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domingo, 1 de março de 2020

Partiu o Sebastião “da Casa do Povo”, a ADEP presta-lhe a sua homenagem!



A passagem do tempo ultrapassa-nos tamanha é a velocidade e tão grande o peso da inércia;  se não estamos despertos, se não fazemos um esforço para perceber e sentir o passar da brisa da vida, arriscamos a inócua passagem à fase final da metamorfose terrena e nada deixamos que recorde aos vindouros que a vida vale a pena e que connosco o mundo melhorou um pouco!
Não é o caso do Sebastião, que  foi nosso amigo, associado e diretor. Homem de causas e vontades, interventivo e militante. Muito antes de nós já o seu invejável currículo de cidadão ativo era reconhecido. A ele também se deve muito do que a ascensão social e cultural que a  Casa do Povo  proporcionou, felizmente há poucos anos teve a oportunidade de o lembrar na primeira pessoa; mas também o seu contributo passou por outras inovadoras iniciativas e projetos algumas que entretanto  foram modificadas e deslocalizadas, como por exemplo o início dos festejos a S. João de Paiva, que começaram com animação de cascatas na Frutuária, a ele se devem.
Sem a sua intervenção o nosso historial seria noutro; com entusiasmo, disponibilidade e persuasão bateu a algumas portas para pedir e reclamar apoios e ajudar a levar para a frente projetos e trabalhos com valor para a terra e que ajudaram a divulgar e a transportar para o futuro a memória e cultura das gentes de Paiva.
Acompanhou ativa e praticamente toda a epopeia de construção do rabelo “Douro – Paiva”, “escola de marinhagem” com os antigos arrais e marinheiros, atividade fluvial e turística e foi um ativista na causa do resgate e primeiro arranjo urbanístico do Marmoiral. Também o processo da integração da Casa do Povo foi por ele interpretado como uma oportunidade de defender os valores, incentivar e ombrear com os jovens para as causas comuns. E esta é uma grande lição de cidadania; já sexagenário, e durante mais de uma década, com o mesmo ou ainda maior ânimo que o dos jovens a que se associou, e que tinham metade da sua idade, trabalhou ativamente pela defesa do património Paivense!

Deixamos esta simples homenagem, cientes de que o nosso dever é tudo fazer para que os seus valores e lição de vida continuem a ser cultivados, para bem  da comunidade e harmonia com os deuses.





















Martinho Rocha

domingo, 2 de junho de 2019

A construção do Douro Paiva, a vitória da 5.ª Regata, a descida do Douro






Jornal "O Comércio do Porto do dia seguinte


foto da equipa de marinheiros (inclui director Sebastião Vieira da Silva e motorista, à direita), entre eles o homem do leme António Teixeira Soares, que venceu a 5.ª Regata 1987, o 6.º a contar da esquerda e que era o homem do "calo" que se refere no texto do artigo do Diário de Lisboa e que se invoca a propósito da necessidade de preservar as marcas (na carne e na rocha) da sirga, que existem dispersas por esse Douro acima e que em Rio Mau, Penafiel ainda se não conseguiu motivar as instituições com essa responsabilidade. 





Em Castelo Paiva, (foz do Rio Paiva) nasceu este projecto que navegou depois de 1987, embarcação "Douro -Paiva" que foi legalizada para actividade maritimo-turistica, ainda isso não acontecia em Gaia.
Nesta iniciativa a ADEP, desde 1986, gerou e proporcionou uma dinâmica alargada de conhecimento e ligação intergeracional, à terra e atividades, que se mantêm visível e apreensível no terreno, constituindo também uma componente importante do espaço de Museu "Primeiras Artes" da ADEP - Parque das Tílias, actividades que "não contam" para os sucessivos orçamentos autárquicos...
Em breve, com a colaboração de alguns empresários, apresentaremos mais um trabalho que conseguimos realizar, subsistindo ainda em projecto outros aspectos que por razões de natureza financeira terão de aguardar por melhores dias.