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quinta-feira, 2 de maio de 2024
As Cruzes, são amanhã dia 3 de maio!
PROCISSÃO DAS CRUZES
No próximo dia 3 de Maio, já esta sexta-feira (amanhã), realizar-se-á a tradicional procissão conhecida por “As Cruzes”
Esta Procissão em que se incorporam as cruzes das freguesias do concelho e grande número de pessoas, durante a qual é cantada a ladaínha de Todos os santos, sai da capela S. Caetano, em Serradelo, freguesia da Raiva, e recolhe à capela da Senhora das Amoras, em Oliveira do Arda, na mesma freguesia.
Sobre esta procissão escreveu o DR. Simões Júnior ” O Provisor Dr. Manuel de Payva Castro capitulou em 1757 o seguinte: “Os paroquianos desta freguesia (Raiva) são negligentes e remissos em cumprirem o voto antigo da romaria da Senhora das Amoras, achando-se às vezes o revº. pároco com poucos ou nenhumas pessoas que acompanham a Cruz. Ordeno que este as possa condenara cada uma em dois tostôes, não indo de cada casa uma pessoa à dita romaria, os quais aplicará para a fábrica da igreja”.
Fotos retiradas do Facebook, registos de anos anteriores, de vários autores
in COUTO MINEIRO DO PEJÃO- C. de PAIVA
João Teixeira
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Festa das Cruzes: a 3 de Maio em Oliveira do Arda
Festa das Cruzes
Revitalizar
a tradição é preciso, depois, quem tem horta/jardim ou trata da agricultura,
pode valer a pena !
Tradição que, no concelho, terá sido influenciada pela, ainda hoje muito viva, festa das Cruzes
de Barcelos, terra a que estivemos ligados - por causa da orgânica da Justiça e
senhorios desta terra - desde a idade média (1). Transcrevemos extractos de
notícias:
I
Em 1758, nas Memórias Paroquiais (2), o Padre da Raiva
informava: “ No dia trez de Mayo vem a mesma ermida (do povo e cita fora do
lugar de Oliveira, Nossa Senhora das Amoras) hum clamor das nove freguesias de
que se compõem o conselho de Payva, com as suas cruzes e a camara do mesmo
conselho. Na primeira segunda-feira depois do Domingo do Espirito Santo costuma
ir todos os anos com um clamor a mesma ermida todas as cruzes do Valle e Villa
de Arouca”.
II
“Realiza-se no
próximo dia 3 de Maio, na Senhora das Amoras, freguesia da Raiva a tradicional
festa das Cruzes. O local é muito pitoresco, dizendo-nos que de todas as casas
é obrigatório mandar alguém para salvar os campos das crises cerealíferas e das
epidemias vérmicas. As procissões e os bailes afogentarão a bicharia
destruidora. O concelho cairá ali em pezo. Há corridas de camions. Aos que faltarem, já
se sabe os campos… “ Jornal “ O Defensor” 28 de Abril de 1921.
III
Ainda em 1941 (28 de Abril) o jornal Defesa de Arouca dava
realce à tradição do concelho vizinho: “ No próximo dia 3 de Maio realizar-se-á
a tradicional processão conhecida por “As Cruzes”.
Esta procissão em que se incorporam as cruzes das freguesias
do concelho e grande número de pessoas, durante a qual é cantada a ladainha de
Todos os Santos, sai da capela de S. Caetano, em Serradelo, freguesia da Raiva,
e recolhe à capela da Senhora das Amoras, em Oliveira do Arda, na mesma
freguesia”.
IV
Esta
notoriedade que passa as fronteiras do concelho e que pelos anos 50 a 70
creditava a muito do operariado agrícola, e não só, a alforria de um dia de
folga (para compensar o 1.º de Maio…) teve como tudo os seus altos e baixos. Em
1757 foi necessário o provisor Dr. Manuel de Payva Castro capitular: “Os
paroquianos desta freguesia (da Raiva) são negligentes e remissos em cumprirem
o voto antigo da romaria da Senhora das Amoras, achando-se às vezes o ver.º
pároco com poucas ou nenhumas pessoas que acompanhem a Cruz. Ordeno que este as
possa condenar a cada uma em dois tostões, não indo de cada casa uma pessoa à
dita romaria, os quais aplicará para a fábrica da igreja”.
Biografia:
(1)-“Elementos para a História de
Castelo de Paiva”- (realçamos a 3.ª parte) de Margarida Rosa Moreira de Pinho.
Reedição da ADEP em 1991;
(2) -“Memórias Paroquiais de
Castelo de Paiva” de Manuel Joaquim Moreira da Rocha e Olimpia Maria da Cunha
Loureiro. Ed. Câmara Municipal 1988;
(3)-“Castelo
de Paiva” - Terras ao Léu de Guido de Monterey. Edição do autor 1997;
Foto de M. Rocha (de memória proveniente de Cruz de Alveda, existente no Parque das Tílias).
Estes e outros
documentos podem ser lidos e consultados no espaço Biblioteca Manuel Afonso da
Silva da ADEP, no Parque das Tílias à Frutuária.
domingo, 4 de maio de 2014
A Festa das Cruzes !
No dia 3 de Maio vem à ermida de Nossa Senhoras das Amoras
um clamor das 9 freguesias de que se
compõe o concelho de Paiva, com as cruzes e a Câmara do concelho; Na 1.ª e 2.ª
feira depois do Domingo do Espirito Santo costuma vir à mesma ermida um clamor,
com todas as cruzes do Vale e vila de Arouca. (cópia livre de texto incerto nas
Memórias Paroquiais - 1758).
Em 2012 tomamos a iniciativa de reconstruir no Parque das
Tílias - graças ao empenho de Mário Gonçalves Pereira - a partir da pedra base,
aquilo que seria uma cruz desse itinerário, situada algures no lugar de Alveda,
Raiva.
E porque não motivar vontades e fazê-la regressar ao primitivo local, procedendo-se
à sua colocação em local digno. Têm a palavra os moradores…
Martinho Rocha
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Cruz de Alveda. A Festa das Cruzes. Um contributo de Mário Gonçalves Pereira
“Cruz de Alveda – Raiva, Suas origens” é mais um álbum produzido e
oferecido por Mário Gonçalves Pereira à ADEP. Trata-se de um contributo para a
história da freguesia da Raiva e de uma das tradições mais antigas do concelho
(As Cruzes).
“O topónimo “Cruz de Alveda” era atribuído, verbalmente, a
um sítio ermo, num pequeno planalto, onde um carreiro e uma cruz marcavam a passagem
de muitos transeuntes. Naquele mesmo local e com o mesmo nome está hoje
implantado um agregado populacional que nasceu, para ir crescendo, em 1944.”(e
que foi fundado pelos seus ascendentes)
O álbum faz um retrato social da vivência das populações
locais, que se ocupavam da agricultura, do pequeno comércio e serviços ligado
aos barcos rabelo no porto das Fontaínhas e ainda à incontornável azáfama da
Mina(Fojo, Choupelo e Germunde). Um testemunho e esforço de memória do menino
estudante-bolseiro que foi da ECD.
Desde 2006 que Mário Gonçalves Pereira imprime e exprime em álbum
rígido e lavável fotos e notas obtidas nas
iniciativas e/ou selecionadas das existentes no Arquivo Luís Lousada Soares,
que generosamente entrega à ADEP, para que possam ser consultados.
“A Cruz de Alveda” está hoje reconstruída no Parque das
Tílias, junto do Cruzeiro de Carcavelos,
sobre a base suporte do primitivo cruzeiro que existiu em Cruz de Alveda -reconstruções
que se devem aos Irmãos Merru - assunto a que se há-de voltar a falar a propósito
da muito antiga Festa e Procissão das Cruzes.
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