LUGARES no concelho de Castelo de Paiva
Abelheira - lugar da freguesia de Real.
Adroia - lugar da freguesia de São Martinho de Sardoura.
Ancia - lugar da freguesia de Real. Adriano M Strecht de Vasconcelos (Lendas e Tradições de Castelo de Paiva: 1981, p.29 a 37) localiza aí, numa cruz de caminhos o local onde D. Paio Soeiro de Paiva mata a mulher que lhe foi desleal. O lento sofrimento e a agonia da morte terão dado o nome de Ancia ao local.
Azevide - lugar da freguesia de Real.
OUTROS LUGARES
Ancêde - vila na margem direita do Douro, Baião. Na estrada que vai para as Caldas, houve no lugar de Lordelo um arco de 2 metros de alto e no meio dele um tumulo. Na tampa da sepultura (que já não existe) estava gravada uma espada. Também aqui se diz que assinala o local onde descansou a rainha Santa Mafalda, quando foi fundar a casa de banhos das Caldas d'Aregos. Pinho Leal diz que o tumulo é (era) de um guerreiro, em vista da espada. Interessante a similitude com uma das lendas associada ao Marmoiral, que o referencia como a memória onde descansou o corpo da rainha beata Mafalda, que traziam da vila de Canaveses para o real mosteiro de Arouca (Memórias Paroquiais:1758 - Padre Luís Cardoso).
Anégia - em 1062 em Villa Rial, (Castelo de Paiva) aparecem mencionados os lugares do Crasto, Freamil, Várzea Dona, Agrela, Azevido, Santa Cristina, Nogueira e S. Pedro como fazendo parte do mesmo território. O rio Sardoura e a "serra Sicca" aparecem mencionados em diversos documentos para localizarem as propriedades ou lugares pertencentes ao global do território da Anégia, com as variantes "anegia", "annegia" e "aneeie" (Margarida Rosa M. de Pinho: 1991, p.67/8. A civitas de Anégia, parece indiscutível se localizava na freguesia de Santa Maria da Eja, onde atualmente se instala a capela de Nossa Senhora da Cividade. (Eja "Entre-os-Rios" A Civitas e a Igreja de S. Miguel de Carlos Alberto Ferreira de Almeida e Francisco Gaspar Almeida Lopes.
EXPRESSÔES POPULARES
A Apitar - expressão em gíria que designa falta de recursos, de dinheiro. "Paguei o que devia e fiquei a a-apitar" (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira).
Abifa-te, (e avinha-te e abafa-te) Receituário popular para as constipações ligeiras.
Abispa-te - Desenrasca-te; acautela-te; põe-te fino (Dicionário de Cinfães, de José Rodrigues: 2024).
Aboilada - Chacota; zombaria ruidosa quando um dos elementos do par (ela que fazia as "mancheias" e ele que as ripava / passava no ripo), atrasava o andamento do trabalho. (Margarida Rosa M Pinho:1991, p.36. Próximo de acaçoar - o mesmo que caçoar - troçar; escarnecer; zombar. Na mesma tarefa agrícola também se fala de arrincar (arrancar/colher) o linho. Associado à temática do linho temos ainda o Arejo (Margarida Rosa M Pinho:1991: p.35) doença nas folhas das plantas que faz secar(mirrar).
Afinfar - bater; dar pancada (Dicionário de Cinfães de José Rodrigues: 2024).
Anhar - passei o dia a anhar. Não fiz nada hoje.(Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2025)
Assizanar - chatear, provocar. Vocabulário popular recolhido por Manuel Caetano de Oliveira, na sua obra "Esse rio que era Douro": 2017, pag. 54
NOMES DE COISAS
Açafate - cesto baixo, redondo ou oval, sem arco nem tampa, normalmente feito de vime, zangarinheiro ou castanheiro. Imagem neste blogue da adep-paiva.blogspot.com (abrir Tema "Artesanato e produtos locais" e deslizar até 19.março.2011).
Aguilhada - pau com pico na ponta para picar os bois e vacas (o tamanho deste pico já é de longa data objeto de regulamentação, seja para proteção do couro, seja para evitar o sofrimento e respeito pelo animal / outro pau é o fueiro que também se diz estadulho - deste, no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, se diz, pau que se coloca de lado no carro de bois ou em atrelado, para segurar a carga.
Alar - rede para pescar lampreias; puxar ou conduzir à sirga. ver sirga (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).
Anforas (vasos de cerâmica preta) - encontradas junto ao Monte do Crasto na estrada Frutuária/Castelo (Margarida Rosa M Pinho:1991, p.47).
Almocaba - o cemitério, em árabe (ilucidário de Adriano M Strecht Vasconcelos: 1981, pag. 93).
Recordamos o nosso estatuto editorial, desta rubrica:
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