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sábado, 11 de janeiro de 2020

Poemas de autor anónimo, oferecidos à ADEP: "Rio Paiva" e "Marmoiral"

Poema Rio Paiva

http://3.bp.blogspot.com/_duUVqLa9Hhk/TSjYfY9HYFI/AAAAAAAAAHo/g-p1xNXJ_HE/s320/Sem+T%25C3%25ADtulo.png


Rio de água brava
Artífice em medos,
Ninguém te trava
Por entre penedos.

Águas revoltas
Brotam brancura,
Enroladas voltas
O Douro segura.

Paiva é aventura
Em vale natural,
Vida de ternura
Ambiente rural.

Vertente estreita
Límpido o leito,
Sol alto espreita
Brilhante efeito.

Verdes encostas
Atraente beleza,
Fragas expostas
Idílica natureza.

28/04/2008
ADN º_º





Poema MARMOIRAL
http://2.bp.blogspot.com/_duUVqLa9Hhk/TSh4oiaZl_I/AAAAAAAAAHk/TdnuBRg5EXs/s320/Sem+T%25C3%25ADtulo.png

Ilustre nobre guerreiro
Defensor deste cantão,
Leal e afoito cavaleiro
Valente devoto cristão.

Bravo lidador apeado
Deslumbrante a lutar,
Arrebatador e ousado
Glorioso a conquistar.

Misterioso e lendário
Combatente da nação,
Aventureiro temerário
Está no nosso coração.

Granítico monumento
Da primeira dinastia,
A arma do juramento
Espada que combatia.

Imponente estandarte
Por Paiva triunfante,
Consolidado baluarte
Na memória distante.

25/10/2009
ADN º_º

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

BOAVISTA, sem fumo branco!



BOAVISTA, sem fumo branco!



Nestes meses de inverno
já não há fumo nas chaminés
da Boavista.

Para uns acabou-se o inferno,
para outros não faltarão “lamirés”
em vista

O tempo a seu modo vai correndo
A fé aos poucos vai morrendo
Tudo o que lá resta
brevemente não presta

A Esperança não morre
mas à Boavista ninguém acorre

Mês após mês, ano após ano,
seja por dentro ou por fora, tudo se vai,
tudo perece como por engano
como a núvem que no céu esvai
sem destino, em sonho vão...
Assim vai a Boavista caindo no chão!




Castelo de Paiva, Dia de Reis, 2020
























Poema recebido de associado que pretende manter anonimato.


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Autores da região, na Feira do século XIX. Livros e memórias, do Douro e da Paiva!


Maria José Gabriel, Hernâni e Fátima Gabriel



Fátima e mestre Domingos "último marinheiro"


Livros deixados à ADEP para a sua Biblioteca



Pela Feira passaram este ano alguns autores com os seus livros, como foi o caso de Hernâni Mendes e Manuel Bessa, contadores de estórias e declamadores, cantadores, poetas, frades, artistas, marinheiros e fotógrafos.
A Feira foi o palco mas também em alguns casos foi o acontecimento que proporcionou o registo ou o momento da inspiração!

Hernâni Mendes deixou-nos este


RETRATO ESCRITO 
da Feira século na ADEP 2018, que não resistimos publicar,

A  convite do seu presidente
E do João da Gráfica,
Fui almoçar lá na feira.
Não vi milho na eira,
Mas em gigos,
Já desfolhado
Vi as tascas e tasquinhas, as uvas já apanhadas
E as escadas.


Observei
Os cestos das vindimas
E comprei
O artesanato.
Réplicas das dobadouras,
Do pião da minha infância.
Do ancinho
Que docemente no monte
Ou no caminho
A caruma para as castanhas assar
Nas tascas eram; pataniscas
E iscas
Para o passado recordar
Com o paladar.

Vi o mineiro trabalhador
Grande impulsionador da economia da região.
Isto me fez recordar
O meu grande amigo,
O meu pai Arlindo
Tocam as doze badaladas,
É a hora de almoçar.

Sentados à mesa da taberna,
Onde a esta hora, já funcionam os fornos a lenha.
Junto à entrada da ADEP
Onde antigamente,
Era a entrada do cinema
E se faziam os bailaricos da mocidade.


À mesa se sentam, os comensais
E outros que tais.
São escritores,
E do cinema atores,
Professores,
Editores.
E muitos mais,
A gente simples,
Que como eu
Partilham estes momentos,
Estes sentimentos.

Olhando, à volta
O tempo, pára no tempo das recordações,
Cheira a castanha assada
E à doce rabanada.

Servem o almoço
E como do costume
A inolvidável feijoada.
Outros deliciam-se com,
O bacalhau frito,
Bem servido,
como antigamente.
Contam-se estórias passadas
Que relembram,
Os entes idos.
Mas mais importante;
Assim se escreve a história
Dos que aqui estão
E são:
- O mestre Domingos
Último arrais do Douro,
Nonagenário sempre brincalhão,
Que outrora por uma pipa a mais,
No Porto foi parar à prisão.
Ensaia lá no canto da mesa,
O sobejamente conhecido
Ator Carlos Sebastião.

Declama a profª Fátima Gabriel:
-os barqueiros do Douro
E as cosedoras das sacas de carvão.

Como é bom ver,
Num rosto que o tempo usou
Um sorriso brejeiro e de gratidão,
Do mestre Domingos,
Pois então.!

Junta-se uma nova personagem,
Que eu desconhecia:
-A tia, dona MARIA,
Da poetisa tia
Fátima Gabriel
Oh! Que alegria,
Ouvir cantar o Douro
E os seus rabelos,
Num misto de sentimento e paixão.

Momento lindo
E não é que ela se recorda do meu pai
Arlindo!

Para acabar, vamos voltar
Ao Dr. Martinho, ao João da Gráfica,
Aos seus colaboradores.
Gostei
Destes momentos
E para o ano com certeza estarei,
De novo
Sempre atento e observador

Para ver estampado no rosto
A alegria do meu irmão.

Hernâni Mendes 15/10/2018