  ver a peça e comprar o Livro, o país merece que esta tentativa de agitação, seja um esforço  partilhado, porque afinal“ (…) do escândalo, népia…nem uma agulha buliu na quieta melancolia dos pinheiros do caminho(…)”

P.S. As lendas terão ou não algum fundamento de verdade. Mas há também a História. O peso de  ambas, o saber, tradição e memória das gentes destas terras, são recursos que deveriam ser melhor aproveitados principalmente pelo Turismo, pelo retorno de desenvolvimento que isso trás ao interior, de belezas imensas, com outros potenciais, como é o Douro, por exemplo. Temos na região uma ligação de Eça de Queirós a Baião e a Resende; Santo António a Castelo de Paiva, Serpa Pinto a Cinfães, mas temos sido daltónicos e ainda não percebemos que "são de ouro os ovos desta galinha"!

Foto do Mosteiro de Sta. Maria de Cárquere - Resende - Portugal

Este mosteiro está ligado ao chamado "Milagre de Cárquere", (a outra versão da lenda) segundo o qual aqui teria ficado perfeitamente saudável e recuperado de uma deficiência de nascença o nosso primeiro rei (D. Afonso Henriques) na zelosa companhia de seu aio, D. Egas Moniz.






escreveu, Martinho Rocha









domingo, 22 de julho de 2012

As Pedras e as Lendas (uma das comunicações apresentadas pelo seu autor Inácio Nuno Pignatelli).



…“Se ao Marmoiral da Boavista não estivesse associada a história dos amores difíceis dos pais de Santo António, era mais um marmoiral, mais uma pedra. (…)Mas, precisamente porque se encontram associados a lendas, porque há uma história que se concentra nelas e deles parte a povoar o pensamento dos homens, ganham logo outros foros, assumem de imediato uma nova condição que os individualiza, deixam de ser uma qualquer fraga ou rocha para passarem a ser O Penedo Cão, O Marmoiral da Boavista, O Penedo d’ El-Rei Garcia.
E porque assim é e alguém lhes deu voz e soube dialogar com eles, os homens procuram mantê-los e conservá-los”…
O texto(*) integral  da comunicação apresentada no “Encontro Castelo de Paiva: Ontem e Hoje” realizado pela ADEP em 12 de Agosto de 1989, na Quinta do Pinheiro, está na página anexa.


(*) As actas do Encontro não chegaram a ser publicadas por não terem sido recebidos todos os textos das comunicações apresentadas.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pedras que falam ! O Penedo do Carcajo.

Outra das nossas lendas está associada ao penedo do Carcajo, nas Fontaínhas, freguesia de Fornos.
O imaginário popular laborou nas reminiscências e memórias da vivência algo atribulada e violenta com os povos invasores.
Assim dentro da enorme fenda do penedo, existe uma bela moura encantada, com corpo de peixe e cabeça humana. Ninguém se atreve a passar pelas imediações em horas tardias porque corre o risco de ser morto pela moura.








escreveu Martinho Rocha

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pedras que falam ! O Penedo Cão

"A estampa VI (das Lendas e Tradições de Castelo de Paiva), representa (segundo o autor) o Penedo Cão, enorme pedregulho que as infiltrações hibernais fizeram estalar e abrir ao meio, facto que o povo atribuiu à quebra do encanto que se descreve no poemeto. A parte caída, que tinha quási 10 metros de diametro, na parte superior por onde fendeu (e que serviu de eira para malhar centeio), foi estupidamente britada para aproveitamento do seu granito...". O Penedo Cão é um exemplar enorme dos ditos penedos errantes de que fala Pinho Leal, que faz questão de dizer que onde os tem "visto em maior abundância é nos concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Sinfães e Castro Daire".
Também aqui encontrou apoio mais uma lenda de Paiva. Este penedo guardava um tesouro.E para quem queira saber o que diz a Lenda consulte turminhafabulosa.blogs.sapo.pt que o seu trabalho também merece ser reconhecido, tão clara e escorreita se apresenta a mesma.









escreveu Martinho Rocha

quinta-feira, 10 de junho de 2010

LENDAS E TRADIÇÕES DE CASTELO DE PAIVA, reedição


A ADEP deliberou na sua última reunião proceder à reedição das "Lendas e Tradições de Castelo de Paiva". A obra encontra-se esgotada desde a reedição de 1981, já então levada a cabo pela ADEP e Câmara Municipal.
A história da cultura do nosso concelho, escrita em poemetos por Adriano Strecht de Vasconcelos, autor local, que passou para o papel as histórias que ouvia contar aos avós, na ida década de 30 do séc passado, fixa locais e procura credibilizar os factos com a sua ligação às gentes de Paiva, num tempo que remonta aos inícios da nacionalidade. Aí se fala das lendas de Santo António, do Penedo Cão, do Penedo e Lapa de El-Rei Garcia, do Gafo da Ladroeira, da Senhora das Amoras, etc.
Esta iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal.



escreveu, Martinho Rocha