quarta-feira, 19 de abril de 2017

Começa a contagem: 1.º dia ! Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

 ADEP. Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, 18 de Abril 2017









CASA TORRE DE VEGIDE

Hoje ainda podemos dizer: Um dia a Casa vai abaixo!...   E amanhã?
Não queremos que isso aconteça.
Para ir lembrando a quem de direito que o património existente (a par de outro,  únicos  no país do ponto de vista do seu historial), está carente de conservação e reconstituição, vamos lançar esta iniciativa: uma espécie de contagem  dos dias que restam para o seu desmoronamento completo.
O dia de hoje será o primeiro das nossas vidas desta iniciativa. 


Há ideias e vontades para que se inverta este percurso do deixa andar e de que tudo se resolverá com o tempo!
Não! Não queremos ir por aí. Temos obrigação de agir rapidamente. A CASA TORRE DE VEGIDE é já um património histórico medieval, tal como as Vilas, ali ao lado, de Gondim e de Sobrado, cujos registos escritos e muito do edificado, remontam aos anos entre 1000 e 1100, mas está vulnerável. Também a capela de Vegide, dentro da mesma propriedade, com traços de origem mourisca – (Qubba Islâmica?) faz parte desse património histórico, bem como as sepulturas na rocha, a que atribuíram o nome de Pias dos Mouros, estas, um pouco mais afastadas no monte de Corvite.
A Casa Torre de Vegide foi berço de ascendentes da mãe de Santo António. Está num estado avançado de ruína e um dia – se nada fizermos – vem abaixo!
Amanhã não poderão outros dizer que ninguém chamou à atenção para este” estado de coisas”. Há muita coisa que se pode fazer como preservação. Reúnam-se as pessoas responsáveis pela administração dos usufrutos e dos bens de raíz, façam acordos, parcerias com quem pode vir a contribuir com iniciativas na implementação de actividades que possam produzir rendimentos aplicáveis na conservação urgente dos espaços e edifícios. O telhado está prestes a desabar. Não deixem caír o alpendre. Reconstruam a torre. Valorizem os lagares. Façam do prédio um museu das artes do campo e afins. Por favor…

Um dia – se nada fizermos – a casa vem abaixo!  Começa a contagem: 1.º dia !

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS), foi criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMS) a 18 de Abril de 1982, e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objectivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua protecção e valorização.




























Texto e fotos de Martinho Rocha e Mário Gonçalves Pereira

Diz - se na base de dados da DGPC. ” Segundo a tradição, a Casa de Vegide terá pertencido a D. Trocozendo Guedes, senhor de Paiva e bisavô materno de Santo António de Lisboa. A quinta foi aumentada ao longo das centúrias, passando por descendência para a família Pinto de Vegide. 
A capela terá sido edificada no início século XVII, apresentando um modelo de gosto maneirista, muito utilizado na edificação de oratórios em quintas a partir de meados do século XVI, que neste caso possui um carácter rural, pouco erudito. 
É um tempietto de planta rectangular coberto por uma cúpula de tijolo, sem qualquer elemento decorativo exterior. O portal principal apresenta uma moldura rectangular com empena encimada por três pináculos. Sobre a fachada, no eixo do portal, foi colocada um nicho, que originalmente devia albergar a imagem do orago da capela, actualmente desconhecido.
No interior, um espaço único coberto por cúpula, destacam-se os azulejos seiscentistas e o que resta da estrutura do retábulo, de talha barroca setecentista.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/ 9 de Maio de 2005”, 

domingo, 16 de abril de 2017

Próxima Assembleia Geral da ADEP


Para discutir e votar as contas e o relatório das actividades realizadas em 2016, vai reunir no próximo sábado a Assembleia Geral, dos associados, convocada por Mário Gonçalves Pereira.Os documentos já estão disponíveis e podem ser consultados. (o endereço  de contacto com a Direcção está no rodapé da convocatória).


Seguiu com a convocatória um apelo aos associados para que usem da faculdade que o sistema fiscal permite de, sem custos, consignar 0,5% do IRS pago a favor da ADEP. Todos podem fazê-lo: associados e  amigos! 


sábado, 15 de abril de 2017

Caminhos de Fátima e Santiago em Castelo de Paiva





A ADEP - Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva, atenta a estes caminhos e percursos por onde se movimentavam e movimentam as pessoas, que considera já históricos, entendeu associar-se às comemorações do Centenário de Fátima e fez implantar, nos trajectos principais, sinalética adequada à melhor orientação dos peregrinos, dentro do concelho de Castelo de Paiva.
Criou assim um caminho principal sinalizado, que é a linha dorsal, entre a ponte Hintze Ribeiro, sobre o rio Douro e a Ponte do Arda, o qual agrega outros caminhos transversais.
De igual modo criou sinalética para o Caminho de Santiago de Compostela desde a Ponte do Arda até à ponte Hintze Ribeiro (actual caminho, porque antes da ponte seria em direcção ao Castelo/foz do Paiva), este em parte comum com o caminho de Fátima, e que passa pelo centro, em Sobrado, onde os peregrinos de Santiago poderão ter acesso a serviços diversos, tais como: WC, Bancos, restaurantes e cafeteria, mercado, combustíveis, CTT, Loja de Turismo, Igreja (eventualmente passaporte do peregrino), etc.
Algumas imagens dão-nos indicação da sinalética utilizada.


Este trabalho visou proporcionar a todos os peregrinos uma melhor orientação nos caminhos e maior informação, que será complementada com desdobrável a distribuir pela maior parte dos peregrinos durante a última semana de Abril e primeiras semanas de Maio.
Por outro lado este trabalho serve de ênfase a que outros concelhos vizinhos possam contribuir, proximamente, com a criação de trajectos similares, em suas terras de jurisdição, na esperança que o caminho de santiago chegue até Guimarães, onde parece existir aí um ponto de partida, via Braga, para Santiago de Compostela.
A ADEP contou com a prestimosa colaboração da Câmara Municipal na feitura e instalação da sinalética e com as juntas de freguesia na confecção dos desdobráveis.

Anteriormente a ADEP elaborou o calendário de parede para 2017 com as imagens mapeadas dos caminhos e distâncias entre povoações.
Futuramente espera vir a sugerir a instalação de uma casa para peregrinos, (albergue) numa das casas da Malta do Pejão-Paraíso.

ADEP – Castelo de Paiva, 13 de Abril de 2017

Mário Gonçalves Pereira 

sábado, 8 de abril de 2017

No dia dos Moinhos abertos, falou-se do artesanato!






Hoje no Dia Nacional dos Moinhos Abertos que também foi dia para a esclarecer dúvidas sobre problemáticas do artesanato, mobilizaram-se várias instituições para apoio a essa causa;
A ADRIMAG, AAN - Assoc. Artesãos da Região Norte; ADEP, CLDS/Câmara Municipal todos estiveram no Parque das Tílias /ADEP para informar e disponibilizar apoios a esta realidade económica e empreendedora, a melhor conhecedora dos nossos ricos saberes ancestrais.
Os artesãos e mercadores corresponderam o que é um sinal promissor do enraizamento e atitude das gentes laboriosas de Paiva, o que aliás é  quotidianamente demonstrado na realização dos diversos eventos que ultrapassam as fronteiras do concelho, como sejam as feiras do Vinho, do Século XIX, de hortícolas mensais em Sobrado e agora também em Sardoura, entre outras!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pavilhão Artesanato /ADEP "Pintado de fresco"


Desafio para voluntários e empreendedores, jovens e mais velhos, para actividades de lazer, artesanato e pequena oficina!
Não é certo que vá ficar neste local, tudo vai depender do interesse que desperte...


contactos: adeppaiva@gmail.com

segunda-feira, 3 de abril de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

Pois é, era dia 1.º de Abril...

Pena que não haja notícia de efectiva medida para a vivificação desta estrutura (PG 2 de Germunde), como de outras que igualmente foram referidas.
Como no texto continuamos a acreditar que só uma luta empenhada de todos conseguirá encontrar o caminho inverso para resgatar o grosso do nosso património arqueológico, construído, mineiro e até natural,  do estado em que se encontra.
Pedimos desculpa se algum leitor, por distracção, se esqueceu que hoje era 1.º de Abril; não vimos  no texto nem foi nossa intenção desrespeitar, desinformar ou desmerecer o nobre e imprescindível trabalho das Instituições e Pessoas (designadamente Bombeiros e Mineiros) bem pelo contrário!
Não era para levar a sério. Num dos 365 dias, olhamos as coisas nesta perspectiva!
Hoje era dia para brincar, como já aconteceu no ano passado.



                          

SEXTA-FEIRA, 1 DE ABRIL DE 2016

Começaram as obras na Boavista!

Começaram as obras na Boavista. 




Finalmente as tão desejadas e bem necessárias obras estão a avançar como se pode ver. Consta que  vai ser tudo recuperado, criada a Fundação/Museu do Conde de Castelo de Paiva, para onde vai ser transferida a Biblioteca Municipal, e passará a haver acesso livre para os paivenses a estes serviços,  quinta e mata, chafariz e jardins – onde se vai enquadrar a eira num anfiteatro para actuação das bandas de música.
Também nos informaram que o projecto prevê – em parte da casa -, para a sua sustentabilidade,  a criação de um espaço de hotel “dos pais de Santo António” para os turistas que vão vir de barco do Douro, que vai ancorar nos cais do Castelo e em Pedorido. Estes alojamentos tem extensões em Gondim Serrada ena Casa de Torre de Vegide, onde também vai ser dinamizada um nova adega para uma nova atitude de cultura e exportação do vinho Verde de Paiva.
A Adega junto ao Marmoiral vai levar telhado novo e os lagares de vinho, toneis  e moinho vão ser recuperados e reutilizados num centro de provas  e pack´s de licor de Kiwi para recordação.
Os usufrutuários, colaborantes com este plano de trabalhos - que vai prolongar-se por vários anos, – aceitaram o alojamento que lhes vai ser destinado, criado de novo, nos anexos.

Ficamos contentes por ver que finalmente desencalhou um projecto que faz jus à audácia e empreendedorismo do benemérito Conde de Castelo de Paiva.


















textos de Martinho Rocha. Ilustração de João Vieira





O Poço de Germunde (PG2 das Minas do Pejão) já está a salvo!



Numa operação relâmpago que se desdobrou  por duas noites de encontros e reuniões entre algumas personalidades e populares mais entusiastas foi reunido um conjunto de voluntários (de entre antigos mineiros, reformados, desempregados e moradores),  que vai formar o desejado corpo de bombeiros para a delegação do baixo concelho.
Este grupo vai receber formação e instalar-se brevemente no local para isso destinado – o PG2 de Germunde, estrutura mineira emblemática que se pretende manter e honrar com esta representação e vivência permanente - que vai contar ainda com uma ambulância, um barco e um autotanque como meios de salvamento público a ceder pela casa mãe.
Paralelamente decorreram diligências de angariação de fundos e inscrição de novos associados para os BV que contabilizam já umas largas centenas de euros, entre subsídios da autarquia  - que este ano prescinde dos artistas nos festejos da feira do Vinho, por troca com evento de confraternização com animação popular local a realizar no PG2, na data da abertura - ,  e donativos de particulares, receita que no imediato acudirá às obras de vedação necessárias, limpezas e peritagem para avaliar da segurança da estrutura, que é visível ter sido saqueada.
A mobilização de todos, da população em especial, é apontada como exemplo a seguir para passar a outras situações de património em crise, como é o caso da Ponte Velha de Pedorido, Cavalete do Fojo ou casas de Santo António e Boavista.


                                                                                                   


 Aladino do Pejão


Recebemos de um colaborador este texto com um pedido de publicação urgente.