sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A Industria do papel em Paiva












Alfredo Vieira Guedes, personalidade paivense muito conhecida e reconhecida pelo seu sentido de benemerência  no apoio a diversas iniciativas populares da área da saúde (Hospital da Misericórdia), do ensino  (Externato Alfredo Vieira Guedes), infraestruturas de vizinhança (doação de águas, terrenos para caminhos e escolas)entre outras, foi homenageado pela ADEP em momento integrado no programa da 20.ª edição da Feira do século XIX.
A imagem deste paivense passou a partir de 8 de outubro a fazer parte da Galeria  dos Empreendedores, na sala de exposições, onde já constam desde 2016  Jean Tyssen e sua nora Marcelle Tyssen (ver abaixo).
Alfredo Vieira Guedes esteve directamente ligado à laboração da fábrica de papel da Foz do Ribeiro, hoje nas mãos dos seus netos. Esta empresa  que é conhecida pela Fábrica do Vieira Guedes, aparece em 1844, foi fundada pelo avô Manuel Vieira de Andrade e que se saiba é a empresa  paivense mais antiga, e que apesar das diversas administrações, e vicissitudes por que passou, se mantêm ainda a funcionar e que produz hoje vários tipos de cartão. Em meados do século XIX  produziu papeis de escrita (almaço e florete) além do papel de embrulho que era bem conhecido e preferido pelo comércio no Porto.
Nestes dois momentos deixamos um agradecimentos especial aos familiares de ambas as personalidades que com a sua aprovação e presença nos permitiram este gesto.







Foi assim noticiado o evento de 2016 que consta no tema Minas do Pejão:

MEMÓRIAS QUE NÃO SE APAGAM DA NOSSA MEMÓRIA

Foi com grande satisfação e regozijo que a ADEP recebeu no domingo 9 de Outubro passado, durante o certame da Feira anual à século XIX, no Parque das Tílias, à Frutuária, em Castelo de Paiva, uma neta de Jean Tyssen: Catherine Tyssen Barbosa Leão juntamente com seu filho, os quais procederam ao descerramento de dois quadros com retratos a carvão de Jean Tyssen e sua nora Marcelle, mãe de Catherine, mas também de Jacqueline Tyssen e de Caroline Tyssen, quadros que ficaram expostos no salão da ADEP e que passam a fazer parte das memórias da nossa memória. Foi um momento de singela mas respeitosa homenagem àqueles que melhor protagonizaram nas Minas do Pejão uma vivência humanista e vanguardista para o País, que hoje se reconhece e que cumpre divulgar como tributo à imagem destas personalidades e também como exemplo pedagógico para o mundo do trabalho de hoje em dia.
Uma pequena moldura publica, para os vindouros, palavras de grande significado em reconhecimento e gratidão da ADEP aos retratados, que foram corroboradas pelos presentes e em palavras de circunstância dos presidentes da Direcção, Martinho Rocha e da Câmara, Gonçalo Rocha.










escreveu Martinho Rocha




1 comentário:

Nagaréboshi disse...

Na verdade, quem viveu intensa e dedicadamente o passado, sente a sua memória desperta por vivências na Natureza, no Companheirísmo, e no "Negro Trabalho do Carvão"!
Antes de mais, e na sequência do texto do Dr. Martinho, com a descrição "MEMÓRIAS QUE NÃO SE APAGAM DA NOSSA MEMÓRIA", saltou-me à vista - e logo à Memória" também - o nome "LEÃO", igual ao mesmo com quem partilhei momentos desportivos no PAC, mas do qual jamais tive relação.
Lembro esse "Personagem" de referência "LEÃO", que ao mesmo tempo de PIERRE GEBLER, e associado à família Tyssen, connosco participava nos treinos e jogos de futebol amigáveis.
Será que, Catherine Tyssen Barbosa Leão, tem relação com esse personagem do meu passado desportivo no PAC ?
Creio que sim e, se assim for, que bom seria saber algo sobre esse "Personagem" com o qual partilhei momentos do passado.

Obrigado.
Mário Oliveira (Capela).