sexta-feira, 1 de maio de 2015

Festa das Cruzes: a 3 de Maio em Oliveira do Arda

Festa das Cruzes
Revitalizar a tradição é preciso, depois, quem tem horta/jardim ou trata da agricultura, pode valer a pena !





Tradição que, no concelho, terá sido influenciada  pela, ainda hoje muito viva, festa das Cruzes de Barcelos, terra a que estivemos ligados - por causa da orgânica da Justiça e senhorios desta terra - desde a idade média (1). Transcrevemos extractos de notícias:
I
Em 1758, nas Memórias Paroquiais (2), o Padre da Raiva informava: “ No dia trez de Mayo vem a mesma ermida (do povo e cita fora do lugar de Oliveira, Nossa Senhora das Amoras) hum clamor das nove freguesias de que se compõem o conselho de Payva, com as suas cruzes e a camara do mesmo conselho. Na primeira segunda-feira depois do Domingo do Espirito Santo costuma ir todos os anos com um clamor a mesma ermida todas as cruzes do Valle e Villa de Arouca”.
II
 “Realiza-se no próximo dia 3 de Maio, na Senhora das Amoras, freguesia da Raiva a tradicional festa das Cruzes. O local é muito pitoresco, dizendo-nos que de todas as casas é obrigatório mandar alguém para salvar os campos das crises cerealíferas e das epidemias vérmicas. As procissões e os bailes afogentarão a bicharia destruidora. O concelho cairá ali em pezo.  Há corridas de camions. Aos que faltarem, já se sabe os campos… “ Jornal “ O Defensor” 28 de Abril de 1921.
III
Ainda em 1941 (28 de Abril) o jornal Defesa de Arouca dava realce à tradição do concelho vizinho: “ No próximo dia 3 de Maio realizar-se-á a tradicional processão conhecida por “As Cruzes”.
Esta procissão em que se incorporam as cruzes das freguesias do concelho e grande número de pessoas, durante a qual é cantada a ladainha de Todos os Santos, sai da capela de S. Caetano, em Serradelo, freguesia da Raiva, e recolhe à capela da Senhora das Amoras, em Oliveira do Arda, na mesma freguesia”.
IV
Esta notoriedade que passa as fronteiras do concelho e que pelos anos 50 a 70 creditava a muito do operariado agrícola, e não só, a alforria de um dia de folga (para compensar o 1.º de Maio…) teve como tudo os seus altos e baixos. Em 1757 foi necessário o provisor Dr. Manuel de Payva Castro capitular: “Os paroquianos desta freguesia (da Raiva) são negligentes e remissos em cumprirem o voto antigo da romaria da Senhora das Amoras, achando-se às vezes o ver.º pároco com poucas ou nenhumas pessoas que acompanhem a Cruz. Ordeno que este as possa condenar a cada uma em dois tostões, não indo de cada casa uma pessoa à dita romaria, os quais aplicará para a fábrica da igreja”.

Biografia:
(1)-“Elementos para a História de Castelo de Paiva”- (realçamos a 3.ª parte) de Margarida Rosa Moreira de Pinho. Reedição da ADEP em 1991;
(2) -“Memórias Paroquiais de Castelo de Paiva” de Manuel Joaquim Moreira da Rocha e Olimpia Maria da Cunha Loureiro. Ed. Câmara Municipal 1988;
        (3)-“Castelo de Paiva” - Terras ao Léu de Guido de Monterey. Edição do autor 1997;
        Foto de M. Rocha (de memória proveniente de Cruz de Alveda, existente no Parque das Tílias).

Estes e outros documentos podem ser lidos e consultados no espaço Biblioteca Manuel Afonso da Silva da ADEP, no Parque das Tílias à Frutuária.


Martinho Rocha

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Caminhada do Foral pelo caminho dos Mineiros



Vamos no sábado 9 de Maio percorrer o  caminho dos mineiros, que o faziam das imediações da Vila (e parte alta do concelho e até das vizinhas freguesias de Cinfães) até ao Pejão. Antes e depois de uma jornada no interior da mina ainda havia que, ao sol, chuva ou neve fazer diariamente esta caminhada. É também a nossa homenagem a esses bravos trabalhadores!
O percurso tem cerca de 10 Kilómetros e o regresso está assegurado por autocarro (cedido pela Câmara).A inscrição/participação é gratuita e pode ser feita no próprio dia. 


O Percurso: Vai passar em Nojões - Vilar e aí assinalaremos o 498.º aniversário da entrega em Nojões do Foral de Paiva. Do Parque das Tílias à Vila passando pela Travessa do Mineiro, ponte pedonal no Sardoura, Escola de Nojões, Casa do Vilas, Marco do Foral, Centro histórico de Nojões, Cruz da Carreira, Sabariz e Pejão.
Teremos igualmente connosco o Agrupamento de Escuteiros 1258 de Castelo de Paiva.

domingo, 26 de abril de 2015

actividades, projectos, convite de adesão a novos associados

Relatório das Actividades de 2014 - Plano para 2015 - LIVROS - INICIATIVAS, Direcção.

Para sócios e não sócios,está disponivel em página anexa, e com este título, informação diversa sobre a actividade e projectos da ADEP, bem como suportes de comunicação/actualização de dados, adesão de associados, aquisição de bens, etc.

sábado, 18 de abril de 2015

- Quem salva o moinho da Troia / Sardoura ?


O nosso amigo, e já falecido Zé de Troia (que era como o conhecíamos), colaborou connosco e aderiu pela primeira vez à iniciativa dos Moinhos Abertos em 2011. Nesse ano aí fizemos uma caminhada e a adesão veio a manter-se nos anos seguintes também com  a colaboração da Associação do Rio Sardoura. 
Antes disso o Zé tinha mandado fazer uma recuperação e diversos arranjos no Moinho de Cima, colocou um penado novo feito pelo Agostinho de Guivães. Tinha projectos para uma intervenção no Moinho de Baixo que não conseguiu concretizar. Cedo de mais partiu e o irmão Francisco que já assessorava “o negócio” tomou conta até que também ele sofreu AVC e de há vários meses para cá deixou de manter o moinho a funcionar.  
O moinho estava a precisar de uma reparação  - coisa pouca - , a colocação da rela e sua mesa de suporte, reparação que não chegou a ser feita. 
Problema para que se não vislumbra grande solução é que não há pessoas conhecedoras da arte nas imediações e o Francisco apenas poderia, à distância, dar alguns concelhos e ensinamentos. Não pode andar, não mora lá à beira e não vê quem faça a reparação, e assegure a continuidade daquele que seria, vejam lá, o segundo moinho do Sardoura a funcionar…
Desejarmos as melhoras ao Francisco e lançamos aqui este repto – no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios :

 - Quem sabe alguma pessoa ou instituição, vê nesta actividade uma forma de ocupação de vida saudável e como tributo aos nossos costumes e saberes investe nesta iniciativa que muito diz a esta terra e a este Rio Sardoura, que a tantas bocas deu pão (de milho e centeio moído nestes moinhos) ao longo de gerações e gerações?

Quem conhecia a Meia Laranja?

No muro direito da meia Laranja para a Bafareira, tudo o que restava de elementos de granito trabalhado, foi serrado e vai ficar dentro da cofragem do novo murete, a fazer em cimento!
Esperava-se um mínimo de consideração pelos nossos mestres pedreiros; esperava-se sim a elevação do mesmo e a manutenção desses elementos que são património, falam da arte do seu tempo, da revolução nas estruturas viárias feita pelo Conde no séc. XIX. É lamentável o que se está a fazer, esssas pedras eram já as últimas visíveis de todo o conjunto romântico (não românico) que abria a entrada para a Vila como conheciamos que começava na Bafareira e terminava de forma apoteótica  com o recanto de repouso e com duas frondosas e raras árvores de garrafa na Meia Laranja. Todo o conjunto de granito já foi igualmente, retirado, destruido e escondido, nesta e na anterior empreitada...
E tão caras nos ficaram essas pedras (recordamos que essas lages dos passeios e das estruturas de alguns dos nossos mais bonitos edificios terão dado cabo de monumentos como a Anta do Vale da Rua, Penedo do Cão e  penedos Del´Rei Garcia...), assistir a esta fúria, dá que pensar...




Que a nossa pégada ecológica vai deixar marcas indeléveis aos nossos vindouros ninguêm tenha dúvidas ...







Martinho Rocha

sexta-feira, 17 de abril de 2015

DUAS DATAS, MAS UM SÓ FORAL !

No dia 6 de maio de 2017 comemorar-se-á o 500.º aniversário da entrega, em Vyllar de Nojões, do Foral à Terra de Payva, que havia sido outorgado por D. Manuel I em 1 de Dezembro de 1513.
A burocracia da época e a distância, que ainda hoje nos classifica de interior, necesssitaram de todo esse tempo para o fazer chegar à Terra de Paiva!

 “Anño Do nascjmento De nosso Senhor Jhesu christo De mjll e quinhentos e dezasete anños ssejs Dias Do mês De Majo Em o Vyllar de Nojõees que he ê termo Do Jullgado e terra De Payua no alpêdere De Gonçalo annês çapateyro EstanDo hy ffernam Dalluarez e Gonçalo pirjz Vereaedores e lujs alluarez pprocurador do Cconcelho e Joam añes Do Dicto logo e Joam alluarez De Nojoêes e outros homêes Do Dicto Concelho e bê assy estando hy alluaro barrosso criado e meyrjnho e pprocurador Do Senhor Lopo De soussa Senhor Da Dicta terrã – parecêo hy perante elles bras de ferreyra scripuã Dalfandega e allmoxarife daueyro e logo per elle foy amostrado hû Regimento que falla Da maneira ê que sse am De lançar os forãees e bê assy appressetou este forall que ffoy pobricado a todos e outro tall E este carregou aos Dictos Vereaedores e pprocurador e homêês bõõs e lhes Requereo que o conprise como ell rrey per elle mãda e que lhe pagãse setecentos rreaaes que sse nele monta e elles Receberam o Dicto forall e Diserõ que lho pagarjam testemunhas prresêtes erão Gonçalo pirjs / morador ê fornos e antonjo martjnz De ssãa E outrros e eu Johãm ffernandez tabeliam puprico e Judiciall no Dicto Concelho e escrispuã Da câmara que a todo fuy pressête e o esto escrepuy” .

No dia 9 de Maio vamos comemorar essa data  e caminhar pelo caminho que percorriam os mineiros da parte alta do concelho e até de Cinfães quando se dirigiam para o Pejão. Venha connosco !




sábado, 11 de abril de 2015

Hoje: Dia dos Moinhos abertos. Próxima Iniciativa: Caminhada do Foral 9 de Maio - sábado

Próxima iniciativa: Caminhada do Foral. Há-de passar em Nojões e vai seguir o caminho do mineiro. Inicio no Parque das Tílias, Vila passando pela Travessa do Mineiro, Almarde, Nojões, Sabariz, Pejão.
Teremos igualmente connosco o Agrupamento de Escuteiros 1258 de Castelo de Paiva e vai ter lugar no sábado 9 de Maio, a data que é a mais próxima (do dia 6) em que se comemora o 498.º aniversário da entrega em Nojões do Foral de Paiva.

Hoje a caminhada ao Moinho do Cabril intregada no Dia Nacional do Moinhos Abertos, foi assim: